Guia da Cultura Japonesa [ATUALIZADO]

Nesse, artigo você vai encontrar tudo sobre a cultura do Japão

Kazuko Nakamura
Colaboradora ParanaShimbun

“Conhecer a cultura e os costumes é fundamental para se identificar com o Japão”.  
(K. Nakamura)

O Japão exibe uma cultura multifacetada, com tradições milenares. Os japoneses vivem sob rígidos códigos e muitos são de tamanha sutileza, que poucos estrangeiros poderiam notar ou compreender. Por esse motivo é fundamental conhecer a cultura e os costumes japoneses.

Índice

Cultura do Japão

A cultura do Japão evoluiu grandemente com o tempo, da cultura do país original Jomon para sua cultura híbrida contemporânea, que combina influências do Brasil, Europa e América do Norte. 

A cultura japonesa é resultado das várias ondas de imigração provenientes do continente asiático e das Ilhas do Pacífico. Seguido por uma forte influência cultural da China e, em seguida, um longo período de relativo isolamento do resto do mundo sob o Xogunato Tokugawa. 

Subíndice

Obras Literárias

Revistaria online

Literatura Japonesa

A literatura japonesa cobre um período de quase dois milénios. As primeiras obras são fortemente influenciadas pelo contacto cultural com a China e a literatura chinesa, uma influência que permanece até ao período Edo. Com o reabrir dos portos ao comércio e aos contactos diplomáticos com o Ocidente, no século XIX, a literatura ocidental também veio influenciar o estilo dos escritores japoneses. A literatura japonesa é usualmente dividida em períodos: Antigo, Clássico, Medieval, Pré-moderno e os períodos considerados modernos: Meiji, Taisho e Showa.

Japão Literatura - Período antigo (até 894)

Ō no Yasumaro copilou e editou o Kojiki, o livro mais antigo sobre a história do Japão

Com a importação dos kanji da China, criou-se o primeiro sistema de escrita japonês (antes da introdução do caracteres chineses não existia escrita formal). Os caracteres chineses foram depois adaptados para escrever japonês, criando aquela que é considerada a primeira forma de kana, ou escrita silábica, o man’yōgana. As primeiras obras foram criadas no Período Nara, entre elas incluem-se o Kojiki (712, um trabalho registando a mitologia japonesa e lendas da antiguidade), o Nihon shoki (720, uma crónica com mais profundidade histórica) e o Man’yōshū (759, uma antologia poética).

Ainda que não existisse literatura escrita, foram compostas um número considerável de baladas, orações rituais, mitos e lendas que, posteriormente, foram reunidas por escrito e incluem-se na Kojiki (Relação de questões antigas, 712) e o Nihon shoki (Livro de História do Japão antigo, 720), primeiras histórias do Japão que explicam a origem do povo, a formação do Estado e a essência da política nacional. A lírica surgida das primitivas baladas incluídas nestas obras estão compiladas na primeira grande antologia japonesa, a Man’yōshū (Antología de inumeráveis folhas), realizada por Otomo no Yakamochi depois de 759 e cujo poeta mais importante é Kakimoto Hitomaro.

Japão Literatura - Período clássico (894 a 1194, o período Heian)

Normalmente considera-se como período clássico da literatura japonesa o período Heian, referida também como uma época áurea da arte e literatura. A “Lenda de Genji” (Genji Monogatari) que data do início do século XI e foi composto por Murasaki Shikibu, é considerada a mais proeminente obra de ficção deste período e também como uma das primeiras composições literárias em forma de novela.

Murasaki Shikibu autora do Genji Monogatari, escrito aproximadamente entre 1000 e 1012

Murasaki Shikibu ( 紫式部 , conhecida no ocidente como Lady Murasaki, 973 ou 978 – 1014 ou 1031) foi uma romancista japonesa, poeta e dama de companhia na corte imperial durante o período Heian. Ela é mais conhecida como a autora do Genji Monogatari (“A História dos Genji”), escrito aproximadamente entre 1000 e 1012. Murasaki Shikibu era seu nome artístico; seu nome real é desconhecido, mas acredita-se que seja Fujiwara Takako, mencionada no Diário da Corte de 1007 como uma dama de companhia imperial.

Outros trabalhos importantes deste período incluem o Kokin Wakashu (905), uma antologia de poesia waka e “O Livro de Travesseiro” Makura no Sōshi (990s), sendo o segundo escrito por Sei Shonagon, contemporânea e rival de Murasaki Shikibu.

Sei Shōnagon (清少納言) (966-1017) foi uma escritora japonesa e dama da corte imperial ou dama de acompanhamento da Imperatriz Teishi (Princesa Sadako), por volta da metade da Período Heian, aproximadamente ano 1000 d. C. Ela ficou reconhecida por ser a autora do Livro de Travesseiro (枕草子 makura no sōshi). Pouco se sabe sobre a vida de Sei Shōnagon, sua data de nascimento provável é o ano de 966 d. C., na família Kiyohara ou Kiyowara (清原). Tudo o que se sabe sobre Sei Shōnagon vem registrado no próprio Livro de Travesseiro, de sua autoria.

Sei Shōnagon autora do Livro de Travesseiro (枕草子 makura no sōshi)

Durante este período, a corte imperial apoiava os poetas, a maior parte dos quais eram cortesãos ou damas de companhia, havendo uma constante edição de antologias de poesia. Como reflexo da atmosfera aristocrática, a poesia produzida era elegante e sofisticada, exprimindo emoções de forma retórica.

A Kokin-siu (Antologia de poesia antiga e moderna, 905) foi reunida pelo poeta Ki Tsurayuki que, no prefácio, proporcionou a base para a poética japonesa. Ki Tsurayuki é também conhecido como autor de um nikki, primeiro exemplo de um importante gênero literário japonês: o diário.

Escrito pela japonesa Murasaki Shikibu no século XI, é considerada a obra capital da literatura japonesa e o primeiro romance propriamente dito da história. Nesta cena do capítulo Asagao, o príncipe Genji acaba de regressar de uma frustrante visita ao palácio de sua amante, a princesa da Glória Matutina. Enquanto conversa sobre suas outras amantes com sua esposa favorita, Murasaki, contempla como suas criadas jogam na neve. O romance está repleto de ricos retratos da refinada cultura do Japão do período heian, que se mesclam com agudas visões da fugacidade do mundo.

A literatura do começo do século X aparece em forma de contos de fadas, como O conto do cortador de bambú, ou de poemas-contos, entre eles, Ise monogatari (Contos de Ise, c. 980). As principais obras da literatura de Heian são Genji monogatari (Contos ou História de Genji, c. 1010) de Murasaki Shikibu, primeiro importante romance da literatura mundial, e Makura-no-soshi (O livro travesseiro) de Sei Shonagon.

Japão Literatura - Período medieval (1195 a 1600)

A literatura medieval japonesa é marcada por uma forte influência do budismo Zen, sendo as personagens padres, viajantes ou poetas ascéticos. Durante este período ocorreram diversas guerras civis no Japão que levaram à formação de uma classe de guerreiros, e subsequentemente à redação de contos e histórias tendo como temática a guerra. Os trabalhos deste período são notados pela suas considerações acerca da vida e da morte, estilos simples de vida e redenção através da morte. Um trabalho representativo é Heike Monogatari (1371), uma descrição da luta épica entre os clãs Minamoto e Taira pelo controlo do Japão no final do século XII, outros trabalhos importantes deste período são Hojoki (1212) de Kamo no Chōmei e Tsurezuregusa (1331) de Yoshida Kenko.

Taira 平氏 - Clã de Origem - Casa Imperial do Japão - Fundador - Taira no Takamochi

O Taira foi um dos quatro clãs mais importantes que dominaram a política japonesa durante o Período Heian da História do Japão – os outros eram os Fujiwara, os Tachibana além dos Minamoto. Comumente o Clã Taira é mencionado como Heishi (平氏) ou Heike (平家), se for usada a leitura chinesa do carácter para Taira o Hira (平, hei), já o Shi (氏) significa Clã e Ke (家) significa Família.

Minamoto (源?) foi um dos sobrenomes honorários dados pelos imperadores do Período Heian (794–1185 AD) a seus filhos e netos que não fossem considerados elegíveis para o trono. Os Taira eram outro grande ramo da dinastia imperial. O clã Minamoto era também conhecido como Clã Genji (源氏), a partir de uma leitura alternativa dos kanji para Minamoto e uji, ou família.

Sei Shōnagon autora do Livro de Travesseiro (枕草子 makura no sōshi)

Japão Literatura - Período pré-moderno (1600 a 1868)

A literatura durante este período (Período Edo ou Tokugawa) desenvolveu-se no ambiente de paz que se verificou na maior parte desta época.

Devido em grande parte ao crescimento das classes trabalhadora e média na nova capital Edo (atual Tóquio), apareceram e desenvolveram-se formas de drama popular que posteriormente evoluiram para kabuki. O dramaturgo de joruri e kabuki Chikamatsu Monzaemon tornou-se popular no final do século XVII. 

Taira 平氏 - Clã de Origem - Casa Imperial do Japão - Fundador - Taira no Takamochi

Matsuo Bashō (松尾 芭蕉 , Tóquio, 1644 – Osaka, 28 de novembro de 1694), ou simplesmente Bashō, foi o poeta mais famoso do período Edo no Japão. Durante sua vida, Bashô foi reconhecido por seus trabalhos colaborando com a forma haikai no renga. Atualmente, após séculos de comentários, é reconhecido como um mestre da sucinta e clara forma haikai. Sua poesia é reconhecida internacionalmente e dentro do Japão muitos dos seus poemas são reproduzidos em monumentos e locais tradicionais. Foi ele quem codificou e estabeleceu os cânones do tradicional haikai japonês.

Matsuo Basho escreveu Oku no Hosomichi (奥の細道, 1702), o seu diário de viagem. Hokusai, um dos mais famosos artistas de ukiyo-e, ilustrou trabalhos de ficção além das suas famosas 36 vistas do monte Fuji.

Neste período de paz e riqueza surgiu uma prosa obscena e mundana de um caráter radicalmente diferente ao da literatura do período precedente. A figura mais importante do período foi Ihara Saikaku, cuja prosa em O homem que passou a vida fazendo amor (1682) foi muito imitada. No século XIX foi famoso Jippensha Ikku (1765-1831), autor da obra picaresca Hizakurige (1802-1822).

O haicai, um verso de 17 sílabas que reflete a influência do zen, foi aperfeiçoado neste período. Três poetas destacam-se por seus haikais: o monge mendicante zen Basho, considerado o maior dos poetas japoneses por sua sensibilidade e profundidade; Yosa Buson, cujos haikus expressão sua experiência como pintor, e Kobayashi Issa. A poesia cômica, numa diversidade de formas, influenciou também este período.

Taira 平氏 - Clã de Origem - Casa Imperial do Japão - Fundador - Taira no Takamochi

Yosa Buson, ou simplesmente Buson, como é conhecido Taniguchi Buson, (1716, Osaca – 1783, Quioto) foi um poeta e pintor japonês do Período Edo, e foi tanto discípulo como mestre de grandes artistas do século XVIII. Juntamente com Matsuo Bashō e Kobayashi Issa, é considerado o melhor representante do Período Edo, o principal poeta do segundo período clássico do haiku. Seu trabalho inclui também a pintura, na qual destacou-se na bunjin-ga e na haiga. Bunjin-ga (a pintura dos intelectuais), é um gênero que se desenvolveu no Japão a partir do início do século XVIII. Já a haiga (o desenho do haikai) é, como já diz o nome, a ilustração desse tipo de poema e foi criada pelo próprio Buson.

Kobayashi Issa (小林一茶 15 de junho de 1763 – 5 de janeiro de 1827) foi um escritor e poeta japonês. Issa é lembrado como grande autor de haikai, sendo o mais importante autor deste gênero na terceira fase clássica do haiku japonês, demonstrando subjetivismo, crítica social e piedade, e diferenciando-se, do primordial haiku, voltado à contemplação da natureza e da realidade concreta, dos quais o observador zen não retira conclusões, senão físicas (haiku de Bashô), as quais servirão como exemplo para outras conclusões através de analogia.

Masaoka Shiki é visto como um dos grandes mestre do haiku, junto com Bashō, Buson e Issa

Diferencia-se da segunda fase (Buson) do haiku, igualmente, o qual agrega um elemento “beletrista” e, timidamente, crítico social. Outro diferencial é que, na obra de Issa, as referências às estações do ano não são obrigatórias, como na maior parte do haiacaísmo clássico, sendo também o apelo aos sentidos, principalmente à imaginação visual, menos intenso.

O elemento humano aparece mais claramente. Críticos contrários a ele o acusam de um certo sentimentalismo, o que seria considerado uma degeneração do haicu, e por isso fala-se em um período de “restauração di haiku”, naturalmente, posterior a Issa. No entanto, seus poemas o tornaram popular por explorarem um certo lado cômico e até nonsense da vida e da natureza, como neste: 

Apenas estando aqui,/estou aqui,/e a neve cai.

Japão Literatura - Período moderno (1868 a 2000)

Durante o período moderno os escritores japoneses foram influenciados por outras literaturas, principalmente as ocidentais. 

No século XIX destacam-se os romances de Kanagaki Robunis, Tokai Sanshi, Tsubuochi Shoyo e Futabei Shimei. Ozaki Koyo, fundador da Kenyusha (Sociedade dos amigos do nanquim), incorporou técnicas ocidentais e influenciou-se em Higuchi Ichiyo. No século XX surge o naturalismo, cuja figura principal é Shimazaki Toson. Mori Ogai e Natsume Soseki se mantiveram afastados da tradição francesa dominante. 

Destacam-se também o autor de relatos Akutagawa Ryunosuke, Yasunari Kawabata (Prêmio Nobel em 1968), Junichiro Tanizaki, Yukio Mishima, Abe Kobo e Kenzaburo Oé (Prêmio Nobel em 1994). Do final do século XIX aos nossos dias existe um forte movimento a favor da poesia ao estilo ocidental. Dentro deste gênero, surgiram excelentes poetas, como Masaoka Shiki.

Masaoka Shiki (正岡 子規, Masaoka Shiki, 17 de Setembro de 1867 – 19 de Setembro de 1902) foi o pseudónimo do autor, poeta, critico literário e jornalista do período Meiji, no Japão. O seu verdadeiro nome era “‘Masaoka Tsunenori”‘ (正岡 常規), mas quando criança era chamado “‘Tokoronosuke”‘ (処之助). Mais tarde mudou o seu nome para “‘Noboru”‘ (升). Shiki é hoje em dia muitas vezes creditado como tendo revitalizado as formas poéticas de haiku e tanka. 

Masaoka Shiki é visto como um dos grandes mestre do haiku, junto com Bashō, Buson e Issa

Apesar de as suas ideias e teorias terem sido consideradas como revolucionárias pelos seus contemporâneos, ele permaneceu dentro das regras e formatos tradicionalmente estabelecidos, em oposição aos seus mais radicais sucessores em verso livre. É visto como um dos grandes mestre do haiku, junto com Bashō, Buson e Issa.

Ler obras de autores do Japão auxiliam no aprendizado do idioma

Aprender a língua japonesa não é apenas ler e escrever japonês, é muito mais que isso… é interpretar o texto e entender a mensagem. Por esse motivo, um ótimo exercício, é ler livros de autores japoneses, isso auxilia muito no aprendizado. 

Mesmo, a leitura de obras traduzidas, do japonês para o português, auxiliam na compreensão de como o autor transmite a mensagem. O ideal é ler no idioma original do autor. Mas para quem ainda não domina o japonês, essas vinte (20) obras literárias vão potencializar e agilizar o seu aprendizado.

Afinal, as línguas não equivalham 100% suas conjugações verbais em comparação com outras, por exemplo, na língua japonesa o tempo não é como o da língua portuguesa. Sobre tempo da língua japonesa não existe teoria vigente, segundo Kato (2011). 

Em japonês é possível mudar o sentido dos verbos de diversas maneiras, basta acrescentar o 助動詞 (Jodoushi), que existem dezoito 助動詞. Na língua japonesa não há um 助動詞 que marque o tempo futuro, quer dizer, que sirva apenas para acontecimentos futuros. Por exemplo:

  1. 雨が降る。
  2. 雨が降るだろう。
  3. 明日は必ず雨が降る。
  4. 雨が降っている。
  5. 東京でも雨が降っているだろう。
  6. ここでは雨が降った。
  7. 東京でも降っただろう。

Nas sete frases acima é possível perceber uma sutil diferença de significado devido aos 助動詞. Ao traduzir essas frases para o português, seria imprescindível marcar fortemente o tempo verbal, como:

  1. A chuva cai.
  2. Poderá chover.
  3. Amanhã choverá com certeza.
  4. Está chovendo.
  5. Mesmo em Tóquio deve estar chovendo.
  6. Choveu aqui.
  7. Provavelmente deva ter chovido em Tóquio.

Nas frases em japonês anteriormente mostradas, veja que a forma verbal de 1 e 3 são idênticas, no entanto, ao traduzi-las para o português foi necessário situá-las em um tempo verbal determinado: presente e futuro. Sendo assim, pode-se dizer que o que marca o futuro na língua japonesa são os advérbios de tempo que remetem ao futuro.

Esse é somente um exemplo das diferenças entre o japonês e o português, nessas mesmas frases existem outras diferenças. Mas o que eu quero exemplificar aqui: é a vantagem de ler obras literárias de autores japoneses. Isso facilita muito o aprendizado e a compreensão da mensagem. O que vai auxiliar na interpretação de texto e comunicação na língua japonesa. 

Obras literárias

O Livro do Travesseiro (1002) - Sei Shônagan (966-1025)

Pouco se sabe sobre a vida da escritora Sei Shônagan, dama da corte imperial ou dama de acompanhamento da Imperatriz Teishi (Princesa Sadako), quinhentos anos antes do nosso país ser descoberto, exceto pelas descrições de seu próprio livro, uma espécie de diário da corte da época com notas, listas, impressões pessoais, eventos festivos e regras de bom comportamento em sociedade. São especialmente famosas as listas, tanto de belezas naturais como outras muito peculiares de coisas que fazem o coração bater mais rápido, coisas que não combinam, coisas que causam insegurança, coisas que são uma perda de tempo, etc. 

“O Livro do Travesseiro” foi traduzido diretamente do japonês e lançado no Brasil em 2013 pela Editora 34. Segundo a sinopse da Editora: “É composto por mais de trezentos textos que, lidos em sequência ou com a liberdade do acaso, compõem um inventário dos afetos, da sensibilidade e do conhecimento de uma época, filtrados pela ótica de uma escritora de talento excepcional.”

O Romance de Genji (1008) Murasaki Shikibu (978-1031)

Inédito no Brasil, foi lançado em Portugal pela Editora Relógio d’Água em 2008. Um dos mais antigos romances na forma literária como conhecemos hoje, foi escrito no início do século XI por uma cortesã chamada Murasaki Shikibu. Sua história relata a vida e os amores do Príncipe Genji e os afazeres de seus filhos e netos, refletindo a vida da corte japonesa no apogeu do período Heian (794–1185). Segundo a sinopse da Editora: “Foi o início de um período decisivo da história do Japão, marcado pela assimilação do legado espiritual da China e, em particular, do budismo. 

A civilização nipônica conheceu então, nas suas camadas aristocráticas, um período de sofisticação e cultura que viria a ser comparada com o Grand Siècle de Luís XIV mas que se prolongaria por quatrocentos anos.”

Não deixa de ser curioso como, em uma sociedade patriarcal como a do Japão feudal, os dois livros mais antigos conhecidos tenham sido escritos por mulheres.

Kappa (1905) Ryunosuke Akutagawa (1867-1916)

Ryunosuke Akutagawa teve uma vida muito curta (cometeu suicídio aos 35 anos), mas deixou um legado importante nas áreas de prosa e poesia. Foi considerado como o “Pai do conto japonês” e seus temas abordam o lado negro da natureza humana. A partir de 1935, empresta o seu nome ao prêmio literário mais importante do Japão. “Kappa” é uma coletânea de narrativas breves lançada no Brasil pela Editora Estação Liberdade. Segundo a sinopse da Editora: “mostra uma escrita potente, amarga, que trafega entre as culturas do Japão e do Ocidente, sempre refletindo sobre a inevitável tensão entre a vida e a arte. 

Entre os contos e novelas incluídos estão os importantes ‘Kappa’ (notável fábula sobre uma curiosa civilização perdida de kappas, seres humanóides do folclore japonês que vivem na água, narrada por um interno de um manicômio) e ‘Rashômon’, conto que inspirou Akira Kurosawa a fazer o filme homônimo.”

Botchan (1906) - Natsume Soseki (1867-1916)

Um autor tão importante e estimado no Japão que a sua imagem aparece na cédula de 1000 yens. O seu estilo foi marcado pela influência ocidental, mas sempre valorizou a cultura tradicional nipônica. “Botchan” e outro livro importante de Natsume Soseki, “Eu Sou um Gato”, foram lançados no Brasil pela Editora Estação Liberdade. Segundo a sinopse da Editora: “Em Botchan, o personagem que dá título ao romance é um jovem professor de matemática de Tóquio que, aos 23 anos, aceita partir para uma localidade inóspita nos rincões do Japão, na ilha de Shikoku. 

Vai para a ilha de Shikoku, a fim de lecionar para aquela que será sua primeira turma de alunos ginasiais. Habilidade social não é o forte do protagonista, muitas vezes comparado ao Holden Caulfield de J. D. Salinger em O apanhador no campo de centeio.”

O Livro do Chá (1906) - Kakuzo Okakura (1863-1913)

“O Livro do Chá” foi escrito originalmente em inglês com o objetivo de levar a obra a um maior número de leitores. Segundo o posfácio de Hounsai Genshitsu Sen, incluído na edição lançada no Brasil pela Editora Estação Liberdade, a prática da cerimônia do chá é “a recusa deliberada de postergar nossa existência essencial como ser humano, com plena consciência da dificuldade e ao mesmo tempo da importância dessa tarefa”. É muito difícil para um ocidental entender o que está por trás de um ritual dessa natureza. A sinopse da Editora esclarece bem este ponto: “Trata-se de um texto reflexivo, que conduz o leitor, por meio da compreensão do cerimonial.

 Conduz a uma profundidade a princípio insuspeitada – por trás da cerimônia do chá estão o taoísmo, o zen, todo um arcabouço filosófico que é anterior à sua face ritualística. À fugacidade e ao imediatismo que norteiam o mundo industrializado, o autor estabelece como contraponto estético e filosófico a cerimônia do chá – um culto ao presente, sim, mas também a busca da perfeição por meio da repetição secular do mesmo ritual.”

Guerra de Gueixas (1917) - Nagai Kafu (1879-1959)

As gueixas simbolizam uma das imagens mais difundidas no ocidente da cultura japonesa, nem sempre com a devida correção. Elas estudam arte, dança e canto, e se caracterizam com trajes e maquiagem tradicionais. No Japão, a condição de gueixa é cultural, simbólica e repleta de status, delicadeza e tradição. No entanto, neste romance que foi censurado na época do lançamento, e publicado no Brasil pela Editora Estação Liberdade, “Nagai Kafu envereda por uma perspectiva bem mais realista, ele que foi um autor notoriamente influenciado pelo naturalismo francês.

A gueixa de Kafu não é meramente a criatura de coque, maquiagem e quimono fadada a ser apenas a companhia submissa para o deleite masculino. É a mulher capaz de amar, sofrer e se ressentir, evocando assim uma falibilidade humana que a faz ainda mais sedutora. Recorrendo a uma série de personagens secundários, entre escritores, atores, criadas e outros tipos, o autor compõe um painel instigante da Tóquio boêmia do início do século XX, reconstituindo com grande vivacidade a engrenagem de costumes e mecanismos das relações sociais de uma época.”

Musashi (1935) - Eiji Yoshikawa (1892-1962)

O romance, que foi sucesso de vendas no Brasil, é uma ficção sobre a vida de Miyamoto Musashi, o samurai mais famoso do Japão e autor do Livro dos Cinco Anéis. No Brasil foi publicado pela Editora Estação Liberdade com tradução de Leiko Gotoda. Segundo a sinopse da Editora: “Este romance épico baseado diretamente na história japonesa narra um período da vida do mais famoso samurai do Japão, que viveu presumivelmente entre 1584 e 1645. O início é antológico: Musashi recupera os sentidos em meio a pilhas de cadáveres do lado dos vencidos na famosa batalha de Sekigahara, em 1600. Perambula a seguir em meio a um Japão em crise onde samurais condenados por senhores feudais ao desemprego e à miséria (os rounin), desbaratados, semeiam a vilania ditando a lei do mais forte.”

Entre os contos e novelas incluídos estão os importantes ‘Kappa’ (notável fábula sobre uma curiosa civilização perdida de kappas, seres humanóides do folclore japonês que vivem na água, narrada por um interno de um manicômio) e ‘Rashômon’, conto que inspirou Akira Kurosawa a fazer o filme homônimo.”

Declínio de um Homem (1948) - Osamu Dazai (1909-1948)

Osamu Dazu é conhecido por seu estilo irônico e pessimista, normalmente em narrativas na primeira pessoa, incorporando elementos autobiográficos. Também ficou conhecido por sua obsessão com o suicídio, tema constante em seus livros e também em sua vida, visto que ele tentou o suicídio por diversas vezes e acabou sendo bem sucedido aos 38 anos juntamente com sua última mulher, Tomie Yamazaki, afogando-se no canal Tamagawa, em um local que ficava próximo de sua casa em Tóquio. Publicado no Brasil pela Editora Estação Liberdade. Segundo a sinopse da Editora: “A obra sintetiza em cenas e passagens notoriamente biográficas muitas das angústias que tanto alimentavam a personalidade autodestrutiva do autor, a saber: a dificuldade de entendimento com seus familiares, sua antissociabilidade niilista, seu patológico apego ao álcool — vício do qual nunca conseguiu se livrar —, sua autoestima inexistente, enfim, sua evidente sensação de deslocamento em relação ao mundo — como se tivesse sido enviado à existência por mero descuido.”

Entre os contos e novelas incluídos estão os importantes ‘Kappa’ (notável fábula sobre uma curiosa civilização perdida de kappas, seres humanóides do folclore japonês que vivem na água, narrada por um interno de um manicômio) e ‘Rashômon’, conto que inspirou Akira Kurosawa a fazer o filme homônimo.”

As irmãs Makioka (1949) - Junichiro Tanizaki (1886-1965)

Os leitores já familiarizados com os temas fortes explorados por Junichiro Tanizaki em outras obras, tais como: “Diário de um Velho Louco” e “Voragem”, temas como infidelidade, fetichismo e sadismo, certamente ficarão surpreendidos pelo ritmo lento e a delicadeza do autor neste romance que é uma homenagem à família e aos valores tradicionais da cultura japonesa. No entanto, deve-se destacar que nem sempre as quatro irmãs Makioka: Tsuruko, Sachiko, Yukiko e Taeko, conseguem se adequar às regras rígidas familiares e ao conflito entre tradição e modernidade, no Japão da época anterior à Segunda Grande Guerra. O romance gira em torno do objetivo comum da família Makioka de conseguir um pretendente para o casamento da terceira irmã Yukiko que, das quatro irmãs, é a que melhor representa a educação tradicional e os costumes, mas que, independente desta postura, já passa dos trinta anos sem ter conseguido este objetivo, devido a uma sucessão de negativas da família, orgulhosa de seu passado, para todas as oportunidades. Ler as resenhas completas do Mundo de K para os seguintes romances de Junichiro Tanizaki: “As irmãs Makioka”, “Diário de um velho louco”, “Voragem”.

Entre os contos e novelas incluídos estão os importantes ‘Kappa’ (notável fábula sobre uma curiosa civilização perdida de kappas, seres humanóides do folclore japonês que vivem na água, narrada por um interno de um manicômio) e ‘Rashômon’, conto que inspirou Akira Kurosawa a fazer o filme homônimo.”

O Pavilhão Dourado (1956) - Yukio Mishima (1925-1970)

Yukio Mishima foi um autor que levou ao limite extremo a relação entre literatura e realidade, tendo cometido o suicídio ritual dos samurais, seppuku, conhecido vulgarmente no ocidente como harakiri em uma cerimônia completa que foi concluída com a sua decapitação por um assistente. Ele é considerado, juntamente com Yasunari Kawabata (prêmio Nobel de 1968) e Junichiro Tanizaki, um dos grandes nomes da literatura japonesa moderna e universal. O primeiro sucesso de Yukio Mishima foi “Confissões de uma Máscara”, lançado em 1948, romance de teor autobiográfico em que um jovem homossexual precisa se esconder atrás de uma máscara para evitar as cobranças da rígida sociedade japonesa. O romance “O Pavilhão Dourado” é ambientado na região de Quioto, final da Segunda Guerra Mundial, sendo o Japão da época um país destruído, invadido e derrotado. Este sentimento de fracasso norteia o romance, narrado em primeira pessoa pelo jovem Mizoguchi, órfão de pai e aprendiz de sacerdote, que sofre um complexo de inferioridade insuperável devido à sua fragilidade física e, sobretudo, por ser tímido e gago. Ler a resenha completa do Mundo de K para o romance de Yukio Mishima: “O Pavilhão Dourado”.

Entre os contos e novelas incluídos estão os importantes ‘Kappa’ (notável fábula sobre uma curiosa civilização perdida de kappas, seres humanóides do folclore japonês que vivem na água, narrada por um interno de um manicômio) e ‘Rashômon’, conto que inspirou Akira Kurosawa a fazer o filme homônimo.”

A casa das Belas Adormecidas (1961) - Yasunari Kawabata (1899-1972)

Este “pequeno” romance é um dos grandes clássicos da literatura mundial no qual Yasunari Kawabata, prêmio Nobel de 1968, soube lidar com realismo e ao mesmo tempo extrema delicadeza, temas difíceis como a busca pela felicidade após a perda da juventude e polêmicos como a morte, perversão e sensualidade. Kawabata imaginou um estranho bordel onde homens de idade avançada podem passar as noites com jovens virgens, adormecidas sob o efeito controlado de narcóticos. Este livro inspirou outros autores a escrever sobre os sentimentos e a sexualidade na terceira idade como o colombiano Gabriel Garcia Marques em “Memória de minhas putas tristes” que aborda a impossível história de amor entre um ancião e uma jovem prostituta. Existe uma tendência nas sociedades do ocidente e oriente a ignorar e evitar o assunto do erotismo na idade da impotência, quando o desejo e a atividade sexual certamente ainda existem. Ler as resenhas completas do Mundo de K para os seguintes romances de Yasunari Kawabata: “A casa das Belas Adormecidas” e “Kyoto”.

Entre os contos e novelas incluídos estão os importantes ‘Kappa’ (notável fábula sobre uma curiosa civilização perdida de kappas, seres humanóides do folclore japonês que vivem na água, narrada por um interno de um manicômio) e ‘Rashômon’, conto que inspirou Akira Kurosawa a fazer o filme homônimo.”

Uma Questão Pessoal (1964) - Kenzaburo Oe (1935 - )

Kenzaburo Oe recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1994 pela sua obra “que com força poética cria um mundo imaginado, onde a vida e o mito se condensam para formar o desenho desconcertante das dificuldades do homem de hoje”“Uma Questão Pessoal” foi publicado no Brasil pela Editora Companhia das Letras em 2003. Segundo a sinopse da Editora:“Em 1964, o romancista japonês Kenzaburo Oe recebia a notícia de que seu primeiro filho nascera com uma anomalia cerebral. É a mesma situação enfrentada pelo protagonista de Uma questão pessoal, o professor Bird. Aos 27 anos, ele leva uma vida mediana, bebendo pelos bares de Tóquio e sonhando com aventuras no distante continente africano. A gravidez da mulher acrescenta angústia ao cotidiano de Bird. A idéia de que será pai e chefe de família faz com que se sinta condenado à vida cotidiana. Para piorar, depois do parto, os pais descobrem que uma anomalia cerebral fará o menino ter uma vida vegetativa. Bird não suporta a possibilidade de se ver atrelado para sempre a um filho anormal. Passa, então, a desejar a morte da criança. Aos poucos, porém, Bird se dá conta de que a crise era uma oportunidade para percorrer um caminho de conquista da realidade, enfrentando os desafios de amadurecimento da vida adulta.”

Entre os contos e novelas incluídos estão os importantes ‘Kappa’ (notável fábula sobre uma curiosa civilização perdida de kappas, seres humanóides do folclore japonês que vivem na água, narrada por um interno de um manicômio) e ‘Rashômon’, conto que inspirou Akira Kurosawa a fazer o filme homônimo.”

O Rosto de um Outro (1964) - Kobo Abe (1924-1993)

Kobo Abe, romancista e dramaturgo do movimento da vanguarda japonesa do pós-Guerra, escreveu este livro que pode induzir uma (errada) impressão de simplicidade com base unicamente no resumo da trama principal. O protagonista e narrador é desfigurado por uma explosão em seu laboratório, o efeito devastador faz com que ele passe a viver com o rosto encoberto por bandagens, mas após sofrer a reação cruel da sociedade, recorre secretamente aos próprios conhecimentos científicos para construir uma máscara que passará a ser o seu novo rosto, no entanto a máscara acaba afetando a sua personalidade e induzindo um comportamento violento que foge ao controle. O argumento poderia até ser confundido com um típico roteiro de filmes de horror classe “B”, mas serve como ponte para uma análise difícil e perturbadora sobre o comportamento humano e a influência da aparência na identidade das pessoas. O leitor é orientado por três cadernos de diários que o protagonista sem nome escreve para a esposa contando todos os detalhes do processo de confecção da máscara e a transformação que ocorre no seu comportamento. Ler a resenha completa do Mundo de K para o romance de Kobo Abe: “O Rosto de um Outro”.

Entre os contos e novelas incluídos estão os importantes ‘Kappa’ (notável fábula sobre uma curiosa civilização perdida de kappas, seres humanóides do folclore japonês que vivem na água, narrada por um interno de um manicômio) e ‘Rashômon’, conto que inspirou Akira Kurosawa a fazer o filme homônimo.”

Kitchen (1988) - Banana Yoshimoto (1964 - )

Mahoko Yoshimoto ou Banana Yoshimoto, como ficou mundialmente conhecida, é filha do filósofo e poeta Takaaki Yoshimoto. Ela soube utilizar com inteligência as referências culturais do ocidente em seus romances para falar dos problemas da juventude no Japão moderno e, juntamente com Haruki Murakami, foi uma das grandes responsáveis pela divulgação da literatura contemporânea japonesa. A autora, dona de um minimalismo Pop, se podemos definir assim, ainda é pouco conhecida no Brasil. “Kitchen”, primeiro livro de Yoshimoto, foi lançado originalmente em 1988 e publicado no Brasil pela Editora Nova Fronteira, mas está fora de catálogo atualmente. A Editora Estação Liberdade já lançou da mesma autora “Tsugumi” em tradução de Lica Hashimoto. Ler as resenhas completas do Mundo de K para os seguintes romances de Banana Yoshimoto: “Kitchen”, “Tsugumi” e “The Lake” (inédito no Brasil).

Entre os contos e novelas incluídos estão os importantes ‘Kappa’ (notável fábula sobre uma curiosa civilização perdida de kappas, seres humanóides do folclore japonês que vivem na água, narrada por um interno de um manicômio) e ‘Rashômon’, conto que inspirou Akira Kurosawa a fazer o filme homônimo.”

Do Outro Lado (1997) - Natsuo Kirino (1951 - )

Natsuo Kirino é considerada um das maiores autoras de suspense e narrativas policiais do Japão. Formada em direito, trabalhou em diversas áreas antes de se tornar escritora. “Do Outro Lado” ganhou o Grande Prêmio Japonês de Melhor Romance Policial e ficou entre os finalistas do Edgar Allan Poe de 2004. Foi publicado no Brasil pela Editora Rocco. Segundo a sinopse da Editora: “Aclamada por ultrapassar as convenções da literatura policial e surpreender com um romance realista, cortante e de ritmo cinematográfico, Natsuo Kirino expõe, neste premiado livro, as angústias e esperanças de quatro mulheres massacradas pela rotina de seu emprego e pela crise em suas vidas conjugal e familiar. Entremeado por cenas pesadas, costuradas por humor negro, Do outro lado é também uma emocionante narrativa sobre os motivos que conduzem essas mulheres aos seus extremos, e a amizade que nasce dessa situação-limite.”

Entre os contos e novelas incluídos estão os importantes ‘Kappa’ (notável fábula sobre uma curiosa civilização perdida de kappas, seres humanóides do folclore japonês que vivem na água, narrada por um interno de um manicômio) e ‘Rashômon’, conto que inspirou Akira Kurosawa a fazer o filme homônimo.”

O Museu do Silêncio (2000) - Yoko Ogawa (1962 - )

A premiada autora Yoko Ogawa já publicou mais de 40 livros de ficção e não ficção. “O Museu do Silêncio” foi lançado no Brasil no ano passado pela Editora Estação Liberdade. Esta matéria da Folha de São Paulo a coloca no nível de Murakami, Kawabata e Mishima, o que definitivamente não é pouca coisa. Segundo a sinopse da Editora: “Os museus têm como pressuposto guardar objetos de valor histórico ou científico para fins de exibição pública, de modo a registrar à posteridade a importância que eles tiveram para a humanidade num período determinado. Mas como seria no caso de um museu que tivesse como objetivo preservar lembranças de pessoas que morreram? (…) ‘O Museu do Silêncio’ é uma obra de suspense, bastante simbólica da produção de Yoko Ogawa, escritora japonesa contemporânea muito saudada no Ocidente. Sua literatura é excêntrica, preterindo tons e temas ternos e etéreos por aqueles mais duros e polêmicos, não raro flertando com o grotesco. Neste livro, ela também opta por ambientar a trama em tempo e local não identificados, o que contribui para diluir os eventuais estranhamentos culturais intrínsecos às suas origens nipônicas, e assim consolidar sua voz de alcance universal.”

Entre os contos e novelas incluídos estão os importantes ‘Kappa’ (notável fábula sobre uma curiosa civilização perdida de kappas, seres humanóides do folclore japonês que vivem na água, narrada por um interno de um manicômio) e ‘Rashômon’, conto que inspirou Akira Kurosawa a fazer o filme homônimo.”

Não me Abandone Jamais (2005) - Kazuo Ishiguro (1954 - )

Este sexto romance do nipo-britânico, Nobel 2017, Kazuo Ishiguro, incluído na short list do Man Booker Prize de 2005 e adaptado para o cinema em 2010, é narrado em primeira pessoa por Kathy H. que relembra passagens de sua vida desde a infância no internato de Hailsham, em algum lugar do interior da Inglaterra, que está longe de ser uma escola normal, como descobrimos lentamente à medida que avançamos na descrição ingênua de Kathy do seu cotidiano com os amigos Ruth e Tommy. Os alunos em Hailsham não são verdadeiramente alunos, mas sim futuros doadores de órgãos, clones gerados e mantidos pela sociedade unicamente para esta finalidade, enquanto aguardam atingir a idade madura para iniciar o triste destino de doações e “completarem” o seu ciclo. A sequência de cirurgias e recuperações terá quantidade e extensão dependentes unicamente da resistência de cada doador. Na verdade, Ishiguro não está preocupado em detalhar a base científica dos procedimentos genéticos envolvidos nos processos de clonagem e doação, mas sim nos conflitos emocionais dos personagens ao se deparar com a fatalidade da sua situação no mundo. Ler a resenha completa do Mundo de K para o romance de Kazuo Ishiguro: “Não me Abandone Jamais” .

Entre os contos e novelas incluídos estão os importantes ‘Kappa’ (notável fábula sobre uma curiosa civilização perdida de kappas, seres humanóides do folclore japonês que vivem na água, narrada por um interno de um manicômio) e ‘Rashômon’, conto que inspirou Akira Kurosawa a fazer o filme homônimo.”

Hell (2008) - Yasutaka Tsutsui (1934 - )

O inferno imaginado por Yasutaka Tsutsui é um lugar muito parecido com o mundo real, tanto assim que os personagens que chegam por lá nem parecem perceber que já não pertencem ao mundo dos vivos, exceto pela ausência de emoções e sentimentos negativos que costumavam acumular em suas existências passadas. Em nenhum momento fica claro para o leitor quais os critérios, religiosos ou morais, que definem a passagem para este lugar onde “convivem” gangsters da Yakuza, homens de negócios, atores ou simplesmente motoristas de taxi. Os personagens têm a capacidade de ler as mentes uns dos outros e presenciar momentos de suas vidas anteriores. Uma idealização do mundo das sombras sem a conotação de punição e sofrimento de outras obras da literatura. Na verdade, muito mais um purgatório no sentido ocidental do termo. Ler a resenha completa do Mundo de K para o romance de Kobo Abe: “Hell” (inédito no Brasil).

Entre os contos e novelas incluídos estão os importantes ‘Kappa’ (notável fábula sobre uma curiosa civilização perdida de kappas, seres humanóides do folclore japonês que vivem na água, narrada por um interno de um manicômio) e ‘Rashômon’, conto que inspirou Akira Kurosawa a fazer o filme homônimo.”

1Q84 (2009) - Haruki Murakami (1949 - )

É muito difícil escolher apenas um livro de Haruki Murakami, fico com 1Q84 pelo impacto que causou no mercado editorial na época do lançamento. O romance completo é extremamente ambicioso, tanto pela sua extensão de mil páginas quanto pela liberdade de estilo. Aqui no Brasil a decisão da editora foi respeitar o formato da publicação original japonesa em três volumes, diferente da tradução americana da editora Knopf que lançou todos os volumes em um único calhamaço. Alta velocidade narrativa, ritmo cinematográfico, misturando literatura policial noir com muito suspense e ficção científica, como sempre repleto de referências culturais ocidentais e orientais, estratégia que Murakami sempre conduziu muito bem em todos os seus livros anteriores e que o fazem um candidato permanente ao Nobel de literatura todos os anos. Ler as resenhas completas do Mundo de K para os seguintes romances de Haruki Murakami: “1Q84 – Livro 1”, “1Q84 – Livro 2”, “1Q84 – Livro 3”, “Caçando Carneiros”, “Homens sem Mulheres”, “Minha Querida Sputnik”, “O incolor Tsukuro Tazaki e seus anos de peregrinação”, “Sono”, “The Elephant Vanishes”.

Entre os contos e novelas incluídos estão os importantes ‘Kappa’ (notável fábula sobre uma curiosa civilização perdida de kappas, seres humanóides do folclore japonês que vivem na água, narrada por um interno de um manicômio) e ‘Rashômon’, conto que inspirou Akira Kurosawa a fazer o filme homônimo.”

A Valise do Professor (2012) - Hiromi Kawakami (1958 - )

Outra premiada autora japonesa pouco conhecida no Brasil. Este romance foi publicado em 2012 pela Editora Estação Liberdade. Segundo a sinopse da Editora: “Em ‘A valise do professor’, ganhador do Prêmio Tanizaki, um dos mais prestigiosos do Japão, a prosa entrecortada e sucinta de Hiromi Kawakami nos revela a mente confusa de uma mulher embaralhando cenas reais com sonhos, lembranças e reflexões no cotidiano amoroso e solitário na megalópole toquiota, tema recorrente da autora. Tsukiko tem quase 38 anos, trabalha em uma firma e nas horas vagas bebe no bar de Satoru. Nunca foi casada e aparentemente não se importa com isso. Leva uma vida calma e sem grandes emoções, até que passa a encontrar um professor do ensino médio no mesmo bar que frequenta.”

Entre os contos e novelas incluídos estão os importantes ‘Kappa’ (notável fábula sobre uma curiosa civilização perdida de kappas, seres humanóides do folclore japonês que vivem na água, narrada por um interno de um manicômio) e ‘Rashômon’, conto que inspirou Akira Kurosawa a fazer o filme homônimo.”

Subíndice

Artes no Japão

Historicamente, o Japão esteve sujeito a súbitas invasões de idéias novas procedentes do estrangeiro, seguidas por longos períodos de contato mínimo com o mundo exterior. Ao longo do tempo, os japoneses tem desenvolvido a habilidade de absorver, imitar e acabar por assumir os elementos da cultura estrangeira que serviam para complementar suas preferências estéticas. As manifestações artísticas mais antigas que se desenvolveram no Japão datam dos séculos VII e VIII e estão relacionadas com o budismo.

O Byodo-in, templo budista Amida de Uji, próximo a Kioto, foi concluído no ano de 1053. Nele, destaca-se o Ho-o-do (Salão da Fênix), que contém uma grande figura de Amida dourada em madeira, feita pelo escultor Jocho. O Ho-o-do foi, a princípio, uma casa de campo aristocrática. Em 1053, quando foi construído o resto do edifício, transformou-se em monastério.

O Byodo-in, templo budista Amida de Uji, próximo a Kioto

Japão Pintura

Pintura de Genji Monogatari, de Murasaki Shikibu

A pintura foi uma arte respeitada no Japão há muito tempo: o pincel é um instrumento de escrita e de pintura tradicional, por isso é natural o seu uso como ferramenta artística. A produção de papel foi introduzida no Japão, vinda da China, por volta do século VII por Damjing e alguns monges de Goguryeo. Mais tarde, o papel tradicional washi foi desenvolvido a partir do papel chinês. Técnicas de pintura japonesa ainda estão em uso nos dias de hoje, bem como técnicas adaptadas da Ásia continental e do Ocidente.

A pintura foi uma arte respeitada no Japão há muito tempo: o pincel é um instrumento de escrita e de pintura tradicional, por isso é natural o seu uso como ferramenta artística.

A produção de papel foi introduzida no Japão, vinda da China, por volta do século VII por Damjing e alguns monges de Goguryeo. Mais tarde, o papel tradicional washi foi desenvolvido a partir do papel chinês. Técnicas de pintura japonesa ainda estão em uso nos dias de hoje, bem como técnicas adaptadas da Ásia continental e do Ocidente.

Japão Caligrafia

A língua japonesa, fluída e escrita com pincel, levou ao desenvolvimento de uma complexa técnica de caligrafia. A arte caligráfica costuma ser muito esotérica para as exposições do ocidente, além da exposição geral ser muito limitada. 

Entretanto, nos países do leste asiático a produção gráfica de um texto é vista como uma forma de arte tradicional, bem como um jeito de transmitir informações por escrito. A obra escrita pode consistir de frases, poemas, histórias ou apenas simples ideogramas. 

O estilo e o formato da escrita podem imitar conceitos subjetivos, até mesmo o ponto da textura e a velocidade das pinceladas. Pode-se gastar mais de cem tentativas para produzir um efeito desejado em um único ideograma, mas o processo de criar a obra é considerado uma arte em si mesma, além do próprio produto final.

Essa forma de caligrafia é conhecida como Shodô (書道), que literalmente significa o jeito de escrever ou caligrafia, ou mais conhecido como Shuji (習字), aprendendo a escrever ideogramas.

O Shodō (書道, “Caminho da escritura”) é a caligrafia japonesa. É considerada uma arte e uma disciplina muito difícil de perfeicionar e é ensinada como uma matéria a mais às crianças japonesas durante a sua educação primária. Provém da caligrafia chinesa e é praticado no estilo antigo, com um pincel, um tinteiro onde se prepara a tinta nanquim, pisa-papel e uma folha de papel de arroz. Atualmente também é possível usar um fudepen, pincel portátil com depósito de tinta. O shodō pratica a escritura dos caracteres japoneses hiragana e katakana, assim como os caracteres kanji, os caracteres chineses. 

Exemplo de caligrafia contemporânea: Primeiro vento de primavera (春一番 haruichiban) por Keisui Ishikazi

Atualmente existem calígrafos que são contratados para a elaboração de documentos importantes. Além de exigir alta precisão e graça pelo calígrafo, cada caractere dos kanji devem ser escritos segundo uma ordem de traços específica, o que aumenta a disciplina necessária daqueles que praticam esta arte.

Sumi-ê, Suiboku-ga ou Shuimohua Exemplo de Sumi-ê, arte de Hasegawa Tōhaku

É comum confundir a caligrafia com a forma de arte conhecida como Sumi-e, que literalmente significa pintura com tinta, sendo a arte de pintar uma cena ou um objeto. Sumi-ê (em japonês: 墨絵) a palavra tem raiz japonesa e significa pintura com tinta.

Seu conceito não tem ligação com a pintura praticada no ocidente. Primeiro porque a arte do sumi-ê é uma mistura de desenho com elementos de caligrafia, que também é uma arte para os orientais. Segundo, porque o artista deve passar sua mensagem de modo resumido e sem equívocos. Daí dizer-se que é a arte do essencial. 

Talvez para atingir essa simplicidade que o sumi-ê é basicamente monocromático. Assim como o desenho, o material usado pelo artista é bem limitado: pincéis, uma tinta especial parecida com o nanquim e papel artesanal à base de arroz.

A representação do tema importa menos do que a composição do trabalho. Na composição, que segue regras bastante rígidas, o artista revela sua alma, a elegância do traço e principalmente a harmonia que deve existir no seu interior.

No Brasil, provavelmente o introdutor da arte do sumi-ê foi Massao Okinaka (Kioto, 27 de março de 1913 — São Paulo, 28 de julho de 2000). Pintor, desenhista e professor nascido no Japão que decidiu radicar-se na capital paulista e aí exercer sua atividade artística. Iniciou os estudos de arte no Japão. Cursou a Escola de Belas Artes de Kansai, onde teve como professores Kuroda Jyutaro e Narahara Kenzo. Com Onishi Kakyo aprende os fundamentos da arte denominada sumi-ê que introduziu e divulgou no Brasil.

Massao Okinaka - Pintor, desenhista e professor

Japão Escultura

As esculturas tradicionais japonesas consistiam principalmente de imagens budistas, tais como Tathagata, Bodisatva e Myo-o. A escultura mais antiga do Japão é uma estátua de madeira de Amitaba, no templo Zenko-ji. 

No período Nara, estátuas budistas foram construídas pelo governo nacional a fim de aumentar o seu prestígio. Há exemplos disso, nos dias de hoje, em Nara e Kyoto, com uma colossal estátua de bronze de Buda Vairochana, no templo Todai-ji.

A madeira era tradicionalmente usada como o principal material no Japão, como pode ser observado na arquitetura japonesa tradicional. 

As estátuas eram geralmente cobertas com ouro ou uma tinta opaca ou brilhante, havendo alguns pequenos traços em sua superfície. Bronze e outros metais também eram usados. Outros materiais, como pedras e cerâmica, tiveram um papel importante nas crenças do povo.

Japão Escultura

As esculturas tradicionais japonesas consistiam principalmente de imagens budistas, tais como Tathagata, Bodisatva e Myo-o. A escultura mais antiga do Japão é uma estátua de madeira de Amitaba, no templo Zenko-ji. 

No período Nara, estátuas budistas foram construídas pelo governo nacional a fim de aumentar o seu prestígio. Há exemplos disso, nos dias de hoje, em Nara e Kyoto, com uma colossal estátua de bronze de Buda Vairochana, no templo Todai-ji.

A madeira era tradicionalmente usada como o principal material no Japão, como pode ser observado na arquitetura japonesa tradicional. 

As estátuas eram geralmente cobertas com ouro ou uma tinta opaca ou brilhante, havendo alguns pequenos traços em sua superfície. Bronze e outros metais também eram usados. Outros materiais, como pedras e cerâmica, tiveram um papel importante nas crenças do povo.

Japão Influência na cultura

Com a chegada dos navios negros da Era Meiji até o final do século XIX, quando recebe uma enorme influência cultural estrangeira que se torna ainda mais forte após o fim da Segunda Guerra Mundial. Como resultado, uma cultura distintivamente diferente do resto da Ásia desenvolveu-se, e resquícios disso ainda existem no Japão contemporâneo.

No último século, a cultura japonesa foi também influenciada pela Europa e pela América. Apesar dessas influências, o Japão gerou um estilo único de artes (ikebana, origami, ukiyo-e), técnicas artesanais (bonecas, amigurumi, objetos lacados, cerâmica), espetáculo (dança, buyôkabuki, noh, raku-go, Yosakoi, Bunraku), música (Sankyoku, Joruri e Taiko) e tradições (jogos, onsen, sento, cerimónia do chá), além de uma culinária única.

Japão Artes

Ikebana - Iquebana

A iquebana é originária da Índia, onde os arranjos eram destinados a Buda, e se personalizou na cultura nipônica, que a tornou mais conhecida. Em contraste com a forma decorativa de arranjos florais que prevalece nos países ocidentais, o arranjo floral japonês cria uma harmonia de construção linear, ritmo e cor. Enquanto que os ocidentais tendem a pôr ênfase na quantidade e no colorido das cores, dedicando a maior parte da sua atenção à beleza das corolas, os japoneses enfatizam os aspectos lineares do arranjo. A iquebana é originária da Índia, onde os arranjos eram destinados a Buda, e se personalizou na cultura nipônica.

Em contraste com a forma decorativa de arranjos florais que prevalece nos países ocidentais, o arranjo floral japonês cria uma harmonia de construção linear, ritmo e cor. Enquanto que os ocidentais tendem a pôr ênfase na quantidade e no colorido das cores, dedicando a maior parte da sua atenção à beleza das corolas, os japoneses enfatizam os aspectos lineares do arranjo. A arte foi desenvolvida de modo a incluir o vaso, caules, folhas e ramos, além das flores. 

A estrutura de um arranjo floral japonês está baseada em três pontos principais que simbolizam o céu, a terra e a humanidade, embora outras estruturas sejam adaptadas em função do estilo e da escola. Dentre os mais diversos estilos de iquebana, destaca-se a Academia de Ikebana Sanguetsu. 

Esse estilo busca representar uma forma de se chegar ao equilíbrio, à simplicidade e à beleza. O sanguetsu, que tem, como princípio básico, o sentimento de respeito à natureza que norteou a vida de Mokiti Okada, cria composições capazes de refletir a beleza natural das flores em sua forma mais pura, levando alegria e paz às pessoas que apreciam os arranjos.

Origami

Origami (do japonês: 折り紙, de ori, “dobrar”, e kami, “papel”) é a arte tradicional e secular japonesa de dobrar o papel, criando representações de determinados seres ou objetos com as dobras geométricas de uma peça de papel, sem cortá-la ou colá-la.

O origami usa apenas um pequeno número de dobras diferentes, que, no entanto, podem ser combinadas de diversas maneiras, para formar desenhos complexos. Geralmente, parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores ou estampas diferentes, prosseguindo-se sem cortar o papel. 

Ao contrário da crença popular, o origami tradicional japonês, que é praticado desde o Período Edo (1603-1868), frequentemente foi menos rígido com essas convenções, permitindo até mesmo o corte do papel durante a criação do desenho, ou o uso de outras formas de papel que não a quadrada (retangular, circular etc.). 

Segundo a cultura japonesa, aquele que fizer mil grous de origami (Tsuru, “grou”) teria um pedido realizado – crença esta popularizada pela história de Sadako Sasaki, vítima da bomba atômica.

Ukiyo-e - ukiyo-ye - ukiyo-ê

Ukiyo-e, ukiyo-ye ou ukiyo-ê (浮世絵, “retratos do mundo flutuante”, em sentido literal), vulgarmente também conhecido como estampa japonesa, é um gênero de xilogravura e pintura que prosperou no Japão entre os séculos XVII e XIX. Destinava-se inicialmente ao consumo pela classe mercante do período Edo (1603 – 1867). 

Entre as mais populares temáticas abordadas, estão a beleza feminina; o teatro kabuki; os lutadores de sumô; cenas históricas e lendas populares; cenas de viagem e paisagens; fauna e flora; e pornografia.

Alguns dos artistas devotaram-se à pintura, mas a maioria era composta por gravuristas. Tais indivíduos raramente talhavam seus próprios blocos de impressão. Em vez disso, a produção era dividida entre o artista, que criava a obra; o talhador, que gravava a arte nos blocos; o impressor, que pintava e prensava os blocos nos washis; e o publicador, que financiava, promovia e distribuia os trabalhos. 

Por ser uma atividade artesanal, gravuristas podiam dominar e empregar uma grande variedade de efeitos a partir de diferentes técnicas impraticáveis na produção mecanizada, como a criação de gradações de cor, por exemplo.

O gênero foi um elemento nuclear para a formação da percepção ocidental a respeito da arte do Japão ao final do século XIX, especialmente a partir das paisagens de Hokusai e Hiroshige. Na década de 1870, o japonismo tornou-se uma proeminente tendência e foi grande influência aos primeiros impressionistas, como Edgar Degas, Édouard Manet e Claude Monet. Bem como aos pós-impressionistas, tais quais van Gogh, e a artistas da art nouveau, entre eles Henri de Toulouse-Lautrec. 

O século XX assistiu a um renascimento da xilogravura japonesa, com a vertente shin-hanga a crescer em termos de interesse no ocidente com suas cenas tradicionais da cultura nipônica combinadas a referências ocidentais e o movimento sōsaku-hanga a pregar o individualismo de produção enquanto caminho criativo único para a expressão do eu. 

As culturas legatárias do ukiyo-e, desde o final do século XX, continuam em tal veia individualista e vêm sendo também concebidas a partir de técnicas importadas do mundo ocidental, como a serigrafia, a água-forte e o mezzo tinto.

Japão Técnica artesanais

Bonecas - Ningyoo

No Japão, as bonecas são chamadas de Ningyoo, não sendo apenas brinquedos infantis; elas são um símbolo da história dos costumes do país. Em datas específicas, elas são tema da ornamentação nas residências japonesas. No dia 3 de março se comemora o Dia das Meninas, e as bonecas são expostas na sala de visita, em um altar de cinco andares onde as figuras do casal imperial estão no topo do altar. O dia 5 de maio é o Dia dos Meninos, cujos bonecos guerreiros simbolizam força e bravura.

Os primeiros bonecos japoneses foram os Haniwa, estatuetas de barro encontradas em tumbas pré-históricas. Inicialmente elas eram muito simples, moldadas em palha ou papel. Posteriormente passaram a ser feitas de madeira, cerâmica, mármore e argila.

No período Heian (794 – 1185) as bonecas eram usados para afastar demônios. No período Nara (710 – 794) as bonecas sofreram a influência chinesa e passaram a ter roupas de seda, usar dourado e tinham o penteado sokei, que se caracteriza pelo excesso de adereços. No período Kamakura (1192 – 1333), o xogunato que prevalecia no país por causa das constantes guerras fez com que as mulheres substituíssem os pesados quimonos por trajes mais simples, e isso se refletiu também nas bonecas. No período Edo (1603 – 1868), surgiram as karakuri, bonecas que tocavam instrumentos e dançavam através de um sistema simples de cordas retorcidas, roldanas e fios.

As bonecas começaram a ser usadas no teatro Noh em 45 d.C., para homenagear os atores e personagens de maior destaque. O mesmo ocorreu com o teatro Kabuki, quando as bonecas foram criadas com os mínimos detalhes de vestimenta e maquiagem. Existem também os bonecos Gosho, que representam bebês homens roliços, pele muito clara, cabeça grande e que carregam um peixe.

Amigurumi

Bonecas de Amigurumi

Amigurumi (編みぐるみ “bicho de pelúcia feito de crochê”) é uma técnica japonesa para criar pequenos bonecos feitos de crochê ou tricô. A criação de bonecos de crochê, apesar de costume milenar, ressurgiu no Japão apenas nos anos 80 acompanhando o mercado que tinha como foco jovens do sexo feminino que inundava prateleiras com produtos como a boneca Hello Kitty. A prática se popularizou e em 10 de Janeiro de 2002 com a criação da associação japonesa e a popularização da cultura japonesa ao redor do mundo, principalmente no Brasil.

O Amigurumi faz tanto sucesso no Brasil e no Japão que muitas pessoas aprenderam o a técnica e se tornaram artesãs. E hoje em dia, ganham o seu sustento e sustentam as suas famílias com a venda de bonecas de amigurum. Outras pessoas que gostam de artesanato estão aprendendo a técnica para deixar os seus empregos e trabalharem com que gostam. No curso, “Amigurumi Crochê”, além de ensinar a técnica para fazer vários modelos, ensina como vender e tornar o seu artesanato em um negócios lucrativo.

O Amigurumi Crochê  é um curso desenvolvido para te convidar a fazer parte desse maravilhoso universo. Além de ensinar como ganhar dinheiro fazendo o que você gosta. Se você gosta da cultura japonesa e gosta de amigurumi, veja o artigo relacionado abaixo sobre a oportunidade Amigurumi Crochê.

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O amigurumi é constituído de formas geométricas, geralmente com cabeça e tronco em forma de esfera e membros cilíndricos. O corpo enfatiza olhos e cabeça grandes, com tronco mediano e membros desproporcionalmente pequenos. Cabeças podem ou não conter narizes e boca, com grande variedade nos materiais que podem ser usados para os olhos. 

Artesanato Japonês - Boneca Amigurumi

Laca - Shiki

Laca (Shiki) é um artesanato feito por pintura de laca sobre madeira, papel, entre outros materiais. Existem várias aplicações de itens do dia-a-dia a itens de alta qualidade, pratos, netsuke ou carrocerias. Em sentido restrito, significa “louça de mesa pintada com laca”, mas não é pego. Pintando a laca na superfície, o equipamento durará muito mais tempo.

Artesanato Japonês - Objetos Lacados

A seiva processada que pode ser obtida de Urushi é chamada de verniz, e é processada em um substrato (Kiji: “madeira” se o material for madeira) no processo de aterramento, processo de pintura e o procedimento deve ser de 30 a 40 em detalhes Vou terminá-lo para laca. Este processo é chamado de lacagem e cada um tem um nome, e há uma grande variedade de lacados que foram concebidos de acordo com as áreas de produção.

A laca originou-se na China e a tecnologia foi transmitida do continente para o Japão juntamente com a madeira lacada. Das ruínas de Gakinoshima, foi encontrado cerâmica do período Jomon, além de ornamentos processados com fio impregnado com verniz vermelho, nota pintada a laca pintada com laca vermelha em verniz preto. Como resultado da análise pelo método de datação por carbono radioativo (C14), os ramos de laca escavados na prefeitura de Fukui (Torihama) foram confirmados como sendo os mais antigos do mundo, cerca de 12600 anos atrás.

Os substratos usados incluem madeira bem seca, bambu, papel, metal e assim por diante, e resinas sintéticas também são usadas hoje em dia. Além disso, está mudando com o tempo, como o desenvolvimento de tecnologia para melhorar o brilho e a força, misturando nanofibras de celulose (CNF) em verniz .

Cerâmica - Porcelana

Cerâmica Japonesa

As cerâmicas apareceram nos primeiros estágios da história da humanidade. Aproximadamente até o século 5, no Japão, as cerâmicas eram queimadas a temperaturas de 500 ou 600 graus. No século 6, chega da Coréia um método de produção com temperatura mais alta. Nele, as cerâmicas são queimadas com lenha durante muito tempo numa caverna. A temperatura interior chega a mais de 1300 graus e ocorre o chamado fenômeno Shizenyû, a cristalização do feldspato e quartzo que compõem a argila.

A partir do século 8, esse método de produção propaga-se às várias regiões do Japão. Destaque para as cerâmicas Bizen de Okayama, Echizen de Fukui, Tanba de Quioto, Shiragaki de Shiga e Seto e Tokoname de Aichi.

Yûyaku é um produto vitrificado que cobre a cerâmica e previne a absorção da água pela mesma. Essa espécie, originária do Egito, foi introduzida na China na época de Kan e posteriormente no Japão. Graças a esse produto, surge, no século 8, em Nara, a Narasansai, uma bela cerâmica com três cores.

No século 13, na era Kamakura (1185~1333), os japoneses começam a aprender, com a cerâmica chinesa, a técnica de produção mais avançada. A partir dela se estabeleceu na região Seto de Aichi a famosa cerâmica Koseto. Quando da chegada da era Azuchi-Momoyama (1573~1598), essa linhagem transfere o seu palco principal para região Mino (atual sul de Gifu), originando-se daí as cerâmicas japonesas típicas como Kiseto, Shino e Oribe.

No final da mesma era, o general Hideyoshi Toyotomi envia tropas para a Coréia. Isso ajudou a melhoria da qualidade da cerâmica japonesa. Afinal, bons artesãos passaram a morar em regiões de Kyushu e produzir os fornos de grande escala. Finalmente eles se tornam criadores das famosas cerâmicas como Hagi-yaki de Yamaguchi, Karatsu-yaki de Saga e Satsuma-yaki de Kagoshima.

Sanbê Kanegae, que se mudou para cidade Karatsu de Saga, descobriu uma jazida de porcelana branca. Utilizando esse produto, ele conseguiu produzir as porcelanas tingidas.

Entre os meados dos séculos 17 e 18, durante 100 anos, as porcelanas com desenhos coloridos que foram exportados do porto Imari para Europa e Ásia chegaram a aproximadamente dois milhões de unidades. Elas foram transportadas pelo navio da companhia de índias ocidentais e passaram pelas mãos dos reis e da classe nobre desses países.

Porcelana Japonesa Imari (Imagem cortesia do Museu do Palácio Nacional, Taipei)

Japão Espetáculo

Dança Japonesa

“Dança japonesa” … É uma arte integrada que integra o senso de valores como “Beleza”, “Wabi”, “Espaço” e “Shading” que a cultura japonesa possui. Enfim, na sociedade moderna, onde eficiência e eficiência são primordiais, olhando para o ponto de partida da cultura japonesa que não deve ser perdida, sob os três pilares do “Japão”, “tradição” e “mundo”

Buyô - Nichibu

Buyō (舞 踊), ou Nichibu (日 舞) abreviação de buyō Nihon / Nippon buyō (日本 舞 踊) que significa dança japonesa, refere-se a uma arte performática tradicional japonesa que pode ser uma mistura de dança e pantomima. Começa com as primeiras tradições de dança, como mai e odori, com grande desenvolvimento no início do período Edo (início do século XVII), na forma de danças de kabuki, que incorporavam elementos dos gêneros de dança mais antigos. 

Enquanto realizado independentemente por especialistas, é particularmente visível como o estilo de dança realizado por gueixas. O termo buyō no entanto é uma moeda moderna durante o período Meiji como um termo geral para “dança”. Antes disso, a dança era geralmente referida por vários gêneros de dança, como mai e odori. O termo é uma combinação de mai (舞, que também pode ser pronunciado bu) e odori (踊, também pode ser pronunciado yō).

Kabuki - cabúqui

A fundadora do teatro Kabuki, Izumo no Okuni

Kabuki (歌舞伎) ou cabúqui é uma forma de teatro japonês, conhecida pela estilização do drama e pela elaborada maquilhagem utilizada pelos seus atores. O significado individual de cada ideograma é canto (ka) (歌), dança (bu) (舞) e habilidade (ki) (伎), e por isso a palavra kabuki é por vezes traduzida como “a arte de cantar e dançar”. Esses ideogramas, entretanto, são o que se chamam de ateji (ideogramas usados apenas com sentido fonético) e não refletem a mesma etimologia da palavra. 

Acredita-se, de fato, que o kabuki derive do verbo kabuku, significando aproximadamente “ser fora do comum”, donde se depreende o sentido de teatro de “vanguarda” ou teatro “bizarro”. A sua origem remonta ao início do século XVII, quando se parodiavam temas religiosos com danças de ousada sensualidade. No ano de 1629, esse tipo de teatro foi proibido pelo governo. O espetáculo passou a ser encenado então por rapazes que interpretavam papéis femininos. Contemporaneamente, o teatro kabuki tornou-se um espectáculo popular que combina realismo e formalismo, música e dança, mímica, encenação e figurinos, implicando numa constante integração entre os atores e a platéia.

Desde 2008 que o teatro Kabuki integra a lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Nô, nô, nou - noh - nôgaku

Nō, nô, nou ou noh (能 “habilidade”, “talento”) ou ainda nōgaku (能楽 “talento” que vem com facilidade) é uma forma clássica de teatro profissional japonês que combina canto, pantomima, música e poesia. Executado desde o século XIV, é uma das formas mais importantes do drama musical clássico japonês.

Evoluiu de outras formas teatrais, aristocráticas e populares, incluindo o Dengaku, Shirabyoshi e Gagaku. O termo nō deriva da palavra japonesa que quer dizer talento ou habilidade. Muitas de suas personagens usam máscaras, os shites (protagonista) e seu acompanhante, mas não todas. Suas raízes podem ser encontradas no nuóxì (儺戲), uma forma de teatro da China. Deu origem a outras formas dramáticas, como o Kabuki.

Um dos seus mais importantes dramaturgos é Zeami Motokiyo (1363-1443). Zeami também deixou tratados sobre a arte de interpretar.

Rakugo

Rakugo é um entretenimento japonês baseado em monólogos humorísticos, cujas origens datam do século XVII. O humorista (Rakugoka) apresenta-se sempre em solo, sentado num tatame sobre o palco (chamado Koza) e munido apenas de um leque de papel. 

Em geral as histórias contadas envolvem longos diálogos entre dois ou mais personagens, sendo que a alternância das falas é percebida pelo espectador apenas em função do tom de voz do ator, ou de um leve movimento com a cabeça.

Rakugo significa, literalmente, “palavras caídas”. O gênero humorístico foi conhecido originalmente como karukuchi (piadas), adquirindo a atual denominação a partir do Período Meiji (1867–1912).

Yosakoi

Yosakoi (よさこい?) é um estilo único de dança que surgiu no Japão. O Yosakoi começou na cidade de Kochi, em 1954, como uma versão moderna do Awa Odori, uma tradicional dança de verão. O estilo de dança do Yosakoi espalhou-se por grande parte do país. 

É uma dança altamente energética, combinando movimentos de dança japoneses mais tradicionais com música moderna. Normalmente, as coreografias são realizadas por grandes equipes que as treinam exaustivamente. 

Além de contar com várias escolas profissionais de yosakoi e times de dança da vizinhança, ele é também um evento popular durante os festivais de esporte promovidos pelas escolas primárias e colégios. Participam homens e mulheres de quase todas as idades, às vezes em um único time. No dialeto de Tosa (atualmente a província de Kochi), yosakoi significa ‘’Venha à noite’’.

Bunraku - Ningyō Jōruri

Bunraku - Ningyō Jōruri

O bunraku, também conhecido como Ningyō jōruri (人形浄瑠璃) é uma forma de teatro de bonecos japoneses, e é uma herança da cultura popular que serve para contar as histórias do Japão antigo. Com movimentos quase humanos e vestidos com quimonos, os bonecos se transformam em verdadeiros atores no palco. Ao fundo, o som do shamisen marca o compasso da narrativa e o movimento dos bonecos dá a impressão de que têm vida própria. Desde 2008 que o teatro de marionetas Ningyo Johruri Bunraku integra a lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Japão Música

Sankyoku

Sankyoku (三 曲 /さ ん き ょ く ) é uma forma de música de câmara japonesa tocada frequentemente com um acompanhamento vocal. É tradicionalmente tocada em shamisen , koto e kokyū , mas mais recentemente o kokyū foi substituído por shakuhachi.

Gravura que representa Sankyoku

Taiko

Apresentação de Taiko

Taiko (太鼓) engloba uma variedade de instrumentos japoneses de percussão. No Japão, o termo refere-se a qualquer tipo de tambor, mas fora do Japão, o termo é geralmente usado para se referir a qualquer um dos vários tambores japoneses chamados de wadaiko (和太鼓) e a forma de apresentação o taiko chamada de kumi-daiko (組太鼓”coleção de tambores”). 

O processo de construir taiko varia entre os produtores, mas a maioria inclui a confecção e definição da força do corpo do tambor, escolhendo uma superfície para a pele do tambor e cuidadosamente esticando a superfície acima do tambor para criar uma tensão apropriada.

Uma história mitológica sobre a origem do taiko aparece no “Nihon Shoki”. De acordo com o mito, o taiko se originou da deusa xintoísta “Ame no Uzume”, a deusa do raio de sol, “Amaterasu”, e seu irmão “Susanoo”, o deus dos mares e das tempestades.

Em uma interpretação, “Susanoo” repentinamente tornou-se nervoso e trouxe sua raiva do mar para a terra. Sua irmã, “Amaterasu”, estava tão brava com a situação que fugiu para uma caverna e a selou com uma pedra, recusando-se a sair. 

Os outros deuses se reuniram e sabiam que sem o raio de sol a vida na Terra se deterioraria e morreria. Assim, eles tentaram muitas formas de trazer “Amaterasu” para fora implorando, ameaçando e até mesmo tentando mover fisicamente a pedra, mas ele não tiveram sucesso.

Finalmente, a antiga deusa “Ame no Uzume”, que tinha a aparência de uma velha senhora, deu um passo à frente e afirmou que poderia trazer “Amaterasu” para fora da caverna. Apesar de ser ridicularizada pelos outros deuses por sua aparência envelhecida, ela prosseguiu com seu plano. 

“Ame no Uzume” esvaziou um barril de saquê e pulou em cima do barril, pisando nele furiosamente para criar ritmos percussivos. Os deuses ficaram tão comovidos por essa música que eles só conseguiam dançar e cantar. 

A celebração se tornou tão barulhenta que “Amaterasu” espreitou para fora da caverna e, ao ver a cena alegre, trouxe a luz de volta para o mundo e baniu “Susanoo”. Desse modo, a música do taiko teria surgido da performance de “Ame no Uzume”.

Cerimônia do chá - chanoyu - chadô - sadô

A cerimônia do chá japonesa (chanoyu 茶の湯, lit. “água quente [para] chá”; também chamada chadō ou sadō, 茶道, “o caminho do chá”) é uma atividade tradicional com influências do Taoísmo e Zen Budismo, na qual chá verde em pó (matcha, 抹茶) é preparado cerimonialmente e servido aos convidados. O matcha é feito da planta chamada chá, Camellia sinensis. Os encontros de chanoyu são chamados chakai (茶会, “encontro para chá”) ou chaji (茶事, “assuntos do chá”). 

Normalmente o termo chakai refere-se a um evento relativamente simples no qual se oferecem doces típicos, usucha (chá suave), e talvez tenshin (um aperitivo), já chaji refere-se a um evento mais formal, incluindo também uma refeição tradicional (kaiseki) e koicha (chá forte). Um chaji completo pode durar até quatro horas.

O praticante de cerimônia do chá precisa ter conhecimento de uma ampla gama de artes tradicionais que são parte integral do chanoyu. Incluindo o cultivo e variedades de chá, vestimentas japonesas (kimono), caligrafia, arranjo de flores, cerâmica, etiqueta e incensos. Além dos procedimentos formais de seu estilo de chanoyu, que podem passar de uma centena. Assim, o estudo de cerimônia do chá praticamente nunca termina. Mesmo para participar como convidado em uma cerimônia formal é preciso conhecer os gestos e frases pré-definidos, a maneira apropriada de portar-se na sala de chá, e como servir-se de chá e doces.

Bonsai - bon-sai

Bonsai (japonês: 盆栽, bon-sai) significa “cultivado, plantado em bandeja ou vaso”. Ao contrário do que muitos pensam o ideograma não contém a palavra árvore 木 (Ki). Um bonsai precisa ter outros atributos além de simplesmente estar plantado num vaso raso e pequeno. A planta deve ser uma réplica de uma árvore da natureza em miniatura. Deve simular os padrões de crescimento e os efeitos da gravidade sobre os galhos, além das marcas do tempo e estrutura geral dos galhos. Essencialmente é uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados.

O Bonsai não se trata de uma espécie vegetal específica, mas sim de uma técnica utilizada em árvores com o objetivo de “miniaturizá-la” inspirando-se em formas existentes na natureza. Não há árvore de Bonsai, mas árvores que se transformam pelo processo de Bonsai. Na prática, é a arte de selecionar e transformar árvores que tenham potencial para se assemelhar a uma réplica na natureza.

Através da observação percebe-se que as árvores têm tendências de comportamento e estilos próprios. Também encontramos uma classificação de estilos de bonsai e formas mais tradicionais baseado no estilo natural das árvores. Suas principais categorias se baseiam principalmente nas formas e no número total de árvores na composição.

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Japão tem novo imperador

Notícias no Brasil

O imperador Akihito, abdica o trono em favor do filho, Naruhito

A abdicação do imperador Akihito nessa terça-feira dia 30/04/2019, uma das várias cerimônias que marcam a transição para seu sucessor, o príncipe Naruhito. É a primeira vez que um monarca deixa o posto ainda em vida em 202 anos de história do Japão. Será um evento breve, relativamente simples e raro. Naruhito, de 59 anos, se tornará imperador no dia seguinte, mas seu entronamento formal será feito em uma cerimônia mais elaborada, em outubro.

Cerimônia de abdicação do imperador Akihito - 30 de Abril de 2019

O Palácio Imperial de Tóquio (em japonês: 皇居, kōkyo, literalmente: residência imperial), também conhecido como Palácio Imperial do Japão, é a residência oficial do Imperador do Japão. A cerimônia será realizada no “Matsu no ma” do Palácio Imperial, ou “Salão de Pinho”, conhecido por seu piso de madeira polida e considerado o cômodo de maior prestígio do palácio. Cerca de 300 pessoas participarão do evento, que será transmitido ao vivo pela televisão nacional. 

O primeiro-ministro, Shinzo Abe, anunciará a abdicação

O primeiro-ministro, Shinzo Abe, anunciará a abdicação. Logo em seguida, Akihito fará uma declaração final como imperador. A atual imperadora, Michiko, o príncipe Naruhito e a princesa herdeira, Masako, comparecerão ao anúncio, junto com os líderes das duas casas do parlamento japonês e dos juízes da Suprema Corte. A era imperial do príncipe Naruhito se chamará Reiwa, uma junção das palavras “ordem” e “harmonia”.

Nome da nova era do Japão será 'Reiwa', inspirado na poesia Waka

O primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe, anunciou que o nome da nova era que marcará o reinado do imperador Naruhito será “Reiwa”, uma combinação inspirada em um clássico da poesia japonesa Waka, do século VII. “Waka” significa literalmente “poesia”, em língua japonesa. “Reiwa” surge da combinação de dois caracteres que podem ser traduzidos como “bom” ou “ordem” e “harmonia”.

Transferência de objetos imperiais - 1º de Maio de 2019

Interpretação de um artista dos Tesouros Imperiais do Japão

Primeiro estágio da ascensão de Naruhito ao trono. Os camareiros imperiais carregam os selos estatais e privados para o salão, junto com dois dos “Três Tesouros Sagrados” do Japão – uma espada e uma joia – que, junto com um espelho, são símbolos do trono. As jóias da Coroa Japonesa (三種の神器, Sanshu no Jingi, três tesouros sagrados) consistem na espada santa Kusanagi (草薙剣) , a jóia santa Yasakani no magatama (八尺瓊曲玉), e o espelho santo Yata no Kagami (八咫鏡). A espada e o espelho estão guardados em templos xintoistas em Nagoya na Província de Aichi (Santuário de Atsuta) e em Ise na Província de Mie, (Santuário de Ise) e a joia no Palácio Imperial de Kōkyo em Tóquio. Desde o ano 690, estes objetos são de posse do Imperador,mas são vigiados por um grupo de sacerdotes shinto e a sua passagem é o momento mais importante da cerimónia de coroação. Esta cerimônia não é pública e estes elementos são tradicionalmente só vistos pelo imperador e pelos principais sacerdotes xintoístas.

A cerimônia é observada por um pequeno grupo que inclui a realeza masculina adulta e representantes dos três ramos do governo, incluindo o primeiro-ministro, Shinzo Abe e seu gabinete. Akihito e Michiko não estarão presentes. A cerimônia não é aberta à realeza feminina, mas Satsuki Katayama, a única ministra do gabinete de Abe, será a primeira mulher da história moderna a comparecer.

O novo casal imperial cumprimenta os simpatizantes no palácio - 04 de Maio

Naruhito e Masako fazem sua primeira aparição pública, cumprimentando simpatizantes reunidos no Palácio Imperial. Eles aparecerão seis vezes durante o dia, no dia 04 de maio de 2019 a partir das 10h da manhã (22h no horário de Brasília, do dia 3). Espera-se que várias pessoas apareçam, porque o evento ocorre durante um feriado de dez dias decretado por causa da mudança imperial. A monarquia japonesa é a mais antiga do mundo, reconhecendo 125 monarcas legítimos desde a acessão do Imperador Jimmu (remonta a 660 a.C.). 

Naruhito e Masako

Cerimônia de entronamento do imperador do Japão - 22 de Outubro de 2019

O imperador Akihito, com vestimenta cerimonial completa, antes de ser entronado em Tóquio

Naruhito proclama sua ascensão ao trono em uma cerimônia a que compareceram dignitários de quase 200 países. Como seu pai fez, espera-se que o novo imperador use uma túnica e touca tradicionais. Ele vai entrar no “Takamikura” — um pavilhão de 6,5 metros de altura que pesa cerca de 8 toneladas — e sentar, brevemente, em uma cadeira almofadada com um assento feito de palha de tatame. Naruhito então se levanta enquanto as cortinas do pavilhão são abertas e declara sua sucessão ao mundo. Na cerimônia de seu pai, em 1990, o príncipe Charles e a princesa Diana, além do vice-presidente dos EUA, Dan Quayle, estiveram entre as 2,2 mil pessoas que compareceram. Depois, casal real sairá em uma limusine Toyota Century, aberta, através do centro de Tóquio. Cerca de 120 mil pessoas, muitas agitando bandeiras nacionais, compareceram ao longo da rota, em 1990, para aplaudir Akihito e Michiko, enquanto passavam em um Rolls-Royce Corniche III.

Grande Cerimônia do Agradecimento - 14 e 15 de Novembro de 2019

Naruhito oferecerá arroz recém-colhido e saquê a ancestrais e divindades imperiais, e comerá deles enquanto reza por colheitas abundantes e paz nacional. O governo destinou 2,7 bilhões de ienes (cerca de R$ 95 milhões) para a cerimônia, incluindo os custos para construir salas temporárias no Palácio Imperial para a ocasião — embora tenha havido controvérsia sobre a constitucionalidade de o Estado financiar o evento, que envolve fortes elementos religiosos.

O príncipe Naruhito, a princesa Masako e a filha do casal, a princesa Aiko

fonte: Mídia Nacional, UOL, G1, Equipe ParanaShimbun

Notícias no Japão

O Imperador Akihito abdica no dia 30 de abril de 2019

Akihito

O mais importante é que o imperador mostrou que tem a liberdade e a responsabilidade de regredir em sua própria vontade e julgamento. Esta questão não foi devidamente discutida pelo parlamento e pelos especialistas. Desta vez, a luz foi tomada pela decisão do atual imperador, e isso levou a uma revisão concreta do sistema na forma da lei de exceção declarativa. As atividades do imperador simbólico têm como premissa estar dentro das restrições constitucionais de não ter autoridade política. No entanto, no passado, muitas restrições constitucionais foram enfatizadas, e tanto os conservadores quanto os anti-conservadores tiveram visões geralmente negativas sobre questões como a atividade do imperador, a própria liberdade e responsabilidade do imperador. Mesmo para nós estudiosos, esse problema era um ponto cego.

As decisões do próprio imperador foram tomadas no passado na forma excepcional do fim da guerra do imperador Showa. Embora a lei de exceção ainda seja um caso excepcional, como a lei especial permite o refúgio, o refúgio baseado no livre-arbítrio do Imperador será precedente.

A história do imperador de “Heisei” está intimamente relacionada com a disposição do artigo 1 da Constituição, “O status do imperador é baseado no consenso do povo japonês com soberania”.

O que é “o consenso das pessoas”? Não é uma mera intenção majoritária do povo nem uma intenção menor específica. Não significa “intenção total” como a soma aritmética das intenções de várias pessoas. É chamado de “intenção geral” comum à intenção individual de cada indivíduo.

A democracia respeita os direitos da minoria enquanto admite o governo da maioria, e não se considera que a ação ativa do imperador presente de acordo com este princípio é o papel do imperador simbólico. ?

Nas “palavras” de 8 de agosto de 2006, quando o imperador atual fez a intenção de resignação, a expressão que expressa “consenso do povo” é “confiança e reverência”. Isso também é usado para a “Declaração Humana” do Showa Emperor em 1 de janeiro de 1941, o dia após o fim da guerra. O imperador atual declarou que “era uma coisa feliz ter cumprido o dever de pensar e orar pelo povo como o imperador, com profunda confiança e reverência pelo povo”, com “palavras”. Existe.

Eu sinto o orgulho do atual imperador por ter sido conectado com o povo por “confiança e amor” nutrido através do trabalho simbólico. Nesse sentido, pode-se dizer que a “palavra” do atual imperador era a “declaração humana” de Heisei e era uma expressão da filosofia do imperador simbólico.

Declarar que o Imperador é humano é reconhecer a liberdade e a responsabilidade como seres humanos. O fato de ter sido mostrado tem um significado histórico de “palavras”.

fonte: Tokyo Shimbun, Inc. Jornal da Manhã – Principais Notícias da Sociedade, Equipe ParanaShimbun

Sua Majestade, o imperador Akihito, a última palavra desta noite "Heiji"

Akihito e Naruhito

Na manhã do dia 30, o Imperador visitará o Palácio Imperial, o Palácio Imperial e o Palácio Imperial do Último Palácio. É um ritual que relata a realização de um importante ritual do “abhorum da profanação majestade” como um substituto para os sucessivos imperadores e assim por diante. Após as observações do primeiro-ministro Shinzo Abe no Palácio dos Pinheiros, à noite, após as observações do primeiro-ministro Shinzo Abe, a Majestade dará as últimas “palavras” de seu reinado. 

 O “Heisei”, que durou 30 anos, acabou o dia todo, e o príncipe herdeiro foi nomeado em 1º de maio para dar início ao primeiro ano do “Rekazu”. Os trajes reais usados pela Princesa Imperial em Miyanaka Sandon são trajes antigos que podem ser usados apenas pelo Imperador em cerimônias importantes, como a honra do trono.

fonte: Kyodo News, Equipe ParanaShimbun

O Imperador Akihito visitou o Santuário de Ise Jingu

O Imperador Akihito visitou o Santuário de Ise Jingu

O Imperador Akihito visitou o Santuário de Ise Jingu, para relatar a abdicação. Os camareiros imperiais carregam os selos estatais e privados para o salão, junto com dois dos “Três Tesouros Sagrados” do Japão. Ao redor de Ise Jingu, onde a chuva do dia anterior parou e o tempo estava refrescando. Eles são o “Shin Etsu no Tsui”, e o santuário externo onde Tomei-no-Okami deve ser celebrado pela manhã, e Amaterasu Omi-kami, que é considerado o pai da família imperial à tarde. Eu visitei cada santuário Uchinomiya e relatei a abdicação.

Aparência manhã de Sua Majestade em Geku e Naiku, depois de receber o Oharai do padre, prossiga a pé até o salão principal, era culto dedicado tamagushi. Depois de cinco anos do palácio imperial, eles carregaram a espada e a espada dos “três tipos de genências” herdados pelos sucessivos imperadores, e os dois servos entregaram e andaram antes e depois de sua majestade.

A Imperatriz está em um vestido longo branco também. No Santuário de Ise Jingu, sua filha mais velha, Kuroda Kiyoko, serviu como sacerdote e testemunhou a adoração de Sua Majestade no santuário externo e no santuário interno.

Ambos os príncipes visitaram o Santuário de Ise em 18 de abril de 1959 (34 de abril), há 60 anos, quando eram o príncipe e sua esposa. Imediatamente após a cerimônia de casamento, foi a primeira vez que o casal visitou Ise para o relatório. Também este dia é o 50º aniversário da minha filha mais velha, Kyoko. Foi uma viagem memorável, incluindo o fato de que Kiyoko estava presente como um festival durante a última visita ao Santuário de Ise como Imperador e Imperatriz.

Muitas pessoas encheram a beira da estrada e a estação em frente ao Santuário de Ise para ver ambos Majestade. Sua Majestade abriu a janela do carro, parou depois de sair do carro, e apertou a mão com um sorriso para a voz “obrigada”. Depois disso nós nos mudamos para Kashikojima em Shima City da mesma prefeitura. Nós ficamos de príncipe era em Shima Kanko Hotel com Yukari, e et de Sayako al. Ise funcionários Santuário, era tanto o jantar.

Segundo a Prefeitura de Mie, 43.000 pessoas se reuniram no Santuário de Ise e Kashikojima neste dia.

Tendo terminado de adorar Ise Jingu, o último funcionário do governo local do reinado, as duas viúvas continuam seus dias ocupados depois de voltar a Tóquio no dia 19. Uma visita ao Musashino Tomb onde o Imperador Showa está enterrado no dia 23 e uma “cerimônia verde” no dia 26, que será o último serviço oficial fora do Palácio Imperial, será realizada no dia 30 do dia da renúncia.

fonte: Nikkan Sports Co., Ltd. Sociedade de Notícias Principais, Equipe ParanaShimbun

Por que o imperador Akihito viajou?

A Majestade do Imperador é deposto após o final do 30º aniversário de Heisei 30 dias. O que é lembrado é uma figura que viaja pelo mundo, contata as pessoas e reza pelos mortos e pelos mortos. Por que o imperador viajou? O imperador, que visitou a conferência de aniversário de 85 anos em dezembro passado em Heisei, relembrou seus 30 anos como uma “viagem”. Fui a todo o país e ao mundo nos memoriais dos mortos de guerra e visitas às áreas atingidas. Pode-se dizer que a viagem para interagir com as pessoas adquiriu uma imagem do imperador correspondente à idade diferente da autoridade do Showa.

Akihito e Michiko

Então, por que o Imperador continuou essa jornada?

A Constituição do Japão estipula que o Imperador é um símbolo da unificação nacional e seu status é baseado no consenso do povo. O Imperador Showa era um monarca antes da guerra, reinou por mais de 60 anos e possuía autoridade. O imperador, que foi coroado como um símbolo desde o início, pode ter tentado mostrar uma imagem diferente do Imperador Showa. Na conferência de agosto de 1989, ele disse: “Eu gostaria de buscar o caminho da família real que é adequado para a era atual”.

A constituição só estipula que o imperador só realiza “assuntos nacionais” (nomeação de primeiro ministro, convocação do parlamento, prêmio de honra, etc.). Você pode não ser capaz de obter o “consenso do povo” em uma existência formal que só realiza assuntos nacionais. Compartilhando ativamente a alegria e tristeza com as pessoas e indo em uma jornada para enfrentar a herança negativa do Imperador Showa, eu tentei ser um alvo de confiança e reverência. Uma viagem que interage mais de perto com as pessoas do que os sucessivos imperadores. Eu acho que tal “ato público” foi o núcleo da Era Heisei, e “a família imperial adequada para a era atual”.

Em 2016, o imperador disse em uma mensagem em vídeo que ele renunciou: “Como a família imperial está pensando em como fazer uso da tradição na era atual, animada na sociedade e atender às expectativas das pessoas”. À medida que a família real do mundo se esvai, continuaremos a usar o sistema imperial e continuaremos a viver por muito tempo “vivos na sociedade”. Em outras palavras, foi uma jornada para obter a compreensão do povo e ser um sujeito de confiança e respeito. Então, acho que estava determinado a me demitir antes de não poder continuar minha jornada física e fisicamente. 

A propósito, se “viajar” é o estilo Heisei, como será o fluxo do reiki?

O príncipe tem um forte interesse em “água” e é divulgado em dissertação. A água é uma entidade sem estado que circula no mundo. Pode-se dizer que é uma questão global que requer uma abordagem internacional. É bom para a entrega diplomática, mas também quero uma mensagem doméstica.

Eu acho que “Sake” é uma pergunta. Enquanto estudava no exterior, no Reino Unido, ouvi dizer que a festa da esquerda estava tomando café e era uma cafeteira. É minha própria teoria que “a água apátrida está conectada à terra e se torna nacionalidade quando tem nacionalidade”. Há vinhos na França, uísque no Reino Unido e bourbon nos Estados Unidos, que têm uma cultura única. O imperador do Japão aprofunda a cultura do Japão, assim como o saquê japonês onde a água e a terra do Japão estão conectadas. É apenas minha imaginação, mas que tipo de imperador o príncipe se preocupa? Estou ansioso por isso também.

Eu estudo as palavras que o imperador desde a era Meiji, tanto públicas como privadas. No final do período Heisei, vou ler as palavras que o Imperador estava pensando.

Tem sido dito consistentemente desde a majestade o imperador. Uma é a “constituição”. A outra é a frase “Imperador Cenográfico”, “História” e “Tradição”.

Eu acho que o verdadeiro significado de sempre se referir a esses dois pontos é perpetuar o trono, que não pode parar o trono que deve continuar da era do mito à sua maneira.

Depois da guerra, o Imperador Showa fez a chamada “declaração humana”. No entanto, simplesmente dizer “o imperador não é um deus presente” não é dizer “é apenas um ser humano”. Porque há uma história dos descendentes de Deus que dura há milhares de anos, podemos ser o “imperador” como um ser religioso que ora pelo bem estar da nação e do povo. Como você é o imperador, você não pode permitir isso.

No entanto, a natureza religiosa do imperador não é compatível com a constituição que estabelece a separação entre política e religião. Se estritamente perguntado sobre o relacionamento com a Constituição, isso poderia levar à negação do Sistema Imperador. O imperador continua dizendo: “Tendo em mente a constituição”, e pensa que está tentando aliviar o medo de religiosidade do público. Há um significado para falar sobre a constituição e os sucessivos imperadores como um conjunto.

Em agosto de 2015, na Cerimônia do Memorial Nacional de Guerra, o Imperador mostrou “profundo remorso contra a Grande Guerra”. Aqueles que consideraram a palavra da repreensão como uma resistência ao Primeiro Ministro Shinzo Abe, que não toca a responsabilidade pelos danos aos países asiáticos e que ele recebeu como “o Imperador é crítico da administração Abe” e “tem pensamentos liberais” agora Você

É provavelmente correto que o Imperador ame a paz e tenha profundo remorso na guerra anterior. Mas isso não é tudo.

O pensamento das pessoas que vivem no presente é de 10 anos, no máximo 100 anos à frente. No entanto, o imperador, que agora vive na história imperial, que se diz ser mais de 2600 anos, parece estar pensando em unidades de 1000 anos. Dizem que política e sociedade são destros agora, mas não podem ser destros para sempre. O imperador viu que o imperador Showa estava em um estado de ser varrido pela guerra contra o Reino Unido e o sistema imperial caiu em uma situação de crise. Se você chegar muito perto da política e da sociedade, você terá aprendido que você vai cair junto. Eu acho que há também uma ideia de que o reconhecimento da história de que a guerra anterior foi “guerra errada” terá universalidade daqui a 1000 anos, independentemente da ideologia.

“Reflexão profunda” é vista como um senso de equilíbrio. Nunca deve ser interpretado em uma composição como o confronto esquerdo-direito, pró-Abe ou anti-Abe.

No entanto, uma passagem que não posso explicar bem saiu no dia de Ano Novo de 2015 “Impressão do Imperador”. Mostrou o reconhecimento de que a guerra anterior era “incidente manchuriano começa”. Você tem a sensação de que avançar para o continente foi um erro em primeiro lugar? No entanto, desde que o Incidente da Manchúria cessou o acordo foi concluído dois anos após o surto, o Japão não teve guerra até a guerra entre o Japão ea China. Os pesquisadores estão divididos até agora sobre onde colocar a origem da guerra anterior. Onde está o significado desta afirmação? Estou muito preocupado.

O imperador Showa não perdeu seu senso de monarquia após a guerra, e ficou claro depois, a partir de seu depoimento, que as observações políticas eram frequentes. Quanto ao Imperador, o Imperador, apenas as palavras são escritas. Depois de um pouco mais de tempo, as trocas do círculo interno sairão. De fato, o que você achou e que tipo de observações foram feitas? Estou ansioso para vê-lo no futuro.

fonte: Masada Shibata, Equipe ParanaShimbun

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Guia do Japão [ATUALIZADO]

Nesse, artigo você vai encontrar tudo sobre o Japão…

Hiroshi Yamamoto
Colaborador ParanaShimbun

Reunimos todas as informações sobre o Japão num só artigo

“O conhecimento gera a identificação com o país, seu povo e cultura. Além de facilitar as conversas com Japoneses nativos e Nipo-brasileiros residentes”. (H. Yamamoto)

Foi por esse motivo que decidimos reunir todas as informações sobre o Japão num só artigo. Desta forma, como uma leitura simples e rápida você pode manter uma excelente conversa com qualquer Japonês Nativo ou Nipo-Brasileiro residente no Japão ou no Brasil.

Subíndice

Tudo sobre o Japão

Japão é um país insular da Ásia Oriental. Os nomes japoneses para Japão são Nippon (にっぽん) e Nihon (にほん). Ambos são escritos em japonês usando o kanji 日本. Tanto Nippon e Nihon significam, literalmente, “origem do sol”, isto é, onde o sol se origina. Esta nomenclatura vem de correspondência imperial com a Dinastia Sui chinesa e refere-se a posição do Japão para o leste em relação à China. Essa é a razão do Japão ser identificado como a “Terra do Sol Nascente”.

Japão Bandeira

A bandeira do Japão tem um formato retangular branco com um grande disco carmesim (representando o Sol) no centro, e é oficialmente denominada Nisshōki (日章旗, “bandeira do Sol”) em japonês, embora seja mais comumente conhecida como Hinomaru (日の丸, “disco solar”).

Japão Mapa

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O país é um arquipélago de 6 852 ilhas, cujas quatro maiores são Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku, representando em conjunto 97% da área terrestre nacional. A maior parte das ilhas é montanhosa, com muitos vulcões como, por exemplo, os Alpes japoneses e o Monte Fuji.

O Japão possui a décima maior população do mundo, com cerca de 128 milhões de habitantes. A Região Metropolitana de Tóquio, que inclui a capital de facto de Tóquio e várias prefeituras adjacentes, é a maior área metropolitana do mundo, com mais de 30 milhões de habitantes.

Japão História

Origem

Após a última idade do gelo, por volta de 12.000 AEC (Antes da Era Comum), o rico ecossistema do arquipélago japonês promoveu o desenvolvimento humano. A ocupação humana do Japão remonta ao Paleolítico Superior e a data mais consensual para a primeira presença humana neste arquipélago é de 35 000 a.C., quando povos nômades caçadores-coletores chegaram às ilhas vindos do continente através de istmos.

As primeiras ferramentas japonesas de pedra lascada datam dessa época, e as de pedra polida datam de 30 000 a.C., as mais antigas do mundo. Ainda não se sabe por que essas ferramentas surgiram tão cedo no Japão. 

Entre 11.000 e 500 AEC (Antes da Era Comum), estes povos desenvolveram um tipo de cerâmica designada de Jomon, a qual é considerada das mais antigas do mundo.

Subíndice

Japão Cerâmica

Cerâmica Jomon

A primeira cultura cerâmica e civilização a se desenvolver no Japão foi o Jomon, que não desenvolveu a agricultura nem a criação de animais. Os Jomon ocuparam as ilhas do Japão desde o final da quarta glaciação por volta de 14 mil a.C., deixando vestígios de sua ocupação através de peças de cerâmica, consideradas as mais antigas do mundo. Através da cerâmica assume-se que os Jomom eram semi-sedentários e tenham seguido uma religião politeísta, baseada no culto de elementos da natureza.

Japão Imperial

Surgiu uma cultura conhecida como Yayoi, onde a produção de ferramentas de metal, assim como o cultivo do arroz, foram um importante progresso. Neste período existiram várias tribos, mas o Japão foi unificado pela primeira vez no século VI pelo povo Yamato e logo empreendeu a conquista da península da Coreia no final do século. Nos séculos seguintes a competição por cargos no governo enfraqueceu gradativamente o domínio japonês sobre a Coreia até ao século VI. Em 552, o budismo foi introduzido no país trazido da Coreia e servindo como arma política contra o crescente poder dos sacerdotes, a religião tradicional, o xintoísmo debilitou-se, porém não desapareceu.

Imperador Jimmu, o primeiro Imperador do Japão
Príncipe Shotoku e seus dois filhos

O príncipe Shōtoku estabeleceu um governo central. A corte financiou a construção de vários templos e palácios, inspirando-se em modelos coreanos e chineses. O príncipe, admirador profundo da cultura destas nações, fomentou o recurso a caracteres chineses (origem dos kanji). Lançou bases para o desenvolvimento de códigos de conduta e ética de governo fundamentados no budismo (constituição dos dezassete artigos, 604) e enviou inúmeras missões japonesas à China Imperial durante a dinastia Sui (600-618), com o intuito de estabelecer firmes relações diplomáticas.

Japão Mitologogia - As três jóias da coroa japonesa

No século VIII, os governantes do período Yamato ordenaram que a sua inclusão nos mitos e lendas japonesas fosse consumada, por forma a se legitimarem perante a população. Uma das mais importantes lendas refere-se à origem do Japão, atribuída aos kami (deuses) Izanagi e Izanami (imagem ao lado, representa a criação). Segundo a lenda, foi a partir destes dois que nasceram os três kami maiores: Amaterasu, deusa do Sol e senhora dos céus; Susanoo, deus dos oceanos; e Tsukuyomi, o deus da escuridão e da Lua. Em determinado dia, Amaterasu e Susanoo discutiram e, embriagado, Susanoo destruiu tudo à sua passagem. Amaterasu ficou tão assustada que se escondeu numa caverna, recusando-se a sair, tendo o mundo ficado privado de luz. 

zanagi e Izanami criando o submundo. Pintura de Eitaku Kobayashi

Com o propósito de fazê-la sair, um kami (deus) feminino, “Ame-no-Uzume-no-Mikoto”, realizou uma dança erótica acompanhada pelo regozijo da miríade dos deuses reunidos em assembleia. No momento em que “Amaterasu” perguntava o que tinha acontecido, revelaram-lhe a existência de uma kami mais poderosa, “Ame-no-Uzume”, que tinha pendurado um espelho numa árvore, por forma a que “Amaterasu” ficasse atraída por ele. Lentamente ela se aproximou do espelho que tinham colocado à sua frente. A surpresa de ver o seu próprio reflexo foi tão grande que “Amaterasu” ficou deslumbrada e algum tempo depois a luz voltou a iluminar a Terra. Assim, o espelho “Yata no Kagami” passou a fazer parte das “Três Jóias Imperial do Japão”.

Interpretação de um artista dos Tesouros Imperiais do Japão

O segundo elemento das três joias da coroa japonesa é descrito posteriormente na mesma lenda. Susanoo foi banido pelos distúrbios que havia causado e, enquanto caminhava pelas terras de Izumo, ouviu uma cobra (ou dragão) de oito cabeças, chamada Yamata no Orochi, que atormentava os moradores locais. Susanoo assassinou a cobra embriagando-a com saque e de seguida cortando-lhe as cabeças. Na cauda da cobra, Susanoo encontrou uma espada e decidiu oferecer à sua irmã em sinal de paz. Esta espada é, pois, o segundo ícone das insígnias imperiais. 

A terceira e última insígnia é uma magatama (miçanga em forma de curva) que Amaterasu deu ao seu neto Ninigi-no-Mikoto, quando este recebeu o cargo de governar o submundo. A joia, por sua vez, foi entregue ao seu neto, o imperador Jimmu, o primeiro imperador do Japão. O imperador do Japão é considerado descendente direto da Kami Amaterasu. Desta forma, subvencionados na crença popular, os governantes de Yamato legitimaram o processo pelo qual o Japão seria governado sob um sistema imperial, fortemente apoiado pela crença no xintoísmo.

Japão Feudal

A capital seria novamente transferida para Heian-kio, a moderna Quioto, e dar-se-ia o rompimento entre o imperador Kammu e os monges budistas. A partir daí foi estabelecida a escrita japonesa e uma nova literatura. Foi nesse período de paz que surgiram a classe dos samurais. Durante o período do Japão feudal, o samurai ganhou funções militares e virou um soldado da aristocracia imperial.

Imperador Kammu
Xogun - Tokugawa Ieyasu

Contudo as disputas surgidas entre os clãs guerreiros Taira no Kiyomori e Minamoto no Yoritomo levaram a uma nova guerra civil que só teve fim em 1185, com a ascensão de Minamoto. Este estabeleceria o governo do xogunato em Kamakura. Enquanto seguia as leis do governo imperial de Heian, o governo Kamakura foi exercido por uma rede de samurais em todo o país que se comprometiam a manter a paz.

Desde que o poder real era exercido localmente por xogum, os samurais foram capazes de assumir a terra dos ricos proprietários de terra aristocráticos (daimiôs) e, portanto, levaram o governo imperial de Heian em Quioto a tornar-se ainda mais fraco. Um novo período de paz e enriquecimento econômico e cultural foi estabelecido até uma nova tentativa mal sucedida de restauração da autoridade imperial feita pelo Imperador Go-Daigo.

Imperador Go-Daigo
Shimazu Nariakira, daimiô do Domínio de Satsuma,

O surgimento dos daimiôs de base local, enfraqueceu o xogunato e esse enfraquecimento levou a Guerra de Ōnin entre 1467 e 1477 entre os Kosokawa e os Yamana que deu fim ao xogunato. Sem uma autoridade central, os daimiôs, agora com autoridade absoluta em seus domínios, deram início a um período de guerras que só terminaria entre 1550 e 1560 com a conquista dos demais domínios por Oda Nobunaga. Foi durante o século XVI que comerciantes e missionários portugueses chegaram ao Japão pela primeira vez, dando início a um intenso período de trocas culturais e comerciais.

Os missionários, principalmente os sacerdotes da Companhia de Jesus, levaram a cabo um intenso trabalho de missão e em cerca de 100 anos de presença portuguesa no Japão. Em 1582 a comunidade cristã no país chegou a ascender a cerca de 150 mil cristãos no Japão e 200 igrejas. Neste período o Japão era uma sociedade feudal relativamente bem desenvolvida com tecnologia pré-industrial. O país era mais povoado do que qualquer país ocidental e tinha, no século XVI, cerca de 26 milhões de habitantes.

Companhia de Jesus - Cristianismo no Japão
Imperador Toyotomi Hideyoshi

Toyotomi Hideyoshi deu continuidade ao governo de Nobunaga e unificou o país em 1590. Depois da morte de Hideyoshi, o regente Tokugawa Ieyasu aproveitou-se de sua posição para ganhar apoio político e militar. Quando a oposição deu início a uma guerra, ele a venceu em 1603 na Batalha de Sekigahara. Tokugawa fundou um novo xogunato com capital em Edo e expulsou os portugueses e restantes estrangeiros, dando início à perseguição dos católicos.

Japão Sakoku

A perseguição dos católicos deu início a uma política conhecida como Sakoku (鎖国 “país fechado”) foi a política externa isolacionista japonesa do Xogunato Tokugawa. Sob a qual as relações e o comércio entre o Japão e outros países eram severamente limitados.

A perseguição aos cristãos japoneses fez parte desta política, levando esta comunidade à conversão forçada ou mesmo à morte, como é o caso dos 26 Mártires do Japão. Quase todos os estrangeiros eram impedidos de entrar no Japão e os japoneses comuns foram impedidos de deixar o país por um período de mais de 220 anos.

26 Mártins do Cristianismo no Japão
Abertura comercial do Japão - Fim do Sakoku

A política foi promulgada pelo Xogunato Tokugawa sob Tokugawa Iemitsu através de uma série de decretos e políticas entre 1633 a 1639, e terminou depois de 1853, quando os navios estadunidenses comandados por Matthew Perry forçaram a abertura comercial do Japão aos Estados Unidos, através de uma série de tratados desiguais.

Japão Moderno

A política Sakoku, deixou a nação isolada por 250 anos até à chegada de navios da Marinha dos Estados Unidos com Matthew Calbraith Perry em 31 de março de 1854 exigindo a abertura do país ao comércio estrangeiro com assinatura de Tratado de Kanagawa revelando o atraso do xogunato. A Guerra Boshin restabeleceu o poder centralizado do imperador como Meiji do Japão em 1868, quando teve início um período de desenvolvimento econômico e de expansionismo ao qual se seguiram as vitórias nas guerras sino-japonesa (1894-1895) e russo-japonesa (1904-1905).

Imperador Meiji
Extensão da Manchúria

E a conquista da Coreia e das ilhas de Taiwan e de Sacalina, mantendo o interesse do país sobre a Manchúria. Estes seguidos episódios deram ao Japão a sua primeira experiência bélica moderna, assistida pelos europeus, a primeira vitória sobre um país do velho continente e a solidificação como país mais influente da Ásia.

No século XX houve um breve período chamado “democracia Taishō” ofuscada pela ascensão do expansionismo e da militarização do país. A Primeira Guerra Mundial permitiu ao Japão, que se juntou ao lado dos aliados vitoriosos, expandir sua influência e exploração territorial. O Japão continuou a sua política expansionista de ocupação da Manchúria, em 1931.

Escoteiros japoneses sendo treinados a usar rifle
Embaixador japonês Kintomo Mushakoji e o ministro alemão Joachim von Ribbentrop na assinatura do pacto

Como resultado da condenação internacional a essa ocupação, o Japão renunciou a Liga das Nações, dois anos depois. Em 1935, as assembleias locais foram estabelecidas em Taiwan. Em 1936, o Japão assinou o Pacto Anticomintern com a Alemanha nazista, juntando-se as potências do Eixo em 1941. Em 1941, o Japão assinou o Pacto nipônico-soviético com a União Soviética, respeitando tanto os territórios de Manchukuo quanto da República Popular da Mongólia.

Em 1937, o Império do Japão invadiu outras partes da China, precipitando a Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-1945). No ano de 1940, invade a Indochina francesa, após o qual os Estados Unidos colocaram um embargo de petróleo ao Japão. Em 7 de dezembro de 1941, o Japão atacou a base naval de Pearl Harbor e declarou guerra aos Estados Unidos, Reino Unido e Países Baixos. 

Ataque a Pearl Harbor
Representantes do Japão chegam ao USS Missouri para oficializar a rendição

Este ato fez com que os Estados Unidos entrassem na Segunda Guerra Mundial e, em 8 de dezembro, estes três países declararam guerra ao Japão. Após os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, em 1945, após a União Soviética também se opor ao país, o Japão concordou com a rendição incondicional de suas forças em 15 de agosto (Dia da Vitória sobre o Japão).

O Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente, foi convocado pelos aliados (em 3 de maio de 1946) para processar alguns líderes japoneses por crimes de guerra. No entanto, todos os membros das unidades de investigação bacteriológica e membros da família imperial envolvidos na condução da guerra foram exonerados a partir de processos criminais pelo Comandante Supremo das Forças Aliadas.

O Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente
Constituição Pacifista do Japão

Em 1947, o Japão aprovou uma nova constituição pacifista enfatizando as práticas democráticas liberais. A ocupação dos Aliados terminou pelo Tratado de São Francisco em 1952 e o Japão foi assimilado como membro das Nações Unidas em 1956. Internamente, após o fim da Segunda Guerra, o país passou por décadas de recuperação e afirmação.

Teve um crescimento econômico espetacular até se tornar a segunda maior economia do mundo, devido a investimentos do setor privado na construção de novas fábricas e equipamentos e ao senso coletivo de trabalho, que deram ao país uma taxa de crescimento média anual de 10% por quatro décadas. Esse rápido avanço terminou em meados dos anos 1990 quando o Japão sofreu uma grande recessão.

Milagre econômico japonês

Japão Década perdida

Década Perdida

A década perdida (失われた10年) é a época após o colapso da bolha financeira e imobiliária do Japão na economia japonesa. O termo originalmente se referia à década de 1990, mas recentemente a década de 2000 vem sendo incluída, então o período inteiro da década de 1990 até o presente momento é chamado de as duas décadas perdidas (失われた20年). 

No período de 1995 a 2007, o PIB caiu de $ 5,33 para $ 4,36 trilhões em valores nominais, os salários reais caíram por volta de 5%, enquanto o país experimentou um nível de preços estabilizado. Embora haja algum debate sobre a extensão e a medida da retração japonesa, o esforço econômico da Década Perdida está bem estabelecido e os formuladores de políticas continuam a lidar com suas consequências.

Japão Sismo e tsunami de Tohoku de 2011

Sismo e tsunami de Tohoku de 2011 ou sismo e tsunami de Sendai (designado oficialmente Grande Terremoto do Leste do Japão) foi um sismo de magnitude de 9,1 MW com epicentro ao largo da costa do Japão ocorrido às 05:56 UTC (14:56 no horário local) de 11 de março de 2011. O epicentro foi a 130 km da costa leste da península de Oshika, na região de Tohoku, com o hipocentro situado a uma profundidade de 24,4 km. 

Tempo estimado de viagem do tsunami gerado pelo sismo

Japão Hoje em Dia

O Japão, no campo demográfico, vem de um processo de envelhecimento populacional acelerado, devido, em parte, ao aumento da esperança média de vida, mas também às reduzidas taxas de natalidade. Nasceram, em 2016, menos de um milhão de bebés no arquipélago, o número mais baixo desde que o Japão realiza este tipo de estatísticas.

O Japão teve leis restritivas de imigração com a aceitação de poucos profissionais de outros países. Mas em 2018, o governo do Japão propôs um projeto de lei para flexibilizar as regras de imigração do país. O texto enviado ao Legislativo criou duas novas categorias de vistos.

Oportunidades de trabalho para estrangeiros no Japão

Pelas novas regras, trabalhadores na primeira categoria de visto teriam permissão para trabalhar no país por cinco anos, e levar suas famílias, se tiverem certo nível de qualificação e alguma proficiência em japonês. Já os mais qualificados estariam aptos a obter a segunda categoria de visto e poderiam se candidatar à residência.

Parlamento Japonês

O projeto aprovado no Parlamento pela maioria, enfrentou críticas de partidos da oposição. A preocupação alegada pela oposição foi o impacto potencial que uma maior abertura a estrangeiros poderá ter sobre os salários e a taxa de criminalidade no país.

O envelhecimento da população é uma das razões por trás da flexibilização das regras para trabalho estrangeiro. Porque atualmente, o Japão tem mais de 60 mil pessoas com mais de 100 anos e as pessoas com idades superiores a 65 anos representam mais de 27% da população.

Cresce a população de idosos no Japão
Primeiro-ministro Shinzo Abe

O primeiro ministro do Japão disse que o Japão só aceitará trabalhadores estrangeiros “que tenham habilidades específicas e possam trabalhar imediatamente para fazer frente a graves carências de mão-de-obra, apenas em setores que realmente precisam deles”.

Subíndice:

Japão Geografia

O Japão é um país insular que se estende ao longo da costa leste da Ásia. O litoral marítimo do Japão é aproximadamente quatro vezes maior que o brasileiro. As ilhas principais, de norte para sul, são: Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu. Além destas maiores, o Japão inclui mais de seis mil outras menores, parte das quais constituem as ilhas Riukyu, inclusive Okinawa, que se estendem a sudoeste de Kyushu até perto de Taiwan.

Entre 70% e 80% do país é coberto por florestas e de relevo montanhoso com uma cordilheira no centro das ilhas principais, de forma que as pequenas planícies costeiras se tornam as áreas mais povoadas do país.

Monte Fuji

A montanha mais alta e o vulcão mais conhecido do Japão é o monte Fuji com 3.776 metros de altitude e seu ponto mais baixo fica no lago Hachirōgata, quatro metros abaixo do nível do mar. Localizado no Círculo de fogo do Pacífico há oitenta vulcões ativos no país e os sismos são muito comuns, ocorrendo mil deles sensíveis por ano. 

A enorme quantidade de vulcões mostra que nas profundezas do arquipélago o solo é instável e cheio de energia. Isso faz com que o país esteja entre os que mais registram terremotos no mundo. Em 2006, foram registrados 108 vulcões ativos do país.

Ainda que uma ameaça, estes vulcões representam uma importante fonte de turismo. Regiões como Nikko, são famosas por suas primaveras quentes e pelo cenário de montanhas vulcânicas. Os rios japoneses são curtos e de águas ligeiras. Atingem o mar pouco depois de sua nascente nas montanhas acima e formam geralmente deltas em forma de leque.

Japão Clima

O clima japonês apresenta uma clara diferenciação entre as estações e sofre a influência de massas de ar frias vindas da Sibéria no inverno, bem como de massas de ar quentes do Pacífico no verão. Os tufões são comuns entre o fim do verão e o início do outono.

Mapa do Clima no Japão

O país pode ser dividido em quatro regiões climáticas: a de Hokkaido, de clima subártico, a da costa do Pacífico, temperado, a da costa do Mar do Japão, mais chuvoso, e o da região sudoeste, subtropical. As diferenças entre as estações do ano mostram-se da seguinte maneira: o inverno, que vai de Dezembro a Fevereiro, é seco e tem regularmente Sol. Enquanto o Centro e principalmente o Norte do Japão são frios, o Sul tem o tempo mais agradável, e a temperatura vai raramente abaixo dos 0 °C.

A primavera, que vai de março a maio, é quando deixa de nevar, sendo que todas as paisagens ficam floridas. O verão começa com três a quatro semanas de chuva, sendo este período importante para os agricultores. Depois deste período, o tempo torna-se extremamente quente. O outono é muito fresco, com uma ligeira brisa e uma temperatura mais fresca depois do Verão.

Japão Biodiversidade

O Japão tem nove ecorregiões florestais que refletem o clima e a geografia das ilhas. Elas vão de florestas subtropicais nas ilhas Ryūkyū e Ogasawara, a florestas decíduas temperadas em regiões de clima ameno das principais ilhas, florestas temperadas de coníferas nas porções frias das ilhas do norte.

Em sua flora, o país possui cerca de 6 000 espécies nativas de plantas, cuja variedade é devida ao calor, à abundância das precipitações, à humidade dos verões e ao relevo. Ao longo do território vê-se figuier banian, suji e hinoki, bem como plantas comuns em outras partes do mundo, como as magnólias.

Florada da Sakura no japão

Algumas ainda possuem significados simbólicos, como as flores de cerejeira, chamadas sakuras, que representam a beleza efêmera. Sakura é como os japoneses chamam o período do ano em que as flores de cerejeira desabrocham, fazendo de vários parques e festivais um dos espetáculos mais belos e coloridos do planeta. De suas plantas ainda saem os trabalhos com arranjos, pinturas, tecelagem e cerâmicas, além de remédios.

Em sua fauna é possível ver espécies não encontradas em nenhuma outra parte do globo, como certas variedades de faisões, tubarões e salamandras. Ainda assim, o território japonês possui apenas 118 espécies de mamíferos terrestres selvagens. Entre as espécies ameaçadas que habitam o território japonês estão o macaco-japonês, em estado pouco preocupante. 

Macaco Japonês
Urso japonês

O urso-negro-asiático, classificado como de fato ameaçado de extinção e o  lobo-cinzento, está quase extinto do território japonês. As regiões montanhosas do Japão, com florestas densas, albergam populações relativamente numerosas de mamíferos, dentre eles javalis, tanukis, raposas, veados, antílopes, lebres e doninhas.

Répteis presentes incluem tartarugas marinhas, cágados, serpentes aquáticas e lagartos. Há uma grande variedade de sapos, rãs e tritões, onde se destaca a Salamandra-gigante-do-japão que atinge os 4 m de comprimento, e é endêmica do arquipélago. Mais de 600 espécies de aves são residentes ou migratórias e uma diversidade de insetos típica de regiões de clima temperado úmido.

Também consideradas espécies sob ameaça, as variedades de baleia são caçadas pelos japoneses sob cotas estipuladas na moratória de 1986. Ao lado de Noruega e Islândia, o Japão é o país que mais caça estes animais devido a alta lucratividade. No país oriental, a carne da baleia é ainda uma especialidade culinária comum e sua cartilagem serve à indústria de cosméticos. 

baleia-fin
Arpão utilizado para caça a baleia

Sob a alegação de pesquisa científica, o Japão caça, anualmente, uma média de 1 000 baleias, variando em espécies. Em 2008, por exemplo, caçaram baleias-comuns e baleias-minke-antárticas, em 10 anos (2018) foram mais de 10.000 baleias caçadas pelo Japão. Em 2006, pesquisa realizada nacionalmente, constatou que 69% da população é contra este tipo de caça. Em 2010, ocorreu o encontro da Comissão Internacional da Baleia, no qual se tentou derrubar a moratória e acusando o Japão de subornar países menores que votassem a seu favor.

Japão Caça à Baleia

A caça à baleia no Japão em uma escala industrial começou por volta da década de 1890 quando o país começou a participar da indústria moderna da pesca da baleia, na época uma indústria da qual muitos países participavam. Estas atividades historicamente se estenderam para fora das águas territoriais japonesas. Durante o século XX, o Japão esteve intensamente envolvido na pesca comercial da baleia.

Uma baleia e um filhote sendo carregados para dentro de um barco-fábrica, o Nisshin Maru.

Isto continuou até que a moratória da Comissão Internacional da Pesca da Baleia entrasse em efeito em 1986. O Japão, no entanto, continuou a caçar baleias usando a previsão de pesquisa científica no acordo. A carne dessas baleias caçadas com propósitos científicos é vendida em lojas e restaurantes. 

A prática é uma fonte de conflito entre os países e organizações anticaça à baleia. Países, cientistas e organizações ambientais contrárias à caça à baleia consideram o programa de pesquisa japonesa como desnecessário e que é uma operação comercial de caça à baleia disfarçada.

Japão Meio ambiente

A história ambiental do Japão e as políticas atuais refletem um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental. Atualmente, o Japão é um dos líderes mundiais no desenvolvimento de novas tecnologias amigas do ambiente. 

Os veículos híbridos da Toyota e Honda foram nomeados para ter a maior economia de combustível e as menores emissões. Isto é devido à avançada tecnologia em sistemas híbridos, os biocombustíveis, o uso de material mais leve e melhor engenharia.

Carros Híbridos - Toyota e Honda
Protocolo de Quioto

Como signatário do Protocolo de Quioto e anfitrião da conferência de 1997 que o criou, o Japão é tratado no âmbito de obrigações de reduzir suas emissões de dióxido de carbono e tomar outras medidas relacionadas como combater as alterações climáticas. 

A campanha Cool Biz introduzida pelo antigo primeiro-ministro Junichiro Koizumi foi orientada a reduzir o consumo de energia através da redução da utilização do ar condicionado nos escritórios do governo. 

O Japão se prepara para forçar a indústria a fazer grandes cortes nos gases do efeito estufa, tomando a liderança de um país que luta para cumprir suas obrigações do Protocolo de Quioto. O país é classificado na 20º posição no mundo no Índice de Desempenho Ambiental de 2010.

Metas do Japão - Protocolo de Quioto

Em 2010, o país que contribui para o desmatamento fora de seu território, em nações de florestas tropicais, por exemplo, comprometeu-se a reduzir o desmatamento e a degradação ambiental, doando, ao lado de outros países, cerca de 3,5 bilhões de dólares. Em contrapartida, sua área florestal intacta ou replantada cobre 70% do território nacional, preservação esta comparada apenas aos países escandinavos.

Japão Demografia

Mais de 95% da população japonesa tem origem no arquipélago. Os japoneses são descendentes de povos jomon, yayoi e ainus que se estabeleceram no arquipélago nipônico durante milhares de anos. Os Jomons foram os primeiros a desenvolver civilização no arquipélago, o povo nômade Yayoi se estabeleceu na região Central do Japão, e os Ainus ao Norte do país.

o mapa das taxas de crescimento populacional por município de 2000 a 2005. As cores quentes estão aumentando, as cores frias estão diminuindo. Embora a população esteja aumentando nas grandes cidades ou perto das grandes cidades, há muitas regiões onde o número está diminuindo significativamente em Hokkaido, Kii, Shikoku, China e outras áreas montanhosas.

Dos 2.365 municípios em todo o país, o número de municípios em declínio é de 1.642 e cerca de 70% de todo o país, enquanto o número de municípios é de 723 e cerca de 30% de todo o país. População declina em 70% dos municípios em todo o país

Japão População

A população do Japão é estimada em 125,7 milhões de pessoas. Em geral, ela é bastante homogênea, sendo quase toda composta por japoneses, as minorias são os ainus, um povo indígena nativo do país, e os estrangeiros que vão ao país por turismo ou em busca de emprego. O restante da população do Japão é composta por imigrantes de origem coreana, chinesa e brasileira, entre outros.

Mapa demográfico do Japão

A expectativa média de vida no país é uma das mais elevadas do mundo, 81,25 anos, mas essa população está rapidamente envelhecendo como resultado do grande número de nascimentos posterior à Segunda Guerra Mundial seguido por uma queda na taxa de natalidade no final do século XX. Assim, em 2004, cerca de 19,5% da população tinha mais de 65 anos.

As mudanças na demografia trouxeram uma série de questões sociais, em particular um provável declínio da força de trabalho e o aumento dos custos com a seguridade social. Nota-se também que uma parcela dos jovens prefere não formar famílias quando adultos. 

Prevê-se um declínio da população japonesa para 100 milhões até 2050 e 64 milhões em 2100. Demógrafos e planejadores governamentais, no momento em 2019 e desde 2018, debatem como lidar com este problema. Esse foi o principal motivo para a proposta de alteração da lei de imigração.

Mapa demográfico do Japão 1950 até previsão para 2050

A imigração e o incentivo à natalidade são por vezes sugeridos como uma solução para proporcionar trabalhadores jovens que possam sustentar o envelhecimento da população. Mas a imigração, não é uma medida popular entre a maioria da população. Essa resistência se deve aos anos de políticas de isolamento e contra a imigração. Até o momento, em 2019, incentivar a imigração é a única solução possível para o Japão, sanar a falta de mão de obra.

Japão Urbanização

Urbanização é o crescimento das cidades, tanto em população quanto em extensão territorial. É o processo em que o espaço rural transforma-se em espaço urbano, com a consequente migração populacional do tipo campo-cidade. Osaka, alcançou desenvolvimento dinâmico através de projetos de desenvolvimento de infraestrutura urbana.

Veja os artigos detalhados de cada localidade sobre a urbanização.

Localidade

Prefeitura

População

Tóquio

Tóquio

8 949 447

Yokohama

Kanagawa

3 689 603

Osaka

Osaka

2 666 371

Nagoia

Aichi

2 263 907

Sapporo

Hokkaidō

1 914 434

Kobe

Hyōgo

1 544 873

Quioto

Quioto

1 474 473

Fukuoka

Fukuoka

1 463 826

Kawasaki

Kanagawa

1 425 678

Saitama

Saitama

1 222 910

Hiroshima

Hiroshima

1 174 209

Sendai

Miyagi

1 045 903

Kitakyushu

Fukuoka

977 288

Chiba

Chiba

962 130

Sakai

Osaka

842 134

Niigata

Niigata

812 192

Hamamatsu

Shizuoka

800 912

Kumamoto

Kumamoto

734 294

Sagamihara

Kanagawa

717 561

Shizuoka

Shizuoka

716 328

Japão Idiomas

Segundo um dicionário japonês Shinsen-kokugojiten, o idioma japonês tem palavras baseadas no chinês que compõem 49,1% do vocabulário total, as palavras indígenas são 33,8% e empréstimos outros 8,8%. Os dialetos da língua japonesa caem dentro de duas clades primárias, Oriental (incluindo Tokyo) e Ocidental (incluindo Kyoto), com os dialetos de Kyushu e Ilhas Hachijō frequentemente distinguidas como ramos adicionais, o último sendo talvez o mais divergente de todos.

Mapa dos dialetos japoneses

As línguas Ryukyuanas da Prefeitura de Okinawa e as ilhas mais ao sul da Prefeitura de Kagoshima formam um ramo separado na Família Japônica, e não são dialetos japoneses. As línguas ryukyuanas, também fazem parte da família das línguas japônicas a que pertence japonês, são faladas em Okinawa, mas poucas crianças aprendem estas línguas. A língua ainu está em extinção, com apenas alguns idosos falantes nativos remanescentes em Hokkaido. 

Mais de 99% da população fala o japonês como primeira língua. É uma língua aglutinante distinguida por um sistema de honoríficos refletindo a natureza hierárquica da sociedade japonesa, com formas verbais e vocabulários particulares que indicam o estatuto relativo do falante e do ouvinte. A maioria das escolas públicas e privadas exigem a participação dos estudantes em cursos de japonês e inglês.

O japonês faz uso de cinco sistemas de escrita diferentes: Rōmaji, hiragana, katakana, kanji e os algarismos indo-arábicos. Os sistema de escrita utilizados são o kanji (caracteres chineses) e dois conjuntos de kana (silabários com base em caracteres chineses simplificados), bem como o alfabeto latino e os numerais arábicos. O conhecimento do kanji e de kana são fundamentais para o aprendizado. É essencial saber hiragana e katakana, mas sem conhecer os kanjis é pouco possível avançar nos estudos. Os kanjis são diferencial do idioma.

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Os ideogramas, conhecidos como kanjis, que formam a palavra nihongo, Língua Japonesa.

Japão Imigração e emigração

Mapa do Japão

Em 2004 o Ministério da Justiça do Japão estimou o número de estrangeiros legais em quase dois milhões sendo estes principalmente coreanos, chineses, taiwaneses, brasileiros e filipinos. As outras minorias são, peruanos, norte-americanos, ingleses, tailandeses, australianos, canadenses, indianos, iranianos, russos, entre outros. 

A maioria dos brasileiros residentes no Japão são nikkei (descendentes de japoneses ou cônjuges de nipo-brasileiros) que vivem e trabalham legalmente e são conhecidos pelos japoneses como dekasseguis. Dekassegui, é um termo japonês, utilizado para se referir as pessoas que deixam o seu local de origem, cidade natal, para trabalhar em outro local.

O Brasil passou a receber imigrantes japoneses em 1908. A maior parte dos imigrantes chegou na década de 1930 e se fixou sobretudo em São Paulo. Hoje, a população nipo-brasileira é de quase 1,5 milhão de pessoas, conforme o último censo do governo, mas estudos estimam que o número ultrapassa  2 milhões. É a maior colônia de descendentes de japoneses do mundo. 

Dekasseguis, japoneses e descendentes que viajaram para outros países em busca de trabalho e fortuna. Com a mesma intenção de realização e sucesso nessa busca, nossos avós vieram ao Brasil e poucos com sucesso retornaram ao Japão. Agora, seus filhos e descendentes vão ao Japão com as mesmas intenções e se deparam com a mesma realidade, mas no sentido inverso.

Japão Imigração Brasileira

A imigração brasileira no Japão, ou emigração brasileira para o Japão, é o movimento populacional de brasileiros para o Japão. Há uma quantidade significativa de brasileiros no Japão, que são principalmente descendentes dos imigrantes japoneses que vieram do Brasil buscando trabalho no Japão, os dekasseguis brasileiros, revertendo o fluxo do passado.

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Mapa Mundi - Brasil e Japão

Os dekasseguis brasileiros constituem o terceiro maior contingente de estrangeiros residente no Japão. A comunidade brasileira no Japão constitui, segundo dados do Itamaraty, a quarta maior comunidade de brasileiros vivendo fora do Brasil. As crises econômicas brasileiras das décadas de 1980 e 1990 incentivaram muitos brasileiros a trabalhar no Japão onde os salários são melhores. Junto com eles, foram suas famílias, uma parte sem ascendência japonesa.

Em 2005, o Ministério da Justiça estimou que 302.000 brasileiros viviam no Japão. Em 2012, o número de brasileiros vivendo no Japão era de 215.000. O número de brasileiros residentes no Japão teria tido essa redução em 7 anos, Devido à crise econômica de 2008-2009, que havia tornado os empregos escassos, forçando muitos brasileiros a retornar ao Brasil. 

De 2014 a 2016, houve um novo fluxo de dekasseguis, parte deste fluxo de pessoas se deve à lei de controle de imigração do Japão que permite a entrada de famílias de descendentes de imigrantes japoneses até a terceira geração (sansei). A partir de 2018, abriram a possibilidade de residência no Japão aos descendentes de quarta geração (yonsei).

Segundo dados da Bloomberg de julho de 2017, a população de origem brasileira no Japão estava em 180.923 pessoas. Um brasilo-japonês (em língua japonesa: ブラジル系日本人 burajiru kei nihonjin) é um cidadão japonês com ascendência brasileira ou ainda uma pessoa que nasceu no Brasil e que, posteriormente, adotou a cidadania japonesa.

As cidades e províncias com mais brasileiros

Aichi

Considerada uma das grandes responsáveis pelo faturamento da economia japonesa, Aichi abriga grandes indústrias automobilísticas, como a Toyota, considerada a maior do mundo. Outras montadoras também têm polos produtivos por lá, como Mitsubishi, Daimler Chrysler e Volkswagen.

Aichi - Japão - foto Japan Travel

Capital – Nagoya
Localização
Região de Chubu, na Ilha de Honshu
Área – 5.115 km²
Habitantes – 7.404.150
Brasileiros – 54.458

Japão Curiosidades

Existem quase 30 mil santuários da raposa espalhados pelo país. O animal simboliza a divindade xintoísta Inari, deus da prosperidade e boa colheita.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Festival de Nagoya, que homenageia 3 xoguns de extrema importância para o país: Nobunaga Oda, Hideyoshi Toyotomi e Ieyasu Tokugawa.

Shizuoka

Na cidade, é possível ver o Monte Fuji, um dos maiores símbolo do Japão. Com 3.775 metros de altura, é o ponto mais alto do país. Além de fábricas de autopeças, Shizuoka também é a maior produtora de chá-verde do Japão, responsável por 40% do total colhido.

Shizuoka - Japão - foto Japan Travel

Capital – Shizuoka
Localização
Região Chubu, na Ilha de Honshu
Área – 7.779.46 km²
Habitantes – 3.792.377
Brasileiros – 33.547

Japão Curiosidades

Realiza anualmente, em maio, o Hamamatsu Matsuri, em que associações locais colocam no ar pipas de 3 a 7 metros quadrados. Mais de 150 equipes participam da competição.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Vá para Atami, que significa mar quente. É uma das cidades turísticas mais visitadas de Shizuoka.

Mie

Na província, há inúmeras cachoeiras e um rico cenário paisagístico. É onde fica o maior complexo xintoísta do Japão, Ise Jingu, formado por 125 templos, alguns com mais de 2 mil anos.

Mie - Japão - foto Japan Travel

Capital – Tsu
Localização
Região de Kansai, na Ilha de Honshu
Área – 5.776.44 km²
Habitantes – 1.869.307
Brasileiros – 14.986

Japão Curiosidades

Iga Ueno, é uma cidade conhecida como a terra dos ninjas, pois a lendária organização secreta nasceu no local, por volta do século 14.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Visite Ojima, conhecida como a Ilha das pérolas Mikomoto, onde moradores se dedicam à arte secular de produzir e extrair o material.

Gifu

Oferece diversidade natural e cultural, como montanhas, resorts, onsens, arte em cerâmica, produção de saquê e arquitetura do período Edo.

Gifu - Japão - foto Japan Travel

Capital – Gifu
Localização
Região de Chubu, na Ilha de Honshu
Área – 10.621 km²
Habitantes – 2.098.131
Brasileiros – 13.327

Japão Curiosidades

No templo Shoho-ji, está uma das 3 maiores estátuas de Buda do país, que mede 13,7 metros de altura.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Conhecer Takayama, cidade apelidada de pequena Kyoto, por causa das lojas antigas, ateliês de arte tradicional japonesa e restaurantes.

Gunma

O maior encanto de Gunma, é a natureza. Por isso, o símbolo da província é o monte Akagi, a maior montanha da região, com 1.828 metros. O espetáculo fica pelos 500 mil pés de azaleia que cobrem o monte e ficam floridos em junho.

Gunma - Japão - foto Japan Travel

Capital – Maebashi
Localização
Região de Kanto, na Ilha de Honshu
Área – 6.363 km²
Habitantes – 2.032.709
Brasileiros – 12.909

Japão Curiosidades

A Orquestra Sinfônica de Gunma, criada em 1945, é a segunda mais antiga do Japão.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Tomar banho em um dos 195 onsen (banho público), considerados como os melhores no ranking de qualidade do país.

Kanagawa

É uma das áreas mais high tech do Japão. A região conhecida como Minato Mirai concentra os prédios de arquitetura arrojada. O Landmark Tower, é o mais alto do arquipélago, com 296 metros de altura. Lá, também está localizado o principal porto japonês, que serve de entrada e saída para embarcações internacionais.

Kanagawa - Japão - foto Japan Travel

Capital – Yokohama
Localização
Região de Kanto, na Ilha de Honshu
Área – 2.415.42 km²
Habitantes – 8.946.742
Brasileiros – 10.060

Japão Curiosidades

Foi em Yokohama, que o Brasil conquistou o quinto título da Copa do Mundo, em 30 de junho de 2002, após vencer a Alemanha.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Visitar a estátua gigante de Buda, no templo de Kôtoku-in, em Kamakura.

Saitama

Ganhou o apelido de Província do Esplendor. Devido às montanhas que ocupam um terço da província e têm diversos tipos de vegetação, que mudam de cor conforme a estação do ano.

Shiga - Japão - foto Japan Travel

Capital – Saitama
Localização
Região de Kanto, na Ilha Honshu
Área – 3.797 km²
Habitantes – 7.058.737
Brasileiros – 9.123

Japão Curiosidades

Abriga o museu John Lennon, no 4º e 5º andares do estádio Super Arena de Saitama.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Festival Chichibu Yomatsuri, que ocorre em dezembro. Carros alegóricos percorrem as ruas de Chichibu, ao som de melodias de flautas e tambores para celebrar a lenda de um amor proibido.

Shiga

Possui o maior lago do Japão, que ocupa um sexto do espaço total de Shiga, com uma circunferência de mais de 235 quilômetros e que passa por mais de 10 cidades.

Santuário de Hakusu FOTO Takayoshi Satou

Capital – Otsu
Localização
Região de Kansai, na Ilha de Honshu
Área – 4.017.36 km²
Habitantes – 1.337.770
Brasileiros – 8.710

Japão Curiosidades

Só na cidade de Otsu, é possível encontrar o estilo de pintura Otsu-e. A característica ímpar é reconhecida pelas 7 cores encorpadas que tingem os tecidos do algodão: amarelo, branco, laranja, marrom, preto, verde e vermelho.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Visite um dos maiores aquários de água-doce do Japão, no Museu Biwako, um complexo que reúne ciência e entretenimento localizado em Kusatsu.

Nagano

A principal ilha local tem um relevo montanhoso. Por isso, ficou famosa pelos Alpes com mais de 3 mil metros de altura, que ficam cobertos de neve no inverno.

Nagano - Japão - foto Japan Travel

Capital – Nagano
Localização
Região de Chubu, na Ilha de Honshu
Área – 13.585.22 km²
Habitantes – 2.215.973
Brasileiros – 7.504

Japão Curiosidades

O templo Zenkoji, considerado um tesouro nacional, guarda a mais antiga imagem budista existente no país.

Japão O que fazer

Programa imperdível – No verão, visite os planaltos da província, como os de Lizuma ou Kiragami, seja para fazer uma caminhada entre belíssimas paisagens ou apenas apreciar a natureza.

Ibaraki

Frequentemente, Ibaraki, é citada nas listas de paisagens paradisíacas do governo japonês. Duas praias aparecem entre as 100 mais belas do Japão: Orai Sun Beach, em Oarai-machie e Mizuki, em Hitachi. Na província, há ainda a Competição Nacional de Fogos de Artifício de Tsuchiura.

Ibaraki - Japão - foto Japan Travel

Capital – Mito
Localização
Região de Kanto, na Ilha de Honshu
Área – 6.093 km²
Habitantes – 2.964.380
Brasileiros – 7.427

Japão Curiosidades

A rosa é o símbolo da Província de Ibaraki (bara significa rosa).

Japão O que fazer

Programa imperdível – Conhecer a queda de Fukuroda, que é uma das 3 mais famosas cachoeiras do Japão, com 120 metros de altura e 73 metros de extensão.

Japão Dekassegui

A turbulência financeira mundial, ocorrida em setembro de 2008, e a tragédia do Tsunami ocorrida em 2011 provocaram um efeito impactante sobre o fenômeno dekassegui. Como resultado, os consulados japoneses no Brasil passaram a aplicar com mais severidade as regras para concessão do visto com finalidade de trabalho. Por exemplo, o número de emissão caiu cerca de 75 % em 2011, se comparado a 2008.

Imigração Brasileira para o Japão

Dekassegui enviam para o Brasil 2,5 bilhões de dólares

No ano de 2002, os brasileiros residentes no Japão mandaram para o Brasil mais de 2,5 bilhões de dólares. O Ministério da Justiça estimou em 2005 que os dekasseguis brasileiros enviem anualmente para o Brasil entre 1,5 e 2 bilhões de dólares. Estes valores chegam a superar os valores de divisas obtidas pelo Brasil com a exportação de café.

Japão Brasileiros que enfrentam dificuldades na Imigração

Existe hoje em dia, uma grande variedade de empresas direcionadas aos brasileiros residentes no Japão. Dentre elas, redes de TV brasileira, portais web em português, agências de publicidade, escolas, supermercados, restaurantes, bares, lojas de roupas e lojas de carros brasileiros.

Muitos nipo-brasileiros são, culturalmente, totalmente brasileiros e não falam a língua japonesa. Há um forte sentimento de “identidade brasileira” na comunidade, que se organiza para celebrar sua herança cultural brasileira, promovendo festas de carnavais ao som de samba, pagode, música sertaneja e música norte-americana, consumindo comida típica do Brasil, fazendo churrascos, entre outras atividades comuns aos brasileiros.

Essas atitudes comuns aos brasileiros, no Japão, dão a impressão que o imigrante brasileiro muitas vezes se recusa a se relacionar com os japoneses. Nós, brasileiros que moramos no Japão, sabemos que essa é uma autodefesa por falta de domínio da língua e falta de conhecimento da cultura japonesa.

Como há uma estrutura toda voltada para os brasileiros, estes muitas vezes acabam por viver somente dentro da comunidade brasileira. O que resulta num maior afastamento e dificulta mais o relacionamento com os japoneses. A dificuldade de comunicação gera dificuldades de entendimento e aumenta a falta de identificação entre as duas culturas.

A falta de conhecimento gera a frustração e a sensação de falta de integração. Estudos realizados por especialistas e cientistas políticos japoneses, concluíram que a falta de conhecimento do idioma e da cultura estão entre os principais  problemas enfrentados pelos brasileiros.

Os brasileiros possuem uma cultura mais baseada na individualidade. Isso pode gerar algum desconforto nas relações entre japoneses e brasileiros. Pois os japoneses costumam trabalhar em equipe e pensam no coletivo. E a individualidade gera dificuldades no trabalho e na escola.

E por falar em escola, há um bom número de escolas brasileiras, mas grande parte das crianças frequenta as escolas japonesas, onde, por não dominarem inicialmente a língua, acabam por se isolar e sofrer, às vezes, algum tipo de discriminação, podendo, em situações mais graves, evoluir para o bullying. 

A televisão brasileira, que a maioria possui, também acaba sendo um fator que não contribui para a assimilação da cultura e da língua japonesa. Em restaurantes de comida tradicional japonesa, por exemplo, é difícil encontrar brasileiros.

Washoku - Alimentação Japonesa

A alimentação é também uma abordagem para conhecer e entender a cultura e história de um povo. Basicamente todos os aspectos da comida são culturais. Desde a escolha dos ingredientes até a forma como sentamos à mesa. Esse é um conceito utilizado em todo o mundo, o que comemos, como nos alimentamos e como nos comportamos à mesa. Diz muito sobre quem somos e como nos relacionamos com os outros. O aprendizado sobre os alimentos e com se comportar na mesa remetem a primeira infância.

Se muitos desconhecem o conceito da alimentação japonesa o “Washoku” e a importância que os japoneses dão a alimentação. O que dizer do fato que muitos trabalhadores estrangeiros vão morar e trabalhar num país sem conhecer as várias legislações que dizem respeito à regulação da vida no Japão. Isso muitas vezes faz com que os brasileiros desconheçam certos direitos e obrigações para com o Estado. 

Nós conhecemos e convivemos com muitos brasileiros que foram morar e trabalhar no Japão. Além desse que já estão no Japão, temos contato com centenas de brasileiros que estão se preparando para ir morar e trabalhar no Japão.

Mas também acompanhamos muitos que voltaram para o Brasil, porque os seus filhos não se adaptaram. E outros voltaram para o Brasil frustrados com a experiência, porque eles próprios ou seus cônjuges não se adaptaram.

Descobrimos porque isso aconteceu…

Conversando com essas pessoas percebemos que há falta de orientação nessas áreas. Identificamos que o imigrante de várias preocupações e muitas exigências para tirar o visto. Que muitas vezes pela falta de orientação nessas áreas falta o imigrante não consegue se preparar para essas questões antes de ir morar e trabalhar no Japão. E acaba encontrando dificuldades para ter acesso a essas informações quando está no Japão.

Por esse motivo entrevistamos mais de 1.500 pessoas para identificar quais as áreas com maior carência de informação. Entre as pessoas entrevistadas foram selecionados, nipo-brasileiros, brasileiros, agentes de imigração, assistentes sociais, psicólogos e terapeutas no Japão e no Brasil. Com base nos resultados das entrevistas, elaboramos as questões para solicitar o esclarecimento junto aos órgãos competentes no Japão. 

Desta forma, desenvolvemos o material que vamos apresentar para você que esta pensando ou se planejando para ir morar no Japão. Esse material também é de grande auxílio para as pessoas que já moram e trabalham no Japão. Por ser um compêndio da lei de migração do Japão e das informações mais atualizadas sobre as últimas alterações na política de aceitação de trabalhadores estrangeiros no Japão. Além de reunir conceitos, conhecimento, doutrinas e informações sobre como morar e trabalhar no Japão a partir de 2019.

Japão e O futuro da Imigração Brasileira

O futuro da imigração brasileira, não é daqui alguns anos, ele já chegou faz algum anos, já estamos vivendo o futuro no Japão. Muitas pessoas que estão mais informadas já vem aproveitando essa oportunidade. Tem nipo-brasileiros que estão fincando suas raízes no Japão. O número de brasileiros comprando a casa própria no Japão é expressivo. 

São esses brasileiros que já têm estabilidade no emprego, estrutura familiar e identificação com o Japão, pretendem se integrar e morar definitivamente no Japão. Foram essas pessoas que entrevistamos para descobrir os segredos de “Como Morar e Trabalhar no Japão” e ter sucesso.

Japão Fé e Religião

As maiores estimativas para o número de budistas e xintoístas no Japão são de 84-96% da população, representando um grande número de crentes em um sincretismo dessas duas religiões. No entanto, essas estimativas baseiam-se em pessoas com uma associação com um templo, ao invés do número de pessoas que realmente seguem a religião. 

A história do budismo no Japão pode ser dividida em três períodos: o Período Nara (até o ano 784), o Período Heian (794–1185) e o Período Pós-Heian (de 1185 em diante). Nos tempos modernos, as principais manifestações do budismo no Japão são as escolas da Terra Pura, Nichiren, Xingom e Zen. No século XXI, o Japão tem visto um declínio acentuado.

O xintoísmo está profundamente enraizado no povo japonês e em suas atividades culturais, não tem um fundador nem honra um único Deus. Também não tem um livro sagrado como a Bíblia ou lugar sagrado para rezar. O kami pode ser definido como um poder divino que pode ser encontrado na natureza e em todas as coisas. 

O taoísmo, o confucionismo e o budismo da China também têm influenciado as crenças e os costumes japoneses. A religião no Japão tende a ser sincrética por natureza e isso resulta em uma variedade de práticas, tais como pais e filhos celebrando rituais xintoístas, os estudantes rezando antes dos exames, alguns casais celebrando um casamento em uma igreja cristã e funerais sendo realizados em templos budistas. Uma minoria (2.595.397 de pessoas ou 2,04% da população) professam o cristianismo.

Japão Política

Akihito - Imperador do Japão

Akihito, o Imperador do Japão.

O Japão é uma monarquia constitucional onde o poder do imperador é muito limitado. A Constituição o define como “símbolo do Estado e da unidade do povo” e ele não possui poderes relacionados ao governo. O poder, concedido por soberania popular, está concentrado principalmente na figura do primeiro-ministro do Japão e de outros membros eleitos da Dieta. O imperador age como chefe de Estado em ocasiões diplomáticas, sendo Akihito o presente imperador do Japão e Naruhito, o próximo na linha sucessória do trono. O Príncipe Hiro, é o filho homem primogênito do Imperador Akihito e da Imperatriz Michiko.

Shinzō Abe - Primeiro-ministro do Japão

Akihito o Imperador do Japão

O primeiro-ministro do Japão é o chefe de governo. O candidato é escolhido pela Dieta de entre um de seus membros e endossado pelo imperador. O primeiro-ministro é o chefe do Gabinete, órgão executivo que nomeia e demite ministros de Estado do qual a maioria deve ser membro da Dieta. O primeiro-ministro do Japão é, no momento, Shinzō Abe. O órgão legislativo do Japão é a Dieta Nacional, um parlamento bicameral. A Dieta é formado pela Câmara dos Representantes, com 480 representantes eleitos por voto popular  e pela Câmara dos Conselheiros de 242 membros.

O Japão tem um sistema político democrático e pluripartidário com seis grandes partidos políticos. O liberal conservador Partido Liberal Democrata (PLD) está no poder desde 1955, a não ser por um curto período de coalizão da oposição em 1993. O maior partido de oposição é o liberal social Partido Democrático do Japão.

Historicamente influenciado pelo sistema chinês, o sistema legal do Japão desenvolveu-se independentemente durante o período Edo. Entretanto, desde o final do século XIX, o sistema legal japonês tem se baseado em grande parte nos direitos civis da Europa, principalmente da França e Alemanha. 

Em 1896, por exemplo, o governo japonês estabeleceu um código civil baseado no modelo alemão. Com modificações do pós-Guerra, o código permanece vigente no Japão. A lei estatutária origina-se na Dieta com a aprovação do imperador. 

A Constituição requer que o imperador promulgue as leis aprovadas pela Dieta, sem, no entanto, conferir-lhe o poder de opôr-se a aprovação de uma lei. O sistema de tribunais do Japão é dividido em quatro esferas básicas: a Suprema Corte e três níveis de cortes inferiores. O corpo principal da lei estatutária japonesa é chamado de Seis Códigos.

Japão Relações internacionais

O Japão se destaca na política internacional por ser membro do G8, da APEC, da ASEAN+3 e participante da Cúpula do Leste da Ásia. O país é também o segundo maior doador para Assistência Oficial para o Desenvolvimento, com 0,19% do seu PNB em 2004.

Missões diplomáticas do Japão. incluindo embaixadas (vermelho), consulados (azul) e representações oficiais (rosa).

Desde a sua rendição e o Tratado de São Francisco, após a Segunda Guerra Mundial, a política diplomática japonesa tem sido baseada na estreita parceria com os Estados Unidos e na ênfase na cooperação internacional como as Nações Unidas, organização internacional da qual o país é membro desde 1956. 

Durante a Guerra Fria, o Japão tomou parte no confronto entre o mundo ocidental e a União Soviética na Ásia Oriental. Com o rápido desenvolvimento econômico japonês nas décadas de 1960 e 1970, o país recuperou sua influência internacional e passou a ser considerado uma das grandes potências do mundo. 

No entanto, o Japão ainda mantém relações tensas com três países em particular: a China (apesar de ser o maior parceiro comercial do país), a Coreia do Sul e a Coreia do Norte. Durante a Guerra Fria, a política externa japonesa não era auto-afirmativa, sendo relativamente focada em seu crescimento econômico. 

No entanto, o fim da Guerra Fria e as amargas lições da Guerra do Golfo mudaram lentamente a política do país. O governo japonês decidiu participar de operações de manutenção da paz das Nações Unidas e enviou tropas para Camboja, Moçambique, Colinas de Golã e Timor-Leste nas décadas de 1990 e 2000.

Além de seus vizinhos imediatos, o Japão tem prosseguido com uma política externa mais ativa nos últimos anos, reconhecendo a responsabilidade que acompanha a sua força econômica. 

Dieta Nacional do Japão

O ex-primeiro-ministro Yasuo Fukuda destacou a mudança de direção da política externa japonesa em um discurso para a Dieta Nacional: “O Japão aspira tornar-se um centro de desenvolvimento de recursos humanos, bem como de pesquisa e contribuição intelectual para promover a cooperação no campo da construção da paz.”

Japão Forças armadas

O maior parceiro militar do Japão são os Estados Unidos, tendo como fundamento de sua política externa a aliança defensiva Japão-Estados Unidos. 

Como membro das Nações Unidas desde 1956, o Japão serviu como membro temporário do Conselho de Segurança por um total de 18 anos, mais recentemente entre 2005 e 2006. Ele é também membro das nações G4 buscando um assento permanente no Conselho de Segurança. O Japão também contribuiu com contingentes não-combatentes para a Invasão do Iraque, mas posteriormente retirou suas tropas deste país.

Conselho de Segurança das Nações Unidas

As despesas militares do Japão são a sexta maior do mundo, com 59.3 bilhões de dólares orçados em 2012, o que representa apenas 1% do PIB nacional por ano. O Japão tem disputas territoriais com Rússia, China, Taiwan e Coreia do Sul. A maior parte dessas disputas envolve a presença de recursos naturais como o petróleo e fatores históricos.

O Japão reivindica a soberania sobre as ilhas Etorofu, Kunashiri e Shikotan, conhecidas no país como “Territórios do Norte” e na Rússia como “Ilhas Curilas do Sul” ocupadas pela União Soviética em 1945 e administradas atualmente pela Rússia. Disputa os Rochedos de Liancourt, com a Coreia do Sul, ocupadas por esta desde 1954, e as ilhas inabitadas de Senkaku-shoto com China e Taiwan.

O Japão também enfrenta graves problemas com a Coreia do Norte acerca de seu programa de armamento nuclear, sequestro de cidadãos japoneses e de testes de mísseis. O fortalecimento militar da China é também um motivo de preocupação. Contudo, as Forças de Auto-Defesa do Japão se concentra em tecnologia de ponta, robótica e armas modernas.

As forças armadas do Japão são controladas pelo Ministério da Defesa e consistem basicamente das Forças de Autodefesa Terrestre, Marítima e Aérea. As forças armadas foram usadas recentemente em missões de paz e o envio de tropas não-combatentes para o Iraque marcou o primeiro uso delas desde a Segunda Guerra Mundial.

A militarização do Japão era restringida pelo Artigo 9 de sua Constituição pós-guerra até julho de 2014, o qual renuncia ao direito de declarar guerra ou ao uso de força militar como meios para a resolução de disputas internacionais, ainda que o governo esteja tentando fazer uma emenda à Constituição através de um referendo.

Japão Divisões Administrativas

Tradicionalmente o Japão é dividido em oito regiões, administrativamente o país é formado por 47 prefeituras, cada uma com um governador, um legislativo e uma burocracia administrativa. A antiga cidade de Tóquio foi dividida em 23 bairros especiais, cada um com os mesmos poderes de uma cidade. 

No momento o país passa por uma reestruturação administrativa que unirá entre si a maioria das cidades e povoados. Este processo reduzirá o número de regiões administrativas e de subprefeituras e espera-se que corte gastos.

O Japão tem mais de dez grandes cidades que cumprem um papel importante em sua cultura, patrimônio e economia. As dez mais populosas são também capitais de províncias e foram transformadas em cidades por mandato governamental devido à sua importância.

Japão Economia

Considerando o seu produto interno bruto (PIB) nominal de 5,8 trilhões de dólares, em 2008 o Japão era a terceira economia mundial. E a quarta em relação à paridade do poder de compra, estando em 4,39 trilhões de dólares.

Ocorre basicamente em decorrência da cooperação entre o governo e a indústria. Aliados a uma profunda ética do trabalho, investimentos em alta tecnologia, redução de desperdício e reciclagem de materiais. Além de um orçamento relativamente baixo para a defesa. 

As principais atividades industriais do Japão são a engenharia automóvel, a eletrônica, a informática, a siderurgia, a metalurgia, a construção naval, a biologia e a química.

As exportações japonesas incluem equipamento de transporte, veículos motorizados, produtos eletroeletrônicos, maquinário industrial e produtos químicos entre outros. Os principais compradores do Japão são a China, os Estados Unidos, a Coreia do Sul, Taiwan e Hong Kong (em 2005). 

O Japão possui reduzidos recursos naturais para sustentar o crescimento econômico e por isso depende de outros países em relação a matérias-primas. Os países que mais vendem para o Japão são a China, os Estados Unidos, o Brasil, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, a Austrália, a Coreia do Sul e a Indonésia. 

As principais importações do país são máquinas e equipamentos, combustíveis fósseis, produtos alimentícios (carne em particular), químicos, têxteis e matéria-prima para suas indústrias. O principal parceiro comercial do Japão é a China.

O maior banco do mundo está no Japão, o Mitsubishi UFJ Financial Group, com aproximadamente 1,7 trilhões de dólares em fundosassim como o maior sistema de caderneta de poupança postal do mundo e o maior titular de poupança mundial, o Serviço Postal Japonês, detentor de títulos privados da ordem de 3,3 trilhões de dólares. 

Também fica no país a segunda maior bolsa de valores do mundo, a Bolsa de Valores de Tóquio, com uma capitalização de mercado de mais de 549,7 trilhões de yens em Dezembro de 2006. Também é lar de algumas das maiores empresas de serviços financeiros, grupos empresariais e bancos. or exemplo, vários keiretsus (grupos empresariais) e multinacionais como a Sony, a Sumitomo, a Mitsubishi e a Toyota têm bancos, grupos de investimento e de serviços financeiros.

As principais atividades econômicas do Japão circulam entre as ilhas de Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu. O Japão é cortado por uma eficiente malha rodoviária e ferroviária que liga o país de norte a sul. Em 2004, havia 1.177.278 km de rodovias pavimentadas, 173 aeroportos e 23.577 km de ferrovias. 

O transporte aéreo é em grande parte operado pela All Nippon Airways (ANA) e pela Japan Airlines (JAL). Já as ferrovias são operadas pela Japan Railways entre outras. Os aeroportos mais movimentados ficam nas regiões mais populosas do país, Kanto e Kinki. O Aeroporto Internacional de Narita, por exemplo, é o mais movimentado do país e o oitavo mais movimentado do mundo. Há muitos voos internacionais de várias cidades e países do Japão e para o país. 

O transporte portuário, apesar de fundamental para um país insular, encontra-se em baixa, desde um pico na década de 1980. Maiores portos:: Chiba, Kawasaki, Kobe, Mizushima, Moji, Nagoya, Osaka, Tokyo, Tomakomai, Yokohama. Quantidade de container por porto: Kobe (2,725,304), Nagoya (2,471,821), Osaka (2,172,797), Tokyo (4,416,119), Yokohama (2,992,517)

LNG terminal(s) (import): Chita, Fukwoke, Futtsu, Hachinone, Hakodate, Hatsukaichi, Higashi Ohgishima, Higashi Niigata, Himeiji, Joetsu, Kagoshima, Kawagoe, Kita Kyushu, Mizushima, Nagasaki, Naoetsu, Negishi, Ohgishima, Oita, Sakai, Sakaide, Senboku, Shimizu, Shin Minato, Sodegaura, Tobata, Yanai, Yokkaichi; Okinawa – Nakagusuku

Uma vez que apenas 15% das terras japonesas são apropriadas para o cultivo, o sistema de terraceamento é usado em pequenas áreas. Isto resulta em um dos mais elevados níveis de produtividade por unidade no mundo. O pequeno setor agrário do Japão, contudo, é muito subsidiado e protegido. O Japão precisa importar cerca de 50% dos grãos consumidos excetuando o arroz, e depende de importações para seu suprimento de carne. O país depende de países estrangeiros em 80% para o seu suprimento de petróleo e alimentos como a carne bovina.

O Japão é o segundo maior produtor de pescado do mundo por tonelada depois da China e tem uma das maiores frotas de pesqueiros do mundo que responde por quase 15% da pesca mundial. Por ser um país insular, localizado no Oceano Pacífico, a leste do Mar do Japão, da República Popular da China, da Coreia do Norte, da Coreia do Sul e da Rússia, se estendendo do Mar de Okhotsk, no norte, ao Mar da China Oriental e Taiwan, ao sul.

É líder nos campos da pesquisa científica, tecnológica, maquinária e médica. Algumas das mais importantes contribuições tecnológicas do Japão são encontrados nos campos da eletrônica, maquinaria, robótica industrial, óptica, química, semicondutores e metalurgia. O Japão é líder no mundo dos robôs industriais, sendo que mais da metade dos robôs existentes no mundo, são usados nas suas indústrias.

As grandes empresas japonesas são organizadas de dois modos principais:

  • As keiretsus (ou redes verticais) são um conjunto de empresas que vivem em função de uma grande empresa especializada. As pequenas empresas são fornecedoras e prestadoras de serviços da empresa central. As maiores keiretsus giram em torno da Toyota, Toshiba, Nissan, Hitachi e Matsushita. 
  • Redes horizontais ou kigyo shudan são baseadas na conexão entre grandes empresas. São consideradas herdeiras da zaibatsu. Atualmente as principais redes horizontais são: Mitsui, Mitsubishi e Sumitomo.

Em japonês, a palavra keiretsu significa “grupo”. Nos negócios, a palavra é freqüentemente usada como sinônimo de parceria, aliança ou empresa estendida. A formação de um keiretsu permite que um fabricante estabeleça parcerias estáveis e de longo prazo, o que, por sua vez, as ajuda a permanecer enxutas e a focar nos principais requisitos de negócios.

A Keiretsu que é uma rede de negócios composta por fabricantes, parceiros da cadeia de fornecimento, distribuidores e financiadores que permanecem financeiramente independentes, mas trabalham em conjunto para garantir o sucesso uns dos outros.

Japão Moeda

O iene (ou yen; em japonês 円 en, símbolo: ¥; código: JPY; também abreviado como JP¥) é a moeda oficial do Japão. É a terceira moeda mais negociada no mercado de câmbio depois do dólar dos Estados Unidos e do euro. É também amplamente usado como moeda de reserva, depois do dólar americano, o euro e a libra esterlina.

O iene (ou yen; em japonês 円 en, símbolo: ¥; código: JPY; também abreviado como JP¥) é a moeda oficial do Japão. É a terceira moeda mais negociada no mercado de câmbio depois do dólar dos Estados Unidos e do euro. É também amplamente usado como moeda de reserva, depois do dólar americano, o euro e a libra esterlina.

O conceito do iene era um componente do programa de modernização da economia japonesa empreendido pelo governo Meiji, que postulava a busca de uma moeda uniforme em todo o país, modelada segundo o sistema europeu de moedas decimais. Antes da Restauração Meiji, os antigos han (feudos) do Japão emitiam seu próprio dinheiro, hansatsu, em uma série de denominações incompatíveis.

A Lei da Nova Moeda de 1871 eliminou estas e estabeleceu o iene, que foi definido como 1,5 gramas de ouro, ou 24,26 gramas de prata, como a nova moeda decimal. Os antigos feudos se tornaram prefeituras e as antigas casas da moeda, que inicialmente mantinham o direito de imprimir dinheiro, passaram a ser tornar bancos. O Banco do Japão foi fundado em 1882 e recebeu o monopólio do controle da oferta monetária.

Após a Segunda Guerra Mundial, o iene perdeu muito de seu valor que possuía antes da guerra. Para estabilizar a economia japonesa, a taxa de câmbio do iene foi fixada em ¥ 360 por $1 como parte do sistema de Bretton Woods. Quando esse sistema foi abandonado em 1971, o iene se desvalorizou e foi autorizado a flutuar. O iene tinha apreciado um pico de 271 ienes por 1 dólar em 1973, depois passou por períodos de depreciação e valorização devido à crise do petróleo de 1973, chegando a um valor de ¥ 227 por US$ 1 em 1980.

Desde 1973, o governo japonês tem mantido uma política de intervenção cambial, e o iene está, portanto, sob um regime de flutuação gerenciada. Esta intervenção continua até os dias de hoje. O governo japonês se concentra em um mercado de exportação competitivo e tenta garantir um valor baixo em ienes por meio de um superávit comercial. O Acordo de Plaza de 1985 alterou temporariamente essa situação de sua média de 239 ienes por US$ 1 em 1985 para 128 ienes em 1988 e levou a um valor de pico de 80 ienes contra o dólar em 1995, efetivamente aumentando o valor do PIB do Japão para quase a dos Estados Unidos. Desde então, no entanto, o iene diminuiu muito em valor. O Banco do Japão mantém uma política de zero a taxas de juros próximas de zero e o governo japonês já teve uma política anti-inflacionária rígida.

Japão Turismo

Em 2008, o Japão atraiu 8,3 milhões de visitantes estrangeiros, pouco mais que a Singapura e Irlanda. O Japão tem catorze patrimônios mundiais da UNESCO, incluindo o Castelo de Himeji e os Monumentos Históricos da Antiga Quioto (cidades de Quioto, Uji e Otsu). Quioto recebe mais de 30 milhões de turistas anualmente.

Em 2008, o Japão atraiu 8,3 milhões de visitantes estrangeiros, pouco mais que a Singapura e Irlanda. O Japão tem catorze patrimônios mundiais da UNESCO, incluindo o Castelo de Himeji e os Monumentos Históricos da Antiga Quioto (cidades de Quioto, Uji e Otsu). Quioto recebe mais de 30 milhões de turistas anualmente.

A extensa rede ferroviária, juntamente com os voos domésticos, permitem viagens eficientes e rápidas. Os estrangeiros que visitam as cidades de Tóquio e Nara, o Monte Fuji, utilizam o shinkansen e tiram proveito da rede de hotéis do país.

O turismo doméstico continua a ser uma parte vital da economia e da sociedade japonesa. Crianças em idade escolar em muitas escolas secundárias realizam visitas à Tokyo Disneyland ou à Torre de Tóquio. No turismo receptivo, o Japão ficou em 28ª posição no mundo em 2007.

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Japão Ciência e tecnologia

O Japão é uma das nações líderes nos campos da pesquisa científica, especialmente de tecnologia, maquinário e pesquisa biomédica. Cerca de 700.000 pesquisadores dividem um orçamento de 130 bilhões de dólares para pesquisa e desenvolvimento, o terceiro maior do mundo. O Japão é líder mundial no domínio da pesquisa científica fundamental, tendo produzido treze prêmios Nobel, quer em física, química ou medicina, três Medalha Fields e um Prêmio Gauss.

Robô Honda ASIMO

Algumas das mais importantes contribuições tecnológicas do Japão são encontrados nas áreas de eletrônicos, automóveis, máquinas, engenharia sísmica, robótica industrial, óptica, química, semicondutores e metais. Japão é líder do mundo em produção e utilização de robótica, possuindo mais de metade (402.200 de 742.500) de robôs industriais do mundo, usado para a fabricação.

Produziu também o QRIO, ASIMO e o AIBO. O Japão é o maior produtor mundial de automóveis e abriga quatro dos quinze maiores fabricantes de automóveis do mundo e sete dos vinte maiores líderes de vendas de semicondutores atualmente.

A Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) é a agência espacial do Japão, que realiza pesquisas espaciais, planetárias, de aviação e no desenvolvimento de foguetes e satélites. É um participante da Estação Espacial Internacional e do Módulo de Experiências Japonês (Kibo) foi adicionado à Estação Espacial Internacional durante voos do ônibus espacial em 2008. 

Veículo de Transferência H-II, próximo à Estação Espacial Internacional

A empresa tem planos de exploração espacial, como o lançamento da Venus Climate Orbiter (PLANET-C) em 2010, no desenvolvimento da Mercury Magnetospheric Orbiter para ser lançada em 2013 e a construção de uma base lunar em 2030.

Em 14 de setembro de 2007, lançou o explorador da órbita lunar “SELENE” (Selenological and Engineering Explorer) em um portador de foguetes H-IIA (Modelo H2A2022) no Centro Espacial de Tanegashima. SELENE também é conhecido como Kaguya, a princesa lunar do antigo conto The Tale of the Bamboo Cutter. Kaguya é a maior missão de sonda lunar desde o programa Apollo. Sua missão é coletar dados sobre a origem da Lua e sua evolução. Ela entrou em uma órbita lunar em 4 de outubro, voando em uma órbita lunar a uma altitude de cerca de 100 km.

Japão Transportes e energia

Em 2005, metade da energia no Japão era produzida a partir de petróleo, um quinto a partir do carvão mineral e 14% do gás natural. A energia nuclear produzia um quarto da eletricidade do país. Os gastos do Japão com estradas têm sido grande. Os 1,2 milhões de quilômetros de estradas pavimentadas são as principais vias de transporte, cuja circulação se faz à esquerda.

Usina Nuclear de Kashiwazaki-Kariwa

A única rede de autoestradas de alta velocidade é dividida e limitada por estradas com portagem de acesso que as conectam às principais cidades e são operadas por empresas de coleta de pedágio. Carros novos e usados são baratos. As taxas de propriedade do automóvel e taxas de combustível são utilizados para promover a eficiência energética. No entanto, em apenas 50% de todas as distâncias percorridas, o uso do automóveis é o mais baixo de todos os países do G8.

Trem de alta velocidade maglev Shinkansen L0.

Dezenas de empresas de transporte ferroviário japonesas competem nos mercados de transporte local e regional de passageiros, como por exemplo, a 7 JR, a Kintetsu Corporation, a Seibu Railway e a Keio Corporation. Cerca de 250 trens de alta velocidade Shinkansen ligam as principais cidades japonesas e são conhecidos por sua pontualidade.

Existem 173 aeroportos e voar é uma maneira popular de se viajar entre cidades do país. O maior aeroporto doméstico, o Haneda, é o mais movimentado da Ásia. Os maiores aeroportos internacionais são o Aeroporto Internacional de Narita (região de Tóquio), Aeroporto Internacional de Kansai (área de Osaka/Kobe/Quioto) e o Aeroporto Internacional de Chubu (área de Nagoya). Os maiores portos incluem o Porto de Nagoya.

Japão Educação

A educação no Japão remonta à introdução da escrita chinesa no século VI. Inicialmente restrita às classes aristocráticas, a educação atingiu a população em geral no Período Edo, em que havia escolas específicas para a classe dos samurais, mas também escolas mistas que ensinavam escrita, leitura e aritmética. Graças a esse sistema, calcula-se que em 1868, época da Restauração Meiji, 40% da população japonesa fosse alfabetizada. 

O Japão começou a se ocidentalizar na Era Meiji (1868-1912). Antes disso as escolas eram na maioria para os ricos e não eram regulamentadas pelo governo. O governo Meiji imediatamente instituiu um novo sistema educacional baseado em moldes franceses, alemães e americanos. A divisão em escolas primárias, secundárias e universidades foi introduzida no Japão em 1871 como parte da Restauração Meiji. 

O Imperador Meiji, de quinze anos de idade, mudou-se de Kyoto para Tóquio no final de 1868, após a queda de Edo.

O sistema educacional Meiji tornou-se rapidamente centralizado pelo estado. O currículo tinha um caráter moralista e promovia ideais confucionistas de fidelidade ao estado, piedade filial, obediência e amizade. Em 1890 o Édito Imperial em Educação formalizou estes valores conservadores.

Em 1907 o Ministério da Educação estendeu o período de ensino básico obrigatório para 6 anos e adaptou o currículo para enfatizar a importância do imperador e o nacionalismo e em 1947, mais 3 anos foram adicionados ao ensino básico obrigatório estendendo a idade escolar até os 15 anos. Desde 1947 que a educação obrigatória no Japão inclui a educação infantil e o ensino fundamental, shōgakkō e chūgakkō, o qual dura nove anos (dos seis aos 15 anos). 

Colégio Municipal de Ensino Médio de Hamamatsu
Uma típica sala de aula japonesa na Escola Secundária Juvenil Hokubu, em Oita.

Quase todas as crianças continuam seus estudos em um ensino secundário, koukou, de três anos (dos 16 aos 18 anos) e, de acordo com o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia, cerca de 75,9% dos formandos do ensino secundário cursaram a universidade, a educação profissional, ou outros cursos pós-secundários em 2005. Ao mudar de instituição escolar, os alunos precisam prestar exames para entrar em escolas ginasiais, colégios e universidades.

No caso de escolas públicas e de universidades, os alunos sempre têm de fazer exames de admissão. O ano letivo no Japão tem início em Abril e pode ser dividido em dois ou três períodos. O currículo de cada série é determinado pelo Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia, bem como há avaliações periódicas do material escolar utilizado.

Nos dias de semana, as aulas normalmente começam às 8:30 da manhã e terminam às 3:50 da tarde. No primário, as aulas duram 45 minutos, com uma pausa de 10 minutos entre uma aula e outra. A partir do ginásio, as aulas duram 50 minutos. Os alunos vão à escola aos sábados duas vezes por mês, das 8:30 da manhã ao meio dia e meia. Oficialmente há 35 semanas de aula por ano.

Há 9 matérias regulares no ensino básico japonês: língua japonesa, estudos sociais, matemática, ciência, estudos ambientais, música, arte e artesanato, conhecimentos domésticos e educação física.

Todas as Escolas são pagas, até mesmo as publicas, aqueles que tem dificuldade em pagar recebem ajuda do governo. As mensalidades são de acordo com a condição da família.

A educação no Japão é muito competitiva, em especial, o ingresso em instituições de ensino superior. De acordo com o Suplemento de Educação Superior do The Times, as universidades mais importantes do Japão são a Universidade de Tóquio, a Universidade de Quioto e a Universidade de Osaka. 

No momento, a educação japonesa passa por uma reestruturação que tenta adaptá-la ao século XXI, mudando sua ênfase da disciplina e do respeito a tradição para a liberdade e a criatividade. No relatório do Índice de educação de 2009, o Japão ficou em 34º lugar, com 0,949 pontos.

Escola primária /Shougakkou (小学校)

De 6 a 12 anos de idade. A escola primária é obrigatória no Japão, os alunos começam aos 6 ou 7 anos de idade. Também são usados alunos monitores que auxiliam na manutenção da disciplina escolar.

O currículo acadêmico padrão inclui língua japonesa, estudos sociais, aritmética e ciências, completadas com outras matérias como educação moral, artes, artesanato, música, trabalhos domésticos, educação física e língua inglesa.

Escola Média/Chuugakkou (中学校)

De 12 a 15 anos de idade A escola Média é obrigatória e começa aos 12 ou 13 anos de idade, estima-se que 95% das escolas médias sejam publicas, a média é de 38 alunos por classe em grandes cidades, e 30 em menores, cada sala possui um conselheiro. Ao contrário das escolas elementares, na escola média os estudantes têm diferentes professores para diferentes matérias, os professores usam outros tipos de mídia como televisão, rádio e computadores, algumas matérias também são usados laboratórios, a organização também é baseada em pequenos grupos.

O currículo inclui língua japonesa, estudos sociais, matemática, ciências, música, artes, tecnologia, e educação física. Também existem aulas de trabalhos domésticos e industriais, junto com educação moral e de cidadania. Também existem grupos de atividades especiais nas escolas, além de algumas escolas terem esportes como baseball, futebol, basquete e outros.

Escola Secundária Alta/kōtōgakkōu (高校学校)

De 15 a 18 anos de idade. Apesar da escola Secundária Alta (高校学校-Koukougakkou) não ser obrigatória no Japão, aproximadamente 94% dos estudantes da escola média vão para a superior, as escolas superiores são pagas, inclusive as públicas que representam aproximadamente 76% dos estudantes.

O currículo inclui disciplinas acadêmicas como língua japonesa, matemática, ciências e inglês, junto com história, geografia, atividades cívicas e economia doméstica, mais as disciplinas específicas para áreas específicas, sendo as áreas econômicas e industriais as mais populares.

Japão Saúde

No Japão, os serviços de saúde são fornecidos pelos governos nacional e locais. O pagamento de serviços médicos pessoais é oferecido através de um sistema de seguro universal de saúde que oferece uma relativa igualdade de acesso, com taxas fixadas por uma comissão do governo. 

As pessoas sem seguro através dos empregadores podem participar de um programa nacional de seguro de saúde administrado pelos governos locais. Desde 1973, todas as pessoas idosas têm sido cobertas pelo seguro patrocinado pelo governo. Os doentes são livres para escolher médicos ou instalações de sua preferência.

Centro Médico da Cidade de Nagoya.

O país possui a maior expectativa de vida do mundo (de acordo com estimativas da ONU e da OMS) e a terceira menor taxa de mortalidade infantil.

Japão Mídia e Telecomunicações

Sede da Tokyo Shimbun

As comunicações de mídia no Japão incluem numerosas redes de televisão e rádio, bem como jornais e revistas. Para a maior parte, foram estabelecidas redes de televisão baseada na contribuição de capitais existentes das redes de rádio naquela época. Portanto, é necessário compreender a relação entre o capital dos meios de comunicação (tais como a relação entre jornal, rádio e redes de TV).

As comunicações de mídia no Japão incluem numerosas redes de televisão e rádio, bem como jornais e revistas. Para a maior parte, foram estabelecidas redes de televisão baseada na contribuição de capitais existentes das redes de rádio naquela época. Portanto, é necessário compreender a relação entre o capital dos meios de comunicação (tais como a relação entre jornal, rádio e redes de TV).

Cerca de 70% do terreno é montanhoso, transmitir sinais de rádio e TV revela-se um grande desafio. Regulamentos de radiodifusão pelo governo também são extremamente complicadas e rígidas. Nível nacional há 89 estações de FM e 215 estações de AM. As outras 855 estações são de repetidores de baixa potência para chegar vales e áreas isoladas. Com a televisão, ainda mais, com 211 estações e 7341 repetidoras. AM japonês é o mesmo que em muitas nações ocidentais (530 a 1730 kHz com espaço de 9 kHz), mas a sua FM é de 76 a 90 MHz, resultando não só num número muito limitado de estações possível, mas que a maioria dos receptores de rádio FM Fora do Japão, mas todos são inúteis.

A Torre de Tóquio (東京タワー, Tōkyō tawā)

Para a maior parte, a variedade apresenta série de dramas, notícias e constituem um grande percentual na mostra de noite do japonês. Filmes ocidentais também são mostrados, muitos com um sub-canal para inglês.

Há todos os canais de televisão em inglês por cabo e satélite em (com legendas em japonês). Em áreas próximas das bases militares dos Estados Unidos há, muitas vezes, o rádio American Forces Network, que qualquer pessoa pode sintonizar.

Antes de 1985, o Japão vivia em um sistema de bi-monopólio, no qual a Nippon Telegraph and Telephone Public Corporation dominava a telefonia doméstica, e a Kokusai Denshin Denwa a telefonia internacional. Na primeira reforma, a NTT sofreu uma privatização parcial, através da qual surgiu uma espécie de competição controlada do mercado, no qual o Ministério dos Correios e Telecomunicações japonês intervinha para que não houvesse perdedores.

Na segunda etapa desta reforma, ocorrida a partir de 1997, viu-se o claro objetivo de aumentar a competição no mercado e uma diminuição da regulamentação implementada até então, graças ao acordo junto à Organização Mundial do Comércio. Todavia, o que se seguiu foi o nascimento da NTT como competidora internacional de telecomunicações.

Desde 1985 que o Japão possui um sistema tronco nacional de telefonia com fibras óticas, interconectando diversas cidades ao longo de 3 400 km e com previsão de ampliação devido a flexibilidade do material empregado. Entre as ilhas, utiliza de cabos submarinos. Na telefonia móvel, possuía 90 milhões de usuários em 2005. Em relação a televisão, a nação possui o sistema a cabo (CATV) e para a internet, a rede local de assinantes e a rede integrada digital.

Jornal Yomiuri Shimbun

Na mídia, há grande circulação de jornais e revistas, além de canais de rádio e televisão, que atingem toda a população urbana do país e boa parte da rural. Entre os principais estão o jornal Yomiuri Shimbun, a rádio NHK e os canais de tv NHK e TXN. Quase todas as corporações que os veiculam, politicamente, estão divididas em liberal, média e conservadora.

Japão Habitação e Saneamento

O Japão passou por profundas transformações em pouco mais de cem anos em suas estruturas socioeconômicas e culturais, saindo de um sistema feudal para um mundo moderno e industrial. Suas políticas habitacionais não fugiram às mudanças e foram desenvolvidas e solidificadas nos últimos quarenta anos, até 2006, gerando moradias e qualidade de vida.

No entanto, foi reconhecido que sua alta densidade populacional, o alto preço das terras e a queda no volume de negócio no mercado imobiliário geraram um novo desafio para o governo: reabilitar áreas degradadas para alocar o crescimento demográfico. 

Tóquio, uma das cidades mais densamente povoadas do mundo.

Para esses locais, estudam-se projetos que aloque a população em cidades subterrâneas e nas chamadas super-torres, estruturas verticais gigantescas capazes de suportarem uma pequena cidade como Sky City 1000, Shimizu Mega City Pyramid e X-Seed 4000.

Nestes projetos, está ainda inserida a urbanização, voltada para o meio-ambiente e à integração do homem com a natureza, visando o resgate histórico de sua cultura, esquecida nas construções de massa moderna para abrigar o largo crescimento populacional que acompanhou as modificações no cenário econômico nacional.

Lago Miyagase, uma importante reserva para Tóquio e Yokohama.

Sua tecnologia aliada aos recursos naturais deram ao Japão acesso à água potável e tratamento de esgoto em quase todo o território nacional. Devido à rápida urbanização de suas grandes cidades, ocorreu a degradação ambiental que causou enchentes, aridez e piora da qualidade da água.

Japão Criminalidade e segurança

O Japão tem a segunda menor taxa de homicídios do mundo. Em 2001, era considerado um dos países mais seguros do mundo para se viver, o Japão teve seu índice de criminalidade, somado em todo o território, no maior nível desde a Segunda Guerra Mundial. 

Policiais no Japão

Com o aumento de 12% na criminalidade, registraram-se mais de três milhões de infrações. Das quais 1% foram de crimes violentos. Enquanto mais de 90% eram de infrações de trânsito, contravenções, fraudes, furtos, principalmente de motocicletas e bicicletas, delinquência, desacato e homicídio ou ferimento por negligência. 

O agravo desta condição foi também devido ao fato da diminuição da eficácia da polícia japonesa, que, em análise de mesmo período, efetuou 8% menos prisões. Segundo especialistas, as causas para este cenário foram a estagnação da economia japonesa desde o começo dos anos de 1990 e o aumento do desemprego. 

Cinco anos mais tarde, robôs de segurança foram apresentados à população, para ajudarem na patrulha de locais pré-determinados. A utilização de tecnologias de vigilância deve-se à baixa taxa de natalidade, o que poderá gerar problemas futuros para as guardas.

Em pesquisas mais recentes, ficou constatado que a criminalidade estava diminuindo e que a grande preocupação da segurança nacional eram as tragédias naturais, como os terremotos e tsunami, as falsificações dos selos de segurança dos prédios, os acidentes aéreos e ferroviários, os confrontos políticos, guerras e ataques terroristas. 

No balanço geral, mais de 42% da população considerou o Japão um lugar perigoso para morar devido a estes fatores. Como solução apontada está o esforço em conjunto entre a sociedade, governos locais e empresas.

Yakuza

Apesar da segurança e da aparente preocupação da população girar em torno apenas dos desastres naturais, a presença da máfia é algo não ignorado no país. A Yakuza, organização mafiosa mais conhecida do Oriente, tem suas origens no fim da era dos samurais, quando estes passaram a vagar pelo território. No entanto, a precisão de seu surgimento é variado, indo desde os filhos de kabuki-mono até a descendência honrosa direta dos ronins.

No Japão, esta organização é composta por vários clãs de criminosos violentos, que deixam marcas no aspecto de vida japonês, principalmente no que toca as torturas e chantagens daqueles que ousassem desafiar seus poderes. Desde a jogatina e esquemas de prostituição até os bastidores do poder político e financeiro de alto escalão a Yakuza é presença forte no cenário nacional e internacional.

Kazuko Nakamura
Colaboradora ParanaShimbun

“Conhecer a cultura e os costumes é fundamental para se identificar com o Japão”.  (K. Nakamura)

O Japão exibe uma cultura multifacetada, com tradições milenares. Os japoneses vivem sob rígidos códigos e muitos são de tamanha sutileza, que poucos estrangeiros poderiam notar ou compreender. Por esse motivo é fundamental conhecer a cultura e os costumes japoneses.

Japão Cultura

A cultura do Japão evoluiu grandemente com o tempo, da cultura do país original Jomon para sua cultura híbrida contemporânea, que combina influências do Brasil, Europa e América do Norte. 

A cultura japonesa é resultado das várias ondas de imigração provenientes do continente asiático e das Ilhas do Pacífico. Seguido por uma forte influência cultural da China e, em seguida, um longo período de relativo isolamento do resto do mundo sob o Xogunato Tokugawa. 

A literatura japonesa desenvolveu-se nos períodos Yamato, Heian, Kamakura-Muromachi, Edo e moderno, denominados assim de acordo com a sede do principal centro administrativo japonês da época. 

As primeiras obras da literatura japonesa foram fortemente influenciados pelo contato cultural com a China e com a literatura chinesa. A literatura indiana também influenciou através da difusão do budismo no Japão. 

Eventualmente, a literatura japonesa desenvolveu-se em um estilo próprio quando escritores japoneses começaram a escrever obras sobre o Japão. Após o Japão ter aberto suas portas à negociação e à diplomacia ocidental no século 19, a literatura estrangeira começou a ser influenciada pela literatura japonesa.

A pintura foi uma arte respeitada no Japão há muito tempo: o pincel é um instrumento de escrita e de pintura tradicional, por isso é natural o seu uso como ferramenta artística.

A produção de papel foi introduzida no Japão, vinda da China, por volta do século VII por Damjing e alguns monges de Goguryeo. Mais tarde, o papel tradicional washi foi desenvolvido a partir do papel chinês. Técnicas de pintura japonesa ainda estão em uso nos dias de hoje, bem como técnicas adaptadas da Ásia continental e do Ocidente.

A língua japonesa, fluída e escrita com pincel, levou ao desenvolvimento de uma complexa técnica de caligrafia. A arte caligráfica costuma ser muito esotérica para as exposições do ocidente, além da exposição geral ser muito limitada. 

Entretanto, nos países do leste asiático a produção gráfica de um texto é vista como uma forma de arte tradicional, bem como um jeito de transmitir informações por escrito. A obra escrita pode consistir de frases, poemas, histórias ou apenas simples ideogramas. 

O estilo e o formato da escrita podem imitar conceitos subjetivos, até mesmo o ponto da textura e a velocidade das pinceladas. Pode-se gastar mais de cem tentativas para produzir um efeito desejado em um único ideograma, mas o processo de criar a obra é considerado uma arte em si mesma, além do próprio produto final.

Essa forma de caligrafia é conhecida como Shodô (書道), que literalmente significa o jeito de escrever ou caligrafia,[5] ou mais conhecido como Shuji (習字), aprendendo a escrever ideogramas.

É comum confundir a caligrafia com a forma de arte conhecida como Sumi-e, que literalmente significa pintura com tinta, sendo a arte de pintar uma cena ou um objeto.

As esculturas tradicionais japonesas consistiam principalmente de imagens budistas, tais como Tathagata, Bodisatva e Myo-o. A escultura mais antiga do Japão é uma estátua de madeira de Amitaba, no templo Zenko-ji. 

No período Nara, estátuas budistas foram construídas pelo governo nacional a fim de aumentar o seu prestígio. Há exemplos disso, nos dias de hoje, em Nara e Kyoto, com uma colossal estátua de bronze de Buda Vairochana, no templo Todai-ji.

A madeira era tradicionalmente usada como o principal material no Japão, como pode ser observado na arquitetura japonesa tradicional. 

As estátuas eram geralmente cobertas com ouro ou uma tinta opaca ou brilhante, havendo alguns pequenos traços em sua superfície. Bronze e outros metais também eram usados. Outros materiais, como pedras e cerâmica, tiveram um papel importante nas crenças do povo.

Até a chegada dos navios negros da Era Meiji até o final do século XIX, quando recebe uma enorme influência cultural estrangeira que se torna ainda mais forte após o fim da Segunda Guerra Mundial. Como resultado, uma cultura distintivamente diferente do resto da Ásia desenvolveu-se, e resquícios disso ainda existem no Japão contemporâneo.

No último século, a cultura japonesa foi também influenciada pela Europa e pela América. Apesar dessas influências, o Japão gerou um estilo único de artes (ikebana, origami, ukiyo-e), técnicas artesanais (bonecas, amigurumi, objetos lacados, cerâmica), espetáculo (dança, buyôkabuki, noh, raku-go, Yosakoi, Bunraku), música (Sankyoku, Joruri e Taiko) e tradições (jogos, onsen, sento, cerimónia do chá), além de uma culinária única.

Japão Artes

Ikebana - Iquebana

A iquebana é originária da Índia, onde os arranjos eram destinados a Buda, e se personalizou na cultura nipônica, que a tornou mais conhecida. Em contraste com a forma decorativa de arranjos florais que prevalece nos países ocidentais, o arranjo floral japonês cria uma harmonia de construção linear, ritmo e cor. Enquanto que os ocidentais tendem a pôr ênfase na quantidade e no colorido das cores, dedicando a maior parte da sua atenção à beleza das corolas, os japoneses enfatizam os aspectos lineares do arranjo. A iquebana é originária da Índia, onde os arranjos eram destinados a Buda, e se personalizou na cultura nipônica.

Em contraste com a forma decorativa de arranjos florais que prevalece nos países ocidentais, o arranjo floral japonês cria uma harmonia de construção linear, ritmo e cor. Enquanto que os ocidentais tendem a pôr ênfase na quantidade e no colorido das cores, dedicando a maior parte da sua atenção à beleza das corolas, os japoneses enfatizam os aspectos lineares do arranjo. A arte foi desenvolvida de modo a incluir o vaso, caules, folhas e ramos, além das flores. 

A estrutura de um arranjo floral japonês está baseada em três pontos principais que simbolizam o céu, a terra e a humanidade, embora outras estruturas sejam adaptadas em função do estilo e da escola. Dentre os mais diversos estilos de iquebana, destaca-se a Academia de Ikebana Sanguetsu. 

Esse estilo busca representar uma forma de se chegar ao equilíbrio, à simplicidade e à beleza. O sanguetsu, que tem, como princípio básico, o sentimento de respeito à natureza que norteou a vida de Mokiti Okada, cria composições capazes de refletir a beleza natural das flores em sua forma mais pura, levando alegria e paz às pessoas que apreciam os arranjos.

Origami

Origami (do japonês: 折り紙, de ori, “dobrar”, e kami, “papel”) é a arte tradicional e secular japonesa de dobrar o papel, criando representações de determinados seres ou objetos com as dobras geométricas de uma peça de papel, sem cortá-la ou colá-la.

O origami usa apenas um pequeno número de dobras diferentes, que, no entanto, podem ser combinadas de diversas maneiras, para formar desenhos complexos. Geralmente, parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores ou estampas diferentes, prosseguindo-se sem cortar o papel. 

Ao contrário da crença popular, o origami tradicional japonês, que é praticado desde o Período Edo (1603-1868), frequentemente foi menos rígido com essas convenções, permitindo até mesmo o corte do papel durante a criação do desenho, ou o uso de outras formas de papel que não a quadrada (retangular, circular etc.). 

Segundo a cultura japonesa, aquele que fizer mil grous de origami (Tsuru, “grou”) teria um pedido realizado – crença esta popularizada pela história de Sadako Sasaki, vítima da bomba atômica.

Ukiyo-e - ukiyo-ye - ukiyo-ê

Ukiyo-e, ukiyo-ye ou ukiyo-ê (浮世絵, “retratos do mundo flutuante”, em sentido literal), vulgarmente também conhecido como estampa japonesa, é um gênero de xilogravura e pintura que prosperou no Japão entre os séculos XVII e XIX. Destinava-se inicialmente ao consumo pela classe mercante do período Edo (1603 – 1867). 

Entre as mais populares temáticas abordadas, estão a beleza feminina; o teatro kabuki; os lutadores de sumô; cenas históricas e lendas populares; cenas de viagem e paisagens; fauna e flora; e pornografia.

Alguns dos artistas devotaram-se à pintura, mas a maioria era composta por gravuristas. Tais indivíduos raramente talhavam seus próprios blocos de impressão. Em vez disso, a produção era dividida entre o artista, que criava a obra; o talhador, que gravava a arte nos blocos; o impressor, que pintava e prensava os blocos nos washis; e o publicador, que financiava, promovia e distribuia os trabalhos. 

Por ser uma atividade artesanal, gravuristas podiam dominar e empregar uma grande variedade de efeitos a partir de diferentes técnicas impraticáveis na produção mecanizada, como a criação de gradações de cor, por exemplo.

O gênero foi um elemento nuclear para a formação da percepção ocidental a respeito da arte do Japão ao final do século XIX, especialmente a partir das paisagens de Hokusai e Hiroshige. Na década de 1870, o japonismo tornou-se uma proeminente tendência e foi grande influência aos primeiros impressionistas, como Edgar Degas, Édouard Manet e Claude Monet. Bem como aos pós-impressionistas, tais quais van Gogh, e a artistas da art nouveau, entre eles Henri de Toulouse-Lautrec. 

O século XX assistiu a um renascimento da xilogravura japonesa, com a vertente shin-hanga a crescer em termos de interesse no ocidente com suas cenas tradicionais da cultura nipônica combinadas a referências ocidentais e o movimento sōsaku-hanga a pregar o individualismo de produção enquanto caminho criativo único para a expressão do eu. 

As culturas legatárias do ukiyo-e, desde o final do século XX, continuam em tal veia individualista e vêm sendo também concebidas a partir de técnicas importadas do mundo ocidental, como a serigrafia, a água-forte e o mezzo tinto.

Japão Técnica artesanais

Bonecas - Ningyoo

No Japão, as bonecas são chamadas de Ningyoo, não sendo apenas brinquedos infantis; elas são um símbolo da história dos costumes do país. Em datas específicas, elas são tema da ornamentação nas residências japonesas. No dia 3 de março se comemora o Dia das Meninas, e as bonecas são expostas na sala de visita, em um altar de cinco andares onde as figuras do casal imperial estão no topo do altar. O dia 5 de maio é o Dia dos Meninos, cujos bonecos guerreiros simbolizam força e bravura.

Os primeiros bonecos japoneses foram os Haniwa, estatuetas de barro encontradas em tumbas pré-históricas. Inicialmente elas eram muito simples, moldadas em palha ou papel. Posteriormente passaram a ser feitas de madeira, cerâmica, mármore e argila.

No período Heian (794 – 1185) as bonecas eram usados para afastar demônios. No período Nara (710 – 794) as bonecas sofreram a influência chinesa e passaram a ter roupas de seda, usar dourado e tinham o penteado sokei, que se caracteriza pelo excesso de adereços. No período Kamakura (1192 – 1333), o xogunato que prevalecia no país por causa das constantes guerras fez com que as mulheres substituíssem os pesados quimonos por trajes mais simples, e isso se refletiu também nas bonecas. No período Edo (1603 – 1868), surgiram as karakuri, bonecas que tocavam instrumentos e dançavam através de um sistema simples de cordas retorcidas, roldanas e fios.

As bonecas começaram a ser usadas no teatro Noh em 45 d.C., para homenagear os atores e personagens de maior destaque. O mesmo ocorreu com o teatro Kabuki, quando as bonecas foram criadas com os mínimos detalhes de vestimenta e maquiagem. Existem também os bonecos Gosho, que representam bebês homens roliços, pele muito clara, cabeça grande e que carregam um peixe.

Amigurumi

Bonecas de Amigurumi

Amigurumi (編みぐるみ “bicho de pelúcia feito de crochê”) é uma técnica japonesa para criar pequenos bonecos feitos de crochê ou tricô. A criação de bonecos de crochê, apesar de costume milenar, ressurgiu no Japão apenas nos anos 80 acompanhando o mercado que tinha como foco jovens do sexo feminino que inundava prateleiras com produtos como a boneca Hello Kitty. A prática se popularizou e em 10 de Janeiro de 2002 com a criação da associação japonesa e a popularização da cultura japonesa ao redor do mundo, principalmente no Brasil.

O Amigurumi faz tanto sucesso no Brasil e no Japão que muitas pessoas aprenderam o a técnica e se tornaram artesãs. E hoje em dia, ganham o seu sustento e sustentam as suas famílias com a venda de bonecas de amigurum. Outras pessoas que gostam de artesanato estão aprendendo a técnica para deixar os seus empregos e trabalharem com que gostam. No curso, “Amigurumi Crochê”, além de ensinar a técnica para fazer vários modelos, ensina como vender e tornar o seu artesanato em um negócios lucrativo.

O Amigurumi Crochê  é um curso desenvolvido para te convidar a fazer parte desse maravilhoso universo. Além de ensinar como ganhar dinheiro fazendo o que você gosta. Se você gosta da cultura japonesa e gosta de amigurumi, veja o artigo relacionado abaixo sobre a oportunidade Amigurumi Crochê.

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O amigurumi é constituído de formas geométricas, geralmente com cabeça e tronco em forma de esfera e membros cilíndricos. O corpo enfatiza olhos e cabeça grandes, com tronco mediano e membros desproporcionalmente pequenos. Cabeças podem ou não conter narizes e boca, com grande variedade nos materiais que podem ser usados para os olhos. 

Artesanato Japonês - Boneca Amigurumi

Laca - Shiki

Laca (Shiki) é um artesanato feito por pintura de laca sobre madeira, papel, entre outros materiais. Existem várias aplicações de itens do dia-a-dia a itens de alta qualidade, pratos, netsuke ou carrocerias. Em sentido restrito, significa “louça de mesa pintada com laca”, mas não é pego. Pintando a laca na superfície, o equipamento durará muito mais tempo.

Artesanato Japonês - Objetos Lacados

A seiva processada que pode ser obtida de Urushi é chamada de verniz, e é processada em um substrato (Kiji: “madeira” se o material for madeira) no processo de aterramento, processo de pintura e o procedimento deve ser de 30 a 40 em detalhes Vou terminá-lo para laca. Este processo é chamado de lacagem e cada um tem um nome, e há uma grande variedade de lacados que foram concebidos de acordo com as áreas de produção.

A laca originou-se na China e a tecnologia foi transmitida do continente para o Japão juntamente com a madeira lacada. Das ruínas de Gakinoshima, foi encontrado cerâmica do período Jomon, além de ornamentos processados com fio impregnado com verniz vermelho, nota pintada a laca pintada com laca vermelha em verniz preto. Como resultado da análise pelo método de datação por carbono radioativo (C14), os ramos de laca escavados na prefeitura de Fukui (Torihama) foram confirmados como sendo os mais antigos do mundo, cerca de 12600 anos atrás.

Os substratos usados incluem madeira bem seca, bambu, papel, metal e assim por diante, e resinas sintéticas também são usadas hoje em dia. Além disso, está mudando com o tempo, como o desenvolvimento de tecnologia para melhorar o brilho e a força, misturando nanofibras de celulose (CNF) em verniz .

Cerâmica - Porcelana

Cerâmica Japonesa

As cerâmicas apareceram nos primeiros estágios da história da humanidade. Aproximadamente até o século 5, no Japão, as cerâmicas eram queimadas a temperaturas de 500 ou 600 graus. No século 6, chega da Coréia um método de produção com temperatura mais alta. Nele, as cerâmicas são queimadas com lenha durante muito tempo numa caverna. A temperatura interior chega a mais de 1300 graus e ocorre o chamado fenômeno Shizenyû, a cristalização do feldspato e quartzo que compõem a argila.

A partir do século 8, esse método de produção propaga-se às várias regiões do Japão. Destaque para as cerâmicas Bizen de Okayama, Echizen de Fukui, Tanba de Quioto, Shiragaki de Shiga e Seto e Tokoname de Aichi.

Yûyaku é um produto vitrificado que cobre a cerâmica e previne a absorção da água pela mesma. Essa espécie, originária do Egito, foi introduzida na China na época de Kan e posteriormente no Japão. Graças a esse produto, surge, no século 8, em Nara, a Narasansai, uma bela cerâmica com três cores.

No século 13, na era Kamakura (1185~1333), os japoneses começam a aprender, com a cerâmica chinesa, a técnica de produção mais avançada. A partir dela se estabeleceu na região Seto de Aichi a famosa cerâmica Koseto. Quando da chegada da era Azuchi-Momoyama (1573~1598), essa linhagem transfere o seu palco principal para região Mino (atual sul de Gifu), originando-se daí as cerâmicas japonesas típicas como Kiseto, Shino e Oribe.

No final da mesma era, o general Hideyoshi Toyotomi envia tropas para a Coréia. Isso ajudou a melhoria da qualidade da cerâmica japonesa. Afinal, bons artesãos passaram a morar em regiões de Kyushu e produzir os fornos de grande escala. Finalmente eles se tornam criadores das famosas cerâmicas como Hagi-yaki de Yamaguchi, Karatsu-yaki de Saga e Satsuma-yaki de Kagoshima.

Sanbê Kanegae, que se mudou para cidade Karatsu de Saga, descobriu uma jazida de porcelana branca. Utilizando esse produto, ele conseguiu produzir as porcelanas tingidas.

Entre os meados dos séculos 17 e 18, durante 100 anos, as porcelanas com desenhos coloridos que foram exportados do porto Imari para Europa e Ásia chegaram a aproximadamente dois milhões de unidades. Elas foram transportadas pelo navio da companhia de índias ocidentais e passaram pelas mãos dos reis e da classe nobre desses países.

Porcelana Japonesa Imari (Imagem cortesia do Museu do Palácio Nacional, Taipei)

Japão Espetáculo

Dança Japonesa

“Dança japonesa” … É uma arte integrada que integra o senso de valores como “Beleza”, “Wabi”, “Espaço” e “Shading” que a cultura japonesa possui. Enfim, na sociedade moderna, onde eficiência e eficiência são primordiais, olhando para o ponto de partida da cultura japonesa que não deve ser perdida, sob os três pilares do “Japão”, “tradição” e “mundo”

Buyô - Nichibu

Buyō (舞 踊), ou Nichibu (日 舞) abreviação de buyō Nihon / Nippon buyō (日本 舞 踊) que significa dança japonesa, refere-se a uma arte performática tradicional japonesa que pode ser uma mistura de dança e pantomima. Começa com as primeiras tradições de dança, como mai e odori, com grande desenvolvimento no início do período Edo (início do século XVII), na forma de danças de kabuki, que incorporavam elementos dos gêneros de dança mais antigos. 

Enquanto realizado independentemente por especialistas, é particularmente visível como o estilo de dança realizado por gueixas. O termo buyō no entanto é uma moeda moderna durante o período Meiji como um termo geral para “dança”. Antes disso, a dança era geralmente referida por vários gêneros de dança, como mai e odori. O termo é uma combinação de mai (舞, que também pode ser pronunciado bu) e odori (踊, também pode ser pronunciado yō).

Kabuki - cabúqui

A fundadora do teatro Kabuki, Izumo no Okuni

Kabuki (歌舞伎) ou cabúqui é uma forma de teatro japonês, conhecida pela estilização do drama e pela elaborada maquilhagem utilizada pelos seus atores. O significado individual de cada ideograma é canto (ka) (歌), dança (bu) (舞) e habilidade (ki) (伎), e por isso a palavra kabuki é por vezes traduzida como “a arte de cantar e dançar”. Esses ideogramas, entretanto, são o que se chamam de ateji (ideogramas usados apenas com sentido fonético) e não refletem a mesma etimologia da palavra. 

Acredita-se, de fato, que o kabuki derive do verbo kabuku, significando aproximadamente “ser fora do comum”, donde se depreende o sentido de teatro de “vanguarda” ou teatro “bizarro”. A sua origem remonta ao início do século XVII, quando se parodiavam temas religiosos com danças de ousada sensualidade. No ano de 1629, esse tipo de teatro foi proibido pelo governo. O espetáculo passou a ser encenado então por rapazes que interpretavam papéis femininos. Contemporaneamente, o teatro kabuki tornou-se um espectáculo popular que combina realismo e formalismo, música e dança, mímica, encenação e figurinos, implicando numa constante integração entre os atores e a platéia.

Desde 2008 que o teatro Kabuki integra a lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Nô, nô, nou - noh - nôgaku

Nō, nô, nou ou noh (能 “habilidade”, “talento”) ou ainda nōgaku (能楽 “talento” que vem com facilidade) é uma forma clássica de teatro profissional japonês que combina canto, pantomima, música e poesia. Executado desde o século XIV, é uma das formas mais importantes do drama musical clássico japonês.

Evoluiu de outras formas teatrais, aristocráticas e populares, incluindo o Dengaku, Shirabyoshi e Gagaku. O termo nō deriva da palavra japonesa que quer dizer talento ou habilidade. Muitas de suas personagens usam máscaras, os shites (protagonista) e seu acompanhante, mas não todas. Suas raízes podem ser encontradas no nuóxì (儺戲), uma forma de teatro da China. Deu origem a outras formas dramáticas, como o Kabuki.

Um dos seus mais importantes dramaturgos é Zeami Motokiyo (1363-1443). Zeami também deixou tratados sobre a arte de interpretar.

Rakugo

Rakugo é um entretenimento japonês baseado em monólogos humorísticos, cujas origens datam do século XVII. O humorista (Rakugoka) apresenta-se sempre em solo, sentado num tatame sobre o palco (chamado Koza) e munido apenas de um leque de papel. 

Em geral as histórias contadas envolvem longos diálogos entre dois ou mais personagens, sendo que a alternância das falas é percebida pelo espectador apenas em função do tom de voz do ator, ou de um leve movimento com a cabeça.

Rakugo significa, literalmente, “palavras caídas”. O gênero humorístico foi conhecido originalmente como karukuchi (piadas), adquirindo a atual denominação a partir do Período Meiji (1867–1912).

Yosakoi

Yosakoi (よさこい?) é um estilo único de dança que surgiu no Japão. O Yosakoi começou na cidade de Kochi, em 1954, como uma versão moderna do Awa Odori, uma tradicional dança de verão. O estilo de dança do Yosakoi espalhou-se por grande parte do país. 

É uma dança altamente energética, combinando movimentos de dança japoneses mais tradicionais com música moderna. Normalmente, as coreografias são realizadas por grandes equipes que as treinam exaustivamente. 

Além de contar com várias escolas profissionais de yosakoi e times de dança da vizinhança, ele é também um evento popular durante os festivais de esporte promovidos pelas escolas primárias e colégios. Participam homens e mulheres de quase todas as idades, às vezes em um único time. No dialeto de Tosa (atualmente a província de Kochi), yosakoi significa ‘’Venha à noite’’.

Bunraku - Ningyō Jōruri

Bunraku - Ningyō Jōruri

O bunraku, também conhecido como Ningyō jōruri (人形浄瑠璃) é uma forma de teatro de bonecos japoneses, e é uma herança da cultura popular que serve para contar as histórias do Japão antigo. Com movimentos quase humanos e vestidos com quimonos, os bonecos se transformam em verdadeiros atores no palco. Ao fundo, o som do shamisen marca o compasso da narrativa e o movimento dos bonecos dá a impressão de que têm vida própria. Desde 2008 que o teatro de marionetas Ningyo Johruri Bunraku integra a lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Japão Música

Sankyoku

Sankyoku (三 曲 /さ ん き ょ く ) é uma forma de música de câmara japonesa tocada frequentemente com um acompanhamento vocal. É tradicionalmente tocada em shamisen , koto e kokyū , mas mais recentemente o kokyū foi substituído por shakuhachi.

Gravura que representa Sankyoku

Taiko

Apresentação de Taiko

Taiko (太鼓) engloba uma variedade de instrumentos japoneses de percussão. No Japão, o termo refere-se a qualquer tipo de tambor, mas fora do Japão, o termo é geralmente usado para se referir a qualquer um dos vários tambores japoneses chamados de wadaiko (和太鼓) e a forma de apresentação o taiko chamada de kumi-daiko (組太鼓”coleção de tambores”). 

O processo de construir taiko varia entre os produtores, mas a maioria inclui a confecção e definição da força do corpo do tambor, escolhendo uma superfície para a pele do tambor e cuidadosamente esticando a superfície acima do tambor para criar uma tensão apropriada.

Uma história mitológica sobre a origem do taiko aparece no “Nihon Shoki”. De acordo com o mito, o taiko se originou da deusa xintoísta “Ame no Uzume”, a deusa do raio de sol, “Amaterasu”, e seu irmão “Susanoo”, o deus dos mares e das tempestades.

Em uma interpretação, “Susanoo” repentinamente tornou-se nervoso e trouxe sua raiva do mar para a terra. Sua irmã, “Amaterasu”, estava tão brava com a situação que fugiu para uma caverna e a selou com uma pedra, recusando-se a sair. 

Os outros deuses se reuniram e sabiam que sem o raio de sol a vida na Terra se deterioraria e morreria. Assim, eles tentaram muitas formas de trazer “Amaterasu” para fora implorando, ameaçando e até mesmo tentando mover fisicamente a pedra, mas ele não tiveram sucesso.

Finalmente, a antiga deusa “Ame no Uzume”, que tinha a aparência de uma velha senhora, deu um passo à frente e afirmou que poderia trazer “Amaterasu” para fora da caverna. Apesar de ser ridicularizada pelos outros deuses por sua aparência envelhecida, ela prosseguiu com seu plano. 

“Ame no Uzume” esvaziou um barril de saquê e pulou em cima do barril, pisando nele furiosamente para criar ritmos percussivos. Os deuses ficaram tão comovidos por essa música que eles só conseguiam dançar e cantar. 

A celebração se tornou tão barulhenta que “Amaterasu” espreitou para fora da caverna e, ao ver a cena alegre, trouxe a luz de volta para o mundo e baniu “Susanoo”. Desse modo, a música do taiko teria surgido da performance de “Ame no Uzume”.

Cerimônia do chá - chanoyu - chadô - sadô

A cerimônia do chá japonesa (chanoyu 茶の湯, lit. “água quente [para] chá”; também chamada chadō ou sadō, 茶道, “o caminho do chá”) é uma atividade tradicional com influências do Taoísmo e Zen Budismo, na qual chá verde em pó (matcha, 抹茶) é preparado cerimonialmente e servido aos convidados. O matcha é feito da planta chamada chá, Camellia sinensis. Os encontros de chanoyu são chamados chakai (茶会, “encontro para chá”) ou chaji (茶事, “assuntos do chá”). 

Normalmente o termo chakai refere-se a um evento relativamente simples no qual se oferecem doces típicos, usucha (chá suave), e talvez tenshin (um aperitivo), já chaji refere-se a um evento mais formal, incluindo também uma refeição tradicional (kaiseki) e koicha (chá forte). Um chaji completo pode durar até quatro horas.

O praticante de cerimônia do chá precisa ter conhecimento de uma ampla gama de artes tradicionais que são parte integral do chanoyu. Incluindo o cultivo e variedades de chá, vestimentas japonesas (kimono), caligrafia, arranjo de flores, cerâmica, etiqueta e incensos. Além dos procedimentos formais de seu estilo de chanoyu, que podem passar de uma centena. Assim, o estudo de cerimônia do chá praticamente nunca termina. Mesmo para participar como convidado em uma cerimônia formal é preciso conhecer os gestos e frases pré-definidos, a maneira apropriada de portar-se na sala de chá, e como servir-se de chá e doces.

Bonsai - bon-sai

Bonsai (japonês: 盆栽, bon-sai) significa “cultivado, plantado em bandeja ou vaso”. Ao contrário do que muitos pensam o ideograma não contém a palavra árvore 木 (Ki). Um bonsai precisa ter outros atributos além de simplesmente estar plantado num vaso raso e pequeno. A planta deve ser uma réplica de uma árvore da natureza em miniatura. Deve simular os padrões de crescimento e os efeitos da gravidade sobre os galhos, além das marcas do tempo e estrutura geral dos galhos. Essencialmente é uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados.

O Bonsai não se trata de uma espécie vegetal específica, mas sim de uma técnica utilizada em árvores com o objetivo de “miniaturizá-la” inspirando-se em formas existentes na natureza. Não há árvore de Bonsai, mas árvores que se transformam pelo processo de Bonsai. Na prática, é a arte de selecionar e transformar árvores que tenham potencial para se assemelhar a uma réplica na natureza.

Através da observação percebe-se que as árvores têm tendências de comportamento e estilos próprios. Também encontramos uma classificação de estilos de bonsai e formas mais tradicionais baseado no estilo natural das árvores. Suas principais categorias se baseiam principalmente nas formas e no número total de árvores na composição.

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Dekasseguis – Nova Política de aceitação de trabalhadores estrangeiros no Japão [2019]

Neste artigo, vamos apresentar a Política de aceitação de trabalhadores estrangeiros no Japão e como melhorar o ambiente de trabalho.

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Nos últimos anos, uma das principais questões no Japão é a escassez de mão-de-obra. Portanto, o governo começou a promover a aceitação de trabalhadores estrangeiros como uma medida para lidar com a escassez de trabalhadores.

No outro dia a decisão do Conselho de Ministros sobre a proposta de lei de controle de imigração para expandir a aceitação de trabalhadores estrangeiros. 

No entanto, ao aceitar trabalhadores estrangeiros, é necessário que os trabalhadores estrangeiros trabalhem de acordo com a Lei de Padrões Trabalhistas. E trabalhem em condições de trabalho apropriadas, da mesma forma que os japoneses. Há também muitos problemas de linguagem no trabalho diário, como comunicação empresarial e como usar o sistema.

A situação atual da falta de trabalhadores no Japão

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imagem recenseamento Japão

Ouvimos de muitos funcionários responsáveis que há escassez de pessoal e que é difícil contratar. Olhando para os gráficos de recenseamento e projeção de população futura , podemos ver que a sociedade em envelhecimento está a diminuir a taxa de natalidade. E a população em idade ativa, que se diz ter entre os 15 e os 64 anos de idade, continua a diminuir com o seu pico em 1995. Espera-se que seja metade do pico em 1995 (45 milhões de pessoas) até 2055.

Portanto, espera-se que a escassez de mão-de-obra acelere no futuro. E pode-se considerar que há uma grande possibilidade de lutar para garantir recursos humanos. Independentemente de grandes empresas e pequenas empresas.

A fim de eliminar a escassez de mão-de-obra, cada vez mais empresas introduziram robôs no lugar das pessoas. No entanto, a fim de introduzir robôs, é necessário investir mais de 10 milhões de ienes. Para muitas empresas, a situação atual é que não é fácil introduzir robôs.

Os trabalhadores estrangeiros estão atraindo atenção para resolver a atual situação de escassez de mão-de-obra.

O Japão é popular entre os trabalhadores estrangeiros porque tem boa segurança e bons salários. Trabalhadores estrangeiros trabalham em todas as situações, como lojas de conveniência, hotéis e restaurantes.

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Política de aceitação de trabalhadores estrangeiros no Japão

Os trabalhadores estrangeiros são valiosos hoje em dia porque não há trabalhadores suficientes. A fim de resolver a escassez de mão-de-obra, o Japão também iniciou uma política na qual o governo defende a aceitação de trabalhadores estrangeiros. Aqui, vamos apresentar a situação atual e a política de aceitar trabalhadores estrangeiros.

O trabalho simples torna-se possível

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Tornou-se claro que o governo irá rever a política de aceitar estrangeiros em face da escassez grave de mão-de-obra. No campo da mão-de-obra simples, como o trabalho na fábrica, o trabalho de manuseio de carga e o trabalho de construção, aceitar trabalhadores estrangeiros foi proibido no passado.

No entanto, a “ Política Básica de Gestão Econômica e Fiscal e Reforma 2018 ”, que foi decidida em junho de 2018. Incluiu uma política que os trabalhadores estrangeiros que realizam trabalhos simples em diversos campos.

Convencionalmente, o emprego de trabalhadores estrangeiros causa problemas de comunicação. No entanto, se é uma tarefa simples, o emprego de trabalhadores estrangeiros é promovido porque há relativamente poucos problemas de comunicação.

Embora a escassez de mão-de-obra possa ser aliviada com o aumento do número de trabalhadores estrangeiros que fazem um trabalho simples. Espera-se que haja problemas com os japoneses porque a cultura que cultivaram é diferente. A fim de promover a política de aceitação de estrangeiros, a educação de trabalhadores estrangeiros do lado da empresa é importante.

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Período de permanência renovável em 5 campos

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Dependendo das medidas de aceitação dos trabalhadores estrangeiros, os cinco campos de “enfermagem”, “hospedagem”, “agricultura”, “construção naval” e “construção”. Podem renovar seu período de permanência se adquirirem a qualificação de “habilidades específicas 2”. Não há limite no número de atualizações. Se você renovar e trabalhar no Japão por 10 anos, poderá atender a uma das condições para residência permanente no Japão.

A “Habilidade Específica 2” será concedida se uma pessoa com Habilidade Específica 1 passar em um exame mais avançado. Além disso, o número de habilidade específico 1 não é reconhecido como uma faixa de família. Mas “habilidade específica número 2” é reconhecida como uma faixa de família.

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A “habilidade específica número 2” aumentará o número de trabalhadores estrangeiros que querem trabalhar no Japão. Veja as características das habilidades especificas:

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Veja os detalhes e as diferenças das habilidades específicas número 1 e 2 na matéria “Como Morar e Trabalhar no Japão em 2019”. Descubra como aproveitar as oportunidades. (Veja Aqui!)

O que será afetado pela política de aceitação de trabalhadores?

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Que tipo de influência existe na política de aceitação de trabalhadores estrangeiros?

Do ponto de vista da empresa, tivemos que voltar para casa em cinco anos, então quase sempre pedíamos um trabalho que qualquer um pudesse fazer. No entanto, se o período de permanência puder ser renovado por esta política de aceitação. Será possível treinar trabalhadores estrangeiros, trabalhar usando tecnologia e know-how, para solicitar uma gama maior de trabalho.

Além disso, até agora eu me acostumei com japoneses e voltei para casa quando problemas de comunicação se foram. No entanto, no futuro, como o período ao qual você está acostumado é maior do que o período em que você não está acostumado com o japonês. Você pode esperar trabalhar para atender ao custo do treinamento.

No entanto, como a família da família não é reconhecida, existe a possibilidade de que o apoio espiritual seja perdido no país estrangeiro. Ou que possam ocorrer problemas com moradores próximos.

Embora essa política seja um projeto muito bom para eliminar a escassez de mão-de-obra. As empresas também são obrigadas a melhorar as medidas de comunicação em japonês, condições de trabalho e gestão e medidas trabalhistas.

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Comunicação em japonês

Muitos estrangeiros não podem falar japonês no nível nativo. Aqui, introduziremos os problemas de comunicação em japonês ao aceitar trabalhadores estrangeiros.

É difícil ter comunicação diária

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A comunicação cotidiana é importante quando se trabalha no Japão. Se você não comunicar o que quer dizer, isso pode levar a danos ou perdas inesperadas. O bom seria que as empresas pudessem ensinar japonês aos trabalhadores estrangeiros, mas no momento é difícil em termos de tempo, trabalho e dinheiro. Mesmo que você não possa aprender na empresa, recomendamos que você aproveite várias formas de aulas de japonês.

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Por exemplo, é uma maneira de trabalhar na educação de língua japonesa, reduzindo o ônus da cooperação com organizações locais como municípios, associações de intercâmbio internacional e organizações sem fins lucrativos. Atualmente há muitas vagas de emprego no Japão, mas falta candidatos que dominem o idioma. 

Em qualquer caso, é difícil para os estrangeiros encontrar um lugar para aprender sozinhos, portanto, se uma empresa não pode se educar, é necessário promover o aprendizado dos japoneses, propondo o sistema educacional mencionado aos trabalhadores estrangeiros.

O Japão esta se globalizando e sente cada vez a necessidade de trabalhadores bilíngues. O conhecimento de línguas estrangeiras é um diferencial que amplia a gama de possibilidades e oportunidades de ingresso em novos patamares profissionais. Tendo em vista que as habilidades e competências relacionadas ao domínio do Inglês são amplamente reconhecidas e valorizadas no mundo globalizado.

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O sistema não é compatível com vários idiomas, por isso não pode ser tratado

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Se você está trabalhando com um computador, instrumento de medição, máquina de processamento, outras máquinas e equipamentos, você deve explicar como operá-lo. Mesmo para tarefas simples, é necessário olhar o manual até que você domine a operação. Se o sistema suporta vários idiomas, você pode aprender a operar usando o manual do sistema.

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No entanto, no Japão a maioria dos sistemas suporta apenas os idiomas: japonês ou inglês. Sendo assim, os trabalhadores estrangeiros que não falam inglês não podem verificar o manual no sistema. E demora muito tempo para criar um manual em uma empresa.

Se você não entender o manual, existe o risco de um acidente. Em alguns casos, os acidentes de trabalho tornam-se uma questão social importante devido a uma avaliação de risco inadequada.

Para se candidatar a uma vaga de emprego, você precisa verificar qual é o nível de domínio do idioma que é exigido pela empresa e qual o idioma que sistema suporta. As funções em si são as mesmas, mas depende do sistema que a linguagem é suportada pode haver algumas diferenças nos comandos.

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Mesmo os estrangeiros que dominam o idioma japonês não conseguem acompanhar a conversa se termos técnicos surgem no ambiente de trabalho

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Alguns termos técnicos e termos de negócios podem nem mesmo ser entendidos pelo japonês. Os trabalhadores estrangeiros podem não acompanhar as conversas em que tais termos técnicos são frequentemente citados. Além disso, muitas vezes é difícil para os japoneses explicar os termos técnicos, por serem específicos a cada atividade. Alguns termos técnicos podem aparecer na explicação dos manuais dos sistemas, mas é preciso o domínio do idioma para ler os manuais.

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Basicamente, a maioria do japoneses ao falar com trabalhadores estrangeiros, tentam não usar termos técnicos tanto quanto possível e usam palavras simples que qualquer um possa entender. A maioria dos japoneses não dominam outro idioma. Então é importante que os trabalhadores estrangeiros respondam na língua japonesa, mas também é importante que os trabalhadores japoneses escolham uma linguagem que seja fácil para os trabalhadores estrangeiros entenderem.

Condições de trabalho e gestão do trabalho

Discriminação por gênero das condições de trabalho é proibida. O mesmo vale para os trabalhadores estrangeiros, e é necessária uma gestão adequada do trabalho.

Clarificação das condições de trabalho

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A Lei de Normas de Trabalho proíbe o tratamento discriminatório das condições de trabalho, tais como salários baseados na nacionalidade. O tratamento como “o trabalhador estrangeiro porque é um salário barato” “não aumente o salário” não é reconhecido. Além disso, as condições de trabalho devem ser notificadas por escrito.

No entanto, para trabalhadores estrangeiros que não podem se comunicar em japonês, casos como mostrar documentos japoneses e obter consentimento não foram interrompidos. Estes podem levar a casos maliciosos, como a exploração salarial. Mostrar condições de trabalho escritas em japonês por escrito para pessoas que não entendem japonês não é “explícito”.

É importante preparar documentos em sua língua nativa para que os estrangeiros possam entendê-los. É a melhor maneira de evitar problemas se você concordar um com o outro e fazer um contrato e prosseguir com o trabalho de acordo com o conteúdo do contrato. No entanto, apresentar condições de trabalho em sua língua nativa não é fácil. Há também muitos funcionários de RH que têm uma ideia do que fazer.

Como solução, o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar publicou um exemplo de aviso de condição de trabalho em língua estrangeira. Além disso, embora seja por uma taxa, é bom ter um contrato em sua própria língua criado com um serviço que aceita trabalhadores estrangeiros.

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Gestão precisa da situação do trabalho

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Se você expressar suas condições de trabalho em seu contrato de idioma, isso não significa que você não tem outros pontos para conhecer. Há também a obrigação de manter as condições de trabalho do contrato.

Por exemplo, os trabalhadores estrangeiros também recebem garantia legal de horas de trabalho e férias, feriados e férias pagas anualmente, conforme definido pela Lei de Normas Trabalhistas. Alguns trabalhadores estrangeiros preferem trabalhar horas extras para aumentar seus ganhos. Você deve manter o horário legal de trabalho. A quebra da Lei de Padrões Trabalhistas está sujeita a penalidades.

Além disso, há muitos casos em que você não paga pelo trabalho extraordinário, pois é bom que você não entenda japonês. Estes também são ilegais sob a Lei de Padrões Trabalhistas e estão sujeitos a penalidades.

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Pagamento de salários adequados

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Como os estrangeiros não podem baixar seus salários. Assim como no japonês, você tem que manter o salário mínimo e pagar o salário nos termos do contrato.

Mesmo que a empresa tenha transferido as despesas de viagem quando os estrangeiros vêm para o Japão, eles não podem deduzir do seu próprio salário. Ao deduzir, é necessário entrar um acordo de dedução salarial entre trabalho e gestão. Outras deduções incluem despesas de dormitórios, taxas de administração, refeições e transferências, uniformes, etc. Essas deduções também exigem um acordo de dedução salarial. Se você não pagar corretamente, você estará violando a lei.

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Resumo

Atualmente, a falta de trabalhadores é um grande problema social no Japão. Uma das medidas é a aceitação de trabalhadores estrangeiros.

O governo tem mostrado uma atitude negativa em relação à aceitação de trabalhadores estrangeiros até agora, mas a política é em grande parte baseada na “Política Básica de Gestão Econômica e Fiscal e Reforma 2018”, que foi decidida em junho de 2018. Foi convertido.

O número de anos de trabalho no país, que foi até cinco anos até agora, é agora renovável. Nas medidas anteriores, que tiveram que retornar em cinco anos, foram evitadas tarefas que levaram tempo para aprender.

Se levar mais de cinco anos, o tempo para usar a tecnologia adquirida será longo o suficiente, mesmo que leve um pouco de tempo para adquirir, então o escopo do trabalho para solicitar trabalhadores estrangeiros será ampliado.

No futuro, há uma grande possibilidade de que mais empresas contratem trabalhadores estrangeiros, mas ao contratar trabalhadores estrangeiros, barreiras de idioma serão criadas em contratos como comunicação precisa da comunicação japonesa e condições de trabalho. . Vamos superar a barreira do idioma para que as empresas e os trabalhadores estrangeiros possam se tornar um relacionamento ganha-ganha.

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Somos muito grato pela sua atenção e leitura do artigo.

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fonte: HRNOTE-Osugi-Yuki 

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