Hobby que virou negócio

ABRINCADEIRA DE CRIANÇA VIROU COISA SÉRIA

A técnica milenar do origami, adaptada para o tecido, garantiu a Thaís Kato um novo negócio, que hoje movimenta aproximadamente R$ 25 mil.

Quem ainda duvida da popularidade dos produtos artesanais e que eles são capazes de gerar renda nos dias de hoje, não conheceu a microempresária Thaís Kato. Ela aproveitou suas habilidades manuais para investir em um negócio próprio por meio do origami. A técnica, sem nenhum recorte, transforma o tecido em diversos acessórios: carteiras, porta moedas, marcador de livro, entre outros. O sucesso do empreendimento gera aos cofres da empresa R$22 mil por mês.

“Cinquenta minutos é o tempo que leva para fazer uma carteira de origami de tecido”, explica a empresária, que cuida de cada detalhe da produção dos acessórios.

Ela que é londrinense, mas reside em São Paulo, trabalha juntamente com o marido em casa e conta com a ajuda especial de pelo menos dez artesões terceirizados, escolhidos por meio de um critério bastante peculiar. “Ensinamos o pessoal da terceira idade e também jovens estudantes”, explica. “Ambos têm as sua dificuldade de se inserir no mercado, então acaba sendo uma oportunidade de renda para eles”, conta.

Hoje, a empresa, que possui grande visibilidade tanto na internet (www.thaiskato.com.br), quanto em pontos de venda bem localizados – quiosques no Shopping Plaza Sul, Metrópole e na tradicional feira na Benedito Calixto -, não começou por acaso.

Enquanto passava uma temporada em Londrina, há três anos, em função de um problema de saúde de sua mãe, para driblar a rotina, Thaís colocou a mão na massa e testou diferentes materiais para origami, técnica apreciada desde a infância. “Era uma brincadeira para passar o tempo”, comenta. “Utilizei tetra pak e depois pet, mas foi no tecido que eu tive melhores resultados”, lembra.

Porém, comercializar a ideia não fazia parte do plano inicial. “Eu gostava de presentear as amigas, quem viu o potencial do hobby foi o meu marido”, comenta. “Ele reparou que até os colegas estavam encomendando e então sugeriu que começássemos a vender.”

Bastou R$ 1 mil para deslanchar o empreendimento da dupla. “Com o dinheiro compramos tecidos e cola para confeccionar as 50 primeiras carteiras”, lembra Thaís. “O pequeno investimento se multiplicou.” Mensalmente são confeccionados 2.500 produtos. As carteiras ainda são as grandes protagonistas do negócio, no qual conta com 200 modelos mensalmente. A maioria dos tecidos são garimpados dentro e fora do Brasil.

Contudo, o comércio não é a única fonte de renda do casal. A empresa também fabrica por encomenda. Entre o grupo seleto de clientes, Thais trabalhou com Puma, Pentel e Red Bull. “Só o talento não é o suficiente para esse tipo de negócio. É preciso ter paciência, persistência e muita criatividade. Foi assim que consegui aos poucos conquistar clientes e aumentar as vendas.”

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Jornal Paraná Shimbun

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