Vasculhando o baú

BRINQUEDOS TRADICIONAIS DO JAPÃO

Brinquedos tradicionais do Japão já fizeram a alegria de muitas crianças e hoje são lembrados com carinho pelos adultos.

País dos tamagochis, dos robôs de estimação e de incríveis games, o Japão é um grande influenciador da chamada Geração Y e Z, os jovens virtuais. Mas não é apenas de tecnologia que vive o país. Há também um rol de outros brinquedos produzidos pelos artesãos que moldam a madeira, o papel e os pedaços de tecidos produzindo inúmeros artigos populares que divertem não só a garotada, mas pessoas de todas as idades. No Brasil, junto com a tradicional culinária e inúmeros costumes trazidos pelos japoneses, vieram também os brinquedos e as brincadeiras populares do arquipélago, ganhando um grande espaço. Porém, a “graça” foi se perdendo com o tempo, à medida que a tecnologia veio ganhando os olhos e os corações da criançada. Enquanto os jovens, muitos deles hiperativos, não lidam muito bem com a calma dos brinquedos antigos, os mais crescidinhos os veem como uma boa lembrança de uma infância divertida.

Diversão Garantida

Os brinquedos de origem oriental mais conhecidos por aqui são o otedama, oyatori, karuta, koma e kendama. Muitos deles possuem opções similares no Brasil, devido ao sucesso obtido no Japão.

AYATORI

Para brincar de ayatori (cama de gato), basta passar um cordão de 90 centímetros entre os dedos e os pulsos e criar várias formas e imagens. O jogo tornou-se famoso no período Edo (1603-1887) e pode ser jogado individualmente ou em pares, quando se transfere o cordão entre os jogadores, alternando as figuras.

OTEDAMA

São os saquinhos cheios de arroz ou feijão conhecidos também como cinco marias. Foi muito difundido entre as mulheres e antigamente era bem difícil encontrar um homem que soubesse jogá-los da maneira correta. Em grupo de cinco, sete ou nove saquinhos, o jogador deve manipulá-los habilmente enquanto joga um para o ar, não deixando caí-los no chão.

KARUTA

A palavra karuta vem do português carta e dá nome ao jogo japonês que tem combinações de cartas retangulares com desenhos, palavras e poemas em vez de números e figuras. No modo de jogar das crianças, conhecido como Iroha Karuta, o objetivo é encontrar a carta com a figura e a palavra correspondentes aos dizeres lidos pela pessoa escolhida para ficar com as cartas dos poemas. Ao final, vence quem tiver o número maior de cartas. Esse estilo de jogo se tornou popular no período Edo e trazia ditados populares. Outra forma de jogar cartas é o Hyakkunin-isshu, em que são utilizadas cartas pintadas à mão. Com 100 cartas de poemas e outras 100 com a figura do poeta, um texto e as suas últimas linhas da poesia, os jogadores tem como finalidade achar a carta correspondente ao poema lido.

KOMA

No Brasil, o velho e conhecido pião. Esse é um brinquedo mais comum entre os meninos. Foi levado da China para o Japão há milhares de anos, tornando-se popular no período Edo. Com a fieira (cordão usado para rodar o pião), os jogadores lançam seus piões em um círculo, a fim de jogar os adversários para fora dos limites permitidos.

KENDAMA

Esse é o tradicional bilboquê, em sua versão oriental. Com raízes na Europa, o brinquedo chegou ao Japão, já evoluído, no século 18. O kendama possui uma ponta de madeira e duas concavidades nas laterais, o que dá a possibilidade do jogador capturar a bola em três lugares diferentes.

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