Guia do Japão [ATUALIZADO]

Nesse, artigo você vai encontrar tudo sobre o Japão…

Hiroshi Yamamoto
Colaborador ParanaShimbun

Reunimos todas as informações sobre o Japão num só artigo

“O conhecimento gera a identificação com o país, seu povo e cultura. Além de facilitar as conversas com Japoneses nativos e Nipo-brasileiros residentes”. (H. Yamamoto)

Foi por esse motivo que decidimos reunir todas as informações sobre o Japão num só artigo. Desta forma, como uma leitura simples e rápida você pode manter uma excelente conversa com qualquer Japonês Nativo ou Nipo-Brasileiro residente no Japão ou no Brasil.

Subíndice

Índice

Tudo sobre o Japão

Japão é um país insular da Ásia Oriental. Os nomes japoneses para Japão são Nippon (にっぽん) e Nihon (にほん). Ambos são escritos em japonês usando o kanji 日本. Tanto Nippon e Nihon significam, literalmente, “origem do sol”, isto é, onde o sol se origina. Esta nomenclatura vem de correspondência imperial com a Dinastia Sui chinesa e refere-se a posição do Japão para o leste em relação à China. Essa é a razão do Japão ser identificado como a “Terra do Sol Nascente”.

Japão Bandeira

A bandeira do Japão tem um formato retangular branco com um grande disco carmesim (representando o Sol) no centro, e é oficialmente denominada Nisshōki (日章旗, “bandeira do Sol”) em japonês, embora seja mais comumente conhecida como Hinomaru (日の丸, “disco solar”).

Japão Mapa

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O país é um arquipélago de 6 852 ilhas, cujas quatro maiores são Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku, representando em conjunto 97% da área terrestre nacional. A maior parte das ilhas é montanhosa, com muitos vulcões como, por exemplo, os Alpes japoneses e o Monte Fuji.

O Japão possui a décima maior população do mundo, com cerca de 128 milhões de habitantes. A Região Metropolitana de Tóquio, que inclui a capital de facto de Tóquio e várias prefeituras adjacentes, é a maior área metropolitana do mundo, com mais de 30 milhões de habitantes.

Japão História

Origem

Após a última idade do gelo, por volta de 12.000 AEC (Antes da Era Comum), o rico ecossistema do arquipélago japonês promoveu o desenvolvimento humano. A ocupação humana do Japão remonta ao Paleolítico Superior e a data mais consensual para a primeira presença humana neste arquipélago é de 35 000 a.C., quando povos nômades caçadores-coletores chegaram às ilhas vindos do continente através de istmos.

As primeiras ferramentas japonesas de pedra lascada datam dessa época, e as de pedra polida datam de 30 000 a.C., as mais antigas do mundo. Ainda não se sabe por que essas ferramentas surgiram tão cedo no Japão. 

Entre 11.000 e 500 AEC (Antes da Era Comum), estes povos desenvolveram um tipo de cerâmica designada de Jomon, a qual é considerada das mais antigas do mundo.

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Japão Cerâmica

Cerâmica Jomon

A primeira cultura cerâmica e civilização a se desenvolver no Japão foi o Jomon, que não desenvolveu a agricultura nem a criação de animais. Os Jomon ocuparam as ilhas do Japão desde o final da quarta glaciação por volta de 14 mil a.C., deixando vestígios de sua ocupação através de peças de cerâmica, consideradas as mais antigas do mundo. Através da cerâmica assume-se que os Jomom eram semi-sedentários e tenham seguido uma religião politeísta, baseada no culto de elementos da natureza.

Japão Imperial

Surgiu uma cultura conhecida como Yayoi, onde a produção de ferramentas de metal, assim como o cultivo do arroz, foram um importante progresso. Neste período existiram várias tribos, mas o Japão foi unificado pela primeira vez no século VI pelo povo Yamato e logo empreendeu a conquista da península da Coreia no final do século. Nos séculos seguintes a competição por cargos no governo enfraqueceu gradativamente o domínio japonês sobre a Coreia até ao século VI. Em 552, o budismo foi introduzido no país trazido da Coreia e servindo como arma política contra o crescente poder dos sacerdotes, a religião tradicional, o xintoísmo debilitou-se, porém não desapareceu.

Imperador Jimmu, o primeiro Imperador do Japão
Príncipe Shotoku e seus dois filhos

O príncipe Shōtoku estabeleceu um governo central. A corte financiou a construção de vários templos e palácios, inspirando-se em modelos coreanos e chineses. O príncipe, admirador profundo da cultura destas nações, fomentou o recurso a caracteres chineses (origem dos kanji). Lançou bases para o desenvolvimento de códigos de conduta e ética de governo fundamentados no budismo (constituição dos dezassete artigos, 604) e enviou inúmeras missões japonesas à China Imperial durante a dinastia Sui (600-618), com o intuito de estabelecer firmes relações diplomáticas.

Japão Mitologogia - As três jóias da coroa japonesa

No século VIII, os governantes do período Yamato ordenaram que a sua inclusão nos mitos e lendas japonesas fosse consumada, por forma a se legitimarem perante a população. Uma das mais importantes lendas refere-se à origem do Japão, atribuída aos kami (deuses) Izanagi e Izanami (imagem ao lado, representa a criação). Segundo a lenda, foi a partir destes dois que nasceram os três kami maiores: Amaterasu, deusa do Sol e senhora dos céus; Susanoo, deus dos oceanos; e Tsukuyomi, o deus da escuridão e da Lua. Em determinado dia, Amaterasu e Susanoo discutiram e, embriagado, Susanoo destruiu tudo à sua passagem. Amaterasu ficou tão assustada que se escondeu numa caverna, recusando-se a sair, tendo o mundo ficado privado de luz. 

zanagi e Izanami criando o submundo. Pintura de Eitaku Kobayashi

Com o propósito de fazê-la sair, um kami (deus) feminino, “Ame-no-Uzume-no-Mikoto”, realizou uma dança erótica acompanhada pelo regozijo da miríade dos deuses reunidos em assembleia. No momento em que “Amaterasu” perguntava o que tinha acontecido, revelaram-lhe a existência de uma kami mais poderosa, “Ame-no-Uzume”, que tinha pendurado um espelho numa árvore, por forma a que “Amaterasu” ficasse atraída por ele. Lentamente ela se aproximou do espelho que tinham colocado à sua frente. A surpresa de ver o seu próprio reflexo foi tão grande que “Amaterasu” ficou deslumbrada e algum tempo depois a luz voltou a iluminar a Terra. Assim, o espelho “Yata no Kagami” passou a fazer parte das “Três Jóias Imperial do Japão”.

Interpretação de um artista dos Tesouros Imperiais do Japão

O segundo elemento das três joias da coroa japonesa é descrito posteriormente na mesma lenda. Susanoo foi banido pelos distúrbios que havia causado e, enquanto caminhava pelas terras de Izumo, ouviu uma cobra (ou dragão) de oito cabeças, chamada Yamata no Orochi, que atormentava os moradores locais. Susanoo assassinou a cobra embriagando-a com saque e de seguida cortando-lhe as cabeças. Na cauda da cobra, Susanoo encontrou uma espada e decidiu oferecer à sua irmã em sinal de paz. Esta espada é, pois, o segundo ícone das insígnias imperiais. 

A terceira e última insígnia é uma magatama (miçanga em forma de curva) que Amaterasu deu ao seu neto Ninigi-no-Mikoto, quando este recebeu o cargo de governar o submundo. A joia, por sua vez, foi entregue ao seu neto, o imperador Jimmu, o primeiro imperador do Japão. O imperador do Japão é considerado descendente direto da Kami Amaterasu. Desta forma, subvencionados na crença popular, os governantes de Yamato legitimaram o processo pelo qual o Japão seria governado sob um sistema imperial, fortemente apoiado pela crença no xintoísmo.

Japão Feudal

A capital seria novamente transferida para Heian-kio, a moderna Quioto, e dar-se-ia o rompimento entre o imperador Kammu e os monges budistas. A partir daí foi estabelecida a escrita japonesa e uma nova literatura. Foi nesse período de paz que surgiram a classe dos samurais. Durante o período do Japão feudal, o samurai ganhou funções militares e virou um soldado da aristocracia imperial.

Imperador Kammu
Xogun - Tokugawa Ieyasu

Contudo as disputas surgidas entre os clãs guerreiros Taira no Kiyomori e Minamoto no Yoritomo levaram a uma nova guerra civil que só teve fim em 1185, com a ascensão de Minamoto. Este estabeleceria o governo do xogunato em Kamakura. Enquanto seguia as leis do governo imperial de Heian, o governo Kamakura foi exercido por uma rede de samurais em todo o país que se comprometiam a manter a paz.

Desde que o poder real era exercido localmente por xogum, os samurais foram capazes de assumir a terra dos ricos proprietários de terra aristocráticos (daimiôs) e, portanto, levaram o governo imperial de Heian em Quioto a tornar-se ainda mais fraco. Um novo período de paz e enriquecimento econômico e cultural foi estabelecido até uma nova tentativa mal sucedida de restauração da autoridade imperial feita pelo Imperador Go-Daigo.

Imperador Go-Daigo
Shimazu Nariakira, daimiô do Domínio de Satsuma,

O surgimento dos daimiôs de base local, enfraqueceu o xogunato e esse enfraquecimento levou a Guerra de Ōnin entre 1467 e 1477 entre os Kosokawa e os Yamana que deu fim ao xogunato. Sem uma autoridade central, os daimiôs, agora com autoridade absoluta em seus domínios, deram início a um período de guerras que só terminaria entre 1550 e 1560 com a conquista dos demais domínios por Oda Nobunaga. Foi durante o século XVI que comerciantes e missionários portugueses chegaram ao Japão pela primeira vez, dando início a um intenso período de trocas culturais e comerciais.

Os missionários, principalmente os sacerdotes da Companhia de Jesus, levaram a cabo um intenso trabalho de missão e em cerca de 100 anos de presença portuguesa no Japão. Em 1582 a comunidade cristã no país chegou a ascender a cerca de 150 mil cristãos no Japão e 200 igrejas. Neste período o Japão era uma sociedade feudal relativamente bem desenvolvida com tecnologia pré-industrial. O país era mais povoado do que qualquer país ocidental e tinha, no século XVI, cerca de 26 milhões de habitantes.

Companhia de Jesus - Cristianismo no Japão
Imperador Toyotomi Hideyoshi

Toyotomi Hideyoshi deu continuidade ao governo de Nobunaga e unificou o país em 1590. Depois da morte de Hideyoshi, o regente Tokugawa Ieyasu aproveitou-se de sua posição para ganhar apoio político e militar. Quando a oposição deu início a uma guerra, ele a venceu em 1603 na Batalha de Sekigahara. Tokugawa fundou um novo xogunato com capital em Edo e expulsou os portugueses e restantes estrangeiros, dando início à perseguição dos católicos.

Japão Sakoku

A perseguição dos católicos deu início a uma política conhecida como Sakoku (鎖国 “país fechado”) foi a política externa isolacionista japonesa do Xogunato Tokugawa. Sob a qual as relações e o comércio entre o Japão e outros países eram severamente limitados.

A perseguição aos cristãos japoneses fez parte desta política, levando esta comunidade à conversão forçada ou mesmo à morte, como é o caso dos 26 Mártires do Japão. Quase todos os estrangeiros eram impedidos de entrar no Japão e os japoneses comuns foram impedidos de deixar o país por um período de mais de 220 anos.

26 Mártins do Cristianismo no Japão
Abertura comercial do Japão - Fim do Sakoku

A política foi promulgada pelo Xogunato Tokugawa sob Tokugawa Iemitsu através de uma série de decretos e políticas entre 1633 a 1639, e terminou depois de 1853, quando os navios estadunidenses comandados por Matthew Perry forçaram a abertura comercial do Japão aos Estados Unidos, através de uma série de tratados desiguais.

Japão Moderno

A política Sakoku, deixou a nação isolada por 250 anos até à chegada de navios da Marinha dos Estados Unidos com Matthew Calbraith Perry em 31 de março de 1854 exigindo a abertura do país ao comércio estrangeiro com assinatura de Tratado de Kanagawa revelando o atraso do xogunato. A Guerra Boshin restabeleceu o poder centralizado do imperador como Meiji do Japão em 1868, quando teve início um período de desenvolvimento econômico e de expansionismo ao qual se seguiram as vitórias nas guerras sino-japonesa (1894-1895) e russo-japonesa (1904-1905).

Imperador Meiji
Extensão da Manchúria

E a conquista da Coreia e das ilhas de Taiwan e de Sacalina, mantendo o interesse do país sobre a Manchúria. Estes seguidos episódios deram ao Japão a sua primeira experiência bélica moderna, assistida pelos europeus, a primeira vitória sobre um país do velho continente e a solidificação como país mais influente da Ásia.

No século XX houve um breve período chamado “democracia Taishō” ofuscada pela ascensão do expansionismo e da militarização do país. A Primeira Guerra Mundial permitiu ao Japão, que se juntou ao lado dos aliados vitoriosos, expandir sua influência e exploração territorial. O Japão continuou a sua política expansionista de ocupação da Manchúria, em 1931.

Escoteiros japoneses sendo treinados a usar rifle
Embaixador japonês Kintomo Mushakoji e o ministro alemão Joachim von Ribbentrop na assinatura do pacto

Como resultado da condenação internacional a essa ocupação, o Japão renunciou a Liga das Nações, dois anos depois. Em 1935, as assembleias locais foram estabelecidas em Taiwan. Em 1936, o Japão assinou o Pacto Anticomintern com a Alemanha nazista, juntando-se as potências do Eixo em 1941. Em 1941, o Japão assinou o Pacto nipônico-soviético com a União Soviética, respeitando tanto os territórios de Manchukuo quanto da República Popular da Mongólia.

Em 1937, o Império do Japão invadiu outras partes da China, precipitando a Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-1945). No ano de 1940, invade a Indochina francesa, após o qual os Estados Unidos colocaram um embargo de petróleo ao Japão. Em 7 de dezembro de 1941, o Japão atacou a base naval de Pearl Harbor e declarou guerra aos Estados Unidos, Reino Unido e Países Baixos. 

Ataque a Pearl Harbor
Representantes do Japão chegam ao USS Missouri para oficializar a rendição

Este ato fez com que os Estados Unidos entrassem na Segunda Guerra Mundial e, em 8 de dezembro, estes três países declararam guerra ao Japão. Após os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, em 1945, após a União Soviética também se opor ao país, o Japão concordou com a rendição incondicional de suas forças em 15 de agosto (Dia da Vitória sobre o Japão).

O Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente, foi convocado pelos aliados (em 3 de maio de 1946) para processar alguns líderes japoneses por crimes de guerra. No entanto, todos os membros das unidades de investigação bacteriológica e membros da família imperial envolvidos na condução da guerra foram exonerados a partir de processos criminais pelo Comandante Supremo das Forças Aliadas.

O Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente
Constituição Pacifista do Japão

Em 1947, o Japão aprovou uma nova constituição pacifista enfatizando as práticas democráticas liberais. A ocupação dos Aliados terminou pelo Tratado de São Francisco em 1952 e o Japão foi assimilado como membro das Nações Unidas em 1956. Internamente, após o fim da Segunda Guerra, o país passou por décadas de recuperação e afirmação.

Teve um crescimento econômico espetacular até se tornar a segunda maior economia do mundo, devido a investimentos do setor privado na construção de novas fábricas e equipamentos e ao senso coletivo de trabalho, que deram ao país uma taxa de crescimento média anual de 10% por quatro décadas. Esse rápido avanço terminou em meados dos anos 1990 quando o Japão sofreu uma grande recessão.

Milagre econômico japonês

Japão Década perdida

Década Perdida

A década perdida (失われた10年) é a época após o colapso da bolha financeira e imobiliária do Japão na economia japonesa. O termo originalmente se referia à década de 1990, mas recentemente a década de 2000 vem sendo incluída, então o período inteiro da década de 1990 até o presente momento é chamado de as duas décadas perdidas (失われた20年). 

No período de 1995 a 2007, o PIB caiu de $ 5,33 para $ 4,36 trilhões em valores nominais, os salários reais caíram por volta de 5%, enquanto o país experimentou um nível de preços estabilizado. Embora haja algum debate sobre a extensão e a medida da retração japonesa, o esforço econômico da Década Perdida está bem estabelecido e os formuladores de políticas continuam a lidar com suas consequências.

Japão Sismo e tsunami de Tohoku de 2011

Sismo e tsunami de Tohoku de 2011 ou sismo e tsunami de Sendai (designado oficialmente Grande Terremoto do Leste do Japão) foi um sismo de magnitude de 9,1 MW com epicentro ao largo da costa do Japão ocorrido às 05:56 UTC (14:56 no horário local) de 11 de março de 2011. O epicentro foi a 130 km da costa leste da península de Oshika, na região de Tohoku, com o hipocentro situado a uma profundidade de 24,4 km. 

Tempo estimado de viagem do tsunami gerado pelo sismo

Japão Hoje em Dia

O Japão, no campo demográfico, vem de um processo de envelhecimento populacional acelerado, devido, em parte, ao aumento da esperança média de vida, mas também às reduzidas taxas de natalidade. Nasceram, em 2016, menos de um milhão de bebés no arquipélago, o número mais baixo desde que o Japão realiza este tipo de estatísticas.

O Japão teve leis restritivas de imigração com a aceitação de poucos profissionais de outros países. Mas em 2018, o governo do Japão propôs um projeto de lei para flexibilizar as regras de imigração do país. O texto enviado ao Legislativo criou duas novas categorias de vistos.

Oportunidades de trabalho para estrangeiros no Japão

Pelas novas regras, trabalhadores na primeira categoria de visto teriam permissão para trabalhar no país por cinco anos, e levar suas famílias, se tiverem certo nível de qualificação e alguma proficiência em japonês. Já os mais qualificados estariam aptos a obter a segunda categoria de visto e poderiam se candidatar à residência.

Parlamento Japonês

O projeto aprovado no Parlamento pela maioria, enfrentou críticas de partidos da oposição. A preocupação alegada pela oposição foi o impacto potencial que uma maior abertura a estrangeiros poderá ter sobre os salários e a taxa de criminalidade no país.

O envelhecimento da população é uma das razões por trás da flexibilização das regras para trabalho estrangeiro. Porque atualmente, o Japão tem mais de 60 mil pessoas com mais de 100 anos e as pessoas com idades superiores a 65 anos representam mais de 27% da população.

Cresce a população de idosos no Japão
Primeiro-ministro Shinzo Abe

O primeiro ministro do Japão disse que o Japão só aceitará trabalhadores estrangeiros “que tenham habilidades específicas e possam trabalhar imediatamente para fazer frente a graves carências de mão-de-obra, apenas em setores que realmente precisam deles”.

Subíndice:

Japão Geografia

O Japão é um país insular que se estende ao longo da costa leste da Ásia. O litoral marítimo do Japão é aproximadamente quatro vezes maior que o brasileiro. As ilhas principais, de norte para sul, são: Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu. Além destas maiores, o Japão inclui mais de seis mil outras menores, parte das quais constituem as ilhas Riukyu, inclusive Okinawa, que se estendem a sudoeste de Kyushu até perto de Taiwan.

Entre 70% e 80% do país é coberto por florestas e de relevo montanhoso com uma cordilheira no centro das ilhas principais, de forma que as pequenas planícies costeiras se tornam as áreas mais povoadas do país.

Monte Fuji

A montanha mais alta e o vulcão mais conhecido do Japão é o monte Fuji com 3.776 metros de altitude e seu ponto mais baixo fica no lago Hachirōgata, quatro metros abaixo do nível do mar. Localizado no Círculo de fogo do Pacífico há oitenta vulcões ativos no país e os sismos são muito comuns, ocorrendo mil deles sensíveis por ano. 

A enorme quantidade de vulcões mostra que nas profundezas do arquipélago o solo é instável e cheio de energia. Isso faz com que o país esteja entre os que mais registram terremotos no mundo. Em 2006, foram registrados 108 vulcões ativos do país.

Ainda que uma ameaça, estes vulcões representam uma importante fonte de turismo. Regiões como Nikko, são famosas por suas primaveras quentes e pelo cenário de montanhas vulcânicas. Os rios japoneses são curtos e de águas ligeiras. Atingem o mar pouco depois de sua nascente nas montanhas acima e formam geralmente deltas em forma de leque.

Japão Clima

O clima japonês apresenta uma clara diferenciação entre as estações e sofre a influência de massas de ar frias vindas da Sibéria no inverno, bem como de massas de ar quentes do Pacífico no verão. Os tufões são comuns entre o fim do verão e o início do outono.

Mapa do Clima no Japão

O país pode ser dividido em quatro regiões climáticas: a de Hokkaido, de clima subártico, a da costa do Pacífico, temperado, a da costa do Mar do Japão, mais chuvoso, e o da região sudoeste, subtropical. As diferenças entre as estações do ano mostram-se da seguinte maneira: o inverno, que vai de Dezembro a Fevereiro, é seco e tem regularmente Sol. Enquanto o Centro e principalmente o Norte do Japão são frios, o Sul tem o tempo mais agradável, e a temperatura vai raramente abaixo dos 0 °C.

A primavera, que vai de março a maio, é quando deixa de nevar, sendo que todas as paisagens ficam floridas. O verão começa com três a quatro semanas de chuva, sendo este período importante para os agricultores. Depois deste período, o tempo torna-se extremamente quente. O outono é muito fresco, com uma ligeira brisa e uma temperatura mais fresca depois do Verão.

Japão Biodiversidade

O Japão tem nove ecorregiões florestais que refletem o clima e a geografia das ilhas. Elas vão de florestas subtropicais nas ilhas Ryūkyū e Ogasawara, a florestas decíduas temperadas em regiões de clima ameno das principais ilhas, florestas temperadas de coníferas nas porções frias das ilhas do norte.

Em sua flora, o país possui cerca de 6 000 espécies nativas de plantas, cuja variedade é devida ao calor, à abundância das precipitações, à humidade dos verões e ao relevo. Ao longo do território vê-se figuier banian, suji e hinoki, bem como plantas comuns em outras partes do mundo, como as magnólias.

Florada da Sakura no japão

Algumas ainda possuem significados simbólicos, como as flores de cerejeira, chamadas sakuras, que representam a beleza efêmera. Sakura é como os japoneses chamam o período do ano em que as flores de cerejeira desabrocham, fazendo de vários parques e festivais um dos espetáculos mais belos e coloridos do planeta. De suas plantas ainda saem os trabalhos com arranjos, pinturas, tecelagem e cerâmicas, além de remédios.

Em sua fauna é possível ver espécies não encontradas em nenhuma outra parte do globo, como certas variedades de faisões, tubarões e salamandras. Ainda assim, o território japonês possui apenas 118 espécies de mamíferos terrestres selvagens. Entre as espécies ameaçadas que habitam o território japonês estão o macaco-japonês, em estado pouco preocupante. 

Macaco Japonês
Urso japonês

O urso-negro-asiático, classificado como de fato ameaçado de extinção e o  lobo-cinzento, está quase extinto do território japonês. As regiões montanhosas do Japão, com florestas densas, albergam populações relativamente numerosas de mamíferos, dentre eles javalis, tanukis, raposas, veados, antílopes, lebres e doninhas.

Répteis presentes incluem tartarugas marinhas, cágados, serpentes aquáticas e lagartos. Há uma grande variedade de sapos, rãs e tritões, onde se destaca a Salamandra-gigante-do-japão que atinge os 4 m de comprimento, e é endêmica do arquipélago. Mais de 600 espécies de aves são residentes ou migratórias e uma diversidade de insetos típica de regiões de clima temperado úmido.

Também consideradas espécies sob ameaça, as variedades de baleia são caçadas pelos japoneses sob cotas estipuladas na moratória de 1986. Ao lado de Noruega e Islândia, o Japão é o país que mais caça estes animais devido a alta lucratividade. No país oriental, a carne da baleia é ainda uma especialidade culinária comum e sua cartilagem serve à indústria de cosméticos. 

baleia-fin
Arpão utilizado para caça a baleia

Sob a alegação de pesquisa científica, o Japão caça, anualmente, uma média de 1 000 baleias, variando em espécies. Em 2008, por exemplo, caçaram baleias-comuns e baleias-minke-antárticas, em 10 anos (2018) foram mais de 10.000 baleias caçadas pelo Japão. Em 2006, pesquisa realizada nacionalmente, constatou que 69% da população é contra este tipo de caça. Em 2010, ocorreu o encontro da Comissão Internacional da Baleia, no qual se tentou derrubar a moratória e acusando o Japão de subornar países menores que votassem a seu favor.

Japão Caça à Baleia

A caça à baleia no Japão em uma escala industrial começou por volta da década de 1890 quando o país começou a participar da indústria moderna da pesca da baleia, na época uma indústria da qual muitos países participavam. Estas atividades historicamente se estenderam para fora das águas territoriais japonesas. Durante o século XX, o Japão esteve intensamente envolvido na pesca comercial da baleia.

Uma baleia e um filhote sendo carregados para dentro de um barco-fábrica, o Nisshin Maru.

Isto continuou até que a moratória da Comissão Internacional da Pesca da Baleia entrasse em efeito em 1986. O Japão, no entanto, continuou a caçar baleias usando a previsão de pesquisa científica no acordo. A carne dessas baleias caçadas com propósitos científicos é vendida em lojas e restaurantes. 

A prática é uma fonte de conflito entre os países e organizações anticaça à baleia. Países, cientistas e organizações ambientais contrárias à caça à baleia consideram o programa de pesquisa japonesa como desnecessário e que é uma operação comercial de caça à baleia disfarçada.

Japão Meio ambiente

A história ambiental do Japão e as políticas atuais refletem um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental. Atualmente, o Japão é um dos líderes mundiais no desenvolvimento de novas tecnologias amigas do ambiente. 

Os veículos híbridos da Toyota e Honda foram nomeados para ter a maior economia de combustível e as menores emissões. Isto é devido à avançada tecnologia em sistemas híbridos, os biocombustíveis, o uso de material mais leve e melhor engenharia.

Carros Híbridos - Toyota e Honda
Protocolo de Quioto

Como signatário do Protocolo de Quioto e anfitrião da conferência de 1997 que o criou, o Japão é tratado no âmbito de obrigações de reduzir suas emissões de dióxido de carbono e tomar outras medidas relacionadas como combater as alterações climáticas. 

A campanha Cool Biz introduzida pelo antigo primeiro-ministro Junichiro Koizumi foi orientada a reduzir o consumo de energia através da redução da utilização do ar condicionado nos escritórios do governo. 

O Japão se prepara para forçar a indústria a fazer grandes cortes nos gases do efeito estufa, tomando a liderança de um país que luta para cumprir suas obrigações do Protocolo de Quioto. O país é classificado na 20º posição no mundo no Índice de Desempenho Ambiental de 2010.

Metas do Japão - Protocolo de Quioto

Em 2010, o país que contribui para o desmatamento fora de seu território, em nações de florestas tropicais, por exemplo, comprometeu-se a reduzir o desmatamento e a degradação ambiental, doando, ao lado de outros países, cerca de 3,5 bilhões de dólares. Em contrapartida, sua área florestal intacta ou replantada cobre 70% do território nacional, preservação esta comparada apenas aos países escandinavos.

Japão Demografia

Mais de 95% da população japonesa tem origem no arquipélago. Os japoneses são descendentes de povos jomon, yayoi e ainus que se estabeleceram no arquipélago nipônico durante milhares de anos. Os Jomons foram os primeiros a desenvolver civilização no arquipélago, o povo nômade Yayoi se estabeleceu na região Central do Japão, e os Ainus ao Norte do país.

o mapa das taxas de crescimento populacional por município de 2000 a 2005. As cores quentes estão aumentando, as cores frias estão diminuindo. Embora a população esteja aumentando nas grandes cidades ou perto das grandes cidades, há muitas regiões onde o número está diminuindo significativamente em Hokkaido, Kii, Shikoku, China e outras áreas montanhosas.

Dos 2.365 municípios em todo o país, o número de municípios em declínio é de 1.642 e cerca de 70% de todo o país, enquanto o número de municípios é de 723 e cerca de 30% de todo o país. População declina em 70% dos municípios em todo o país

Japão População

A população do Japão é estimada em 125,7 milhões de pessoas. Em geral, ela é bastante homogênea, sendo quase toda composta por japoneses, as minorias são os ainus, um povo indígena nativo do país, e os estrangeiros que vão ao país por turismo ou em busca de emprego. O restante da população do Japão é composta por imigrantes de origem coreana, chinesa e brasileira, entre outros.

Mapa demográfico do Japão

A expectativa média de vida no país é uma das mais elevadas do mundo, 81,25 anos, mas essa população está rapidamente envelhecendo como resultado do grande número de nascimentos posterior à Segunda Guerra Mundial seguido por uma queda na taxa de natalidade no final do século XX. Assim, em 2004, cerca de 19,5% da população tinha mais de 65 anos.

As mudanças na demografia trouxeram uma série de questões sociais, em particular um provável declínio da força de trabalho e o aumento dos custos com a seguridade social. Nota-se também que uma parcela dos jovens prefere não formar famílias quando adultos. 

Prevê-se um declínio da população japonesa para 100 milhões até 2050 e 64 milhões em 2100. Demógrafos e planejadores governamentais, no momento em 2019 e desde 2018, debatem como lidar com este problema. Esse foi o principal motivo para a proposta de alteração da lei de imigração.

Mapa demográfico do Japão 1950 até previsão para 2050

A imigração e o incentivo à natalidade são por vezes sugeridos como uma solução para proporcionar trabalhadores jovens que possam sustentar o envelhecimento da população. Mas a imigração, não é uma medida popular entre a maioria da população. Essa resistência se deve aos anos de políticas de isolamento e contra a imigração. Até o momento, em 2019, incentivar a imigração é a única solução possível para o Japão, sanar a falta de mão de obra.

Japão Urbanização

Urbanização é o crescimento das cidades, tanto em população quanto em extensão territorial. É o processo em que o espaço rural transforma-se em espaço urbano, com a consequente migração populacional do tipo campo-cidade. Osaka, alcançou desenvolvimento dinâmico através de projetos de desenvolvimento de infraestrutura urbana.

Veja os artigos detalhados de cada localidade sobre a urbanização.

Localidade

Prefeitura

População

Tóquio

Tóquio

8 949 447

Yokohama

Kanagawa

3 689 603

Osaka

Osaka

2 666 371

Nagoia

Aichi

2 263 907

Sapporo

Hokkaidō

1 914 434

Kobe

Hyōgo

1 544 873

Quioto

Quioto

1 474 473

Fukuoka

Fukuoka

1 463 826

Kawasaki

Kanagawa

1 425 678

Saitama

Saitama

1 222 910

Hiroshima

Hiroshima

1 174 209

Sendai

Miyagi

1 045 903

Kitakyushu

Fukuoka

977 288

Chiba

Chiba

962 130

Sakai

Osaka

842 134

Niigata

Niigata

812 192

Hamamatsu

Shizuoka

800 912

Kumamoto

Kumamoto

734 294

Sagamihara

Kanagawa

717 561

Shizuoka

Shizuoka

716 328

Japão Idiomas

Segundo um dicionário japonês Shinsen-kokugojiten, o idioma japonês tem palavras baseadas no chinês que compõem 49,1% do vocabulário total, as palavras indígenas são 33,8% e empréstimos outros 8,8%. Os dialetos da língua japonesa caem dentro de duas clades primárias, Oriental (incluindo Tokyo) e Ocidental (incluindo Kyoto), com os dialetos de Kyushu e Ilhas Hachijō frequentemente distinguidas como ramos adicionais, o último sendo talvez o mais divergente de todos.

Mapa dos dialetos japoneses

As línguas Ryukyuanas da Prefeitura de Okinawa e as ilhas mais ao sul da Prefeitura de Kagoshima formam um ramo separado na Família Japônica, e não são dialetos japoneses. As línguas ryukyuanas, também fazem parte da família das línguas japônicas a que pertence japonês, são faladas em Okinawa, mas poucas crianças aprendem estas línguas. A língua ainu está em extinção, com apenas alguns idosos falantes nativos remanescentes em Hokkaido. 

Mais de 99% da população fala o japonês como primeira língua. É uma língua aglutinante distinguida por um sistema de honoríficos refletindo a natureza hierárquica da sociedade japonesa, com formas verbais e vocabulários particulares que indicam o estatuto relativo do falante e do ouvinte. A maioria das escolas públicas e privadas exigem a participação dos estudantes em cursos de japonês e inglês.

O japonês faz uso de cinco sistemas de escrita diferentes: Rōmaji, hiragana, katakana, kanji e os algarismos indo-arábicos. Os sistema de escrita utilizados são o kanji (caracteres chineses) e dois conjuntos de kana (silabários com base em caracteres chineses simplificados), bem como o alfabeto latino e os numerais arábicos. O conhecimento do kanji e de kana são fundamentais para o aprendizado. É essencial saber hiragana e katakana, mas sem conhecer os kanjis é pouco possível avançar nos estudos. Os kanjis são diferencial do idioma.

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Os ideogramas, conhecidos como kanjis, que formam a palavra nihongo, Língua Japonesa.

Japão Imigração e emigração

Mapa do Japão

Em 2004 o Ministério da Justiça do Japão estimou o número de estrangeiros legais em quase dois milhões sendo estes principalmente coreanos, chineses, taiwaneses, brasileiros e filipinos. As outras minorias são, peruanos, norte-americanos, ingleses, tailandeses, australianos, canadenses, indianos, iranianos, russos, entre outros. 

A maioria dos brasileiros residentes no Japão são nikkei (descendentes de japoneses ou cônjuges de nipo-brasileiros) que vivem e trabalham legalmente e são conhecidos pelos japoneses como dekasseguis. Dekassegui, é um termo japonês, utilizado para se referir as pessoas que deixam o seu local de origem, cidade natal, para trabalhar em outro local.

O Brasil passou a receber imigrantes japoneses em 1908. A maior parte dos imigrantes chegou na década de 1930 e se fixou sobretudo em São Paulo. Hoje, a população nipo-brasileira é de quase 1,5 milhão de pessoas, conforme o último censo do governo, mas estudos estimam que o número ultrapassa  2 milhões. É a maior colônia de descendentes de japoneses do mundo. 

Dekasseguis, japoneses e descendentes que viajaram para outros países em busca de trabalho e fortuna. Com a mesma intenção de realização e sucesso nessa busca, nossos avós vieram ao Brasil e poucos com sucesso retornaram ao Japão. Agora, seus filhos e descendentes vão ao Japão com as mesmas intenções e se deparam com a mesma realidade, mas no sentido inverso.

Japão Imigração Brasileira

A imigração brasileira no Japão, ou emigração brasileira para o Japão, é o movimento populacional de brasileiros para o Japão. Há uma quantidade significativa de brasileiros no Japão, que são principalmente descendentes dos imigrantes japoneses que vieram do Brasil buscando trabalho no Japão, os dekasseguis brasileiros, revertendo o fluxo do passado.

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Mapa Mundi - Brasil e Japão

Os dekasseguis brasileiros constituem o terceiro maior contingente de estrangeiros residente no Japão. A comunidade brasileira no Japão constitui, segundo dados do Itamaraty, a quarta maior comunidade de brasileiros vivendo fora do Brasil. As crises econômicas brasileiras das décadas de 1980 e 1990 incentivaram muitos brasileiros a trabalhar no Japão onde os salários são melhores. Junto com eles, foram suas famílias, uma parte sem ascendência japonesa.

Em 2005, o Ministério da Justiça estimou que 302.000 brasileiros viviam no Japão. Em 2012, o número de brasileiros vivendo no Japão era de 215.000. O número de brasileiros residentes no Japão teria tido essa redução em 7 anos, Devido à crise econômica de 2008-2009, que havia tornado os empregos escassos, forçando muitos brasileiros a retornar ao Brasil. 

De 2014 a 2016, houve um novo fluxo de dekasseguis, parte deste fluxo de pessoas se deve à lei de controle de imigração do Japão que permite a entrada de famílias de descendentes de imigrantes japoneses até a terceira geração (sansei). A partir de 2018, abriram a possibilidade de residência no Japão aos descendentes de quarta geração (yonsei).

Segundo dados da Bloomberg de julho de 2017, a população de origem brasileira no Japão estava em 180.923 pessoas. Um brasilo-japonês (em língua japonesa: ブラジル系日本人 burajiru kei nihonjin) é um cidadão japonês com ascendência brasileira ou ainda uma pessoa que nasceu no Brasil e que, posteriormente, adotou a cidadania japonesa.

As cidades e províncias com mais brasileiros

Aichi

Considerada uma das grandes responsáveis pelo faturamento da economia japonesa, Aichi abriga grandes indústrias automobilísticas, como a Toyota, considerada a maior do mundo. Outras montadoras também têm polos produtivos por lá, como Mitsubishi, Daimler Chrysler e Volkswagen.

Aichi - Japão - foto Japan Travel

Capital – Nagoya
Localização
Região de Chubu, na Ilha de Honshu
Área – 5.115 km²
Habitantes – 7.404.150
Brasileiros – 54.458

Japão Curiosidades

Existem quase 30 mil santuários da raposa espalhados pelo país. O animal simboliza a divindade xintoísta Inari, deus da prosperidade e boa colheita.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Festival de Nagoya, que homenageia 3 xoguns de extrema importância para o país: Nobunaga Oda, Hideyoshi Toyotomi e Ieyasu Tokugawa.

Shizuoka

Na cidade, é possível ver o Monte Fuji, um dos maiores símbolo do Japão. Com 3.775 metros de altura, é o ponto mais alto do país. Além de fábricas de autopeças, Shizuoka também é a maior produtora de chá-verde do Japão, responsável por 40% do total colhido.

Shizuoka - Japão - foto Japan Travel

Capital – Shizuoka
Localização
Região Chubu, na Ilha de Honshu
Área – 7.779.46 km²
Habitantes – 3.792.377
Brasileiros – 33.547

Japão Curiosidades

Realiza anualmente, em maio, o Hamamatsu Matsuri, em que associações locais colocam no ar pipas de 3 a 7 metros quadrados. Mais de 150 equipes participam da competição.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Vá para Atami, que significa mar quente. É uma das cidades turísticas mais visitadas de Shizuoka.

Mie

Na província, há inúmeras cachoeiras e um rico cenário paisagístico. É onde fica o maior complexo xintoísta do Japão, Ise Jingu, formado por 125 templos, alguns com mais de 2 mil anos.

Mie - Japão - foto Japan Travel

Capital – Tsu
Localização
Região de Kansai, na Ilha de Honshu
Área – 5.776.44 km²
Habitantes – 1.869.307
Brasileiros – 14.986

Japão Curiosidades

Iga Ueno, é uma cidade conhecida como a terra dos ninjas, pois a lendária organização secreta nasceu no local, por volta do século 14.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Visite Ojima, conhecida como a Ilha das pérolas Mikomoto, onde moradores se dedicam à arte secular de produzir e extrair o material.

Gifu

Oferece diversidade natural e cultural, como montanhas, resorts, onsens, arte em cerâmica, produção de saquê e arquitetura do período Edo.

Gifu - Japão - foto Japan Travel

Capital – Gifu
Localização
Região de Chubu, na Ilha de Honshu
Área – 10.621 km²
Habitantes – 2.098.131
Brasileiros – 13.327

Japão Curiosidades

No templo Shoho-ji, está uma das 3 maiores estátuas de Buda do país, que mede 13,7 metros de altura.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Conhecer Takayama, cidade apelidada de pequena Kyoto, por causa das lojas antigas, ateliês de arte tradicional japonesa e restaurantes.

Gunma

O maior encanto de Gunma, é a natureza. Por isso, o símbolo da província é o monte Akagi, a maior montanha da região, com 1.828 metros. O espetáculo fica pelos 500 mil pés de azaleia que cobrem o monte e ficam floridos em junho.

Gunma - Japão - foto Japan Travel

Capital – Maebashi
Localização
Região de Kanto, na Ilha de Honshu
Área – 6.363 km²
Habitantes – 2.032.709
Brasileiros – 12.909

Japão Curiosidades

A Orquestra Sinfônica de Gunma, criada em 1945, é a segunda mais antiga do Japão.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Tomar banho em um dos 195 onsen (banho público), considerados como os melhores no ranking de qualidade do país.

Kanagawa

É uma das áreas mais high tech do Japão. A região conhecida como Minato Mirai concentra os prédios de arquitetura arrojada. O Landmark Tower, é o mais alto do arquipélago, com 296 metros de altura. Lá, também está localizado o principal porto japonês, que serve de entrada e saída para embarcações internacionais.

Kanagawa - Japão - foto Japan Travel

Capital – Yokohama
Localização
Região de Kanto, na Ilha de Honshu
Área – 2.415.42 km²
Habitantes – 8.946.742
Brasileiros – 10.060

Japão Curiosidades

Foi em Yokohama, que o Brasil conquistou o quinto título da Copa do Mundo, em 30 de junho de 2002, após vencer a Alemanha.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Visitar a estátua gigante de Buda, no templo de Kôtoku-in, em Kamakura.

Saitama

Ganhou o apelido de Província do Esplendor. Devido às montanhas que ocupam um terço da província e têm diversos tipos de vegetação, que mudam de cor conforme a estação do ano.

Shiga - Japão - foto Japan Travel

Capital – Saitama
Localização
Região de Kanto, na Ilha Honshu
Área – 3.797 km²
Habitantes – 7.058.737
Brasileiros – 9.123

Japão Curiosidades

Abriga o museu John Lennon, no 4º e 5º andares do estádio Super Arena de Saitama.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Festival Chichibu Yomatsuri, que ocorre em dezembro. Carros alegóricos percorrem as ruas de Chichibu, ao som de melodias de flautas e tambores para celebrar a lenda de um amor proibido.

Shiga

Possui o maior lago do Japão, que ocupa um sexto do espaço total de Shiga, com uma circunferência de mais de 235 quilômetros e que passa por mais de 10 cidades.

Santuário de Hakusu FOTO Takayoshi Satou

Capital – Otsu
Localização
Região de Kansai, na Ilha de Honshu
Área – 4.017.36 km²
Habitantes – 1.337.770
Brasileiros – 8.710

Japão Curiosidades

Só na cidade de Otsu, é possível encontrar o estilo de pintura Otsu-e. A característica ímpar é reconhecida pelas 7 cores encorpadas que tingem os tecidos do algodão: amarelo, branco, laranja, marrom, preto, verde e vermelho.

Japão O que fazer

Programa imperdível – Visite um dos maiores aquários de água-doce do Japão, no Museu Biwako, um complexo que reúne ciência e entretenimento localizado em Kusatsu.

Nagano

A principal ilha local tem um relevo montanhoso. Por isso, ficou famosa pelos Alpes com mais de 3 mil metros de altura, que ficam cobertos de neve no inverno.

Nagano - Japão - foto Japan Travel

Capital – Nagano
Localização
Região de Chubu, na Ilha de Honshu
Área – 13.585.22 km²
Habitantes – 2.215.973
Brasileiros – 7.504

Japão Curiosidades

O templo Zenkoji, considerado um tesouro nacional, guarda a mais antiga imagem budista existente no país.

Japão O que fazer

Programa imperdível – No verão, visite os planaltos da província, como os de Lizuma ou Kiragami, seja para fazer uma caminhada entre belíssimas paisagens ou apenas apreciar a natureza.

Ibaraki

Frequentemente, Ibaraki, é citada nas listas de paisagens paradisíacas do governo japonês. Duas praias aparecem entre as 100 mais belas do Japão: Orai Sun Beach, em Oarai-machie e Mizuki, em Hitachi. Na província, há ainda a Competição Nacional de Fogos de Artifício de Tsuchiura.

Ibaraki - Japão - foto Japan Travel

Capital – Mito
Localização
Região de Kanto, na Ilha de Honshu
Área – 6.093 km²
Habitantes – 2.964.380
Brasileiros – 7.427

Japão Curiosidades

A rosa é o símbolo da Província de Ibaraki (bara significa rosa).

Japão O que fazer

Programa imperdível – Conhecer a queda de Fukuroda, que é uma das 3 mais famosas cachoeiras do Japão, com 120 metros de altura e 73 metros de extensão.

Japão Dekassegui

A turbulência financeira mundial, ocorrida em setembro de 2008, e a tragédia do Tsunami ocorrida em 2011 provocaram um efeito impactante sobre o fenômeno dekassegui. Como resultado, os consulados japoneses no Brasil passaram a aplicar com mais severidade as regras para concessão do visto com finalidade de trabalho. Por exemplo, o número de emissão caiu cerca de 75 % em 2011, se comparado a 2008.

Imigração Brasileira para o Japão

Dekassegui enviam para o Brasil 2,5 bilhões de dólares

No ano de 2002, os brasileiros residentes no Japão mandaram para o Brasil mais de 2,5 bilhões de dólares. O Ministério da Justiça estimou em 2005 que os dekasseguis brasileiros enviem anualmente para o Brasil entre 1,5 e 2 bilhões de dólares. Estes valores chegam a superar os valores de divisas obtidas pelo Brasil com a exportação de café.

Japão Brasileiros que enfrentam dificuldades na Imigração

Existe hoje em dia, uma grande variedade de empresas direcionadas aos brasileiros residentes no Japão. Dentre elas, redes de TV brasileira, portais web em português, agências de publicidade, escolas, supermercados, restaurantes, bares, lojas de roupas e lojas de carros brasileiros.

Muitos nipo-brasileiros são, culturalmente, totalmente brasileiros e não falam a língua japonesa. Há um forte sentimento de “identidade brasileira” na comunidade, que se organiza para celebrar sua herança cultural brasileira, promovendo festas de carnavais ao som de samba, pagode, música sertaneja e música norte-americana, consumindo comida típica do Brasil, fazendo churrascos, entre outras atividades comuns aos brasileiros.

Essas atitudes comuns aos brasileiros, no Japão, dão a impressão que o imigrante brasileiro muitas vezes se recusa a se relacionar com os japoneses. Nós, brasileiros que moramos no Japão, sabemos que essa é uma autodefesa por falta de domínio da língua e falta de conhecimento da cultura japonesa.

Como há uma estrutura toda voltada para os brasileiros, estes muitas vezes acabam por viver somente dentro da comunidade brasileira. O que resulta num maior afastamento e dificulta mais o relacionamento com os japoneses. A dificuldade de comunicação gera dificuldades de entendimento e aumenta a falta de identificação entre as duas culturas.

A falta de conhecimento gera a frustração e a sensação de falta de integração. Estudos realizados por especialistas e cientistas políticos japoneses, concluíram que a falta de conhecimento do idioma e da cultura estão entre os principais  problemas enfrentados pelos brasileiros.

Os brasileiros possuem uma cultura mais baseada na individualidade. Isso pode gerar algum desconforto nas relações entre japoneses e brasileiros. Pois os japoneses costumam trabalhar em equipe e pensam no coletivo. E a individualidade gera dificuldades no trabalho e na escola.

E por falar em escola, há um bom número de escolas brasileiras, mas grande parte das crianças frequenta as escolas japonesas, onde, por não dominarem inicialmente a língua, acabam por se isolar e sofrer, às vezes, algum tipo de discriminação, podendo, em situações mais graves, evoluir para o bullying. 

A televisão brasileira, que a maioria possui, também acaba sendo um fator que não contribui para a assimilação da cultura e da língua japonesa. Em restaurantes de comida tradicional japonesa, por exemplo, é difícil encontrar brasileiros.

Washoku - Alimentação Japonesa

A alimentação é também uma abordagem para conhecer e entender a cultura e história de um povo. Basicamente todos os aspectos da comida são culturais. Desde a escolha dos ingredientes até a forma como sentamos à mesa. Esse é um conceito utilizado em todo o mundo, o que comemos, como nos alimentamos e como nos comportamos à mesa. Diz muito sobre quem somos e como nos relacionamos com os outros. O aprendizado sobre os alimentos e com se comportar na mesa remetem a primeira infância.

Se muitos desconhecem o conceito da alimentação japonesa o “Washoku” e a importância que os japoneses dão a alimentação. O que dizer do fato que muitos trabalhadores estrangeiros vão morar e trabalhar num país sem conhecer as várias legislações que dizem respeito à regulação da vida no Japão. Isso muitas vezes faz com que os brasileiros desconheçam certos direitos e obrigações para com o Estado. 

Nós conhecemos e convivemos com muitos brasileiros que foram morar e trabalhar no Japão. Além desse que já estão no Japão, temos contato com centenas de brasileiros que estão se preparando para ir morar e trabalhar no Japão.

Mas também acompanhamos muitos que voltaram para o Brasil, porque os seus filhos não se adaptaram. E outros voltaram para o Brasil frustrados com a experiência, porque eles próprios ou seus cônjuges não se adaptaram.

Descobrimos porque isso aconteceu…

Conversando com essas pessoas percebemos que há falta de orientação nessas áreas. Identificamos que o imigrante de várias preocupações e muitas exigências para tirar o visto. Que muitas vezes pela falta de orientação nessas áreas falta o imigrante não consegue se preparar para essas questões antes de ir morar e trabalhar no Japão. E acaba encontrando dificuldades para ter acesso a essas informações quando está no Japão.

Por esse motivo entrevistamos mais de 1.500 pessoas para identificar quais as áreas com maior carência de informação. Entre as pessoas entrevistadas foram selecionados, nipo-brasileiros, brasileiros, agentes de imigração, assistentes sociais, psicólogos e terapeutas no Japão e no Brasil. Com base nos resultados das entrevistas, elaboramos as questões para solicitar o esclarecimento junto aos órgãos competentes no Japão. 

Desta forma, desenvolvemos o material que vamos apresentar para você que esta pensando ou se planejando para ir morar no Japão. Esse material também é de grande auxílio para as pessoas que já moram e trabalham no Japão. Por ser um compêndio da lei de migração do Japão e das informações mais atualizadas sobre as últimas alterações na política de aceitação de trabalhadores estrangeiros no Japão. Além de reunir conceitos, conhecimento, doutrinas e informações sobre como morar e trabalhar no Japão a partir de 2019.

Japão e O futuro da Imigração Brasileira

O futuro da imigração brasileira, não é daqui alguns anos, ele já chegou faz algum anos, já estamos vivendo o futuro no Japão. Muitas pessoas que estão mais informadas já vem aproveitando essa oportunidade. Tem nipo-brasileiros que estão fincando suas raízes no Japão. O número de brasileiros comprando a casa própria no Japão é expressivo. 

São esses brasileiros que já têm estabilidade no emprego, estrutura familiar e identificação com o Japão, pretendem se integrar e morar definitivamente no Japão. Foram essas pessoas que entrevistamos para descobrir os segredos de “Como Morar e Trabalhar no Japão” e ter sucesso.

Japão Fé e Religião

As maiores estimativas para o número de budistas e xintoístas no Japão são de 84-96% da população, representando um grande número de crentes em um sincretismo dessas duas religiões. No entanto, essas estimativas baseiam-se em pessoas com uma associação com um templo, ao invés do número de pessoas que realmente seguem a religião. 

A história do budismo no Japão pode ser dividida em três períodos: o Período Nara (até o ano 784), o Período Heian (794–1185) e o Período Pós-Heian (de 1185 em diante). Nos tempos modernos, as principais manifestações do budismo no Japão são as escolas da Terra Pura, Nichiren, Xingom e Zen. No século XXI, o Japão tem visto um declínio acentuado.

O xintoísmo está profundamente enraizado no povo japonês e em suas atividades culturais, não tem um fundador nem honra um único Deus. Também não tem um livro sagrado como a Bíblia ou lugar sagrado para rezar. O kami pode ser definido como um poder divino que pode ser encontrado na natureza e em todas as coisas. 

O taoísmo, o confucionismo e o budismo da China também têm influenciado as crenças e os costumes japoneses. A religião no Japão tende a ser sincrética por natureza e isso resulta em uma variedade de práticas, tais como pais e filhos celebrando rituais xintoístas, os estudantes rezando antes dos exames, alguns casais celebrando um casamento em uma igreja cristã e funerais sendo realizados em templos budistas. Uma minoria (2.595.397 de pessoas ou 2,04% da população) professam o cristianismo.

Japão Política

Akihito - Imperador do Japão

Akihito, o Imperador do Japão.

O Japão é uma monarquia constitucional onde o poder do imperador é muito limitado. A Constituição o define como “símbolo do Estado e da unidade do povo” e ele não possui poderes relacionados ao governo. O poder, concedido por soberania popular, está concentrado principalmente na figura do primeiro-ministro do Japão e de outros membros eleitos da Dieta. O imperador age como chefe de Estado em ocasiões diplomáticas, sendo Akihito o presente imperador do Japão e Naruhito, o próximo na linha sucessória do trono. O Príncipe Hiro, é o filho homem primogênito do Imperador Akihito e da Imperatriz Michiko.

Shinzō Abe - Primeiro-ministro do Japão

Akihito o Imperador do Japão

O primeiro-ministro do Japão é o chefe de governo. O candidato é escolhido pela Dieta de entre um de seus membros e endossado pelo imperador. O primeiro-ministro é o chefe do Gabinete, órgão executivo que nomeia e demite ministros de Estado do qual a maioria deve ser membro da Dieta. O primeiro-ministro do Japão é, no momento, Shinzō Abe. O órgão legislativo do Japão é a Dieta Nacional, um parlamento bicameral. A Dieta é formado pela Câmara dos Representantes, com 480 representantes eleitos por voto popular  e pela Câmara dos Conselheiros de 242 membros.

O Japão tem um sistema político democrático e pluripartidário com seis grandes partidos políticos. O liberal conservador Partido Liberal Democrata (PLD) está no poder desde 1955, a não ser por um curto período de coalizão da oposição em 1993. O maior partido de oposição é o liberal social Partido Democrático do Japão.

Historicamente influenciado pelo sistema chinês, o sistema legal do Japão desenvolveu-se independentemente durante o período Edo. Entretanto, desde o final do século XIX, o sistema legal japonês tem se baseado em grande parte nos direitos civis da Europa, principalmente da França e Alemanha. 

Em 1896, por exemplo, o governo japonês estabeleceu um código civil baseado no modelo alemão. Com modificações do pós-Guerra, o código permanece vigente no Japão. A lei estatutária origina-se na Dieta com a aprovação do imperador. 

A Constituição requer que o imperador promulgue as leis aprovadas pela Dieta, sem, no entanto, conferir-lhe o poder de opôr-se a aprovação de uma lei. O sistema de tribunais do Japão é dividido em quatro esferas básicas: a Suprema Corte e três níveis de cortes inferiores. O corpo principal da lei estatutária japonesa é chamado de Seis Códigos.

Japão Relações internacionais

O Japão se destaca na política internacional por ser membro do G8, da APEC, da ASEAN+3 e participante da Cúpula do Leste da Ásia. O país é também o segundo maior doador para Assistência Oficial para o Desenvolvimento, com 0,19% do seu PNB em 2004.

Missões diplomáticas do Japão. incluindo embaixadas (vermelho), consulados (azul) e representações oficiais (rosa).

Desde a sua rendição e o Tratado de São Francisco, após a Segunda Guerra Mundial, a política diplomática japonesa tem sido baseada na estreita parceria com os Estados Unidos e na ênfase na cooperação internacional como as Nações Unidas, organização internacional da qual o país é membro desde 1956. 

Durante a Guerra Fria, o Japão tomou parte no confronto entre o mundo ocidental e a União Soviética na Ásia Oriental. Com o rápido desenvolvimento econômico japonês nas décadas de 1960 e 1970, o país recuperou sua influência internacional e passou a ser considerado uma das grandes potências do mundo. 

No entanto, o Japão ainda mantém relações tensas com três países em particular: a China (apesar de ser o maior parceiro comercial do país), a Coreia do Sul e a Coreia do Norte. Durante a Guerra Fria, a política externa japonesa não era auto-afirmativa, sendo relativamente focada em seu crescimento econômico. 

No entanto, o fim da Guerra Fria e as amargas lições da Guerra do Golfo mudaram lentamente a política do país. O governo japonês decidiu participar de operações de manutenção da paz das Nações Unidas e enviou tropas para Camboja, Moçambique, Colinas de Golã e Timor-Leste nas décadas de 1990 e 2000.

Além de seus vizinhos imediatos, o Japão tem prosseguido com uma política externa mais ativa nos últimos anos, reconhecendo a responsabilidade que acompanha a sua força econômica. 

Dieta Nacional do Japão

O ex-primeiro-ministro Yasuo Fukuda destacou a mudança de direção da política externa japonesa em um discurso para a Dieta Nacional: “O Japão aspira tornar-se um centro de desenvolvimento de recursos humanos, bem como de pesquisa e contribuição intelectual para promover a cooperação no campo da construção da paz.”

Japão Forças armadas

O maior parceiro militar do Japão são os Estados Unidos, tendo como fundamento de sua política externa a aliança defensiva Japão-Estados Unidos. 

Como membro das Nações Unidas desde 1956, o Japão serviu como membro temporário do Conselho de Segurança por um total de 18 anos, mais recentemente entre 2005 e 2006. Ele é também membro das nações G4 buscando um assento permanente no Conselho de Segurança. O Japão também contribuiu com contingentes não-combatentes para a Invasão do Iraque, mas posteriormente retirou suas tropas deste país.

Conselho de Segurança das Nações Unidas

As despesas militares do Japão são a sexta maior do mundo, com 59.3 bilhões de dólares orçados em 2012, o que representa apenas 1% do PIB nacional por ano. O Japão tem disputas territoriais com Rússia, China, Taiwan e Coreia do Sul. A maior parte dessas disputas envolve a presença de recursos naturais como o petróleo e fatores históricos.

O Japão reivindica a soberania sobre as ilhas Etorofu, Kunashiri e Shikotan, conhecidas no país como “Territórios do Norte” e na Rússia como “Ilhas Curilas do Sul” ocupadas pela União Soviética em 1945 e administradas atualmente pela Rússia. Disputa os Rochedos de Liancourt, com a Coreia do Sul, ocupadas por esta desde 1954, e as ilhas inabitadas de Senkaku-shoto com China e Taiwan.

O Japão também enfrenta graves problemas com a Coreia do Norte acerca de seu programa de armamento nuclear, sequestro de cidadãos japoneses e de testes de mísseis. O fortalecimento militar da China é também um motivo de preocupação. Contudo, as Forças de Auto-Defesa do Japão se concentra em tecnologia de ponta, robótica e armas modernas.

As forças armadas do Japão são controladas pelo Ministério da Defesa e consistem basicamente das Forças de Autodefesa Terrestre, Marítima e Aérea. As forças armadas foram usadas recentemente em missões de paz e o envio de tropas não-combatentes para o Iraque marcou o primeiro uso delas desde a Segunda Guerra Mundial.

A militarização do Japão era restringida pelo Artigo 9 de sua Constituição pós-guerra até julho de 2014, o qual renuncia ao direito de declarar guerra ou ao uso de força militar como meios para a resolução de disputas internacionais, ainda que o governo esteja tentando fazer uma emenda à Constituição através de um referendo.

Japão Divisões Administrativas

Tradicionalmente o Japão é dividido em oito regiões, administrativamente o país é formado por 47 prefeituras, cada uma com um governador, um legislativo e uma burocracia administrativa. A antiga cidade de Tóquio foi dividida em 23 bairros especiais, cada um com os mesmos poderes de uma cidade. 

No momento o país passa por uma reestruturação administrativa que unirá entre si a maioria das cidades e povoados. Este processo reduzirá o número de regiões administrativas e de subprefeituras e espera-se que corte gastos.

O Japão tem mais de dez grandes cidades que cumprem um papel importante em sua cultura, patrimônio e economia. As dez mais populosas são também capitais de províncias e foram transformadas em cidades por mandato governamental devido à sua importância.

Japão Economia

Considerando o seu produto interno bruto (PIB) nominal de 5,8 trilhões de dólares, em 2008 o Japão era a terceira economia mundial. E a quarta em relação à paridade do poder de compra, estando em 4,39 trilhões de dólares.

Ocorre basicamente em decorrência da cooperação entre o governo e a indústria. Aliados a uma profunda ética do trabalho, investimentos em alta tecnologia, redução de desperdício e reciclagem de materiais. Além de um orçamento relativamente baixo para a defesa. 

As principais atividades industriais do Japão são a engenharia automóvel, a eletrônica, a informática, a siderurgia, a metalurgia, a construção naval, a biologia e a química.

As exportações japonesas incluem equipamento de transporte, veículos motorizados, produtos eletroeletrônicos, maquinário industrial e produtos químicos entre outros. Os principais compradores do Japão são a China, os Estados Unidos, a Coreia do Sul, Taiwan e Hong Kong (em 2005). 

O Japão possui reduzidos recursos naturais para sustentar o crescimento econômico e por isso depende de outros países em relação a matérias-primas. Os países que mais vendem para o Japão são a China, os Estados Unidos, o Brasil, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, a Austrália, a Coreia do Sul e a Indonésia. 

As principais importações do país são máquinas e equipamentos, combustíveis fósseis, produtos alimentícios (carne em particular), químicos, têxteis e matéria-prima para suas indústrias. O principal parceiro comercial do Japão é a China.

O maior banco do mundo está no Japão, o Mitsubishi UFJ Financial Group, com aproximadamente 1,7 trilhões de dólares em fundosassim como o maior sistema de caderneta de poupança postal do mundo e o maior titular de poupança mundial, o Serviço Postal Japonês, detentor de títulos privados da ordem de 3,3 trilhões de dólares. 

Também fica no país a segunda maior bolsa de valores do mundo, a Bolsa de Valores de Tóquio, com uma capitalização de mercado de mais de 549,7 trilhões de yens em Dezembro de 2006. Também é lar de algumas das maiores empresas de serviços financeiros, grupos empresariais e bancos. or exemplo, vários keiretsus (grupos empresariais) e multinacionais como a Sony, a Sumitomo, a Mitsubishi e a Toyota têm bancos, grupos de investimento e de serviços financeiros.

As principais atividades econômicas do Japão circulam entre as ilhas de Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu. O Japão é cortado por uma eficiente malha rodoviária e ferroviária que liga o país de norte a sul. Em 2004, havia 1.177.278 km de rodovias pavimentadas, 173 aeroportos e 23.577 km de ferrovias. 

O transporte aéreo é em grande parte operado pela All Nippon Airways (ANA) e pela Japan Airlines (JAL). Já as ferrovias são operadas pela Japan Railways entre outras. Os aeroportos mais movimentados ficam nas regiões mais populosas do país, Kanto e Kinki. O Aeroporto Internacional de Narita, por exemplo, é o mais movimentado do país e o oitavo mais movimentado do mundo. Há muitos voos internacionais de várias cidades e países do Japão e para o país. 

O transporte portuário, apesar de fundamental para um país insular, encontra-se em baixa, desde um pico na década de 1980. Maiores portos:: Chiba, Kawasaki, Kobe, Mizushima, Moji, Nagoya, Osaka, Tokyo, Tomakomai, Yokohama. Quantidade de container por porto: Kobe (2,725,304), Nagoya (2,471,821), Osaka (2,172,797), Tokyo (4,416,119), Yokohama (2,992,517)

LNG terminal(s) (import): Chita, Fukwoke, Futtsu, Hachinone, Hakodate, Hatsukaichi, Higashi Ohgishima, Higashi Niigata, Himeiji, Joetsu, Kagoshima, Kawagoe, Kita Kyushu, Mizushima, Nagasaki, Naoetsu, Negishi, Ohgishima, Oita, Sakai, Sakaide, Senboku, Shimizu, Shin Minato, Sodegaura, Tobata, Yanai, Yokkaichi; Okinawa – Nakagusuku

Uma vez que apenas 15% das terras japonesas são apropriadas para o cultivo, o sistema de terraceamento é usado em pequenas áreas. Isto resulta em um dos mais elevados níveis de produtividade por unidade no mundo. O pequeno setor agrário do Japão, contudo, é muito subsidiado e protegido. O Japão precisa importar cerca de 50% dos grãos consumidos excetuando o arroz, e depende de importações para seu suprimento de carne. O país depende de países estrangeiros em 80% para o seu suprimento de petróleo e alimentos como a carne bovina.

O Japão é o segundo maior produtor de pescado do mundo por tonelada depois da China e tem uma das maiores frotas de pesqueiros do mundo que responde por quase 15% da pesca mundial. Por ser um país insular, localizado no Oceano Pacífico, a leste do Mar do Japão, da República Popular da China, da Coreia do Norte, da Coreia do Sul e da Rússia, se estendendo do Mar de Okhotsk, no norte, ao Mar da China Oriental e Taiwan, ao sul.

É líder nos campos da pesquisa científica, tecnológica, maquinária e médica. Algumas das mais importantes contribuições tecnológicas do Japão são encontrados nos campos da eletrônica, maquinaria, robótica industrial, óptica, química, semicondutores e metalurgia. O Japão é líder no mundo dos robôs industriais, sendo que mais da metade dos robôs existentes no mundo, são usados nas suas indústrias.

As grandes empresas japonesas são organizadas de dois modos principais:

  • As keiretsus (ou redes verticais) são um conjunto de empresas que vivem em função de uma grande empresa especializada. As pequenas empresas são fornecedoras e prestadoras de serviços da empresa central. As maiores keiretsus giram em torno da Toyota, Toshiba, Nissan, Hitachi e Matsushita. 
  • Redes horizontais ou kigyo shudan são baseadas na conexão entre grandes empresas. São consideradas herdeiras da zaibatsu. Atualmente as principais redes horizontais são: Mitsui, Mitsubishi e Sumitomo.

Em japonês, a palavra keiretsu significa “grupo”. Nos negócios, a palavra é freqüentemente usada como sinônimo de parceria, aliança ou empresa estendida. A formação de um keiretsu permite que um fabricante estabeleça parcerias estáveis e de longo prazo, o que, por sua vez, as ajuda a permanecer enxutas e a focar nos principais requisitos de negócios.

A Keiretsu que é uma rede de negócios composta por fabricantes, parceiros da cadeia de fornecimento, distribuidores e financiadores que permanecem financeiramente independentes, mas trabalham em conjunto para garantir o sucesso uns dos outros.

Japão Moeda

O iene (ou yen; em japonês 円 en, símbolo: ¥; código: JPY; também abreviado como JP¥) é a moeda oficial do Japão. É a terceira moeda mais negociada no mercado de câmbio depois do dólar dos Estados Unidos e do euro. É também amplamente usado como moeda de reserva, depois do dólar americano, o euro e a libra esterlina.

O iene (ou yen; em japonês 円 en, símbolo: ¥; código: JPY; também abreviado como JP¥) é a moeda oficial do Japão. É a terceira moeda mais negociada no mercado de câmbio depois do dólar dos Estados Unidos e do euro. É também amplamente usado como moeda de reserva, depois do dólar americano, o euro e a libra esterlina.

O conceito do iene era um componente do programa de modernização da economia japonesa empreendido pelo governo Meiji, que postulava a busca de uma moeda uniforme em todo o país, modelada segundo o sistema europeu de moedas decimais. Antes da Restauração Meiji, os antigos han (feudos) do Japão emitiam seu próprio dinheiro, hansatsu, em uma série de denominações incompatíveis.

A Lei da Nova Moeda de 1871 eliminou estas e estabeleceu o iene, que foi definido como 1,5 gramas de ouro, ou 24,26 gramas de prata, como a nova moeda decimal. Os antigos feudos se tornaram prefeituras e as antigas casas da moeda, que inicialmente mantinham o direito de imprimir dinheiro, passaram a ser tornar bancos. O Banco do Japão foi fundado em 1882 e recebeu o monopólio do controle da oferta monetária.

Após a Segunda Guerra Mundial, o iene perdeu muito de seu valor que possuía antes da guerra. Para estabilizar a economia japonesa, a taxa de câmbio do iene foi fixada em ¥ 360 por $1 como parte do sistema de Bretton Woods. Quando esse sistema foi abandonado em 1971, o iene se desvalorizou e foi autorizado a flutuar. O iene tinha apreciado um pico de 271 ienes por 1 dólar em 1973, depois passou por períodos de depreciação e valorização devido à crise do petróleo de 1973, chegando a um valor de ¥ 227 por US$ 1 em 1980.

Desde 1973, o governo japonês tem mantido uma política de intervenção cambial, e o iene está, portanto, sob um regime de flutuação gerenciada. Esta intervenção continua até os dias de hoje. O governo japonês se concentra em um mercado de exportação competitivo e tenta garantir um valor baixo em ienes por meio de um superávit comercial. O Acordo de Plaza de 1985 alterou temporariamente essa situação de sua média de 239 ienes por US$ 1 em 1985 para 128 ienes em 1988 e levou a um valor de pico de 80 ienes contra o dólar em 1995, efetivamente aumentando o valor do PIB do Japão para quase a dos Estados Unidos. Desde então, no entanto, o iene diminuiu muito em valor. O Banco do Japão mantém uma política de zero a taxas de juros próximas de zero e o governo japonês já teve uma política anti-inflacionária rígida.

Japão Turismo

Em 2008, o Japão atraiu 8,3 milhões de visitantes estrangeiros, pouco mais que a Singapura e Irlanda. O Japão tem catorze patrimônios mundiais da UNESCO, incluindo o Castelo de Himeji e os Monumentos Históricos da Antiga Quioto (cidades de Quioto, Uji e Otsu). Quioto recebe mais de 30 milhões de turistas anualmente.

Em 2008, o Japão atraiu 8,3 milhões de visitantes estrangeiros, pouco mais que a Singapura e Irlanda. O Japão tem catorze patrimônios mundiais da UNESCO, incluindo o Castelo de Himeji e os Monumentos Históricos da Antiga Quioto (cidades de Quioto, Uji e Otsu). Quioto recebe mais de 30 milhões de turistas anualmente.

A extensa rede ferroviária, juntamente com os voos domésticos, permitem viagens eficientes e rápidas. Os estrangeiros que visitam as cidades de Tóquio e Nara, o Monte Fuji, utilizam o shinkansen e tiram proveito da rede de hotéis do país.

O turismo doméstico continua a ser uma parte vital da economia e da sociedade japonesa. Crianças em idade escolar em muitas escolas secundárias realizam visitas à Tokyo Disneyland ou à Torre de Tóquio. No turismo receptivo, o Japão ficou em 28ª posição no mundo em 2007.

Veja as cidades e províncias com mais brasileiros no Japão…

Japão Ciência e tecnologia

O Japão é uma das nações líderes nos campos da pesquisa científica, especialmente de tecnologia, maquinário e pesquisa biomédica. Cerca de 700.000 pesquisadores dividem um orçamento de 130 bilhões de dólares para pesquisa e desenvolvimento, o terceiro maior do mundo. O Japão é líder mundial no domínio da pesquisa científica fundamental, tendo produzido treze prêmios Nobel, quer em física, química ou medicina, três Medalha Fields e um Prêmio Gauss.

Robô Honda ASIMO

Algumas das mais importantes contribuições tecnológicas do Japão são encontrados nas áreas de eletrônicos, automóveis, máquinas, engenharia sísmica, robótica industrial, óptica, química, semicondutores e metais. Japão é líder do mundo em produção e utilização de robótica, possuindo mais de metade (402.200 de 742.500) de robôs industriais do mundo, usado para a fabricação.

Produziu também o QRIO, ASIMO e o AIBO. O Japão é o maior produtor mundial de automóveis e abriga quatro dos quinze maiores fabricantes de automóveis do mundo e sete dos vinte maiores líderes de vendas de semicondutores atualmente.

A Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) é a agência espacial do Japão, que realiza pesquisas espaciais, planetárias, de aviação e no desenvolvimento de foguetes e satélites. É um participante da Estação Espacial Internacional e do Módulo de Experiências Japonês (Kibo) foi adicionado à Estação Espacial Internacional durante voos do ônibus espacial em 2008. 

Veículo de Transferência H-II, próximo à Estação Espacial Internacional

A empresa tem planos de exploração espacial, como o lançamento da Venus Climate Orbiter (PLANET-C) em 2010, no desenvolvimento da Mercury Magnetospheric Orbiter para ser lançada em 2013 e a construção de uma base lunar em 2030.

Em 14 de setembro de 2007, lançou o explorador da órbita lunar “SELENE” (Selenological and Engineering Explorer) em um portador de foguetes H-IIA (Modelo H2A2022) no Centro Espacial de Tanegashima. SELENE também é conhecido como Kaguya, a princesa lunar do antigo conto The Tale of the Bamboo Cutter. Kaguya é a maior missão de sonda lunar desde o programa Apollo. Sua missão é coletar dados sobre a origem da Lua e sua evolução. Ela entrou em uma órbita lunar em 4 de outubro, voando em uma órbita lunar a uma altitude de cerca de 100 km.

Japão Transportes e energia

Em 2005, metade da energia no Japão era produzida a partir de petróleo, um quinto a partir do carvão mineral e 14% do gás natural. A energia nuclear produzia um quarto da eletricidade do país. Os gastos do Japão com estradas têm sido grande. Os 1,2 milhões de quilômetros de estradas pavimentadas são as principais vias de transporte, cuja circulação se faz à esquerda.

Usina Nuclear de Kashiwazaki-Kariwa

A única rede de autoestradas de alta velocidade é dividida e limitada por estradas com portagem de acesso que as conectam às principais cidades e são operadas por empresas de coleta de pedágio. Carros novos e usados são baratos. As taxas de propriedade do automóvel e taxas de combustível são utilizados para promover a eficiência energética. No entanto, em apenas 50% de todas as distâncias percorridas, o uso do automóveis é o mais baixo de todos os países do G8.

Trem de alta velocidade maglev Shinkansen L0.

Dezenas de empresas de transporte ferroviário japonesas competem nos mercados de transporte local e regional de passageiros, como por exemplo, a 7 JR, a Kintetsu Corporation, a Seibu Railway e a Keio Corporation. Cerca de 250 trens de alta velocidade Shinkansen ligam as principais cidades japonesas e são conhecidos por sua pontualidade.

Existem 173 aeroportos e voar é uma maneira popular de se viajar entre cidades do país. O maior aeroporto doméstico, o Haneda, é o mais movimentado da Ásia. Os maiores aeroportos internacionais são o Aeroporto Internacional de Narita (região de Tóquio), Aeroporto Internacional de Kansai (área de Osaka/Kobe/Quioto) e o Aeroporto Internacional de Chubu (área de Nagoya). Os maiores portos incluem o Porto de Nagoya.

Japão Educação

A educação no Japão remonta à introdução da escrita chinesa no século VI. Inicialmente restrita às classes aristocráticas, a educação atingiu a população em geral no Período Edo, em que havia escolas específicas para a classe dos samurais, mas também escolas mistas que ensinavam escrita, leitura e aritmética. Graças a esse sistema, calcula-se que em 1868, época da Restauração Meiji, 40% da população japonesa fosse alfabetizada. 

O Japão começou a se ocidentalizar na Era Meiji (1868-1912). Antes disso as escolas eram na maioria para os ricos e não eram regulamentadas pelo governo. O governo Meiji imediatamente instituiu um novo sistema educacional baseado em moldes franceses, alemães e americanos. A divisão em escolas primárias, secundárias e universidades foi introduzida no Japão em 1871 como parte da Restauração Meiji. 

O Imperador Meiji, de quinze anos de idade, mudou-se de Kyoto para Tóquio no final de 1868, após a queda de Edo.

O sistema educacional Meiji tornou-se rapidamente centralizado pelo estado. O currículo tinha um caráter moralista e promovia ideais confucionistas de fidelidade ao estado, piedade filial, obediência e amizade. Em 1890 o Édito Imperial em Educação formalizou estes valores conservadores.

Em 1907 o Ministério da Educação estendeu o período de ensino básico obrigatório para 6 anos e adaptou o currículo para enfatizar a importância do imperador e o nacionalismo e em 1947, mais 3 anos foram adicionados ao ensino básico obrigatório estendendo a idade escolar até os 15 anos. Desde 1947 que a educação obrigatória no Japão inclui a educação infantil e o ensino fundamental, shōgakkō e chūgakkō, o qual dura nove anos (dos seis aos 15 anos). 

Colégio Municipal de Ensino Médio de Hamamatsu
Uma típica sala de aula japonesa na Escola Secundária Juvenil Hokubu, em Oita.

Quase todas as crianças continuam seus estudos em um ensino secundário, koukou, de três anos (dos 16 aos 18 anos) e, de acordo com o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia, cerca de 75,9% dos formandos do ensino secundário cursaram a universidade, a educação profissional, ou outros cursos pós-secundários em 2005. Ao mudar de instituição escolar, os alunos precisam prestar exames para entrar em escolas ginasiais, colégios e universidades.

No caso de escolas públicas e de universidades, os alunos sempre têm de fazer exames de admissão. O ano letivo no Japão tem início em Abril e pode ser dividido em dois ou três períodos. O currículo de cada série é determinado pelo Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia, bem como há avaliações periódicas do material escolar utilizado.

Nos dias de semana, as aulas normalmente começam às 8:30 da manhã e terminam às 3:50 da tarde. No primário, as aulas duram 45 minutos, com uma pausa de 10 minutos entre uma aula e outra. A partir do ginásio, as aulas duram 50 minutos. Os alunos vão à escola aos sábados duas vezes por mês, das 8:30 da manhã ao meio dia e meia. Oficialmente há 35 semanas de aula por ano.

Há 9 matérias regulares no ensino básico japonês: língua japonesa, estudos sociais, matemática, ciência, estudos ambientais, música, arte e artesanato, conhecimentos domésticos e educação física.

Todas as Escolas são pagas, até mesmo as publicas, aqueles que tem dificuldade em pagar recebem ajuda do governo. As mensalidades são de acordo com a condição da família.

A educação no Japão é muito competitiva, em especial, o ingresso em instituições de ensino superior. De acordo com o Suplemento de Educação Superior do The Times, as universidades mais importantes do Japão são a Universidade de Tóquio, a Universidade de Quioto e a Universidade de Osaka. 

No momento, a educação japonesa passa por uma reestruturação que tenta adaptá-la ao século XXI, mudando sua ênfase da disciplina e do respeito a tradição para a liberdade e a criatividade. No relatório do Índice de educação de 2009, o Japão ficou em 34º lugar, com 0,949 pontos.

Escola primária /Shougakkou (小学校)

De 6 a 12 anos de idade. A escola primária é obrigatória no Japão, os alunos começam aos 6 ou 7 anos de idade. Também são usados alunos monitores que auxiliam na manutenção da disciplina escolar.

O currículo acadêmico padrão inclui língua japonesa, estudos sociais, aritmética e ciências, completadas com outras matérias como educação moral, artes, artesanato, música, trabalhos domésticos, educação física e língua inglesa.

Escola Média/Chuugakkou (中学校)

De 12 a 15 anos de idade A escola Média é obrigatória e começa aos 12 ou 13 anos de idade, estima-se que 95% das escolas médias sejam publicas, a média é de 38 alunos por classe em grandes cidades, e 30 em menores, cada sala possui um conselheiro. Ao contrário das escolas elementares, na escola média os estudantes têm diferentes professores para diferentes matérias, os professores usam outros tipos de mídia como televisão, rádio e computadores, algumas matérias também são usados laboratórios, a organização também é baseada em pequenos grupos.

O currículo inclui língua japonesa, estudos sociais, matemática, ciências, música, artes, tecnologia, e educação física. Também existem aulas de trabalhos domésticos e industriais, junto com educação moral e de cidadania. Também existem grupos de atividades especiais nas escolas, além de algumas escolas terem esportes como baseball, futebol, basquete e outros.

Escola Secundária Alta/kōtōgakkōu (高校学校)

De 15 a 18 anos de idade. Apesar da escola Secundária Alta (高校学校-Koukougakkou) não ser obrigatória no Japão, aproximadamente 94% dos estudantes da escola média vão para a superior, as escolas superiores são pagas, inclusive as públicas que representam aproximadamente 76% dos estudantes.

O currículo inclui disciplinas acadêmicas como língua japonesa, matemática, ciências e inglês, junto com história, geografia, atividades cívicas e economia doméstica, mais as disciplinas específicas para áreas específicas, sendo as áreas econômicas e industriais as mais populares.

Japão Saúde

No Japão, os serviços de saúde são fornecidos pelos governos nacional e locais. O pagamento de serviços médicos pessoais é oferecido através de um sistema de seguro universal de saúde que oferece uma relativa igualdade de acesso, com taxas fixadas por uma comissão do governo. 

As pessoas sem seguro através dos empregadores podem participar de um programa nacional de seguro de saúde administrado pelos governos locais. Desde 1973, todas as pessoas idosas têm sido cobertas pelo seguro patrocinado pelo governo. Os doentes são livres para escolher médicos ou instalações de sua preferência.

Centro Médico da Cidade de Nagoya.

O país possui a maior expectativa de vida do mundo (de acordo com estimativas da ONU e da OMS) e a terceira menor taxa de mortalidade infantil.

Japão Mídia e Telecomunicações

Sede da Tokyo Shimbun

As comunicações de mídia no Japão incluem numerosas redes de televisão e rádio, bem como jornais e revistas. Para a maior parte, foram estabelecidas redes de televisão baseada na contribuição de capitais existentes das redes de rádio naquela época. Portanto, é necessário compreender a relação entre o capital dos meios de comunicação (tais como a relação entre jornal, rádio e redes de TV).

As comunicações de mídia no Japão incluem numerosas redes de televisão e rádio, bem como jornais e revistas. Para a maior parte, foram estabelecidas redes de televisão baseada na contribuição de capitais existentes das redes de rádio naquela época. Portanto, é necessário compreender a relação entre o capital dos meios de comunicação (tais como a relação entre jornal, rádio e redes de TV).

Cerca de 70% do terreno é montanhoso, transmitir sinais de rádio e TV revela-se um grande desafio. Regulamentos de radiodifusão pelo governo também são extremamente complicadas e rígidas. Nível nacional há 89 estações de FM e 215 estações de AM. As outras 855 estações são de repetidores de baixa potência para chegar vales e áreas isoladas. Com a televisão, ainda mais, com 211 estações e 7341 repetidoras. AM japonês é o mesmo que em muitas nações ocidentais (530 a 1730 kHz com espaço de 9 kHz), mas a sua FM é de 76 a 90 MHz, resultando não só num número muito limitado de estações possível, mas que a maioria dos receptores de rádio FM Fora do Japão, mas todos são inúteis.

A Torre de Tóquio (東京タワー, Tōkyō tawā)

Para a maior parte, a variedade apresenta série de dramas, notícias e constituem um grande percentual na mostra de noite do japonês. Filmes ocidentais também são mostrados, muitos com um sub-canal para inglês.

Há todos os canais de televisão em inglês por cabo e satélite em (com legendas em japonês). Em áreas próximas das bases militares dos Estados Unidos há, muitas vezes, o rádio American Forces Network, que qualquer pessoa pode sintonizar.

Antes de 1985, o Japão vivia em um sistema de bi-monopólio, no qual a Nippon Telegraph and Telephone Public Corporation dominava a telefonia doméstica, e a Kokusai Denshin Denwa a telefonia internacional. Na primeira reforma, a NTT sofreu uma privatização parcial, através da qual surgiu uma espécie de competição controlada do mercado, no qual o Ministério dos Correios e Telecomunicações japonês intervinha para que não houvesse perdedores.

Na segunda etapa desta reforma, ocorrida a partir de 1997, viu-se o claro objetivo de aumentar a competição no mercado e uma diminuição da regulamentação implementada até então, graças ao acordo junto à Organização Mundial do Comércio. Todavia, o que se seguiu foi o nascimento da NTT como competidora internacional de telecomunicações.

Desde 1985 que o Japão possui um sistema tronco nacional de telefonia com fibras óticas, interconectando diversas cidades ao longo de 3 400 km e com previsão de ampliação devido a flexibilidade do material empregado. Entre as ilhas, utiliza de cabos submarinos. Na telefonia móvel, possuía 90 milhões de usuários em 2005. Em relação a televisão, a nação possui o sistema a cabo (CATV) e para a internet, a rede local de assinantes e a rede integrada digital.

Jornal Yomiuri Shimbun

Na mídia, há grande circulação de jornais e revistas, além de canais de rádio e televisão, que atingem toda a população urbana do país e boa parte da rural. Entre os principais estão o jornal Yomiuri Shimbun, a rádio NHK e os canais de tv NHK e TXN. Quase todas as corporações que os veiculam, politicamente, estão divididas em liberal, média e conservadora.

Japão Habitação e Saneamento

O Japão passou por profundas transformações em pouco mais de cem anos em suas estruturas socioeconômicas e culturais, saindo de um sistema feudal para um mundo moderno e industrial. Suas políticas habitacionais não fugiram às mudanças e foram desenvolvidas e solidificadas nos últimos quarenta anos, até 2006, gerando moradias e qualidade de vida.

No entanto, foi reconhecido que sua alta densidade populacional, o alto preço das terras e a queda no volume de negócio no mercado imobiliário geraram um novo desafio para o governo: reabilitar áreas degradadas para alocar o crescimento demográfico. 

Tóquio, uma das cidades mais densamente povoadas do mundo.

Para esses locais, estudam-se projetos que aloque a população em cidades subterrâneas e nas chamadas super-torres, estruturas verticais gigantescas capazes de suportarem uma pequena cidade como Sky City 1000, Shimizu Mega City Pyramid e X-Seed 4000.

Nestes projetos, está ainda inserida a urbanização, voltada para o meio-ambiente e à integração do homem com a natureza, visando o resgate histórico de sua cultura, esquecida nas construções de massa moderna para abrigar o largo crescimento populacional que acompanhou as modificações no cenário econômico nacional.

Lago Miyagase, uma importante reserva para Tóquio e Yokohama.

Sua tecnologia aliada aos recursos naturais deram ao Japão acesso à água potável e tratamento de esgoto em quase todo o território nacional. Devido à rápida urbanização de suas grandes cidades, ocorreu a degradação ambiental que causou enchentes, aridez e piora da qualidade da água.

Japão Criminalidade e segurança

O Japão tem a segunda menor taxa de homicídios do mundo. Em 2001, era considerado um dos países mais seguros do mundo para se viver, o Japão teve seu índice de criminalidade, somado em todo o território, no maior nível desde a Segunda Guerra Mundial. 

Policiais no Japão

Com o aumento de 12% na criminalidade, registraram-se mais de três milhões de infrações. Das quais 1% foram de crimes violentos. Enquanto mais de 90% eram de infrações de trânsito, contravenções, fraudes, furtos, principalmente de motocicletas e bicicletas, delinquência, desacato e homicídio ou ferimento por negligência. 

O agravo desta condição foi também devido ao fato da diminuição da eficácia da polícia japonesa, que, em análise de mesmo período, efetuou 8% menos prisões. Segundo especialistas, as causas para este cenário foram a estagnação da economia japonesa desde o começo dos anos de 1990 e o aumento do desemprego. 

Cinco anos mais tarde, robôs de segurança foram apresentados à população, para ajudarem na patrulha de locais pré-determinados. A utilização de tecnologias de vigilância deve-se à baixa taxa de natalidade, o que poderá gerar problemas futuros para as guardas.

Em pesquisas mais recentes, ficou constatado que a criminalidade estava diminuindo e que a grande preocupação da segurança nacional eram as tragédias naturais, como os terremotos e tsunami, as falsificações dos selos de segurança dos prédios, os acidentes aéreos e ferroviários, os confrontos políticos, guerras e ataques terroristas. 

No balanço geral, mais de 42% da população considerou o Japão um lugar perigoso para morar devido a estes fatores. Como solução apontada está o esforço em conjunto entre a sociedade, governos locais e empresas.

Yakuza

Apesar da segurança e da aparente preocupação da população girar em torno apenas dos desastres naturais, a presença da máfia é algo não ignorado no país. A Yakuza, organização mafiosa mais conhecida do Oriente, tem suas origens no fim da era dos samurais, quando estes passaram a vagar pelo território. No entanto, a precisão de seu surgimento é variado, indo desde os filhos de kabuki-mono até a descendência honrosa direta dos ronins.

No Japão, esta organização é composta por vários clãs de criminosos violentos, que deixam marcas no aspecto de vida japonês, principalmente no que toca as torturas e chantagens daqueles que ousassem desafiar seus poderes. Desde a jogatina e esquemas de prostituição até os bastidores do poder político e financeiro de alto escalão a Yakuza é presença forte no cenário nacional e internacional.

Kazuko Nakamura
Colaboradora ParanaShimbun

“Conhecer a cultura e os costumes é fundamental para se identificar com o Japão”.  (K. Nakamura)

O Japão exibe uma cultura multifacetada, com tradições milenares. Os japoneses vivem sob rígidos códigos e muitos são de tamanha sutileza, que poucos estrangeiros poderiam notar ou compreender. Por esse motivo é fundamental conhecer a cultura e os costumes japoneses.

Japão Cultura

A cultura do Japão evoluiu grandemente com o tempo, da cultura do país original Jomon para sua cultura híbrida contemporânea, que combina influências do Brasil, Europa e América do Norte. 

A cultura japonesa é resultado das várias ondas de imigração provenientes do continente asiático e das Ilhas do Pacífico. Seguido por uma forte influência cultural da China e, em seguida, um longo período de relativo isolamento do resto do mundo sob o Xogunato Tokugawa. 

A literatura japonesa desenvolveu-se nos períodos Yamato, Heian, Kamakura-Muromachi, Edo e moderno, denominados assim de acordo com a sede do principal centro administrativo japonês da época. 

As primeiras obras da literatura japonesa foram fortemente influenciados pelo contato cultural com a China e com a literatura chinesa. A literatura indiana também influenciou através da difusão do budismo no Japão. 

Eventualmente, a literatura japonesa desenvolveu-se em um estilo próprio quando escritores japoneses começaram a escrever obras sobre o Japão. Após o Japão ter aberto suas portas à negociação e à diplomacia ocidental no século 19, a literatura estrangeira começou a ser influenciada pela literatura japonesa.

A pintura foi uma arte respeitada no Japão há muito tempo: o pincel é um instrumento de escrita e de pintura tradicional, por isso é natural o seu uso como ferramenta artística.

A produção de papel foi introduzida no Japão, vinda da China, por volta do século VII por Damjing e alguns monges de Goguryeo. Mais tarde, o papel tradicional washi foi desenvolvido a partir do papel chinês. Técnicas de pintura japonesa ainda estão em uso nos dias de hoje, bem como técnicas adaptadas da Ásia continental e do Ocidente.

A língua japonesa, fluída e escrita com pincel, levou ao desenvolvimento de uma complexa técnica de caligrafia. A arte caligráfica costuma ser muito esotérica para as exposições do ocidente, além da exposição geral ser muito limitada. 

Entretanto, nos países do leste asiático a produção gráfica de um texto é vista como uma forma de arte tradicional, bem como um jeito de transmitir informações por escrito. A obra escrita pode consistir de frases, poemas, histórias ou apenas simples ideogramas. 

O estilo e o formato da escrita podem imitar conceitos subjetivos, até mesmo o ponto da textura e a velocidade das pinceladas. Pode-se gastar mais de cem tentativas para produzir um efeito desejado em um único ideograma, mas o processo de criar a obra é considerado uma arte em si mesma, além do próprio produto final.

Essa forma de caligrafia é conhecida como Shodô (書道), que literalmente significa o jeito de escrever ou caligrafia,[5] ou mais conhecido como Shuji (習字), aprendendo a escrever ideogramas.

É comum confundir a caligrafia com a forma de arte conhecida como Sumi-e, que literalmente significa pintura com tinta, sendo a arte de pintar uma cena ou um objeto.

As esculturas tradicionais japonesas consistiam principalmente de imagens budistas, tais como Tathagata, Bodisatva e Myo-o. A escultura mais antiga do Japão é uma estátua de madeira de Amitaba, no templo Zenko-ji. 

No período Nara, estátuas budistas foram construídas pelo governo nacional a fim de aumentar o seu prestígio. Há exemplos disso, nos dias de hoje, em Nara e Kyoto, com uma colossal estátua de bronze de Buda Vairochana, no templo Todai-ji.

A madeira era tradicionalmente usada como o principal material no Japão, como pode ser observado na arquitetura japonesa tradicional. 

As estátuas eram geralmente cobertas com ouro ou uma tinta opaca ou brilhante, havendo alguns pequenos traços em sua superfície. Bronze e outros metais também eram usados. Outros materiais, como pedras e cerâmica, tiveram um papel importante nas crenças do povo.

Até a chegada dos navios negros da Era Meiji até o final do século XIX, quando recebe uma enorme influência cultural estrangeira que se torna ainda mais forte após o fim da Segunda Guerra Mundial. Como resultado, uma cultura distintivamente diferente do resto da Ásia desenvolveu-se, e resquícios disso ainda existem no Japão contemporâneo.

No último século, a cultura japonesa foi também influenciada pela Europa e pela América. Apesar dessas influências, o Japão gerou um estilo único de artes (ikebana, origami, ukiyo-e), técnicas artesanais (bonecas, amigurumi, objetos lacados, cerâmica), espetáculo (dança, buyôkabuki, noh, raku-go, Yosakoi, Bunraku), música (Sankyoku, Joruri e Taiko) e tradições (jogos, onsen, sento, cerimónia do chá), além de uma culinária única.

Japão Artes

Ikebana - Iquebana

A iquebana é originária da Índia, onde os arranjos eram destinados a Buda, e se personalizou na cultura nipônica, que a tornou mais conhecida. Em contraste com a forma decorativa de arranjos florais que prevalece nos países ocidentais, o arranjo floral japonês cria uma harmonia de construção linear, ritmo e cor. Enquanto que os ocidentais tendem a pôr ênfase na quantidade e no colorido das cores, dedicando a maior parte da sua atenção à beleza das corolas, os japoneses enfatizam os aspectos lineares do arranjo. A iquebana é originária da Índia, onde os arranjos eram destinados a Buda, e se personalizou na cultura nipônica.

Em contraste com a forma decorativa de arranjos florais que prevalece nos países ocidentais, o arranjo floral japonês cria uma harmonia de construção linear, ritmo e cor. Enquanto que os ocidentais tendem a pôr ênfase na quantidade e no colorido das cores, dedicando a maior parte da sua atenção à beleza das corolas, os japoneses enfatizam os aspectos lineares do arranjo. A arte foi desenvolvida de modo a incluir o vaso, caules, folhas e ramos, além das flores. 

A estrutura de um arranjo floral japonês está baseada em três pontos principais que simbolizam o céu, a terra e a humanidade, embora outras estruturas sejam adaptadas em função do estilo e da escola. Dentre os mais diversos estilos de iquebana, destaca-se a Academia de Ikebana Sanguetsu. 

Esse estilo busca representar uma forma de se chegar ao equilíbrio, à simplicidade e à beleza. O sanguetsu, que tem, como princípio básico, o sentimento de respeito à natureza que norteou a vida de Mokiti Okada, cria composições capazes de refletir a beleza natural das flores em sua forma mais pura, levando alegria e paz às pessoas que apreciam os arranjos.

Origami

Origami (do japonês: 折り紙, de ori, “dobrar”, e kami, “papel”) é a arte tradicional e secular japonesa de dobrar o papel, criando representações de determinados seres ou objetos com as dobras geométricas de uma peça de papel, sem cortá-la ou colá-la.

O origami usa apenas um pequeno número de dobras diferentes, que, no entanto, podem ser combinadas de diversas maneiras, para formar desenhos complexos. Geralmente, parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores ou estampas diferentes, prosseguindo-se sem cortar o papel. 

Ao contrário da crença popular, o origami tradicional japonês, que é praticado desde o Período Edo (1603-1868), frequentemente foi menos rígido com essas convenções, permitindo até mesmo o corte do papel durante a criação do desenho, ou o uso de outras formas de papel que não a quadrada (retangular, circular etc.). 

Segundo a cultura japonesa, aquele que fizer mil grous de origami (Tsuru, “grou”) teria um pedido realizado – crença esta popularizada pela história de Sadako Sasaki, vítima da bomba atômica.

Ukiyo-e - ukiyo-ye - ukiyo-ê

Ukiyo-e, ukiyo-ye ou ukiyo-ê (浮世絵, “retratos do mundo flutuante”, em sentido literal), vulgarmente também conhecido como estampa japonesa, é um gênero de xilogravura e pintura que prosperou no Japão entre os séculos XVII e XIX. Destinava-se inicialmente ao consumo pela classe mercante do período Edo (1603 – 1867). 

Entre as mais populares temáticas abordadas, estão a beleza feminina; o teatro kabuki; os lutadores de sumô; cenas históricas e lendas populares; cenas de viagem e paisagens; fauna e flora; e pornografia.

Alguns dos artistas devotaram-se à pintura, mas a maioria era composta por gravuristas. Tais indivíduos raramente talhavam seus próprios blocos de impressão. Em vez disso, a produção era dividida entre o artista, que criava a obra; o talhador, que gravava a arte nos blocos; o impressor, que pintava e prensava os blocos nos washis; e o publicador, que financiava, promovia e distribuia os trabalhos. 

Por ser uma atividade artesanal, gravuristas podiam dominar e empregar uma grande variedade de efeitos a partir de diferentes técnicas impraticáveis na produção mecanizada, como a criação de gradações de cor, por exemplo.

O gênero foi um elemento nuclear para a formação da percepção ocidental a respeito da arte do Japão ao final do século XIX, especialmente a partir das paisagens de Hokusai e Hiroshige. Na década de 1870, o japonismo tornou-se uma proeminente tendência e foi grande influência aos primeiros impressionistas, como Edgar Degas, Édouard Manet e Claude Monet. Bem como aos pós-impressionistas, tais quais van Gogh, e a artistas da art nouveau, entre eles Henri de Toulouse-Lautrec. 

O século XX assistiu a um renascimento da xilogravura japonesa, com a vertente shin-hanga a crescer em termos de interesse no ocidente com suas cenas tradicionais da cultura nipônica combinadas a referências ocidentais e o movimento sōsaku-hanga a pregar o individualismo de produção enquanto caminho criativo único para a expressão do eu. 

As culturas legatárias do ukiyo-e, desde o final do século XX, continuam em tal veia individualista e vêm sendo também concebidas a partir de técnicas importadas do mundo ocidental, como a serigrafia, a água-forte e o mezzo tinto.

Japão Técnica artesanais

Bonecas - Ningyoo

No Japão, as bonecas são chamadas de Ningyoo, não sendo apenas brinquedos infantis; elas são um símbolo da história dos costumes do país. Em datas específicas, elas são tema da ornamentação nas residências japonesas. No dia 3 de março se comemora o Dia das Meninas, e as bonecas são expostas na sala de visita, em um altar de cinco andares onde as figuras do casal imperial estão no topo do altar. O dia 5 de maio é o Dia dos Meninos, cujos bonecos guerreiros simbolizam força e bravura.

Os primeiros bonecos japoneses foram os Haniwa, estatuetas de barro encontradas em tumbas pré-históricas. Inicialmente elas eram muito simples, moldadas em palha ou papel. Posteriormente passaram a ser feitas de madeira, cerâmica, mármore e argila.

No período Heian (794 – 1185) as bonecas eram usados para afastar demônios. No período Nara (710 – 794) as bonecas sofreram a influência chinesa e passaram a ter roupas de seda, usar dourado e tinham o penteado sokei, que se caracteriza pelo excesso de adereços. No período Kamakura (1192 – 1333), o xogunato que prevalecia no país por causa das constantes guerras fez com que as mulheres substituíssem os pesados quimonos por trajes mais simples, e isso se refletiu também nas bonecas. No período Edo (1603 – 1868), surgiram as karakuri, bonecas que tocavam instrumentos e dançavam através de um sistema simples de cordas retorcidas, roldanas e fios.

As bonecas começaram a ser usadas no teatro Noh em 45 d.C., para homenagear os atores e personagens de maior destaque. O mesmo ocorreu com o teatro Kabuki, quando as bonecas foram criadas com os mínimos detalhes de vestimenta e maquiagem. Existem também os bonecos Gosho, que representam bebês homens roliços, pele muito clara, cabeça grande e que carregam um peixe.

Amigurumi

Bonecas de Amigurumi

Amigurumi (編みぐるみ “bicho de pelúcia feito de crochê”) é uma técnica japonesa para criar pequenos bonecos feitos de crochê ou tricô. A criação de bonecos de crochê, apesar de costume milenar, ressurgiu no Japão apenas nos anos 80 acompanhando o mercado que tinha como foco jovens do sexo feminino que inundava prateleiras com produtos como a boneca Hello Kitty. A prática se popularizou e em 10 de Janeiro de 2002 com a criação da associação japonesa e a popularização da cultura japonesa ao redor do mundo, principalmente no Brasil.

O Amigurumi faz tanto sucesso no Brasil e no Japão que muitas pessoas aprenderam o a técnica e se tornaram artesãs. E hoje em dia, ganham o seu sustento e sustentam as suas famílias com a venda de bonecas de amigurum. Outras pessoas que gostam de artesanato estão aprendendo a técnica para deixar os seus empregos e trabalharem com que gostam. No curso, “Amigurumi Crochê”, além de ensinar a técnica para fazer vários modelos, ensina como vender e tornar o seu artesanato em um negócios lucrativo.

O Amigurumi Crochê  é um curso desenvolvido para te convidar a fazer parte desse maravilhoso universo. Além de ensinar como ganhar dinheiro fazendo o que você gosta. Se você gosta da cultura japonesa e gosta de amigurumi, veja o artigo relacionado abaixo sobre a oportunidade Amigurumi Crochê.

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O amigurumi é constituído de formas geométricas, geralmente com cabeça e tronco em forma de esfera e membros cilíndricos. O corpo enfatiza olhos e cabeça grandes, com tronco mediano e membros desproporcionalmente pequenos. Cabeças podem ou não conter narizes e boca, com grande variedade nos materiais que podem ser usados para os olhos. 

Artesanato Japonês - Boneca Amigurumi

Laca - Shiki

Laca (Shiki) é um artesanato feito por pintura de laca sobre madeira, papel, entre outros materiais. Existem várias aplicações de itens do dia-a-dia a itens de alta qualidade, pratos, netsuke ou carrocerias. Em sentido restrito, significa “louça de mesa pintada com laca”, mas não é pego. Pintando a laca na superfície, o equipamento durará muito mais tempo.

Artesanato Japonês - Objetos Lacados

A seiva processada que pode ser obtida de Urushi é chamada de verniz, e é processada em um substrato (Kiji: “madeira” se o material for madeira) no processo de aterramento, processo de pintura e o procedimento deve ser de 30 a 40 em detalhes Vou terminá-lo para laca. Este processo é chamado de lacagem e cada um tem um nome, e há uma grande variedade de lacados que foram concebidos de acordo com as áreas de produção.

A laca originou-se na China e a tecnologia foi transmitida do continente para o Japão juntamente com a madeira lacada. Das ruínas de Gakinoshima, foi encontrado cerâmica do período Jomon, além de ornamentos processados com fio impregnado com verniz vermelho, nota pintada a laca pintada com laca vermelha em verniz preto. Como resultado da análise pelo método de datação por carbono radioativo (C14), os ramos de laca escavados na prefeitura de Fukui (Torihama) foram confirmados como sendo os mais antigos do mundo, cerca de 12600 anos atrás.

Os substratos usados incluem madeira bem seca, bambu, papel, metal e assim por diante, e resinas sintéticas também são usadas hoje em dia. Além disso, está mudando com o tempo, como o desenvolvimento de tecnologia para melhorar o brilho e a força, misturando nanofibras de celulose (CNF) em verniz .

Cerâmica - Porcelana

Cerâmica Japonesa

As cerâmicas apareceram nos primeiros estágios da história da humanidade. Aproximadamente até o século 5, no Japão, as cerâmicas eram queimadas a temperaturas de 500 ou 600 graus. No século 6, chega da Coréia um método de produção com temperatura mais alta. Nele, as cerâmicas são queimadas com lenha durante muito tempo numa caverna. A temperatura interior chega a mais de 1300 graus e ocorre o chamado fenômeno Shizenyû, a cristalização do feldspato e quartzo que compõem a argila.

A partir do século 8, esse método de produção propaga-se às várias regiões do Japão. Destaque para as cerâmicas Bizen de Okayama, Echizen de Fukui, Tanba de Quioto, Shiragaki de Shiga e Seto e Tokoname de Aichi.

Yûyaku é um produto vitrificado que cobre a cerâmica e previne a absorção da água pela mesma. Essa espécie, originária do Egito, foi introduzida na China na época de Kan e posteriormente no Japão. Graças a esse produto, surge, no século 8, em Nara, a Narasansai, uma bela cerâmica com três cores.

No século 13, na era Kamakura (1185~1333), os japoneses começam a aprender, com a cerâmica chinesa, a técnica de produção mais avançada. A partir dela se estabeleceu na região Seto de Aichi a famosa cerâmica Koseto. Quando da chegada da era Azuchi-Momoyama (1573~1598), essa linhagem transfere o seu palco principal para região Mino (atual sul de Gifu), originando-se daí as cerâmicas japonesas típicas como Kiseto, Shino e Oribe.

No final da mesma era, o general Hideyoshi Toyotomi envia tropas para a Coréia. Isso ajudou a melhoria da qualidade da cerâmica japonesa. Afinal, bons artesãos passaram a morar em regiões de Kyushu e produzir os fornos de grande escala. Finalmente eles se tornam criadores das famosas cerâmicas como Hagi-yaki de Yamaguchi, Karatsu-yaki de Saga e Satsuma-yaki de Kagoshima.

Sanbê Kanegae, que se mudou para cidade Karatsu de Saga, descobriu uma jazida de porcelana branca. Utilizando esse produto, ele conseguiu produzir as porcelanas tingidas.

Entre os meados dos séculos 17 e 18, durante 100 anos, as porcelanas com desenhos coloridos que foram exportados do porto Imari para Europa e Ásia chegaram a aproximadamente dois milhões de unidades. Elas foram transportadas pelo navio da companhia de índias ocidentais e passaram pelas mãos dos reis e da classe nobre desses países.

Porcelana Japonesa Imari (Imagem cortesia do Museu do Palácio Nacional, Taipei)

Japão Espetáculo

Dança Japonesa

“Dança japonesa” … É uma arte integrada que integra o senso de valores como “Beleza”, “Wabi”, “Espaço” e “Shading” que a cultura japonesa possui. Enfim, na sociedade moderna, onde eficiência e eficiência são primordiais, olhando para o ponto de partida da cultura japonesa que não deve ser perdida, sob os três pilares do “Japão”, “tradição” e “mundo”

Buyô - Nichibu

Buyō (舞 踊), ou Nichibu (日 舞) abreviação de buyō Nihon / Nippon buyō (日本 舞 踊) que significa dança japonesa, refere-se a uma arte performática tradicional japonesa que pode ser uma mistura de dança e pantomima. Começa com as primeiras tradições de dança, como mai e odori, com grande desenvolvimento no início do período Edo (início do século XVII), na forma de danças de kabuki, que incorporavam elementos dos gêneros de dança mais antigos. 

Enquanto realizado independentemente por especialistas, é particularmente visível como o estilo de dança realizado por gueixas. O termo buyō no entanto é uma moeda moderna durante o período Meiji como um termo geral para “dança”. Antes disso, a dança era geralmente referida por vários gêneros de dança, como mai e odori. O termo é uma combinação de mai (舞, que também pode ser pronunciado bu) e odori (踊, também pode ser pronunciado yō).

Kabuki - cabúqui

A fundadora do teatro Kabuki, Izumo no Okuni

Kabuki (歌舞伎) ou cabúqui é uma forma de teatro japonês, conhecida pela estilização do drama e pela elaborada maquilhagem utilizada pelos seus atores. O significado individual de cada ideograma é canto (ka) (歌), dança (bu) (舞) e habilidade (ki) (伎), e por isso a palavra kabuki é por vezes traduzida como “a arte de cantar e dançar”. Esses ideogramas, entretanto, são o que se chamam de ateji (ideogramas usados apenas com sentido fonético) e não refletem a mesma etimologia da palavra. 

Acredita-se, de fato, que o kabuki derive do verbo kabuku, significando aproximadamente “ser fora do comum”, donde se depreende o sentido de teatro de “vanguarda” ou teatro “bizarro”. A sua origem remonta ao início do século XVII, quando se parodiavam temas religiosos com danças de ousada sensualidade. No ano de 1629, esse tipo de teatro foi proibido pelo governo. O espetáculo passou a ser encenado então por rapazes que interpretavam papéis femininos. Contemporaneamente, o teatro kabuki tornou-se um espectáculo popular que combina realismo e formalismo, música e dança, mímica, encenação e figurinos, implicando numa constante integração entre os atores e a platéia.

Desde 2008 que o teatro Kabuki integra a lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Nô, nô, nou - noh - nôgaku

Nō, nô, nou ou noh (能 “habilidade”, “talento”) ou ainda nōgaku (能楽 “talento” que vem com facilidade) é uma forma clássica de teatro profissional japonês que combina canto, pantomima, música e poesia. Executado desde o século XIV, é uma das formas mais importantes do drama musical clássico japonês.

Evoluiu de outras formas teatrais, aristocráticas e populares, incluindo o Dengaku, Shirabyoshi e Gagaku. O termo nō deriva da palavra japonesa que quer dizer talento ou habilidade. Muitas de suas personagens usam máscaras, os shites (protagonista) e seu acompanhante, mas não todas. Suas raízes podem ser encontradas no nuóxì (儺戲), uma forma de teatro da China. Deu origem a outras formas dramáticas, como o Kabuki.

Um dos seus mais importantes dramaturgos é Zeami Motokiyo (1363-1443). Zeami também deixou tratados sobre a arte de interpretar.

Rakugo

Rakugo é um entretenimento japonês baseado em monólogos humorísticos, cujas origens datam do século XVII. O humorista (Rakugoka) apresenta-se sempre em solo, sentado num tatame sobre o palco (chamado Koza) e munido apenas de um leque de papel. 

Em geral as histórias contadas envolvem longos diálogos entre dois ou mais personagens, sendo que a alternância das falas é percebida pelo espectador apenas em função do tom de voz do ator, ou de um leve movimento com a cabeça.

Rakugo significa, literalmente, “palavras caídas”. O gênero humorístico foi conhecido originalmente como karukuchi (piadas), adquirindo a atual denominação a partir do Período Meiji (1867–1912).

Yosakoi

Yosakoi (よさこい?) é um estilo único de dança que surgiu no Japão. O Yosakoi começou na cidade de Kochi, em 1954, como uma versão moderna do Awa Odori, uma tradicional dança de verão. O estilo de dança do Yosakoi espalhou-se por grande parte do país. 

É uma dança altamente energética, combinando movimentos de dança japoneses mais tradicionais com música moderna. Normalmente, as coreografias são realizadas por grandes equipes que as treinam exaustivamente. 

Além de contar com várias escolas profissionais de yosakoi e times de dança da vizinhança, ele é também um evento popular durante os festivais de esporte promovidos pelas escolas primárias e colégios. Participam homens e mulheres de quase todas as idades, às vezes em um único time. No dialeto de Tosa (atualmente a província de Kochi), yosakoi significa ‘’Venha à noite’’.

Bunraku - Ningyō Jōruri

Bunraku - Ningyō Jōruri

O bunraku, também conhecido como Ningyō jōruri (人形浄瑠璃) é uma forma de teatro de bonecos japoneses, e é uma herança da cultura popular que serve para contar as histórias do Japão antigo. Com movimentos quase humanos e vestidos com quimonos, os bonecos se transformam em verdadeiros atores no palco. Ao fundo, o som do shamisen marca o compasso da narrativa e o movimento dos bonecos dá a impressão de que têm vida própria. Desde 2008 que o teatro de marionetas Ningyo Johruri Bunraku integra a lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Japão Música

Sankyoku

Sankyoku (三 曲 /さ ん き ょ く ) é uma forma de música de câmara japonesa tocada frequentemente com um acompanhamento vocal. É tradicionalmente tocada em shamisen , koto e kokyū , mas mais recentemente o kokyū foi substituído por shakuhachi.

Gravura que representa Sankyoku

Taiko

Apresentação de Taiko

Taiko (太鼓) engloba uma variedade de instrumentos japoneses de percussão. No Japão, o termo refere-se a qualquer tipo de tambor, mas fora do Japão, o termo é geralmente usado para se referir a qualquer um dos vários tambores japoneses chamados de wadaiko (和太鼓) e a forma de apresentação o taiko chamada de kumi-daiko (組太鼓”coleção de tambores”). 

O processo de construir taiko varia entre os produtores, mas a maioria inclui a confecção e definição da força do corpo do tambor, escolhendo uma superfície para a pele do tambor e cuidadosamente esticando a superfície acima do tambor para criar uma tensão apropriada.

Uma história mitológica sobre a origem do taiko aparece no “Nihon Shoki”. De acordo com o mito, o taiko se originou da deusa xintoísta “Ame no Uzume”, a deusa do raio de sol, “Amaterasu”, e seu irmão “Susanoo”, o deus dos mares e das tempestades.

Em uma interpretação, “Susanoo” repentinamente tornou-se nervoso e trouxe sua raiva do mar para a terra. Sua irmã, “Amaterasu”, estava tão brava com a situação que fugiu para uma caverna e a selou com uma pedra, recusando-se a sair. 

Os outros deuses se reuniram e sabiam que sem o raio de sol a vida na Terra se deterioraria e morreria. Assim, eles tentaram muitas formas de trazer “Amaterasu” para fora implorando, ameaçando e até mesmo tentando mover fisicamente a pedra, mas ele não tiveram sucesso.

Finalmente, a antiga deusa “Ame no Uzume”, que tinha a aparência de uma velha senhora, deu um passo à frente e afirmou que poderia trazer “Amaterasu” para fora da caverna. Apesar de ser ridicularizada pelos outros deuses por sua aparência envelhecida, ela prosseguiu com seu plano. 

“Ame no Uzume” esvaziou um barril de saquê e pulou em cima do barril, pisando nele furiosamente para criar ritmos percussivos. Os deuses ficaram tão comovidos por essa música que eles só conseguiam dançar e cantar. 

A celebração se tornou tão barulhenta que “Amaterasu” espreitou para fora da caverna e, ao ver a cena alegre, trouxe a luz de volta para o mundo e baniu “Susanoo”. Desse modo, a música do taiko teria surgido da performance de “Ame no Uzume”.

Cerimônia do chá - chanoyu - chadô - sadô

A cerimônia do chá japonesa (chanoyu 茶の湯, lit. “água quente [para] chá”; também chamada chadō ou sadō, 茶道, “o caminho do chá”) é uma atividade tradicional com influências do Taoísmo e Zen Budismo, na qual chá verde em pó (matcha, 抹茶) é preparado cerimonialmente e servido aos convidados. O matcha é feito da planta chamada chá, Camellia sinensis. Os encontros de chanoyu são chamados chakai (茶会, “encontro para chá”) ou chaji (茶事, “assuntos do chá”). 

Normalmente o termo chakai refere-se a um evento relativamente simples no qual se oferecem doces típicos, usucha (chá suave), e talvez tenshin (um aperitivo), já chaji refere-se a um evento mais formal, incluindo também uma refeição tradicional (kaiseki) e koicha (chá forte). Um chaji completo pode durar até quatro horas.

O praticante de cerimônia do chá precisa ter conhecimento de uma ampla gama de artes tradicionais que são parte integral do chanoyu. Incluindo o cultivo e variedades de chá, vestimentas japonesas (kimono), caligrafia, arranjo de flores, cerâmica, etiqueta e incensos. Além dos procedimentos formais de seu estilo de chanoyu, que podem passar de uma centena. Assim, o estudo de cerimônia do chá praticamente nunca termina. Mesmo para participar como convidado em uma cerimônia formal é preciso conhecer os gestos e frases pré-definidos, a maneira apropriada de portar-se na sala de chá, e como servir-se de chá e doces.

Bonsai - bon-sai

Bonsai (japonês: 盆栽, bon-sai) significa “cultivado, plantado em bandeja ou vaso”. Ao contrário do que muitos pensam o ideograma não contém a palavra árvore 木 (Ki). Um bonsai precisa ter outros atributos além de simplesmente estar plantado num vaso raso e pequeno. A planta deve ser uma réplica de uma árvore da natureza em miniatura. Deve simular os padrões de crescimento e os efeitos da gravidade sobre os galhos, além das marcas do tempo e estrutura geral dos galhos. Essencialmente é uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados.

O Bonsai não se trata de uma espécie vegetal específica, mas sim de uma técnica utilizada em árvores com o objetivo de “miniaturizá-la” inspirando-se em formas existentes na natureza. Não há árvore de Bonsai, mas árvores que se transformam pelo processo de Bonsai. Na prática, é a arte de selecionar e transformar árvores que tenham potencial para se assemelhar a uma réplica na natureza.

Através da observação percebe-se que as árvores têm tendências de comportamento e estilos próprios. Também encontramos uma classificação de estilos de bonsai e formas mais tradicionais baseado no estilo natural das árvores. Suas principais categorias se baseiam principalmente nas formas e no número total de árvores na composição.

Guia do Japão [ATUALIZADO]
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