Jornal Parana Shimbun

NOTÍCIAS DO BRASIL

O número de Brasileiros não-descendentes aumenta no Japão…

Para os não-descendentes, as regras para se viver no Japão são as mesmas aplicadas por quase todos os outros países. É necessário tirar um visto que permita a pessoa ficar/morar no país. Os vistos mais comuns são:

  • Visto de Curta Duração (até 90 dias),
  • Visto de Estudante (2 anos, podendo ser renovado),
  • Visto de Trabalho (1 a 3 anos, podendo ser renovado várias vezes).
  • Visto de Cônjuge (para quem se casar com um cidadão japonês).

Para tirar o visto de trabalho, é necessário que o emprego no Japão já esteja garantido.

A empresa contratante que irá “patrocinar” o seu visto cuidará da emissão do Certificado de Elegibilidade, documento emitido pelo Departamento de Imigração do Japão que atesta que você está apto a migrar para o país. 

A qualificação é fundamental para conseguir um emprego no Japão. Uma das condições para conseguir o Certificado de Elegibilidade é que o trabalho se enquadre na lista de profissões qualificadas pré-determinadas pela imigração japonesa.

Outra condição fundamental é aprender a língua japonesa, isso facilita a comunicação e aumenta as oportunidades. Caso ainda não domine a língua japonesa, o domínio do inglês é fundamental.

O visto de estudante é a primeira opção para morar no Japão…

Este é um dos caminhos mais comuns. Ir primeiro ao Japão a estudos, através de um intercâmbio ou para fazer mestrado e doutorado. Ao final do curso, participar do processo seletivo de diversas empresas até conseguir um emprego.

Se você encontrar um trabalho enquanto ainda está com o visto de estudante, você poderá tirar o visto de trabalho sem nem sair do Japão. Apenas lembre-se que este trabalho precisa ser qualificado (que exige curso superior).

Saiba mais sobre a Lei de Imigração Japonesa…

Os descendentes de japoneses tem sim um privilégio quanto a isso. Mas o fato é que o processo para um brasileiro não-descendente migrar para o Japão é exatamente o mesmo que um americano, italiano, chinês ou indiano. A dificuldade para um brasileiro não é maior nem menor do que para qualquer outro estrangeiro.

Não há nenhum tipo de discriminação e nem privilégio para outras nacionalidades. Se você acessar a página com os requisitos para a emissão do Certificado de Elegibilidade, verá que o processo é igual para todos. Sendo assim, é totalmente possível morar e trabalhar no Japão sem ser descente, porém, você precisa se qualificar para tal visto.

Quando tudo estiver resolvido e o emprego garantido, o ingresso acontecerá de forma automática, através do visto de trabalhador emitido e comprovado, o que garante a estadia e segurança dos não-descendentes.

Como o Brasil se prepara para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020…

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não fala em meta de medalhas para os Jogos de Tóquio 2020, mas está claro que um objetivo é superar as 19 medalhas conquistadas na Rio 2016, que é o recorde histórico do país.

Para Tóquio 2020, foram incluídos skate, surfe e caratê, modalidades que não estavam no programa olímpico do Rio. E, deste trio de esportes, é possível que venham pelo menos cinco pódios para o Brasil, que é uma das maiores potências no Surf e Skate. Além de brigar por pelo menos duas medalhas no tatame.

Apesar dos atletas estarem tendo menos apoio financeiro do que no último ciclo, o número de medalhas pode aumentar. Não pela evolução do esporte nacional, mas pela mudança, benéfica para o Brasil, no programa de provas.

Os estudos do Comitê Olímpico do Brasil (COB) demonstram que a cada quatro chances de medalha, o país conquista uma. Então, se a delegação quer superar as 19 medalhas conquistadas nos Jogos do Rio, precisa chegar com quase 80 possibilidades de pódio.

Lista com os favoritos ao Ouro Olímpico de Tóquio em 2020…

Darlan Romani – Arremesso de peso

Alison Santos – Atletismo

Erica Sena – Atletismo

Beatriz Ferreira – Boxe

Hebert Conceição – Boxe

Isaquias Queiroz – Canoagem

Ana Sátila – Canoagem slalom

Nathalie Moellhausen – Esgrima

Arthur Nory – Ginástica Artística

Arthur Zanetti – Ginástica Artística

Flávia Saraiva – Ginástica Artística

Mayra Aguiar – Judô

Rafael Silva – Judô

Maria Suelen – Judô

Rafaela Silva – Judô

Ana Marcela Cunha – Maratona aquática

Bruno Fratus – Natação

Pamela Rosa – Skate

Rayssa Leal – Skate

Letícia Bufoni – Skate

Yndiara Asp – Skate

Pedro Barros – Skate

Luiz Francisco – Skate

Pedro Quintas – Skate

Kelvin Hoefler – Skate

Gabriel Medina – Surfe

Filipe Toledo – Surfe

Maicon Andrade – Taekwondo

Edival “Netinho” – Taekwondo

Milena Titoneli – Taekwondo

Hugo Calderano – Tênis de mesa

Martine Grael e Kahena Kunze – Vela

Ágatha e Duda – Vôlei de Praia

Ana Patrícia e Rebecca – Vôlei de Praia

Alison e Álvaro – Vôlei de Praia

Evandro e Bruno – Vôlei de Praia

Equipe mista – Judô

Equipe de Vôlei – Vôlei feminino

Equipe de Vôlei – Vôlei masculino

Equipe de Revezamento 4x100m – Atletismo masculino

O turista não precisa ir para o Japão para conhecer a cultura japonesa… 

No Brasil, cidades colonizadas pelos orientais mantêm até hoje as tradições nipônicas. A maior concentração de japoneses está no sul e sudeste, mas isso não quer dizer que os nikkeis – como são conhecidas as pessoas com origem japonesa – residam apenas nessas regiões. O número estimado de cidadãos brasileiros com ascendência japonesa é de 1,5 milhão, de acordo com o Consulado Geral do Japão em São Paulo. Eles também estão no Centro-Oeste e Norte no país. 

No Paraná, a cidade de Assaí possui a maior concentração de nipo-brasileiros do estado. Desde o final da década de 30, com a colonização dos japoneses, as tradições orientais são passadas de pai para filho. A população, miscigenada entre brasileiros e japoneses, realiza os eventos da cidade, como O Bon Odori e o Tanabata, perpetuando a cultura oriental existente no dia a dia da cidade. O sistema de produção de frutas e o espaço agrícola da cidade também são realizados com técnicas japonesas.

Em São Paulo estão cerca de 400 mil japoneses. O maior reduto da colônia nipônica fora do Japão é o Bairro Liberdade, onde as fachadas são escritas com ideogramas japoneses e a arquitetura é tradicionalmente oriental. O bairro é conhecido por receber turistas de todo o mundo, apaixonados pela cultura e tradição orientais. A Feira da Liberdade, na capital paulista, reúne aos finais de semana elementos típicos da cultura do Japão, com destaque especial para a gastronomia.

Para quem procura pelas tradições nipônicas mais ao sul do país, o destino é o município de Ivoti, no Rio Grande do Sul. Em 1996, os dirigentes da cidade destinaram terras para serem ocupadas por 26 famílias de imigrantes, formando a colônia japonesa produtora de uvas, kiwi, hortaliças e flores. A colônia cresceu e hoje é responsável por realizar festas culturais, como Feira da Colônia Japonesa, a gincana esportiva Undo Kai e o evento Enguei Kai. O turista que visita Ivoti tem a oportunidade de conhecer o Memorial da Colônia Japonesa, com relíquias e artefatos que contam a história e conquistas japonesas no estado.

No outro extremo do país, na Região Norte está a cidade com a terceira maior colônia japonesa do Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram a Tomé-Açu, no Pará, em 1926, quando um grupo de cientistas japoneses foram ao estado para localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia com práticas modernas de cultivo. Em 1929, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil comprou terras paraenses e 189 japoneses iniciaram uma nova jornada naquela região. A cidade foi presenteada com o trabalho dos imigrantes e ganhou o título de maior produtora brasileira de pimenta-do-reino.

NOTÍCIAS DO PARANÁ

Cultura do Paraná

A cultura do Paraná soma uma grande quantidade de etnias como os povos indígenas, espanhóis e portugueses, africanos, italianos, alemães, neerlandeses, eslavos, russos, poloneses, ucranianos, árabes, libaneses, sírios, japoneses, coreanos, chineses, franceses, ingleses, canadenses, americanos dos EUA, peruanos, bolivianos, venezuelanos , argentinos, chilenos, paraguaios , uruguaios, gaúchos do Rio Grande do Sul, catarinenses, paulistas, paulistanos, cariocas, fluminenses, mineiros, baianos, soteropolitanos, nordestinos, mato-grossense, mato-grossense do sul,, goianos, amazonenses, paraenses, entre outros.

Curitiba, a capital do Paraná é considerada uma cidade cosmopolita, onde você encontra quase todas as nacionalidades e etnias. Por esse motivo. é escolhida para o lançamento de livros, peças de teatro, musicas e produtos, justamente por ter a maior diversidade de público.

É possível observar a cultura do estado do Paraná no artesanato, nos costumes, nos hábitos, na culinária, na religiosidade, no folclore e nas diferentes maneiras que o povo paranaenses se expressa. 

Chegada dos colonizadores Espanhóis e Portugueses

Segundo dados publicados pela Funai, a população indígena no ano de 1500 era de aproximadamente 3.000.000 habitantes divididos entre 1.000 povos diferentes. Destes, três milhões de indígenas no Brasil aproximadamente 2.000.000 estavam estabelecidos no litoral do país e 1.000.000 no interior.

Em 1650, apenas 150 anos depois da chegada dos colonizadores portugueses e espanhóis, foram mortos 2.300.000 indígenas, a polução dos povos indígenas no Brasil caiu para cerca de 700.000 indígenas. Foi o maior genocídio em terras brasileiras, foram mortos em conflitos com os colonizadores, nas tentativas de escravidão, na escravidão com trabalhos forçados, maus tratos e doenças contraídas dos brancos.

De 1650 à 1957, mais 630.000 indígenas foram mortos, sobram somente 70.000 remanescentes dos povos indígenas. De acordo com Darcy Ribeiro, antropólogo brasileiro conhecido por estudar os índios, cerca de 80 povos indígenas desapareceram no Brasil no século XX.

A importância dos Povos Indígenas na Cultura Paranaense

Os povos indígenas do Paraná eram pertencentes a duas grandes áreas culturais: a da floresta tropical e a marginal. No primeiro grupo está a grande família tupi-guarani, com a numerosidade de suas tribos e no segundo a grande maioria da família jê. As mais importantes tribos que pertencem às áreas culturais, assim se distribuíam em território paranaense: os tupis eram predominantes no litoral e a nordeste e oeste do estado. 

Quando os portugueses se contataram com os nativos, tiveram melhor capacidade de entendimento com os tupis-guaranis do que com os jê. Deve isso ao maior avanço dos tupi-guaranis que utilizavam técnicas no trabalho de confeccionar seus utensílios, tinham muito mais avanço do que o trabalho dos jê. É verdade que ambas as nações foram de encontro ainda na Idade da Pedra Polida, porém, de forma incontestável os tupis tinham o maior avanço. 

Os tupi-guaranis tinham com atividade econômica a agricultura de subsistência. Eram plantadores de milho, mandioca, algodão e fumo. Não tinham conhecimento do arado, mas praticavam a plantação em covas, que abriram no chão com paus dotados de pontas. O tempo de duração de suas roças era de 5 a 6 anos num certo lugar, até causar o esgotamento da caça ao redor, provocando o deslocamento para outras paragens de maior favorabilidade. Além dos alimentos plantados a sua alimentação era completada com os produtos de coleta: frutas, raízes, larvas, mel, erva-mate, jerivá, etc. 

Os tupi-guaranis contribuíram para o desenvolvimento de uma cerâmica que tivesse maior avanço, produzindo a confecção da quantidade em abundância de recipientes e vasilhas de barro cozido. Ainda eram fabricantes de uma variedade de cestas e peças, com fibras e taquaras. Faziam uso do algodão nativo para fiar. Com o fio eram realizadores da grandiosidade de trabalhos de tecelagem, dos quais merecem destaque a rede de dormir e tecidos com bastante aperfeiçoamento. A ocas em que os indígenas moravam eram feitas de estacas de madeira com cobertura de folhas extraídas da palmeira e do butiá.

Uma das maiores conquistas que os tupis-guaranis tiveram foi dominar da técnica de eliminar o ácido dihidrocianídrico, que tem muito veneno. O ácido dihidrocianídrico existe na raiz da mandioca. O fato de utilizar tal técnica tornou possível o trabalho de fabricar a fartura de farinha da mesma em abundância, tornando fácil de maneira enorme a alimentação.

A sociedade tribal em que o indígena paranaense viviam homens e mulheres viviam em perfeita harmonia. Os povos indígenas dependentes da agricultura e dos ciclos da natureza para a caça e coleta. Consideravam a fertilidade proveniente da natureza que era a ideia mais imediata da divindade generosa que fornecia frutos. Desde do inicio a até os dias atuais em seus contos, ensinamentos orais e lendas, a fertilidade feminina está associada à Divindade.

A mulher era a “dona de casa” que trabalhava, a casa era dela, pois era ela fazia o preparo da comida, era cuidadosa com as crianças, preparava a confecção das peças feitas de cerâmica, trabalhava na feitura da farinha de mandioca, entrelaçava os fios da rede e tomava conta do trabalho de plantar. 

O homem, por sua vez, com o espírito mais livre, se interessava pelos trabalhos de caçar, de pescar, de derrubar o mato para as mulheres praticarem o cultivo de produtos agrícolas, de fabricar armas, de construir as ocas e as pirogas, também se responsabilizavam por promover a segurança da tribo.

A bravura e coragem para defender e proteger a tribo, a habilidade para a caça, pesca, construir ocas e pirogas, eram fatores determinantes para o homem indígena. Esses fatores determinavam a sua posição na tribo e através deles a mulher indígena escolhia o companheiro para se unir e ser pai dos seus filhos.

É importante ressaltar que as atividades feitas pelos membros da tribo, homens e mulheres, se completavam, pois juntos garantiam a qualidade de vida de toda a comunidade. O “protagonismo” da mulher tupi-guarani foi um choque cultural para os colonizadores. Pois na época, em toda Europa, África e Ásia, a mulher tinha um papel de “coadjuvante” na sociedade, salvo raras exceções. 

Os Povos Indígenas foram os primeiros escravos do Brasil e do Paraná

O “escambo” era uma técnica de troca conhecida desde da antiguidade. Mas entre os colonizadores era uma estratégia para ganhar a confiança dos povos indígenas. Assim os colonizadores receberam auxílio para adentrar nas florestas, descobrir riquezas e produtos que pudesse explorar. Utilizaram o “escambo” para entrar nas tribos, descobrir quantos guerreiros podiam ser escravizados. Depois de ganhar a confiança dos povos indígenas os colonizadores rendiam os guerreiros para escravizá-los , matavam as mulheres e as crianças, queimavam as aldeias. Essas técnicas eram as mesmas utilizadas nas guerras da Europa na época, assim evitam que o prisioneiro tivesse para onde voltar.

Desde dos primórdios da colonização os povos indígenas foram escravizados, no início, a mão de obra indígena era utilizada na extração do pau-brasil. Depois passaram a ser capturados e empregados em pequenas lavouras ou na coleta ervas, plantas, raízes  e sementes, enviadas a Europa. Essas ervas e plantas eram utilizadas para produção de remédios e medicamentos, foram denominadas como: “drogas do sertão”.

A escravidão dos povos indígenas foi a primeira opção dos colonizadores que possuíam terras no “Novo Mundo”, pois a demanda por mão de obra somente crescia. Os senhores de engenho passaram a recorrer à escravização de índios por meio de expedições conhecidas como “bandeiras de apresamento”.  A mão de obra indígena era muito valorizada na povoação do território ou para ocupar fronteiras e era utilizada em larga escala em combates.

A Igreja combatia a escravidão, pois tinha todo interesse em catequizar e converter os povos indígenas ao Cristianismo. E assim utilizá-los como mão-de-obra para manter os assentamentos, chamados de missões que produziam alimentos e suprimentos para a colonização. Nos assentamentos, os jesuítas não conseguiam proteger os índios estavam sujeitos ao ataque de colonos e sobretudo dos bandeirantes, os quais capturavam e escravizavam.

A escravidão indígena foi proibida pela primeira vez por meio de Carta Régia de 1570, a qual instituiu a “Guerra Justa” e a escravidão voluntária. Conforme a lei, o índio somente poderia ser escravizado em situações de “Guerra Justa”, ou seja, quando eram hostis aos colonizadores. Outra forma de obter escravos indígenas era comprando os prisioneiros de conflitos entre as tribos nas guerras intertribais, na chamada “compra à corda”. Esse mesmo modelo, “compra à corda”, foi utilizada para comprar escravos da África, vendidos por tribo rivais.

Em 1682 a Companhia Geral de Comércio do Estado do Maranhão é criada para suprir a colônia com mão de obra africana e substituir o trabalho do escravo indígena. Devido ao fato que os indígenas eram muito rebeldes, mesmo quando eram punidos, não aceitavam facilmente a escravidão. Quando tinham oportunidade fugiam para a mata, onde conheciam o território melhor que o colonizador. Os que não conseguiam fugir, acabavam sendo escravizados e mortos devido aos trabalhos forçados ou por epidemias contraídas do contato com o homem branco, gripe, sarampo e varíola.

Como os escravos africanos eram caros demais para aqueles que possuíam terras, esses, aproveitavam as falhas na Lei, fiscalização e a “vista grossa” das autoridades que permitiam a escravidão dos povos indígenas. Essa prática, foi recorrente até fins do século XVIII, mesmo depois do decreto do Marquês de Pombal em 1757. Para burlar a lei e evitar a fiscalização, os escravos indígenas e brancos não eram registrados nos recenseamentos e demais documentos.

Contribuição do Povo Indígena para a cultura do Paraná

Quanto ao paranaense são muitas as contribuições influenciadas pela herança indígena, seja no trabalho do dia-a-dia, ou em seus usos e costumes:

  • influência étnica: os milhares de habitantes indígenas do Paraná em sua grande maioria passaram por eliminação de maneira definitiva ou passaram por incorporação à sociedade, miscigenados.
  • vocabulário: é grande a quantidade dos termos que se originaram do tupi-guarani ou jê no linguajar do dia-a-dia, como por exemplo: Paraná, Curitiba, Paranapanema, Paranaguá, Iguaçu, Tibagi, Marumbi, canjica, butiá, vossoroca, guri, etc. A língua indígena contribuiu com nomes de acidentes geográficos, como rios, serras, picos, etc.
  • alimentação: o uso da farinha de mandioca tem grande difusão entre a população. Esta farinha era importante para o índio como a farinha de trigo era importante para o caucasiano. O trabalho de eliminar o ácido venenoso possuído pela mandioca brava, tornou proporcional uma fonte de alimento dotada de grandeza para os índios. Atualmente, se conhece o seu uso na totalidade das camadas sociais. Também o mingau, canjica, paçoca e outros alimentos, tiveram o seu uso que se originou dos índios;
  • a rede: utilizada pelo caucasiano, que atualmente generalizou o uso deste utensílio doméstico, foi usada pelos índios para repousar na dormida em suas ocas, porque não eram conhecedores da cama;
  • a erva-mate: foram os índios da família guarani que deram orientação ao homem branco de como se utiliza essa erva. Atualmente, tem utilizado definitivamente nas tradições culturais da Região Sul do Brasil, constituindo-se num chá quente, gelado ou do tradicional chimarrão;
  • o fumo: os europeus não eram conhecedores do fumo. Os colonizadores apenas passaram a ter conhecimento dele na América. Os índios eram utilizadores desse vegetal, aspirando o fumo em cachimbos feitos de barros. Atualmente, seu uso é universal, constituindo-se em cigarro e charuto;
  • o costume do banho diário e da loção de cabelo: são elementos que o colonizador aprendeu com os indígenas.

Sendo assim, desde do início o povo paranaense teve a sua cultura influenciada por lendas, hábitos e costumes dos povos indígenas. 

Influência Espanhola e Portuguesa na Cultura Paranaense

O estado do Paraná teve influência ao mesmo tempo de Portugueses e Espanhóis. Em 1534, o rei de Portugal Dom João III dividiu o Brasil em capitanias hereditárias. O litoral do sul ficou dividido em quatro capitanias, doadas a dois donatários: O de Martim Afonso de Sousa era o mais setentrional e iniciava-se na altura de Macaé (hoje estado do Rio de Janeiro), indo até cerca de um terço da ilha de São Sebastião. Abrangia o cabo de São Tomé, baía da Guanabara, Angra dos Reis, e inclusive o território onde foi mais tarde fundada a vila de São Paulo de Piratininga. A segunda parte iniciava-se na barra da baía de Paranaguá, incluindo Itanhaém, Iguape e Cananeia. Ambos esses quinhões foram denominados Capitania de São Vicente. 

As duas partes que couberam a Pero Lopes de Sousa abrangiam dois terços da ilha de São Sebastião até a barra de São Vicente (primeira parte), e da barra de Paranaguá até encontrar a linha imaginária e delimitadora de Tordesilhas, na altura de Laguna em Santa Catarina, linha esta, aliás, sem delimitação fixa.Este quinhão sul, de Pero Lopes de Sousa, era a parte mais meridional de toda a colônia portuguesa. Sua delimitação era bastante vaga, mesmo para os portugueses. Nos primeiros tempos, esse quinhão também foi chamado de Santana, mas com o correr do tempo, ambas as partes de Pero Lopes de Sousa passaram a ser conhecidas por Capitania de Santo Amaro. Na parte mais setentrional do quinhão de Pero Lopes, estavam situadas as vilas de Santos e São Vicente e na parte meridional (Santana), a vila de Paranaguá.

Durante o século XVI, no quadrilátero das terras banhadas pelos rios Paraná, Tibaji e Iguaçu, viviam muitos indígenas. O grupo étnico da maioria da população indígena da região foram os tupis-guaranis. O colonizador europeu que fez o percurso da região pela primeira vez foi o espanhol vicentino Aleixo Garcia, que ali iniciou a penetração como comandante de uma bandeira. Fez a ultrapassagem do rio Paraná na região das Sete Quedas e sua chegada em direção à Cordilheira dos Andes. 

Em 1541, Álvaro Nunes Cabeza de Vaca, outro espanhol fez a travessia da região. Fez uma viagem de partida com a numerosidade de sua comitiva da ilha de Santa Catarina e dirigindo-se até Assunção, no Paraguai, onde recebeu do rei da Espanha  a sua nomeação para governador. Em 1541 fez a travessia do Iguaçu, depois atravessou o rio Tibaji, fez uma viagem de volta ao rio Iguaçu e a navegação em canoas em direção aos saltos de Santa Maria, onde teve a perda de algumas de suas embarcações. Com as outras fez o contorno dos saltos com suas próprias pernas e logo abaixo iniciou a tomada simbólica do rio Paraná a ser empossado, em nome do rei da Espanha. 

Devido a esses objetivos espanhóis, o adelantado (governador) de Assunção fez o envio em 1554 de oitenta homens armados, que iniciaram a fundação da vila de Ontiveros, às margens do rio Paraná, há pouca distância da foz do rio Ivaí. Esta cidade foi o primeiro assentamento permanente que os espanhóis fundaram em território paranaense. Possuía muitos índios encomendados (escravizados). 

Dois anos depois, o espanhol capitão Ruy Dias de Melgarejo promoveu a transferência da povoação para bem próximo da foz do rio Piquiri. Neste novo lugar o núcleo recebeu o nome de Ciudad Real de Guairá. Os espanhóis deram continuidade à exploração da região. No ano de 1579, às margens do rio Ivaí, perto da foz do rio Corumbataí, o mesmo espanhol, capitão Ruy Dias de Melgarejo, iniciou a fundação da cidade de Vila Rica do Espírito Santo. Esta denominação de Vila Rica é devido ao fato de os espanhóis ali derem de encontro na região com muitos cristais de rochas (ágatas), que fizeram o julgamento de que as rochas são pedras preciosas muito valiosas. 

Tiveram recolhimento e a decisão dos espanhóis era o seu retorno à Espanha, com o objetivo de usufruto da riqueza que encontraram. Mas Ruy Dias Melgarejo decretou a proibição de que saíssem os colonos da região. Então foram amotinados, mas se submeteram. A cidade de Vila Rica do Espírito Santo tem se tornado num importante centro de escravidão indígena. Estas vilas que os espanhóis fundaram no atual território paranaense, receberam o nome de República do Guairá.

As autoridades vindas da Espanha deram incumbência às pessoas possuidoras de alguns bens para a conquista das terras que os indígenas ocupavam. Eram chamados de adelantados, como por exemplo Balboa, Pizarro, Pedro de Mendoza, Pedro Álvarez Nunes Cabeza de Vaca e muitos outros. De acordo com o que determinava a coroa espanhola, o dever da população indígena era o aprendizado do catecismo, que servia de defesa contra os inimigos e os adelantados, tendo início num ofício. Em troca disto, os índios fariam o pagamento de uma taxa, ou fariam a prestação de serviços. Eram chamado de encomiendas esse sistema, que acabou em degeneração porque os espanhóis eram gananciosos, causando a escravidão do indígena. 

Esse sistema também foi posto em prática no Paraná, na Ciudad Real e Vila Rica. Como o governador do Paraguai, Hernando Arias Saavedra deu de encontro com os índios que resistiram fortemente em aplicar tal sistema, incluindo a frequência de revoltas, deu sugestão ao governo espanhol que tenha confiança em pacificar e converter os indígenas da região aos padres da Companhia de Jesus, o que teve aceitação de imediato.

Naquela época, a preocupação dos padres era o fato de que faltava eficiência do método de catequese que os jesuítas empregavam até então. O método de catequese consistia em continuar peregrinando entre as aldeias indígenas, onde os padres faziam a pregação e o batismo. Mas este sistema não tinha muita eficiência, visto que se faltasse o sacerdote numa aldeia teria como consequência o fato de que os novos indígenas convertidos fossem desleixados e não se interessassem pela religião cristã, voltando com facilidade a praticar as antigas superstições. 

Guairá foi a primeira região a fazer a experiência do sistema que os jesuítas adotavam: as reduções. Consiste este na atração de aumentar possivelmente o número de indígenas para uma povoação, que se chamava redução. Ali, os indígenas moravam numa habitação com a sua família; o missionário também ali fazia fixação de residência, daí não tendo a necessidade de o deslocamento frequente para outras regiões. Estiveram à procura dos jesuítas, assim, realizando a conquista de alguma coisa que durasse enquanto trabalhassem como na missão jesuítica. Os padres jesuítas julgavam o pensamento de que não fosse o suficiente para fazer o lançamento da palavra de Deus ao acaso como era feito em tempos antigos, mas precisavam fazer a vigilância da palavra de Deus, propriamente dita, até frutificar. 

Ambas as povoações da região não recebiam muito bem os jesuítas, isto porque, os espanhóis se acostumavam em explorar os índios pelo sistema das encomiendas, não faziam falta para eles o fato de estarem presentes os maiores homens que defendiam os direitos dos indígenas; realizavam a fuga de suas encomiendas em maior número e o refúgio nas reduções jesuíticas. A situação nos dois centros espanhóis agravou-se muito porque faltava gente para trabalhar, havendo a insuficiência do número de seus indígenas para a trabalhar na lavoura e plantar a erva-mate. As duas povoações passaram a declinar nitidamente, até que os bandeirantes paulistas finalmente destruíram.

Os dois primeiros núcleos indígenas que os jesuítas fundaram, na região, foram os de Nossa Senhora de Loreto e Santo Inácio Mini, que se localizavam na margem esquerda do Paranapanema, sendo que fundaram o de Loreto em 1610, na foz do rio Pirapó. Nesta região, mais de 200 famílias foram encontradas pelos jesuítas, que batizaram anteriormente. Esta foi a mais antiga redução jesuítica onde o povo guarani morava. O primeiro núcleo teve rápida prosperidade e tem se tornado a capital das reduções, onde passou a ser residência do padre superior da província do Guairá, o novo nome da antiga Província de Vera. 

Os padres corajosos, fortemente fiéis e dinamicamente invulgares contribuíram para a rapidez de semeadura no vasto território onde estavam localizadas as missões, o aumento da quantidade destes aldeamentos, os quais somaram treze, que ficavam nas margens dos mais importantes rios, como o Piquiri, Ivaí, Paranapanema, Tibagi e Iguaçu. Esta obra de catequizar e civilizar os indígenas que os padres da Companhia de Jesus faziam não se compara paralelamente com outra qualquer em benefício da civilização, tal era vultuosa e ampla esta civilização, propriamente dita. Em alguns anos, estes missionários intrépidos realizaram com êxito o aldeamento de aproximadamente 100 mil indígenas; e o que é mais importante: os jesuítas realizaram a penetração nos indígenas animados o fato de sentirem-se trabalhadores sistemática e disciplinadamente, o que até então ninguém realizou.

Um missionário dirigia uma destas reduções. Este missionário, propriamente dito, era chamado pelos índios de pai-tuya (pai velho); um assistente coadjutor, o pai-mini (pai novo), auxiliava o diretor das reduções. De modo indiscutível, a suprema autoridade que dirigia uma redução era o pai-tuya. Os jesuítas não tiveram a quebra de hierarquia da vida que as tribos tinham, com a qual era o costume que os índios tinham; fizeram a adaptação dos cargos usuais de administração que regiam as vilas espanholas, aos chefes que dirigiam as aldeias indígenas. 

Dessa forma, os índios desempenharam a ocupação do cargo de capitão, alcaide (espécie de oficial do poder judiciário que tinha o direito de fazer a punição que os criminosos mereciam), alferes (que corresponde razoavelmente à hierarquia militar de sargento), regedor (que administrava a redução). Qualquer pessoa no dia em que se casava com outra teve o recebimento de um terreno, o qual tinha a obrigação de fazer o cultivo. Além de existir esta propriedade privada, havia as que tinham coletividade. Os índios cuidavam e plantavam as propriedades coletivas em turnos. As propriedades coletivas eram chamadas pelos índios de tupã-mbe (propriedade de Deus).

A pecuária equina, bovina, caprina, ovinos e avícola, também tinha coletividade. Os indígenas armazenavam o produto deste trabalho em depósitos públicos, donde qualquer família teve o recebimento do que necessitava para sustenta-la. Esta distribuição, que se limitava a qualquer família, era para que não sejam desperdiçados os gêneros alimentícios e para que as donas de casa indígenas não estivessem acostumadas com gastos exagerados. Destes depósitos comuns era retirado também o necessário para participar das missas e pagar impostos, que serviam como pagamento religioso à coroa espanhola. 

Pelos missionários espanhóis não era introduzido o fato de usar a moeda entre os indígenas, para evitar o despertar da cobiça, que até então não existia. Mas a cada ano era feita descida pelos indígenas das reduções até Santa Fé ou Buenos Aires, que quem chefiava foi um missionário, que assumia o cargo de procurador das missões, para vender seus produtos e realizar a aquisição de suas mercadorias de que necessitavam. Um procurador missionário presente trabalhava para a defesa dos indígenas dos vexames possivelmente infligidos pelos colonos, bem como para não fraudar e roubar.

O mais importante edifício que existia numa redução jesuítica era a igreja, que por tradição ficava na praça principal, assim como era de praxe entre os colonizadores vindos de Portugal em solo brasileiro. O alinhamento das residências era feito com a formação de quarteirões. Os quarteirões eram possuidores de modo geral de uma espécie de área com cobertura e continuidade, fazendo a ligação das casas entre si, no trânsito dos pedestres que se protegiam da luminária do dia e da precipitação pluviométrica. 

A reunião da população ocorria todos os períodos matutinos na sede da paróquia, em especial, dos menores de idade, para rezar Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai e participar da missa; depois, dos maiores de idade que iam trabalhar e dos menores de idade, tanto das crianças do sexo masculino como do feminino, para estudar em instituições de ensino fundamental. Ali as crianças dedicavam-se ao aprendizado da leitura, da escrita e dos cálculos matemáticos, na primeira língua que aprendem.

Aos infratores na comunidade quem aplicava as penalizações era o pai-tuya. A variação das penalizações era feita a partir do fato de os infratores confessarem publicamente que faltavam, até serem açoitados, presos ou expulsos da comunidade. É importante ressaltar que eram muito raros os crimes cometidos nas reduções e nos que diz respeito aos brancos presentes, os missionários e as autoridades espanholas não toleravam. Pelos próprios missionários eram ensinado aos indígenas qualquer das profissões e necessidades. 

Dessa forma, as profissões praticadas pelos indígenas a tecelagem, a carpintaria, a metalurgia, a agricultura, cada um especialista numa profissão. Durante o período vespertino, a volta dos indígenas para a reunião na igreja tinha como finalidade rezar as orações da Igreja Católica, antes de seu recolhimento às suas residências, Quando saíam e entravam na igreja, eram realizados pelos indígenas os cânticos, bem como quando começaram a trabalhar todo o dia. Nos domingos e dias santos, foram realizados pelos indígenas as festas e os folguedos, na praça central, com muitas cores, música e pompa. A festa que os indígenas preparavam bem e, consequentemente, a que mais esperavam e animavam, era a do orago. Segundo o costume católico, patrono, orago ou padroeiro é um santo a quem é dedicada uma localidade, uma profissão específica, associação, animal (ou animais em geral) ou templo (capela e igreja).

O fato de serem absolutamente bem-sucedidas as reduções jesuíticas fez com que os luso-brasileiros de São Paulo ficassem com medo. Quanto à atitude violentamente reacionária dos paulistas contra as reduções jesuíticas pode se sintetizar nos seguintes interesses:

  • o medo de que a colonização espanhola se expandisse para a parte oriental, dirigindo-se à baía de Paranaguá;
  • os indígenas a serem preados para o trabalho em suas lavouras;
  • desejar o alcance das famosas minas de Potosi.

Os portugueses sempre intencionaram a consideração do Rio da Prata como a fronteira sul do Brasil. Por sua vez, o desejo dos espanhóis era o percurso desta fronteira pelo rio Paranapanema até Cananéia ou, na pior das hipóteses, até a baía de Paranaguá. Assim, os portugueses e espanhóis disputavam o território que compreendia o Rio da Prata e o Paranapanema. O desejo dos dois povos colonizadores era de empossar este território.

O fato de as reduções jesuíticas espanholas serem expandidas, que já efetivaram o alcance do médio vale do Tíbagi, causou a provocação do medo que os paulistas mamelucos passaram a ter. Os mamelucos deliberaram firmemente o impedimento de expandir as reduções jesuíticas. Por este motivo, promoveram ataque antes de serem vítimas de ataque. 

Dessa maneira, os portugueses consideraram justa a guerra de destruição, embora a realização da terrível obra de destruição fosse proposta por esse povo colonizador. Por outro lado, a agricultura paulista teve necessidade de braços para trabalhar. Há muito tempo os paulistas fizeram a organização das entradas e bandeiras, que faziam o percurso do interior para capturar os índios. Os indígenas receberam prisão e transferência com destino para São Paulo, onde era realizada a sua venda. O preço por peça, como então era chamado pelos escravos, compensava. A ilicitude deste comércio tinha normalidade, embora os missionários jesuítas portugueses fizeram protesto.

O litoral paranaense, nestes tempos primordiais percorrendo por indivíduos isoladamente, e por bandeiras preadoras de índios carijós. Após uma dessas bandeiras na região de Paranaguá, Diogo de Unhate, principalmente na mesma, requereu e obteve em 1614 uma sesmaria, cada uma das terras que o governo lusitano doava a quem requeresse, contato que fosse pessoa casada e de certos bens. Foi este primeiro proprietário de terras, do lado português, em território paranaense, Ficava sua sesmaria entre os rios Ararapira e Superagui. 

Os homens que o antecederam na região eram mineradores e estavam a procura de minas de ouro e de prata, não se fixando, em consequência. A penetração portuguesa na baía de Paranaguá foi retardada devido à guerra que surgiu entre os portugueses de São Vicente e Rui Mosquera, espanhol aliado dos tupiniquins. Este espanhol, companheiro de Caboto, tomou Iguape com vários de seus patrícios. Atacou a saqueou a vila de São Vicente, auxiliado pelo bacharel de Cananeia. Esse homem era um degredado português na região de Cananeia. Seu verdadeiro nome era Francisco de Chaves. Era simpático aos espanhóis e suspeito aos portugueses, cujo rei degredara ao Brasil.

Com a expulsão de Mosquera para Santa Catarina, tiveram os portugueses melhores condições para percorrer, organizados em bandeiras, a região de Paranaguá. Os jesuítas, por outro lado, também a percorriam, tentando evangelizar os carijós. Esta região já frequentada desde 1554 por elementos vindos de São Vicente, Santos e de outros lugares. Estes elementos também mantinham um certo comércio com os índios. 

Trocavam ferramentas, anzóis, fazendas de tecido, por algodão, que era plantado e colhido por estes índios. A região do litoral contava com seis a oito mil índios carijós. Não foram entretanto, estes predadores ou comerciantes que iniciaram o povoamento do litoral. As atividades, até então ali exercidas, eram praticamente nômades, e foi somente com a notícia do descobrimento de ouro nos ribeiros da baía de Paranaguá, que para aí se dirigiu grande número de habitantes vindos de Cananeia, São Vicente, Santos, São Paulo e até o Rio de Janeiro, atraídos pelo alvoroço levantado com o descobrimento de ouro na baía de Paranaguá.

A linha de descendentes de Pero Lopes de Sousa se havia extinguido. Em 1615, o Conde de Monsanto, alegando ser neto de Martim Afonso de Sousa, através de sentença judicial, obteve para si 80 léguas da costa sul brasileira que foram doadas por Dom João III a Pero Lopes. A maior prejudicada com tal decisão foi uma outra descendente de Martim Afonso de Sousa, Dona Mariana de Sousa Guerra, Condessa de Vimieiro. 

Em 1617, a região foi percorrida pela bandeira de Antônio Pedroso. Um de seus componentes era o jovem Gabriel de Lara, filho de espanhol, interessado em procurar ouro. Lara uniu-se aos Peneda e conjuntamente fundaram uma povoação na ilha da Cotinga. Os fundadores, temerosos do grande número de índios carijós e desconfiados por parte de hostilidades bélicas por parte dos aborígenes, estabeleceram-se na ilha da Cotinga, onde estavam mais seguros e protegidos.

Porém em 1622, através de hábil atuação política, a Câmara Municipal de São Vicente, através do seu loco-tenente, João de Moura Fogaça. Entretanto, através de maquinações políticas, o Conde de Monsanto conseguiu que, em 1624, a Câmara Municipal de São Vicente voltasse atrás e o reconhecesse como proprietário da Capitania.

No ano de 1628, foi iniciada a viagem feita por Raposo Tavares para a República do Guairá, não sem antes da realização do seguimento de uma bandeira como vanguarda, para a plantação da agricultura de subsistência, a abertura de picadas e o preparo de arranchamentos. A composição da expedição de Raposo Tavares tinha mais de 900 caucasianos e 3.000 indígenas escravizados. De tanta numerosidade era a mesma, que em São Paulo não ficaram mais de 25 homens com capacidade de entendimento de balística.

De São Paulo fizeram a descida para Santos, São Vicente e Itanhaém. O caminho foi a travessia da Serra do Mar através do Rio Ribeira de Iguape, até os Campos Gerais. Aí a expedição foi dividida. Uma pequena parte foi para o extremo sul e a maior foi para o talvegue do rio Tibaji, dirigindo-se para as reduções. Os paulistas foram acampados perto da aldeia de Encarnación. 

No começo, a dedicação dos bandeirantes foi o aprisionamento de indígenas pelas adjacências. Os jesuítas, que objetivavam o amedrontamento dos mamelucos (assim os padres cultivavam o costume dar esse nome aos paulistas), convocaram uma reunião de 1 200 indígenas e foram até em frente ao acampamento. Foram rechaçados com tiros de armas de fogo. Porém quando da apresentação de isolamento dos padres, os profissionais da fé foram recebidos por Raposo Tavares para parlamentar.

As promessas de Raposo Tavares foram a libertação da escravidão dos indígenas e o fim da perseguição dos catecúmenos dos jesuítas. A primeira promessa não foi cumprida, mas com efeito foi deixada, de maneira temporária, a preação dos indígenas que já moravam em aldeias. Essas negociações não deixavam de ser despistadas por alguns paulistas, com a esperança de todo um incidente qualquer para a invasão da redução. Com efeito, o acontecimento foi não demorado. 

O cacique Tataurana (que já era cristão) teve fuga dos paulistas e refúgio na aldeia de Santo Antônio. A devolução pelos jesuítas foi negada por ele, utilizando-se do argumento de que professava o cristianismo. Foram iniciadas então as guerras. Os mamelucos, ao mesmo tempo em que foram responsáveis pelas destruição das aldeias e reduções do vale do Tibaji, também fizeram destruição das aldeias no vale do Ivaí.

Os indígenas não ofereceram grande resistência e sim aqueles que ainda foram habitantes das florestas. Estes fizeram assalto e matança, nas retaguardas dos grupos, de maneira muito eficiente. Pelos jesuítas, desesperados, foram abandonados numerosas reduções e espalhados os indígenas. Em maio de 1629, a volta de Raposo Tavares a São Paulo acompanhou a escravidão de mais de 20.000 indígenas. 

A decisão dos jesuítas pelo deslocamento dos padres Maceta e Mansilla para São Paulo, a fim de socorro e defesa, perante as autoridades, os direitos dos índios. Foi conseguido inclusive o alcance de uma coluna de aprisionamento de índio. Devido à insuficiência física da velhice, do sexo feminino e da infância dos indígenas para a continuação da caminhada, Raposo Tavares abandonou-os na floresta. Pelos missionários foram assistidos aqueles que tivessem possibilidade. Pelos jesuítas a reclamação foi feita contra esta barbárie em São Paulo, no Rio de Janeiro e até na Bahia. 

Quando tudo fazia a crença de que pelo governador do Rio lhes fosse dado apoio contra os mamelucos de São Paulo, eis que pelos holandeses foi invadido Pernambuco. A participação dos paulistas de destruir a maioria das cidades da República do Guairá teve recrutamento para a guarnição do litoral para evitar que fosse atacado pela marinha holandesa.

A eleição de Raposo Tavares como presidente da Câmara ocorreu em 1632 e depois a de Ouvidor da Capitania. Os jesuítas que reivindicaram ficaram em vão. Outras expedições foram feitas contra as reduções do Guairá. Uma delas aconteceu em 1629, que o mameluco Manuel Preto comandou. Quando foram destruídas as reduções jesuíticas, os espanhóis de Ciudad Real e Vila Rica foram aliados de Raposo Tavares. 

O objetivo com tal atitude dos espanhóis era o auxílio ao abatimento dos poderosos jesuítas, seus mais antigos inimigos. Mas tanto os mamelucos como os espanhóis defendiam com tenacidade os indígenas a serem escravizados. Esta aliança favoreceu a parcimônia de Raposo Tavares por Vila Rica. Mas em sua companhia havia a mudança da diversidade de espanhóis para São Paulo, onde passaram a ter sua própria residência. Afinal, todos eram inferiores ao governo de Sua Majestade, o Rei da Espanha.

A condessa de Vimieiro, repelida das vilas de São Vicente e São Paulo, resolveu criar a capitania de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, com sede na vila do mesmo nome e com jurisdição para as 100 léguas das costas do sul.[4] Mais tarde, Dom Luís Carneiro, Conde da Ilha do Príncipe, ao casar com uma Vimieiro, recebeu como dote a Capitania de Itanhaém. O Conde da Ilha do Príncipe, desde o início, fez valer os seus direitos. Nomeou para seu loco-tenente a Diogo Vaz Escobar. Este, em 16 de dezembro de 1653, tomou posse da vila de Paranaguá e seus distritos, depois de atrair para seu lado o fundador Gabriel de Lara, nomeando-o capitão-mor.

A Diogo Vaz Escobar, Paranaguá muito deve. Este deu-lhe os provimentos (21 de janeiro de 1654), demarcou diversas divisas com Cananeia, delimitou o Rocio, proveu Paranaguá de paróco e projetou a construção da cadeia. O Conde de Monsanto, agraciado pelo rei com o título de Marquês de Cascais, temeroso desta expansão de Itanhaém, opôs embargos e, em acordos feitos com Gabriel de Lara, criou 1656 a Capitania de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá. Para governador da mesma e seu loco-tenente, nomeou Gabriel de Lara.

O Conde da Ilha do Príncipe reagiu nomeando para tratar do problema: Luis de Almeida. Este delegou a Simão Dias de Moura (capitão-mor e ouvidor de Itanhaém) a tarefa de tomar posse das vilas de Iguape, Cananeia e Paranaguá. A Câmara de Paranaguá prestou obediência a Simão Dias, porém Gabriel de Lara e seus seguidores não o fizeram (Lara já era governador da Capitania de Paranaguá, criada por Cascais).

Em 1656, por ocasião da posse da nova Câmara, Simão Dias de Moura retornou a Paranaguá e renovou a posse em nome do Conde da Ilha do Príncipe. Segundo a a tradição, foi nesta oportunidade que ordenou a ocupação da baía de Guaratuba e criou a freguesia de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Perdões dos Pinhais (Curitiba).

Com tais sucessos de Simão Dias, em nome do Conde da Ilha do Príncipe, parecia que o prestígio de Gabriel de Lara estava condenado ao ostracismo. Neste ínterim, entretanto, um novo acontecimento fez provocar uma reviravolta política na questão. Em 1659, chegava a Paranaguá o provedor Pedro Sousa Pereira, com a finalidade de aumentar o número de índios carijós para a guerra contra os neerlandeses na Bahia. Para que tal ocorresse, teriam que ser os mesmos retirados das chamadas Companhias de Minas (grupos de carijós que trabalhavam como escravos nas minas de ouro). Tal acontecimento representava grande prejuízo para a população de Paranaguá. Os índios eram vitais para sua economia. O povo se opôs a tal recrutamento e estava prestes a organizar um levante.

Gabriel de Lara, na qualidade de representante do Marquês de Cascais (donatário não reconhecido pela Capitania de Paranaguá), encampou as reivindicações do povo. Compareceu, a frente de numeroso grupo, à casa do provedor e expôs-lhe em nome do mesmo, os inconvenientes do recrutamento dos carijós:

  • paralisaria os trabalhos nas minas, justamente no momento de verificar se a lavra que estava aberta ou não betas de ouro;
  • enfraqueceria a defesa da baía, já muito debilitada com a saída dos carijós e brancos;
  • desguarneceria a barra, fazendo com que os neerlandeses, ou quaisquer outros corsários, tentassem atacar, como aliás já haviam feito.

O provedor acatou os argumentos de Lara, dizendo que consultaria o governo do Rio de Janeiro a respeito. Em consequência, a liderança de Lara tornou-se inquestionável. Em 1680, a Câmara Municipal, grata por sua atitude, dirigiu-se a Gabriel de Lara e o reconheceu como loco-tenente do Marquês de Cascais, capitão-mor, ouvidor e alcaide-mor da Capitania de Nossa Senhora do Rosário do Paranaguá.

No mesmo ano, o governador do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá e Benevides, chegava a Paranaguá e confirmava Gabriel de Lara governador da Capitania de Paranaguá, até a solução jurídica do conflito entre os herdeiros de Martim Afonso de Sousa.

A ascendência de Gabriel de Lara como representante do Marquês de Cascais foi importante para a vitória judicial do mesmo, contra as pretensões do Conde da Ilha do Príncipe. A Capitania de Paranaguá existiu até 1709; Foi comprada pela coroa portuguesa em 1711, e passou a fazer parte da Capitania de São Paulo, então criada. A partir deste ano, Paranaguá entrou em processo de decadência, até que em 1720, recebeu a correição do Ouvidor Pardinho. Este, entre outras providências, determinou:

  • reabertura da Casa de Fundição de Ouro;
  • proposta para a Criação da Ouvidoria de Paranaguá;
  • permissão para o comércio da congonha (erva-mate) com a colônia do Sacramento, aliás muito aproveitada pelos parnanguaras.

A Ouvidoria de Paranaguá foi criada em 1723 e tinha jurisdição até o Rio da Prata. Era o centro do comércio da comarca e detinha o comando das Companhias das Ordenanças da vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba.

Tal qual Paranaguá, os primeiros desbravadores da região de Antonina, situada nos fundos da baía de Paranaguá, foram faiscadores de ouro. Em meados do século XVII, foram concedidas três sesmarias em Antonina. Os beneficiados foram Antônio de Leão e Manuel Duarte. Entretanto, a fundação da povoação veio a ocorrer a 12 de setembro de 1714, quando o bispo do Rio de Janeiro autorizou a construção de uma capela na fazenda da Graciosa, de propriedade do sargento-mor Manuel do Valle Porto.

Os moradores da região queixavam-se dos graves incômodos e riscos que enfrentavam, precisando deslocar até Paranaguá, a fim de atenderem às suas necessidades religiosas. Este é o motivo porque requereram ao bispo a permissão de levantarem uma capela, debaixo da invocação de Nossa Senhora do Pilar da Graciosa.

Em 8 de novembro de 1797, o nascente núcleo foi elevado à categoria de Vila, recebendo a denominação de Antonina, em memória do príncipe Dom Antônio (1795-1801), filho primogênito do então príncipe Dom João e Dona Carlota Joaquina.

Desde tempos remotos, tornou-se tradição a realização da festa religiosa na igreja local, sob a invocação de Nossa Senhora do Pilar. Estas comemorações atraem grande multidão de peregrinos e realizem a 15 de agosto até os dias de hoje.

Surgiu este núcleo populacional às margens do Rio Nhundiaquara, antigamente denominado de Cubatão, o qual deságua na baía de Paranaguá. Nos fins do século XVII e início do século XVIII, a região era percorrida por aventureiros e faiscadores de ouro

O ouvidor Rafael Pires Pardinho terminando sua correição em Curitiba, desceu para a marinha pelo Rio Cubatão e, observador como era, percebeu que no futuro deveriam existir povoações no referido rio, a fim de que o mesmo se transformasse numa via comercial, tal qual ocorria em outras regiões, em casos semelhantes

O Rio Cubatão era percorrido obrigatoriamente pelos viajantes que de Curitiba desciam para o litoral, pelo caminho do Itupava. O ouvidor Pardinho, quando fazia em 1721 correição na vila de Paranaguá, ordenou em provimento a esta Câmara que demarcasse nas margens do Cubatão 300 braças em quadra, para que servisse de sede a uma futura povoação

Pelo provimento nº 106, percebe-se que sua preocupação não se limitava somente a Morretes, estendia-se a Guaratuba, Porto de Cima, Porto do Padre Veiga, Varadouro Velho e Rio Sebui, que vai sair na Ararapira. Pouco mais tarde, o ouvidor Lanhas Peixoto revogou este provimento de Pardinho. A Câmara de Paranaguá apelou para a corte em Lisboa, tendo esta novamente confirmado a decisão de Pardinho. Assim, em 31 de outubro de 1733, a Câmara de Paranaguá procedeu à medição das 300 braças em quadra no local onde residia João de Almeida, destinando o terreno medido à futura povoação. O local escolhido era ponto terminal da navegação para o trânsito que se dirigia a Curitiba.

A nova comunidade prosperava lentamente. Em 5 de junho de 1769, obteve provisão para erguer uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Porto e Menino Deus dos Três Morretes. A capela foi benta no mesmo ano, pelo vigário de Paranaguá. A partir da ereção da capela, o porto de Morretes começou a ter maior desenvolvimento.

Os tropeiros que desciam de Curitiba para o litoral começaram a fazer suas compras no Porto dos Três Morretes, tornando-se necessário deslocarem-se até Paranaguá. A Câmara Municipal desta última, desejando impedir os prejuízos que seu comércio vinha sofrendo, proibiu em 1780 a existência de casas de negócios secos, em Morretes. Os comerciantes morretenses apelaram da decisão para o governo de São Paulo e até a Junta da Real Fazenda, tendo obtido ganho de causa.

Pela lei provincial de São Paulo, nº 16, de 1º de março de 1841, Morretes foi elevado a município, desmembrando-se de Antonina. Em 1869, passou a denominar-se Nhundiaquara, mas já no ano seguinte voltou a denominação anterior.

 

Influência Africana na Cultura Paranaense

A imigração africana no Brasil, foi uma imigração forçada pela escravidão, mas o legado cultural transmitido pelos primeiros africanos e por seus afrodescendentes é inegável. Sabemos que falar sobre esse assunto é difícil, devido a carga emocional do tema. A escravidão vem sendo praticada desde a antiguidade e infelizmente, mesmo ilegal, ainda é praticada até hoje em dia. Segundo a ONU, estima-se que atualmente (2019) mais de 40 milhões de pessoas na África estejam submetidas a trabalhos ou casamentos forçados e outras formas de exploração, semelhantes ou piores que a escravidão.

Para contextualizar a importância da cultura africana na formação da cultura paranaense, vamos nos ater aos relatos históricos. Sendo assim, os escravos africanos começaram a chegar no Paraná a partir do século 17. Na época, eram denominados “negros”, que vem do latim “maures” em referência à pele escura da população dos “mouros” que foi dominada pelo Império Romano no século I a.C.

Em 1798, cerca de 23% da população situada no litoral do Paraná era escrava e no planalto não passava de 19%. A população de escravos estava correlacionada com a população de pessoas livres. Em Curitiba havia 5.298 pessoas livres, com 27,6% dos escravos do Paraná. Em Paranaguá eram 3.866 de pessoas livres, com 23,0% dos escravos do Paraná. Em Castro 2.594 pessoas livres, com 17,5% dos escravos do Paraná. Em Antonina 2.446 de pessoas livres, com 21,2% dos escravos Paraná. Nessas 4 principais vilas do Paraná reunião 90% da população escrava, ou seja, 9 a cada 10 cativos moravam em localidade com mais de 3.300 habitantes. 

No levantamento de 1804, figuram 8 cativos da cor branca no Paraná, sendo 1 residindo em Castro, 5 em Curitiba, 1 na Lapa e 1 em Paranaguá. O que comprova que Brancos e Índios, seguramente também foram escravizados, mas os recenseamentos são omissos. Na vila de Antonina, em 1804, contava-se 1 escravo africano, designado como “preto” para escravos oriundos da África, para cada 8 escravos “crioulos”, designação para escravos nascidos no Brasil. O que demonstra que houve um aumento da população de escravos com nacionalidade brasileira. O recenseamento demonstra que a maior parte dos escravos designados como “pretos”, oriundos da África estavam em idade produtiva. E que a proporção de mulheres entre os escravos nascidos no Brasil sempre mostrava ser maior que o número de homens. 

Com a análise do corpo documental dos recenseamentos e documentos de importação e mapas dos portos de 1798 e 1826. Os historiadores comprovam que a entrada de escravos africanos pelos portos do Paraná foi irrelevante. Os proprietários paranaenses estavam longe de representar um mercado estruturado no que se refere a demanda de importação de escravos. A maior parte deles contava com poucos recursos, produzia para o consumo próprio, e o preço do escravo equivalia a um investimento sério e oneroso. Em 1826, adquirir 300 escravos no ano equivale a quase 1.800 “muares” conforme o preço destes animais em Sorocaba-SP na época.

Em todo o Brasil houve relatos de revolta e a fuga de escravos de diversas regiões, seguida da organização de comunidades autônomas chamadas de “quilombos”. Foi aqui no Brasil que essa palavra assumiu tal conotação. Na sua origem, os termos “kilombo” (kimbundo) ou “ochilombo” (umbundo) designavam entrepostos utilizados por populações nômades que faziam o comércio de escravos em países da África. Era do “kilombo” ou “ochilombo” que os escravos da África eram enviados em navios negreiros para outros países. 

No Brasil, os quilombos se tornaram símbolos de resistência, ficavam geralmente em lugares de difícil acesso, escondidos nas matas, selvas ou montanhas. Os quilombos eram pequenas aldeias, onde os seus habitantes, os quilombolas, dedicavam-se à economia de subsistência e, às vezes, ao comércio. Alguns deles tentaram reproduzir a organização social africana, inclusive com a escolha de reis tribais. A maioria dos quilombos teve existência efêmera, pois, uma vez descobertos, a repressão a eles era marcada pela violência dos senhores de terras e de escravos, com o objetivo de reaver os fugitivos e puni-los exemplarmente. Atualmente no Paraná estão classificadas 34 comunidades como remanescentes de quilombos, o que demonstra que o estado foi refúgio de escravos de outras regiões.

Na primeira metade do século 19, o número relativo de escravos negros chegou a 40% da população da província do Paraná, que se emancipou politicamente de São Paulo em 1853. A partir dos primeiros anos da segunda metade daquele século, iniciou-se o esgotamento do sistema econômico baseado na escravidão. O processo de abolição da escravatura no Brasil foi gradual e começou com a Lei Eusébio de Queirós de 1850, seguida pela Lei do Ventre Livre de 1871, a Lei dos Sexagenários de 1885 e finalizada pela Lei Áurea em 1888.

Contribuições da cultura africana para a cultura paranaense

No período da América Lusitana, os portugueses incentivavam a fundação de irmandades negras católicas e a construção de igrejas especialmente para os negros. Em Curitiba, foi fundada a irmandade negra de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito. 

A Sociedade Beneficente Treze de Maio na rua Clotário Portugal, 274, no bairro São Francisco, em Curitiba-PR. Fundada em 1889, ano seguinte da Abolição da Escravatura, é a mais antiga e tradicional instituição de cultura negra do Paraná. Inicialmente, tinha o objetivo principal de dar suporte aos escravos libertos pela Lei Áurea. Hoje, funciona como clube social e centro de cultura africana.

Contribuições dos afro-descendentes para a cultura brasileira

  • a música: além do samba, outros ritmos também vieram da África, como maracatu e congada. Sem falar de instrumentos popularizados no país, como agogô, atabaque e berimbau.
  • a culinária: que utilizou ingredientes brasileiros, conhecidos pelos povos indígenas, e outros trazidos pelos portugueses, associados a cultura africana, como o leite de coco, a pimenta malagueta, o feijão preto, ervas aromáticas e o azeite de dendê, para criar receitas afro-brasileiras.
  • e o idioma: as línguas africanas exerceram influência no modo de falar do povo brasileiro, pois várias palavras utilizadas no Português do Brasil são de origem africana e outras de origem indígenas, o que faz com que o nosso idioma difere do Português de Portugal.

Personalidades afro-descendentes importantes no período da escravidão

  • Luiz Gama: Escritor, jornalista e advogado. Considerando o maior abolicionista do Brasil. Nascido de mãe negra livre e pai branco em 1830, foi escravizado ilegalmente pelo próprio genitor aos dez anos, vendido para o pagamento de uma dívida de jogo. Foi transportado para o Rio de Janeiro em 1840, ficando com o comerciante Vieira, que o vendeu para o alferes Antonio Pereira Cardoso, de São Paulo, em um lote de mais de 100 escravos. Como os escravos baianos tinham a fama de “fujões”, o alferes não conseguiu vender Luiz Gama, que acabou sendo utilizado como empregado doméstico na fazenda de Cardoso, em Lorena, no interior do estado. Em 1847, quando Gama tinha 17 anos, o estudante Antônio Rodrigues de Araújo foi recebido e ficou hospedado na fazenda do alferes, travando amizade com o escravo e ensinando-o a ler e escrever. Com o letramento, Gama percebeu que havia sido escravizado ilegalmente. Fugiu para a cidade de São Paulo em 1848, onde conseguiu sua libertação por via judicial. Tentou frequentar o curso de direito como ouvinte na Faculdade do Largo de São Francisco, mas foi vítima de vil racismo de seus colegas, em grande parte pertencentes à elite escravocrata paulista. Foi então que decidiu estudar a profissão como autodidata e tornou-se rábula (advogado sem diploma), passando a atuar ativamente pela libertação de escravos nos tribunais, tendo conseguido a soltura de mais de 500 cativos. Já reconhecido como advogado e admirado, teve escritório com os professores Dino Bueno e Januário Pinto Ferraz. Um dos raros intelectuais negros de seu tempo, Luiz Gama é reconhecido também pela sua produção literária abolicionista. Na década de 1860 tornou-se jornalista influente, ligado aos círculos do Partido Liberal. Chegou a fundar seu próprio periódico, “O Radical Paulistano”, onde dividiu espaço com seu amigo e companheiro Rui Barbosa. Sua liderança fez todo o movimento abolicionista de São Paulo orbitar em torno de si. Sua morte, decorrente de diabetes em 1882 (aos 52 anos), gerou imensa comoção na sociedade paulistana.
  • Francisco José do Nascimento: Dragão do Mar, pioneiro na abolição dos escravos. Conhecido como “Chico Matilde” nasceu em Canoa Quebrada em 15 de abril de 1839, filho de origem pobre e filho de pescadores. Após a morte precoce do pai, sua mãe buscou um emprego para ele, quando ainda criança, tornando-o um menino de recados em navios que iam do Maranhão ao Ceará. Assim, logo conheceu a realidade do tráfico negreiro. Aos 20 anos ele conseguiu se alfabetizar e tornou-se marinheiro, trabalhando no percurso Maranhão-Ceará. 15 anos depois, em 1874 ele assumiu a posição de prático da Capitania dos Portos. Sensibilizou-se com a causa pela libertação dos escravos ao participar no Congresso Abolicionista realizado em Maranguape em 26 de maio de 1881. Estimulado pela Sociedade Cearense Libertadora, ele fechou o Porto de Fortaleza em 30 de agosto daquele ano a fim de impedir o embarque de escravos para outras províncias. A partir daí passou a conduzir sua jangada em direção às embarcações que entrassem no Porto do Mucuripe para comunicar o rompimento do tráfego negreiro no Estado. Chico da Matilde também utilizou sua residência para esconder escravos foragidos. Por liderar a paralisação ele perdeu o cargo de prático, posição que voltou a ocupar apenas em 1889 por ordem de Dom Pedro II. Suas atitudes foram aclamadas pela imprensa abolicionista nacional e, ao desfilar pelas ruas, recebeu homenagens da multidão e um novo nome: Dragão do Mar. Isso contribuiu para o crescimento da campanha abolicionista, criando-se diversos núcleos abolicionistas em vilas e cidades cearenses. O número de alforrias na província cresceu e em 24 de maio de 1883, Chico estava na sessão da assembleia que libertou os escravos de Fortaleza. Em 25 de março do ano seguinte, todos os escravos da província do Ceará conquistaram, enfim, sua liberdade, sendo a província pioneira na abolição da escravatura. A abolição, entretanto, não concluiu suas lutas. Em 1902 o “Navegante Negro”, como também era chamado, promoveu uma greve dos trabalhadores de embarcações quando apenas negros foram sorteados para prestar serviços militares, enfrentando o governador Pedro Borges. Dragão do Mar é um dos maiores símbolos de resistência à escravidão no país.
  • Ernesto Carneiro Ribeiro: biomédico, professor, linguista e filósofo. Tornado Barão de Vila Nova, graças a seu trabalho em biomedicina. Nasceu no dia 12 de setembro de 1839 na Ilha de Itaparica, na Baía de Todos os Santos, de família humilde: seu pai, José Carneiro Ribeiro, era escrivão de órfãos na então Vila de Itaparica; sua mãe era Claudiana Ramos. Na vila natal aprendeu os primeiros fundamentos educacionais, estudando latim desde os doze anos, com o professor desta cadeira oficial Manuel José Pinto; neste ano de 1853, revelando pendores para as letras, transferiu-se para Salvador, onde foi matriculado no Liceu Provincial e teve aulas particulares com o geógrafo João Estanislau da Silva Lisboa, e foi um aluno destacado. Em seguida estudou humanidades, preparatórias para a Faculdade de Medicina da Bahia, onde se diplomou em 1864. Era ainda aluno do preparatório quando foi indicado pelo Dr. Salustiano Pedrosa para substituí-lo na cadeira de filosofia no Colégio São João, de Francisco de Almeida Sebrão. Ainda como estudante de medicina, recém admitido na academia em 1858, é indicado para lecionar francês e inglês no Ginásio Baiano, de Abílio César Borges, que o fundara naquele ano; mais tarde também ali ensina filosofia e em pouco tempo é feito vice-diretor. Embora não se desligando da prática médica, o magistério passou a ser sua principal ocupação, tendo prestado concurso para ensinar língua francesa no Liceu Provincial, em 1871 ali novamente se habilita em concurso para lecionar Gramática Filosófica, saindo vencedor contra dois concorrentes e foi nomeado pelo governo provincial. Permaneceu ali, no Liceu da Bahia, até que foi nomeado seu diretor, função onde ficou até o governo Rodrigues Lima, quando pediu demissão; ensinou ainda em várias outras escolas da capital baiana. Em 1873, junto ao cônego Emílio Lopes Freire Lobo, fundou o Colégio Bahia dedicado ao ensino primário e secundário, que durou até 1883. No ano seguinte fundou um colégio com seu nome, o “Ginásio Carneiro Ribeiro”, que lhe sobreviveu dirigido por dois de seus filhos. Em 1887 concorreu à cadeira de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Bahia, obtendo o segundo lugar. Membro fundador da Academia de Letras da Bahia em 1917, ali ocupando a Cadeira 7 que tem por patrono o Visconde de Cairu, foi também o seu primeiro presidente. Morreu em consequência da erisipela, aos 81 anos.
  • Cruz e Sousa:  escritor, jornalista poeta e diretor do jornal Tribuna Popular de Santa Catarina. Conhecido como Dante Negro ou Cisne Negro, foi um dos precursores do simbolismo no Brasil, utilizou o seu prestígio e articulação na defesa da causa abolicionista. Nasceu  em 24 de novembro de 1861, em Nossa Senhora do Desterro-SC. Filho dos escravos alforriados Guilherme da Cruz, mestre-pedreiro, e Carolina Eva da Conceição, João da Cruz desde pequeno recebeu a tutela e uma educação refinada do seu ex-senhor, o marechal Guilherme Xavier de Sousa, de quem adotou o nome de família, Sousa. A esposa de Guilherme Xavier de Sousa, Dona Clarinda Fagundes Xavier de Sousa, não tinha filhos, e passou a proteger e cuidar da educação de João. Aprendeu francês, latim e grego, além de ter sido discípulo do alemão Fritz Müller, com quem aprendeu Matemática e Ciências Naturais. Em 1881, dirigiu o jornal Tribuna Popular, no qual combateu a escravidão e o preconceito racial. Em 1883, foi recusado como promotor de Laguna por ser negro. Em 1885, lançou o primeiro livro, Tropos e Fantasias em parceria com Virgílio Várzea. Cinco anos depois foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como arquivista na Estrada de Ferro Central do Brasil, colaborando também com diversos jornais. Em fevereiro de 1893, publicou Missal (prosa poética baudelairiana) e em agosto, Broquéis (poesia), dando início ao simbolismo no Brasil que se estende até 1922. Em novembro desse mesmo ano casou-se com Gavita Gonçalves, também negra, com quem teve quatro filhos, todos mortos prematuramente por tuberculose. Vencido pela tuberculose, morreu a 19 de março de 1898 em Minas Gerais, na localidade de Curral Novo. Sua morte prematura não impediu que sua obra tivesse grande impacto, e o eternizasse como um dos símbolos da luta pelas liberdades individuais, da racionalidade e da poesia nacional. Em Florianópolis, onde Cruz e Sousa nasceu, o antigo Palácio do Governo recebeu o nome do poeta e lá encontram-se seus restos mortais: é o Palácio Cruz e Souza, prédio eclético que fica próximo a Praça XV de Novembro e é um ponto turístico da cidade. Um grande mural com a imagem do poeta fica no prédio vizinho ao palácio. Cruz e Sousa é um dos patronos da Academia Catarinense de Letras, representando a cadeira número 15.
  • Nilo Peçanha: o primeiro presidente negro do Brasil. Nasceu em 2 de outubro de 1867, em Campos dos Goytacazes. Teve infância humilde, vivida na periferia de sua cidade natal. Após completar seus estudos na capital do estado, no Colégio Pedro II, deixou brevemente o Rio de Janeiro para formar-se na Faculdade de Direito de Recife. Ao retornar, foi advogado e jornalista, militando pela abolição da escravatura e pela república. Após o golpe republicano, foi eleito deputado da Assembleia Nacional Constituinte, pelo Partido Republicano, em 1890. Foi deputado estadual pelo RJ entre 1891 e 1903. Elegeu-se ainda presidente do Estado do Rio de Janeiro em 1903 (cargo equivalente ao de governador de estado nos dias de hoje), recebendo boa avaliação de sua gestão. Antes de concluir o mandato no Executivo fluminense, venceu as eleições para a Vice-presidência da República na chapa de Afonso Pena, em 1906. Com a morte do mandatário, em 1909, assumiu a presidência do país, cargo que ocupou durante 17 meses. Seu governo é conhecido pela criação do primeiro sistema nacional de escolas técnicas, além de ter ficado marcado pela crise na relação entre as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais. Em 1912, elegeu-se Senador pelo Rio de Janeiro e, em 1914, foi eleito novamente chefe do executivo fluminense, ficando no cargo até 1917, quando foi nomeado Ministro das Relações Exteriores. Em seus dois mandatos, empenhou-se na recuperação da economia do estado, por investimentos em educação profissionalizante e estímulo aos pequenos produtores rurais. Em 1922, concorreu à Presidência da República, inaugurando o movimento chamado de Reação Republicana, que agregava forças de estados como RJ, PE, BA e RS, desafiando a tradição das oligarquias rurais de SP e MG. Apesar de obter forte penetração nas áreas urbanas, Peçanha acabou derrotado pelo mineiro Artur Bernardes. Após o pleito, afastou-se definitivamente da política, pouco antes de falecer, em 1924.

A influência do Tropeirismo na Cultura do Paraná

A palavra “tropeiro” deriva de tropa, numa referência ao conjunto de homens que transportavam gado e mercadoria no Brasil colônia. O termo tem sido usado para designar principalmente o transporte de gado da região do Rio Grande do Sul até Minas Gerais, depois São Paulo e Rio de Janeiro. Mas o termo era utilizado desde do “ciclo do açúcar” entre os séculos XVI e XVII, entre várias regiões do interior nordestino que se dedicaram a criação de animais para comercialização com os senhores de engenho.

A descoberta do ouro e posteriormente de diamantes, foram responsáveis por um grande afluxo populacional para a região das Minas Gerais, tanto de paulistas, como de portugueses e escravos. Essa grande corrida em busca do ouro, foi acompanhada por um grave problema, a falta de alimentos e de produtos básicos. Fez com que florescesse um comércio interligando o porto do Rio de Janeiro com a região das Minas Gerais. Tanto para os produtos manufaturados que chegavam de Portugal, quanto os gêneros agrícolas, eram transportados no lombo de animais para a população das Minas Gerais, pois mais de 90% do consumo de necessidades dos mineiros a Capitania opulenta não produzia. 

Não achavam razoável deslocar um escravo para a agricultura, quando esse mesmo escravo, empunhando a bateia, dava lucro cem vezes maior ao seu senhor. Dai a importância das tropas na movimentação da produção desde os primeiros dias da conquista. O crescimento das cidades e a formação de uma elite na região mineradora aumentaram a necessidade de animais, tanto para as atividades locais, como para o transporte de carga, cada vez maior, em direção ao Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo a riqueza gerada pela mineração foi responsável por estimular uma série se atividades paralelas, urbanas, reforçando ainda mais a atividade dos tropeiros, que transportavam os mais variados produtos, inclusive escravos e ainda cumpriam o papel de mensageiros. 

No início do período da mineração, a América era ainda dividida pelo Tratado de Tordesilhas e teoricamente, a região onde encontramos o atual estado do Rio Grande do Sul pertencia à Espanha. a criação de gado na região platina se iniciou para abastecer as minas de prata do interior do Peru, tanto no sentido de transportar para o interior os produtos provenientes da Espanha, como no sentido inverso, trazer das minas a prata, que era embarcada em navios nos rios da Bacia do Prata e no porto de Buenos Aires. Foi essa atividade dinâmica na Bacia do Prata que estimulou o governo português a intervir na região.

Mesmo antes da assinatura do Tratado de Madri, em 1750, Portugal atuava no sentido de incorporar a região a seus domínios, interessado em participar do comércio local. Isso explica a fundação da Colônia do Sacramento em 1680 e o estímulo dado à ocupação das terras gaúchas. No entanto podemos dizer que ao longo do século XVI e início do XVII, o Rio Grande do Sul era “terra de ninguém”, habitada principalmente por índios guaranis e por onde passavam eventualmente alguns bandeirantes em busca de índios para apresar e escravizar. 

Esse quadro foi modificado com a chegada de padres jesuítas que, no início do século XVII, na região formada pelos atuais estados do Rio Grande do Sul e Paraná, e pela Argentina e Paraguai, fundaram as Missões jesuíticas. Nelas se reuniam, em torno de pequenos grupos de religiosos, grandes levas de índios guaranis convertidos. O crescimento das missões determinou a introdução da atividade pecuarista, de forma extensiva, geralmente com o gado solto nas pradarias, com o objetivo de alimentar os índios. 

A região das missões passou a oferecer dois atrativos para os forasteiros: o índio que seria escravizado e o gado. Várias expedições de bandeirantes paulistas atacaram a região, destaca-se a expedição comandada por Antonio Raposo Tavares, até 1640. A ação dos bandeirantes e os conflitos fronteiriços entre Portugal e Espanha fizeram com que os jesuítas transferissem as reduções para a região noroeste do Rio Grande, onde fundaram os Sete Povos das Missões, que funcionavam de forma independente dos governos europeus metropolitanos e não se preocuparam em respeitar as decisões adotadas a partir de 1750. Essa situação motivou a repressão às Missões. 

Apesar da resistência por parte de padres e índios, as Missões foram desmanteladas, mas deixaram um legado que, por muito tempo, seria a base da economia gaúcha: os grandes rebanhos de bovinos e cavalos, criados soltos pelas pradarias. Nos Séculos XVII e XVIII, os tropeiros eram partes da vida da zona rural e cidades pequenas dentro do sul do Brasil. Vestidos como gaúchos com chapéus, ponchos, e botas, os tropeiros dirigiram rebanhos de gado e levaram bens por esta região para São Paulo, comercializados na feira de Sorocaba. De São Paulo, os animais e mercadorias foram para às minas, o transporte feito no lombo de animais foi fundamental devido aos acidentes geográficos da região, que dificultavam o transporte.

A estrada Viamão-Sorocaba, desligou Curitiba do ciclo litorâneo, distanciando-a socialmente de Paranaguá e incorporando-a ao sistema histórico das guerras de fronteira, dando-lhe oportunidade de uma marcha para o sul, para o norte e para oeste, de maneira que Curitiba passa a significar o caráter de toda a região que será a futura província. No Paraná os tropeiros foram importantes na ocupação do segundo planalto. 

Os tropeiros muitas vezes precisavam pernoitar em pontos do percurso esperando a chuva estiar, ou nível dos rios abaixarem; isso gerava a necessidade de estoque de alimentos, disponibilidade de ferramentas e materiais para acampamento. O fluxo constante de pessoas ao longo da rota somado à esses acampamentos criava oportunidade para estabelecer comércio, nucleando pontos de urbanização. Inaugurava-se assim o ciclo das tropas na história paranaense, que se estendeu até a década de 1870, quando começou a era do transporte ferroviário. 

Numerosos habitantes dedicaram-se ao rendoso negócio de comprar muares no sul, inverná-los em seus campos e revendê-los nas feiras de Sorocaba. Foi essencialmente com a disseminação das fazendas de criação e invernagem que se fez a ocupação do território. Com base na propriedade das pastagens e no trabalho de escravos negros e índios, estabelecem-se as famílias que detêm o poder regional. Graças às tropas que se estabeleciam ao torno de alguns rios, surgiram municípios como Lapa, Ponta Grossa, Castro, Piraí do Sul e Jaguariaíva. 

Contribuições do tropeirismo para a cultura paranaense

Os tropeiros procuravam seguir o curso dos rios ou atravessar as áreas mais abertas, os “campos gerais” e mesmo conhecendo os caminhos mais seguros, o trajeto envolvia várias semanas. Ao final de cada dia era acesso o fogo, para depois construir uma tenda com os couros que serviam para cobrir a carga dos animais, reservando alguns para colocar no chão, onde dormiam envoltos em seu manto. Chamava-se “encosto” o pouso em pasto aberto e “rancho” quando já havia um abrigo construído. Ao longo do tempo os principais pousos se transformaram em povoações e vilas.

A alimentação dos tropeiros era constituída por toucinho, feijão preto, farinha, pimenta-do-reino, café, fubá e coité (um molho de vinagre com fruto cáustico espremido). Nos pousos comiam feijão quase sem molho com pedaços de carne de sol e toucinho (feijão tropeiro) que era servido com farofa e couve picada. Bebidas alcoólicas só eram permitidas em ocasiões especiais: quando nos dias muitos frios tomavam um pouco de cachaça para evitar constipação e como remédio para picada de insetos.

O tropeiro montava um cavalo que possuía sacola para guardar a capa, a sela apetrechada, suspendia-se em pesados estribos e enfeitava a crina com fitas. Chamavam “madrinha” o cavalo ou mula já envelhecida e bastante conhecida dos outros animais para poder atraídos era a cabeça da tropa e abria o percurso, com a fila de cargueiros à sua retaguarda; “malotagem” eram os apetrechos e arreios necessários de cada animal e acondicionamento da carga e “broaca” os bolsões de couro que eram colocados sobre a cangalha e serviam para guardar a mercadoria.

Em torno dessa atividade primitiva nasceram várias profissões e indústrias organizadas, como a de “rancheiro”, proprietários de “rancho” ou alojamento em que pousavam as tropas. Geralmente não era retribuída a hospedagem, cobrando o seu proprietário apenas o milho e o pasto consumidos pelos animais, porque as tropas conduziam cozinhas próprias. A profissão de ferrador também foi criada pelas necessidades desse fenômeno econômico-social, consistindo ela em pregar as ferraduras nos animais das tropas e acumulando geralmente a profissão de aveitar ou veterinário. A incumbência de domar os animais ainda chucros era também uma decorrência do regime de transportes e chamavam-se “paulistas”, porque conduziam ao destino os animais adquiridos em Sorocaba. 

No norte de Minas “paulista”, “peão” e “amontador” eram sinônimos, mas tinham significados específicos. Assim é que “paulista” era o indivíduo que amansava as bestas à maneira dos peões de São Paulo. O “peão” era todo amansador de equinos e muares à moda do sertão, e “amontador” era apenas o que montava animais bravios para efeito de quebrar-lhes o ardor. Depois é que vinha o “acertador”, homem hábil e paciente, que ensinava as andaduras ao animal e educava-lhe a boca ao contato do freio.

Como o Brasil se prepara para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020…

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não fala em meta de medalhas para os Jogos de Tóquio 2020, mas está claro que um objetivo é superar as 19 medalhas conquistadas na Rio 2016, que é o recorde histórico do país.

Para Tóquio 2020, foram incluídos skate, surfe e caratê, modalidades que não estavam no programa olímpico do Rio. E, deste trio de esportes, é possível que venham pelo menos cinco pódios para o Brasil, que é uma das maiores potências no Surf e Skate. Além de brigar por pelo menos duas medalhas no tatame.

Apesar dos atletas estarem tendo menos apoio financeiro do que no último ciclo, o número de medalhas pode aumentar. Não pela evolução do esporte nacional, mas pela mudança, benéfica para o Brasil, no programa de provas.

Os estudos do Comitê Olímpico do Brasil (COB) demonstram que a cada quatro chances de medalha, o país conquista uma. Então, se a delegação quer superar as 19 medalhas conquistadas nos Jogos do Rio, precisa chegar com quase 80 possibilidades de pódio.

Lista com os favoritos ao Ouro Olímpico de Tóquio em 2020…

Darlan Romani – Arremesso de peso

Alison Santos – Atletismo

Erica Sena – Atletismo

Beatriz Ferreira – Boxe

Hebert Conceição – Boxe

Isaquias Queiroz – Canoagem

Ana Sátila – Canoagem slalom

Nathalie Moellhausen – Esgrima

Arthur Nory – Ginástica Artística

Arthur Zanetti – Ginástica Artística

Flávia Saraiva – Ginástica Artística

Mayra Aguiar – Judô

Rafael Silva – Judô

Maria Suelen – Judô

Rafaela Silva – Judô

Ana Marcela Cunha – Maratona aquática

Bruno Fratus – Natação

Pamela Rosa – Skate

Rayssa Leal – Skate

Letícia Bufoni – Skate

Yndiara Asp – Skate

Pedro Barros – Skate

Luiz Francisco – Skate

Pedro Quintas – Skate

Kelvin Hoefler – Skate

Gabriel Medina – Surfe

Filipe Toledo – Surfe

Maicon Andrade – Taekwondo

Edival “Netinho” – Taekwondo

Milena Titoneli – Taekwondo

Hugo Calderano – Tênis de mesa

Martine Grael e Kahena Kunze – Vela

Ágatha e Duda – Vôlei de Praia

Ana Patrícia e Rebecca – Vôlei de Praia

Alison e Álvaro – Vôlei de Praia

Evandro e Bruno – Vôlei de Praia

Equipe mista – Judô

Equipe de Vôlei – Vôlei feminino

Equipe de Vôlei – Vôlei masculino

Equipe de Revezamento 4x100m – Atletismo masculino

O turista não precisa ir para o Japão para conhecer a cultura japonesa… 

No Brasil, cidades colonizadas pelos orientais mantêm até hoje as tradições nipônicas. A maior concentração de japoneses está no sul e sudeste, mas isso não quer dizer que os nikkeis – como são conhecidas as pessoas com origem japonesa – residam apenas nessas regiões. O número estimado de cidadãos brasileiros com ascendência japonesa é de 1,5 milhão, de acordo com o Consulado Geral do Japão em São Paulo. Eles também estão no Centro-Oeste e Norte no país. 

No Paraná, a cidade de Assaí possui a maior concentração de nipo-brasileiros do estado. Desde o final da década de 30, com a colonização dos japoneses, as tradições orientais são passadas de pai para filho. A população, miscigenada entre brasileiros e japoneses, realiza os eventos da cidade, como O Bon Odori e o Tanabata, perpetuando a cultura oriental existente no dia a dia da cidade. O sistema de produção de frutas e o espaço agrícola da cidade também são realizados com técnicas japonesas.

Em São Paulo estão cerca de 400 mil japoneses. O maior reduto da colônia nipônica fora do Japão é o Bairro Liberdade, onde as fachadas são escritas com ideogramas japoneses e a arquitetura é tradicionalmente oriental. O bairro é conhecido por receber turistas de todo o mundo, apaixonados pela cultura e tradição orientais. A Feira da Liberdade, na capital paulista, reúne aos finais de semana elementos típicos da cultura do Japão, com destaque especial para a gastronomia.

Para quem procura pelas tradições nipônicas mais ao sul do país, o destino é o município de Ivoti, no Rio Grande do Sul. Em 1996, os dirigentes da cidade destinaram terras para serem ocupadas por 26 famílias de imigrantes, formando a colônia japonesa produtora de uvas, kiwi, hortaliças e flores. A colônia cresceu e hoje é responsável por realizar festas culturais, como Feira da Colônia Japonesa, a gincana esportiva Undo Kai e o evento Enguei Kai. O turista que visita Ivoti tem a oportunidade de conhecer o Memorial da Colônia Japonesa, com relíquias e artefatos que contam a história e conquistas japonesas no estado.

No outro extremo do país, na Região Norte está a cidade com a terceira maior colônia japonesa do Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram a Tomé-Açu, no Pará, em 1926, quando um grupo de cientistas japoneses foram ao estado para localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia com práticas modernas de cultivo. Em 1929, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil comprou terras paraenses e 189 japoneses iniciaram uma nova jornada naquela região. A cidade foi presenteada com o trabalho dos imigrantes e ganhou o título de maior produtora brasileira de pimenta-do-reino.

NOTÍCIAS DE CURITIBA

O número de Brasileiros não-descendentes aumenta no Japão…

Para os não-descendentes, as regras para se viver no Japão são as mesmas aplicadas por quase todos os outros países. É necessário tirar um visto que permita a pessoa ficar/morar no país. Os vistos mais comuns são:

  • Visto de Curta Duração (até 90 dias),
  • Visto de Estudante (2 anos, podendo ser renovado),
  • Visto de Trabalho (1 a 3 anos, podendo ser renovado várias vezes).
  • Visto de Cônjuge (para quem se casar com um cidadão japonês).

Para tirar o visto de trabalho, é necessário que o emprego no Japão já esteja garantido.

A empresa contratante que irá “patrocinar” o seu visto cuidará da emissão do Certificado de Elegibilidade, documento emitido pelo Departamento de Imigração do Japão que atesta que você está apto a migrar para o país. 

A qualificação é fundamental para conseguir um emprego no Japão. Uma das condições para conseguir o Certificado de Elegibilidade é que o trabalho se enquadre na lista de profissões qualificadas pré-determinadas pela imigração japonesa.

Outra condição fundamental é aprender a língua japonesa, isso facilita a comunicação e aumenta as oportunidades. Caso ainda não domine a língua japonesa, o domínio do inglês é fundamental.

O visto de estudante é a primeira opção para morar no Japão…

Este é um dos caminhos mais comuns. Ir primeiro ao Japão a estudos, através de um intercâmbio ou para fazer mestrado e doutorado. Ao final do curso, participar do processo seletivo de diversas empresas até conseguir um emprego.

Se você encontrar um trabalho enquanto ainda está com o visto de estudante, você poderá tirar o visto de trabalho sem nem sair do Japão. Apenas lembre-se que este trabalho precisa ser qualificado (que exige curso superior).

Saiba mais sobre a Lei de Imigração Japonesa…

Os descendentes de japoneses tem sim um privilégio quanto a isso. Mas o fato é que o processo para um brasileiro não-descendente migrar para o Japão é exatamente o mesmo que um americano, italiano, chinês ou indiano. A dificuldade para um brasileiro não é maior nem menor do que para qualquer outro estrangeiro.

Não há nenhum tipo de discriminação e nem privilégio para outras nacionalidades. Se você acessar a página com os requisitos para a emissão do Certificado de Elegibilidade, verá que o processo é igual para todos. Sendo assim, é totalmente possível morar e trabalhar no Japão sem ser descente, porém, você precisa se qualificar para tal visto.

Quando tudo estiver resolvido e o emprego garantido, o ingresso acontecerá de forma automática, através do visto de trabalhador emitido e comprovado, o que garante a estadia e segurança dos não-descendentes.

Como o Brasil se prepara para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020…

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não fala em meta de medalhas para os Jogos de Tóquio 2020, mas está claro que um objetivo é superar as 19 medalhas conquistadas na Rio 2016, que é o recorde histórico do país.

Para Tóquio 2020, foram incluídos skate, surfe e caratê, modalidades que não estavam no programa olímpico do Rio. E, deste trio de esportes, é possível que venham pelo menos cinco pódios para o Brasil, que é uma das maiores potências no Surf e Skate. Além de brigar por pelo menos duas medalhas no tatame.

Apesar dos atletas estarem tendo menos apoio financeiro do que no último ciclo, o número de medalhas pode aumentar. Não pela evolução do esporte nacional, mas pela mudança, benéfica para o Brasil, no programa de provas.

Os estudos do Comitê Olímpico do Brasil (COB) demonstram que a cada quatro chances de medalha, o país conquista uma. Então, se a delegação quer superar as 19 medalhas conquistadas nos Jogos do Rio, precisa chegar com quase 80 possibilidades de pódio.

Lista com os favoritos ao Ouro Olímpico de Tóquio em 2020…

Darlan Romani – Arremesso de peso

Alison Santos – Atletismo

Erica Sena – Atletismo

Beatriz Ferreira – Boxe

Hebert Conceição – Boxe

Isaquias Queiroz – Canoagem

Ana Sátila – Canoagem slalom

Nathalie Moellhausen – Esgrima

Arthur Nory – Ginástica Artística

Arthur Zanetti – Ginástica Artística

Flávia Saraiva – Ginástica Artística

Mayra Aguiar – Judô

Rafael Silva – Judô

Maria Suelen – Judô

Rafaela Silva – Judô

Ana Marcela Cunha – Maratona aquática

Bruno Fratus – Natação

Pamela Rosa – Skate

Rayssa Leal – Skate

Letícia Bufoni – Skate

Yndiara Asp – Skate

Pedro Barros – Skate

Luiz Francisco – Skate

Pedro Quintas – Skate

Kelvin Hoefler – Skate

Gabriel Medina – Surfe

Filipe Toledo – Surfe

Maicon Andrade – Taekwondo

Edival “Netinho” – Taekwondo

Milena Titoneli – Taekwondo

Hugo Calderano – Tênis de mesa

Martine Grael e Kahena Kunze – Vela

Ágatha e Duda – Vôlei de Praia

Ana Patrícia e Rebecca – Vôlei de Praia

Alison e Álvaro – Vôlei de Praia

Evandro e Bruno – Vôlei de Praia

Equipe mista – Judô

Equipe de Vôlei – Vôlei feminino

Equipe de Vôlei – Vôlei masculino

Equipe de Revezamento 4x100m – Atletismo masculino

O turista não precisa ir para o Japão para conhecer a cultura japonesa… 

No Brasil, cidades colonizadas pelos orientais mantêm até hoje as tradições nipônicas. A maior concentração de japoneses está no sul e sudeste, mas isso não quer dizer que os nikkeis – como são conhecidas as pessoas com origem japonesa – residam apenas nessas regiões. O número estimado de cidadãos brasileiros com ascendência japonesa é de 1,5 milhão, de acordo com o Consulado Geral do Japão em São Paulo. Eles também estão no Centro-Oeste e Norte no país. 

No Paraná, a cidade de Assaí possui a maior concentração de nipo-brasileiros do estado. Desde o final da década de 30, com a colonização dos japoneses, as tradições orientais são passadas de pai para filho. A população, miscigenada entre brasileiros e japoneses, realiza os eventos da cidade, como O Bon Odori e o Tanabata, perpetuando a cultura oriental existente no dia a dia da cidade. O sistema de produção de frutas e o espaço agrícola da cidade também são realizados com técnicas japonesas.

Em São Paulo estão cerca de 400 mil japoneses. O maior reduto da colônia nipônica fora do Japão é o Bairro Liberdade, onde as fachadas são escritas com ideogramas japoneses e a arquitetura é tradicionalmente oriental. O bairro é conhecido por receber turistas de todo o mundo, apaixonados pela cultura e tradição orientais. A Feira da Liberdade, na capital paulista, reúne aos finais de semana elementos típicos da cultura do Japão, com destaque especial para a gastronomia.

Para quem procura pelas tradições nipônicas mais ao sul do país, o destino é o município de Ivoti, no Rio Grande do Sul. Em 1996, os dirigentes da cidade destinaram terras para serem ocupadas por 26 famílias de imigrantes, formando a colônia japonesa produtora de uvas, kiwi, hortaliças e flores. A colônia cresceu e hoje é responsável por realizar festas culturais, como Feira da Colônia Japonesa, a gincana esportiva Undo Kai e o evento Enguei Kai. O turista que visita Ivoti tem a oportunidade de conhecer o Memorial da Colônia Japonesa, com relíquias e artefatos que contam a história e conquistas japonesas no estado.

No outro extremo do país, na Região Norte está a cidade com a terceira maior colônia japonesa do Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram a Tomé-Açu, no Pará, em 1926, quando um grupo de cientistas japoneses foram ao estado para localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia com práticas modernas de cultivo. Em 1929, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil comprou terras paraenses e 189 japoneses iniciaram uma nova jornada naquela região. A cidade foi presenteada com o trabalho dos imigrantes e ganhou o título de maior produtora brasileira de pimenta-do-reino.

NOTÍCIAS DE LONDRINA

O número de Brasileiros não-descendentes aumenta no Japão…

Para os não-descendentes, as regras para se viver no Japão são as mesmas aplicadas por quase todos os outros países. É necessário tirar um visto que permita a pessoa ficar/morar no país. Os vistos mais comuns são:

  • Visto de Curta Duração (até 90 dias),
  • Visto de Estudante (2 anos, podendo ser renovado),
  • Visto de Trabalho (1 a 3 anos, podendo ser renovado várias vezes).
  • Visto de Cônjuge (para quem se casar com um cidadão japonês).

Para tirar o visto de trabalho, é necessário que o emprego no Japão já esteja garantido.

A empresa contratante que irá “patrocinar” o seu visto cuidará da emissão do Certificado de Elegibilidade, documento emitido pelo Departamento de Imigração do Japão que atesta que você está apto a migrar para o país. 

A qualificação é fundamental para conseguir um emprego no Japão. Uma das condições para conseguir o Certificado de Elegibilidade é que o trabalho se enquadre na lista de profissões qualificadas pré-determinadas pela imigração japonesa.

Outra condição fundamental é aprender a língua japonesa, isso facilita a comunicação e aumenta as oportunidades. Caso ainda não domine a língua japonesa, o domínio do inglês é fundamental.

O visto de estudante é a primeira opção para morar no Japão…

Este é um dos caminhos mais comuns. Ir primeiro ao Japão a estudos, através de um intercâmbio ou para fazer mestrado e doutorado. Ao final do curso, participar do processo seletivo de diversas empresas até conseguir um emprego.

Se você encontrar um trabalho enquanto ainda está com o visto de estudante, você poderá tirar o visto de trabalho sem nem sair do Japão. Apenas lembre-se que este trabalho precisa ser qualificado (que exige curso superior).

Saiba mais sobre a Lei de Imigração Japonesa…

Os descendentes de japoneses tem sim um privilégio quanto a isso. Mas o fato é que o processo para um brasileiro não-descendente migrar para o Japão é exatamente o mesmo que um americano, italiano, chinês ou indiano. A dificuldade para um brasileiro não é maior nem menor do que para qualquer outro estrangeiro.

Não há nenhum tipo de discriminação e nem privilégio para outras nacionalidades. Se você acessar a página com os requisitos para a emissão do Certificado de Elegibilidade, verá que o processo é igual para todos. Sendo assim, é totalmente possível morar e trabalhar no Japão sem ser descente, porém, você precisa se qualificar para tal visto.

Quando tudo estiver resolvido e o emprego garantido, o ingresso acontecerá de forma automática, através do visto de trabalhador emitido e comprovado, o que garante a estadia e segurança dos não-descendentes.

Como o Brasil se prepara para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020…

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não fala em meta de medalhas para os Jogos de Tóquio 2020, mas está claro que um objetivo é superar as 19 medalhas conquistadas na Rio 2016, que é o recorde histórico do país.

Para Tóquio 2020, foram incluídos skate, surfe e caratê, modalidades que não estavam no programa olímpico do Rio. E, deste trio de esportes, é possível que venham pelo menos cinco pódios para o Brasil, que é uma das maiores potências no Surf e Skate. Além de brigar por pelo menos duas medalhas no tatame.

Apesar dos atletas estarem tendo menos apoio financeiro do que no último ciclo, o número de medalhas pode aumentar. Não pela evolução do esporte nacional, mas pela mudança, benéfica para o Brasil, no programa de provas.

Os estudos do Comitê Olímpico do Brasil (COB) demonstram que a cada quatro chances de medalha, o país conquista uma. Então, se a delegação quer superar as 19 medalhas conquistadas nos Jogos do Rio, precisa chegar com quase 80 possibilidades de pódio.

Lista com os favoritos ao Ouro Olímpico de Tóquio em 2020…

Darlan Romani – Arremesso de peso

Alison Santos – Atletismo

Erica Sena – Atletismo

Beatriz Ferreira – Boxe

Hebert Conceição – Boxe

Isaquias Queiroz – Canoagem

Ana Sátila – Canoagem slalom

Nathalie Moellhausen – Esgrima

Arthur Nory – Ginástica Artística

Arthur Zanetti – Ginástica Artística

Flávia Saraiva – Ginástica Artística

Mayra Aguiar – Judô

Rafael Silva – Judô

Maria Suelen – Judô

Rafaela Silva – Judô

Ana Marcela Cunha – Maratona aquática

Bruno Fratus – Natação

Pamela Rosa – Skate

Rayssa Leal – Skate

Letícia Bufoni – Skate

Yndiara Asp – Skate

Pedro Barros – Skate

Luiz Francisco – Skate

Pedro Quintas – Skate

Kelvin Hoefler – Skate

Gabriel Medina – Surfe

Filipe Toledo – Surfe

Maicon Andrade – Taekwondo

Edival “Netinho” – Taekwondo

Milena Titoneli – Taekwondo

Hugo Calderano – Tênis de mesa

Martine Grael e Kahena Kunze – Vela

Ágatha e Duda – Vôlei de Praia

Ana Patrícia e Rebecca – Vôlei de Praia

Alison e Álvaro – Vôlei de Praia

Evandro e Bruno – Vôlei de Praia

Equipe mista – Judô

Equipe de Vôlei – Vôlei feminino

Equipe de Vôlei – Vôlei masculino

Equipe de Revezamento 4x100m – Atletismo masculino

O turista não precisa ir para o Japão para conhecer a cultura japonesa… 

No Brasil, cidades colonizadas pelos orientais mantêm até hoje as tradições nipônicas. A maior concentração de japoneses está no sul e sudeste, mas isso não quer dizer que os nikkeis – como são conhecidas as pessoas com origem japonesa – residam apenas nessas regiões. O número estimado de cidadãos brasileiros com ascendência japonesa é de 1,5 milhão, de acordo com o Consulado Geral do Japão em São Paulo. Eles também estão no Centro-Oeste e Norte no país. 

No Paraná, a cidade de Assaí possui a maior concentração de nipo-brasileiros do estado. Desde o final da década de 30, com a colonização dos japoneses, as tradições orientais são passadas de pai para filho. A população, miscigenada entre brasileiros e japoneses, realiza os eventos da cidade, como O Bon Odori e o Tanabata, perpetuando a cultura oriental existente no dia a dia da cidade. O sistema de produção de frutas e o espaço agrícola da cidade também são realizados com técnicas japonesas.

Em São Paulo estão cerca de 400 mil japoneses. O maior reduto da colônia nipônica fora do Japão é o Bairro Liberdade, onde as fachadas são escritas com ideogramas japoneses e a arquitetura é tradicionalmente oriental. O bairro é conhecido por receber turistas de todo o mundo, apaixonados pela cultura e tradição orientais. A Feira da Liberdade, na capital paulista, reúne aos finais de semana elementos típicos da cultura do Japão, com destaque especial para a gastronomia.

Para quem procura pelas tradições nipônicas mais ao sul do país, o destino é o município de Ivoti, no Rio Grande do Sul. Em 1996, os dirigentes da cidade destinaram terras para serem ocupadas por 26 famílias de imigrantes, formando a colônia japonesa produtora de uvas, kiwi, hortaliças e flores. A colônia cresceu e hoje é responsável por realizar festas culturais, como Feira da Colônia Japonesa, a gincana esportiva Undo Kai e o evento Enguei Kai. O turista que visita Ivoti tem a oportunidade de conhecer o Memorial da Colônia Japonesa, com relíquias e artefatos que contam a história e conquistas japonesas no estado.

No outro extremo do país, na Região Norte está a cidade com a terceira maior colônia japonesa do Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram a Tomé-Açu, no Pará, em 1926, quando um grupo de cientistas japoneses foram ao estado para localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia com práticas modernas de cultivo. Em 1929, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil comprou terras paraenses e 189 japoneses iniciaram uma nova jornada naquela região. A cidade foi presenteada com o trabalho dos imigrantes e ganhou o título de maior produtora brasileira de pimenta-do-reino.

NOTÍCIAS DE MARINGÁ

O número de Brasileiros não-descendentes aumenta no Japão…

Para os não-descendentes, as regras para se viver no Japão são as mesmas aplicadas por quase todos os outros países. É necessário tirar um visto que permita a pessoa ficar/morar no país. Os vistos mais comuns são:

  • Visto de Curta Duração (até 90 dias),
  • Visto de Estudante (2 anos, podendo ser renovado),
  • Visto de Trabalho (1 a 3 anos, podendo ser renovado várias vezes).
  • Visto de Cônjuge (para quem se casar com um cidadão japonês).

Para tirar o visto de trabalho, é necessário que o emprego no Japão já esteja garantido.

A empresa contratante que irá “patrocinar” o seu visto cuidará da emissão do Certificado de Elegibilidade, documento emitido pelo Departamento de Imigração do Japão que atesta que você está apto a migrar para o país. 

A qualificação é fundamental para conseguir um emprego no Japão. Uma das condições para conseguir o Certificado de Elegibilidade é que o trabalho se enquadre na lista de profissões qualificadas pré-determinadas pela imigração japonesa.

Outra condição fundamental é aprender a língua japonesa, isso facilita a comunicação e aumenta as oportunidades. Caso ainda não domine a língua japonesa, o domínio do inglês é fundamental.

O visto de estudante é a primeira opção para morar no Japão…

Este é um dos caminhos mais comuns. Ir primeiro ao Japão a estudos, através de um intercâmbio ou para fazer mestrado e doutorado. Ao final do curso, participar do processo seletivo de diversas empresas até conseguir um emprego.

Se você encontrar um trabalho enquanto ainda está com o visto de estudante, você poderá tirar o visto de trabalho sem nem sair do Japão. Apenas lembre-se que este trabalho precisa ser qualificado (que exige curso superior).

Saiba mais sobre a Lei de Imigração Japonesa…

Os descendentes de japoneses tem sim um privilégio quanto a isso. Mas o fato é que o processo para um brasileiro não-descendente migrar para o Japão é exatamente o mesmo que um americano, italiano, chinês ou indiano. A dificuldade para um brasileiro não é maior nem menor do que para qualquer outro estrangeiro.

Não há nenhum tipo de discriminação e nem privilégio para outras nacionalidades. Se você acessar a página com os requisitos para a emissão do Certificado de Elegibilidade, verá que o processo é igual para todos. Sendo assim, é totalmente possível morar e trabalhar no Japão sem ser descente, porém, você precisa se qualificar para tal visto.

Quando tudo estiver resolvido e o emprego garantido, o ingresso acontecerá de forma automática, através do visto de trabalhador emitido e comprovado, o que garante a estadia e segurança dos não-descendentes.

Como o Brasil se prepara para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020…

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não fala em meta de medalhas para os Jogos de Tóquio 2020, mas está claro que um objetivo é superar as 19 medalhas conquistadas na Rio 2016, que é o recorde histórico do país.

Para Tóquio 2020, foram incluídos skate, surfe e caratê, modalidades que não estavam no programa olímpico do Rio. E, deste trio de esportes, é possível que venham pelo menos cinco pódios para o Brasil, que é uma das maiores potências no Surf e Skate. Além de brigar por pelo menos duas medalhas no tatame.

Apesar dos atletas estarem tendo menos apoio financeiro do que no último ciclo, o número de medalhas pode aumentar. Não pela evolução do esporte nacional, mas pela mudança, benéfica para o Brasil, no programa de provas.

Os estudos do Comitê Olímpico do Brasil (COB) demonstram que a cada quatro chances de medalha, o país conquista uma. Então, se a delegação quer superar as 19 medalhas conquistadas nos Jogos do Rio, precisa chegar com quase 80 possibilidades de pódio.

Lista com os favoritos ao Ouro Olímpico de Tóquio em 2020…

Darlan Romani – Arremesso de peso

Alison Santos – Atletismo

Erica Sena – Atletismo

Beatriz Ferreira – Boxe

Hebert Conceição – Boxe

Isaquias Queiroz – Canoagem

Ana Sátila – Canoagem slalom

Nathalie Moellhausen – Esgrima

Arthur Nory – Ginástica Artística

Arthur Zanetti – Ginástica Artística

Flávia Saraiva – Ginástica Artística

Mayra Aguiar – Judô

Rafael Silva – Judô

Maria Suelen – Judô

Rafaela Silva – Judô

Ana Marcela Cunha – Maratona aquática

Bruno Fratus – Natação

Pamela Rosa – Skate

Rayssa Leal – Skate

Letícia Bufoni – Skate

Yndiara Asp – Skate

Pedro Barros – Skate

Luiz Francisco – Skate

Pedro Quintas – Skate

Kelvin Hoefler – Skate

Gabriel Medina – Surfe

Filipe Toledo – Surfe

Maicon Andrade – Taekwondo

Edival “Netinho” – Taekwondo

Milena Titoneli – Taekwondo

Hugo Calderano – Tênis de mesa

Martine Grael e Kahena Kunze – Vela

Ágatha e Duda – Vôlei de Praia

Ana Patrícia e Rebecca – Vôlei de Praia

Alison e Álvaro – Vôlei de Praia

Evandro e Bruno – Vôlei de Praia

Equipe mista – Judô

Equipe de Vôlei – Vôlei feminino

Equipe de Vôlei – Vôlei masculino

Equipe de Revezamento 4x100m – Atletismo masculino

O turista não precisa ir para o Japão para conhecer a cultura japonesa… 

No Brasil, cidades colonizadas pelos orientais mantêm até hoje as tradições nipônicas. A maior concentração de japoneses está no sul e sudeste, mas isso não quer dizer que os nikkeis – como são conhecidas as pessoas com origem japonesa – residam apenas nessas regiões. O número estimado de cidadãos brasileiros com ascendência japonesa é de 1,5 milhão, de acordo com o Consulado Geral do Japão em São Paulo. Eles também estão no Centro-Oeste e Norte no país. 

No Paraná, a cidade de Assaí possui a maior concentração de nipo-brasileiros do estado. Desde o final da década de 30, com a colonização dos japoneses, as tradições orientais são passadas de pai para filho. A população, miscigenada entre brasileiros e japoneses, realiza os eventos da cidade, como O Bon Odori e o Tanabata, perpetuando a cultura oriental existente no dia a dia da cidade. O sistema de produção de frutas e o espaço agrícola da cidade também são realizados com técnicas japonesas.

Em São Paulo estão cerca de 400 mil japoneses. O maior reduto da colônia nipônica fora do Japão é o Bairro Liberdade, onde as fachadas são escritas com ideogramas japoneses e a arquitetura é tradicionalmente oriental. O bairro é conhecido por receber turistas de todo o mundo, apaixonados pela cultura e tradição orientais. A Feira da Liberdade, na capital paulista, reúne aos finais de semana elementos típicos da cultura do Japão, com destaque especial para a gastronomia.

Para quem procura pelas tradições nipônicas mais ao sul do país, o destino é o município de Ivoti, no Rio Grande do Sul. Em 1996, os dirigentes da cidade destinaram terras para serem ocupadas por 26 famílias de imigrantes, formando a colônia japonesa produtora de uvas, kiwi, hortaliças e flores. A colônia cresceu e hoje é responsável por realizar festas culturais, como Feira da Colônia Japonesa, a gincana esportiva Undo Kai e o evento Enguei Kai. O turista que visita Ivoti tem a oportunidade de conhecer o Memorial da Colônia Japonesa, com relíquias e artefatos que contam a história e conquistas japonesas no estado.

No outro extremo do país, na Região Norte está a cidade com a terceira maior colônia japonesa do Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram a Tomé-Açu, no Pará, em 1926, quando um grupo de cientistas japoneses foram ao estado para localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia com práticas modernas de cultivo. Em 1929, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil comprou terras paraenses e 189 japoneses iniciaram uma nova jornada naquela região. A cidade foi presenteada com o trabalho dos imigrantes e ganhou o título de maior produtora brasileira de pimenta-do-reino.

NOTÍCIAS DE PONTA GROSSA

O número de Brasileiros não-descendentes aumenta no Japão…

Para os não-descendentes, as regras para se viver no Japão são as mesmas aplicadas por quase todos os outros países. É necessário tirar um visto que permita a pessoa ficar/morar no país. Os vistos mais comuns são:

  • Visto de Curta Duração (até 90 dias),
  • Visto de Estudante (2 anos, podendo ser renovado),
  • Visto de Trabalho (1 a 3 anos, podendo ser renovado várias vezes).
  • Visto de Cônjuge (para quem se casar com um cidadão japonês).

Para tirar o visto de trabalho, é necessário que o emprego no Japão já esteja garantido.

A empresa contratante que irá “patrocinar” o seu visto cuidará da emissão do Certificado de Elegibilidade, documento emitido pelo Departamento de Imigração do Japão que atesta que você está apto a migrar para o país. 

A qualificação é fundamental para conseguir um emprego no Japão. Uma das condições para conseguir o Certificado de Elegibilidade é que o trabalho se enquadre na lista de profissões qualificadas pré-determinadas pela imigração japonesa.

Outra condição fundamental é aprender a língua japonesa, isso facilita a comunicação e aumenta as oportunidades. Caso ainda não domine a língua japonesa, o domínio do inglês é fundamental.

O visto de estudante é a primeira opção para morar no Japão…

Este é um dos caminhos mais comuns. Ir primeiro ao Japão a estudos, através de um intercâmbio ou para fazer mestrado e doutorado. Ao final do curso, participar do processo seletivo de diversas empresas até conseguir um emprego.

Se você encontrar um trabalho enquanto ainda está com o visto de estudante, você poderá tirar o visto de trabalho sem nem sair do Japão. Apenas lembre-se que este trabalho precisa ser qualificado (que exige curso superior).

Saiba mais sobre a Lei de Imigração Japonesa…

Os descendentes de japoneses tem sim um privilégio quanto a isso. Mas o fato é que o processo para um brasileiro não-descendente migrar para o Japão é exatamente o mesmo que um americano, italiano, chinês ou indiano. A dificuldade para um brasileiro não é maior nem menor do que para qualquer outro estrangeiro.

Não há nenhum tipo de discriminação e nem privilégio para outras nacionalidades. Se você acessar a página com os requisitos para a emissão do Certificado de Elegibilidade, verá que o processo é igual para todos. Sendo assim, é totalmente possível morar e trabalhar no Japão sem ser descente, porém, você precisa se qualificar para tal visto.

Quando tudo estiver resolvido e o emprego garantido, o ingresso acontecerá de forma automática, através do visto de trabalhador emitido e comprovado, o que garante a estadia e segurança dos não-descendentes.

Como o Brasil se prepara para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020…

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não fala em meta de medalhas para os Jogos de Tóquio 2020, mas está claro que um objetivo é superar as 19 medalhas conquistadas na Rio 2016, que é o recorde histórico do país.

Para Tóquio 2020, foram incluídos skate, surfe e caratê, modalidades que não estavam no programa olímpico do Rio. E, deste trio de esportes, é possível que venham pelo menos cinco pódios para o Brasil, que é uma das maiores potências no Surf e Skate. Além de brigar por pelo menos duas medalhas no tatame.

Apesar dos atletas estarem tendo menos apoio financeiro do que no último ciclo, o número de medalhas pode aumentar. Não pela evolução do esporte nacional, mas pela mudança, benéfica para o Brasil, no programa de provas.

Os estudos do Comitê Olímpico do Brasil (COB) demonstram que a cada quatro chances de medalha, o país conquista uma. Então, se a delegação quer superar as 19 medalhas conquistadas nos Jogos do Rio, precisa chegar com quase 80 possibilidades de pódio.

Lista com os favoritos ao Ouro Olímpico de Tóquio em 2020…

Darlan Romani – Arremesso de peso

Alison Santos – Atletismo

Erica Sena – Atletismo

Beatriz Ferreira – Boxe

Hebert Conceição – Boxe

Isaquias Queiroz – Canoagem

Ana Sátila – Canoagem slalom

Nathalie Moellhausen – Esgrima

Arthur Nory – Ginástica Artística

Arthur Zanetti – Ginástica Artística

Flávia Saraiva – Ginástica Artística

Mayra Aguiar – Judô

Rafael Silva – Judô

Maria Suelen – Judô

Rafaela Silva – Judô

Ana Marcela Cunha – Maratona aquática

Bruno Fratus – Natação

Pamela Rosa – Skate

Rayssa Leal – Skate

Letícia Bufoni – Skate

Yndiara Asp – Skate

Pedro Barros – Skate

Luiz Francisco – Skate

Pedro Quintas – Skate

Kelvin Hoefler – Skate

Gabriel Medina – Surfe

Filipe Toledo – Surfe

Maicon Andrade – Taekwondo

Edival “Netinho” – Taekwondo

Milena Titoneli – Taekwondo

Hugo Calderano – Tênis de mesa

Martine Grael e Kahena Kunze – Vela

Ágatha e Duda – Vôlei de Praia

Ana Patrícia e Rebecca – Vôlei de Praia

Alison e Álvaro – Vôlei de Praia

Evandro e Bruno – Vôlei de Praia

Equipe mista – Judô

Equipe de Vôlei – Vôlei feminino

Equipe de Vôlei – Vôlei masculino

Equipe de Revezamento 4x100m – Atletismo masculino

O turista não precisa ir para o Japão para conhecer a cultura japonesa… 

No Brasil, cidades colonizadas pelos orientais mantêm até hoje as tradições nipônicas. A maior concentração de japoneses está no sul e sudeste, mas isso não quer dizer que os nikkeis – como são conhecidas as pessoas com origem japonesa – residam apenas nessas regiões. O número estimado de cidadãos brasileiros com ascendência japonesa é de 1,5 milhão, de acordo com o Consulado Geral do Japão em São Paulo. Eles também estão no Centro-Oeste e Norte no país. 

No Paraná, a cidade de Assaí possui a maior concentração de nipo-brasileiros do estado. Desde o final da década de 30, com a colonização dos japoneses, as tradições orientais são passadas de pai para filho. A população, miscigenada entre brasileiros e japoneses, realiza os eventos da cidade, como O Bon Odori e o Tanabata, perpetuando a cultura oriental existente no dia a dia da cidade. O sistema de produção de frutas e o espaço agrícola da cidade também são realizados com técnicas japonesas.

Em São Paulo estão cerca de 400 mil japoneses. O maior reduto da colônia nipônica fora do Japão é o Bairro Liberdade, onde as fachadas são escritas com ideogramas japoneses e a arquitetura é tradicionalmente oriental. O bairro é conhecido por receber turistas de todo o mundo, apaixonados pela cultura e tradição orientais. A Feira da Liberdade, na capital paulista, reúne aos finais de semana elementos típicos da cultura do Japão, com destaque especial para a gastronomia.

Para quem procura pelas tradições nipônicas mais ao sul do país, o destino é o município de Ivoti, no Rio Grande do Sul. Em 1996, os dirigentes da cidade destinaram terras para serem ocupadas por 26 famílias de imigrantes, formando a colônia japonesa produtora de uvas, kiwi, hortaliças e flores. A colônia cresceu e hoje é responsável por realizar festas culturais, como Feira da Colônia Japonesa, a gincana esportiva Undo Kai e o evento Enguei Kai. O turista que visita Ivoti tem a oportunidade de conhecer o Memorial da Colônia Japonesa, com relíquias e artefatos que contam a história e conquistas japonesas no estado.

No outro extremo do país, na Região Norte está a cidade com a terceira maior colônia japonesa do Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram a Tomé-Açu, no Pará, em 1926, quando um grupo de cientistas japoneses foram ao estado para localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia com práticas modernas de cultivo. Em 1929, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil comprou terras paraenses e 189 japoneses iniciaram uma nova jornada naquela região. A cidade foi presenteada com o trabalho dos imigrantes e ganhou o título de maior produtora brasileira de pimenta-do-reino.

NOTÍCIAS DE CASCAVEL

O número de Brasileiros não-descendentes aumenta no Japão…

Para os não-descendentes, as regras para se viver no Japão são as mesmas aplicadas por quase todos os outros países. É necessário tirar um visto que permita a pessoa ficar/morar no país. Os vistos mais comuns são:

  • Visto de Curta Duração (até 90 dias),
  • Visto de Estudante (2 anos, podendo ser renovado),
  • Visto de Trabalho (1 a 3 anos, podendo ser renovado várias vezes).
  • Visto de Cônjuge (para quem se casar com um cidadão japonês).

Para tirar o visto de trabalho, é necessário que o emprego no Japão já esteja garantido.

A empresa contratante que irá “patrocinar” o seu visto cuidará da emissão do Certificado de Elegibilidade, documento emitido pelo Departamento de Imigração do Japão que atesta que você está apto a migrar para o país. 

A qualificação é fundamental para conseguir um emprego no Japão. Uma das condições para conseguir o Certificado de Elegibilidade é que o trabalho se enquadre na lista de profissões qualificadas pré-determinadas pela imigração japonesa.

Outra condição fundamental é aprender a língua japonesa, isso facilita a comunicação e aumenta as oportunidades. Caso ainda não domine a língua japonesa, o domínio do inglês é fundamental.

O visto de estudante é a primeira opção para morar no Japão…

Este é um dos caminhos mais comuns. Ir primeiro ao Japão a estudos, através de um intercâmbio ou para fazer mestrado e doutorado. Ao final do curso, participar do processo seletivo de diversas empresas até conseguir um emprego.

Se você encontrar um trabalho enquanto ainda está com o visto de estudante, você poderá tirar o visto de trabalho sem nem sair do Japão. Apenas lembre-se que este trabalho precisa ser qualificado (que exige curso superior).

Saiba mais sobre a Lei de Imigração Japonesa…

Os descendentes de japoneses tem sim um privilégio quanto a isso. Mas o fato é que o processo para um brasileiro não-descendente migrar para o Japão é exatamente o mesmo que um americano, italiano, chinês ou indiano. A dificuldade para um brasileiro não é maior nem menor do que para qualquer outro estrangeiro.

Não há nenhum tipo de discriminação e nem privilégio para outras nacionalidades. Se você acessar a página com os requisitos para a emissão do Certificado de Elegibilidade, verá que o processo é igual para todos. Sendo assim, é totalmente possível morar e trabalhar no Japão sem ser descente, porém, você precisa se qualificar para tal visto.

Quando tudo estiver resolvido e o emprego garantido, o ingresso acontecerá de forma automática, através do visto de trabalhador emitido e comprovado, o que garante a estadia e segurança dos não-descendentes.

Como o Brasil se prepara para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020…

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não fala em meta de medalhas para os Jogos de Tóquio 2020, mas está claro que um objetivo é superar as 19 medalhas conquistadas na Rio 2016, que é o recorde histórico do país.

Para Tóquio 2020, foram incluídos skate, surfe e caratê, modalidades que não estavam no programa olímpico do Rio. E, deste trio de esportes, é possível que venham pelo menos cinco pódios para o Brasil, que é uma das maiores potências no Surf e Skate. Além de brigar por pelo menos duas medalhas no tatame.

Apesar dos atletas estarem tendo menos apoio financeiro do que no último ciclo, o número de medalhas pode aumentar. Não pela evolução do esporte nacional, mas pela mudança, benéfica para o Brasil, no programa de provas.

Os estudos do Comitê Olímpico do Brasil (COB) demonstram que a cada quatro chances de medalha, o país conquista uma. Então, se a delegação quer superar as 19 medalhas conquistadas nos Jogos do Rio, precisa chegar com quase 80 possibilidades de pódio.

Lista com os favoritos ao Ouro Olímpico de Tóquio em 2020…

Darlan Romani – Arremesso de peso

Alison Santos – Atletismo

Erica Sena – Atletismo

Beatriz Ferreira – Boxe

Hebert Conceição – Boxe

Isaquias Queiroz – Canoagem

Ana Sátila – Canoagem slalom

Nathalie Moellhausen – Esgrima

Arthur Nory – Ginástica Artística

Arthur Zanetti – Ginástica Artística

Flávia Saraiva – Ginástica Artística

Mayra Aguiar – Judô

Rafael Silva – Judô

Maria Suelen – Judô

Rafaela Silva – Judô

Ana Marcela Cunha – Maratona aquática

Bruno Fratus – Natação

Pamela Rosa – Skate

Rayssa Leal – Skate

Letícia Bufoni – Skate

Yndiara Asp – Skate

Pedro Barros – Skate

Luiz Francisco – Skate

Pedro Quintas – Skate

Kelvin Hoefler – Skate

Gabriel Medina – Surfe

Filipe Toledo – Surfe

Maicon Andrade – Taekwondo

Edival “Netinho” – Taekwondo

Milena Titoneli – Taekwondo

Hugo Calderano – Tênis de mesa

Martine Grael e Kahena Kunze – Vela

Ágatha e Duda – Vôlei de Praia

Ana Patrícia e Rebecca – Vôlei de Praia

Alison e Álvaro – Vôlei de Praia

Evandro e Bruno – Vôlei de Praia

Equipe mista – Judô

Equipe de Vôlei – Vôlei feminino

Equipe de Vôlei – Vôlei masculino

Equipe de Revezamento 4x100m – Atletismo masculino

O turista não precisa ir para o Japão para conhecer a cultura japonesa… 

No Brasil, cidades colonizadas pelos orientais mantêm até hoje as tradições nipônicas. A maior concentração de japoneses está no sul e sudeste, mas isso não quer dizer que os nikkeis – como são conhecidas as pessoas com origem japonesa – residam apenas nessas regiões. O número estimado de cidadãos brasileiros com ascendência japonesa é de 1,5 milhão, de acordo com o Consulado Geral do Japão em São Paulo. Eles também estão no Centro-Oeste e Norte no país. 

No Paraná, a cidade de Assaí possui a maior concentração de nipo-brasileiros do estado. Desde o final da década de 30, com a colonização dos japoneses, as tradições orientais são passadas de pai para filho. A população, miscigenada entre brasileiros e japoneses, realiza os eventos da cidade, como O Bon Odori e o Tanabata, perpetuando a cultura oriental existente no dia a dia da cidade. O sistema de produção de frutas e o espaço agrícola da cidade também são realizados com técnicas japonesas.

Em São Paulo estão cerca de 400 mil japoneses. O maior reduto da colônia nipônica fora do Japão é o Bairro Liberdade, onde as fachadas são escritas com ideogramas japoneses e a arquitetura é tradicionalmente oriental. O bairro é conhecido por receber turistas de todo o mundo, apaixonados pela cultura e tradição orientais. A Feira da Liberdade, na capital paulista, reúne aos finais de semana elementos típicos da cultura do Japão, com destaque especial para a gastronomia.

Para quem procura pelas tradições nipônicas mais ao sul do país, o destino é o município de Ivoti, no Rio Grande do Sul. Em 1996, os dirigentes da cidade destinaram terras para serem ocupadas por 26 famílias de imigrantes, formando a colônia japonesa produtora de uvas, kiwi, hortaliças e flores. A colônia cresceu e hoje é responsável por realizar festas culturais, como Feira da Colônia Japonesa, a gincana esportiva Undo Kai e o evento Enguei Kai. O turista que visita Ivoti tem a oportunidade de conhecer o Memorial da Colônia Japonesa, com relíquias e artefatos que contam a história e conquistas japonesas no estado.

No outro extremo do país, na Região Norte está a cidade com a terceira maior colônia japonesa do Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram a Tomé-Açu, no Pará, em 1926, quando um grupo de cientistas japoneses foram ao estado para localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia com práticas modernas de cultivo. Em 1929, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil comprou terras paraenses e 189 japoneses iniciaram uma nova jornada naquela região. A cidade foi presenteada com o trabalho dos imigrantes e ganhou o título de maior produtora brasileira de pimenta-do-reino.

NOTÍCIAS DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS

O número de Brasileiros não-descendentes aumenta no Japão…

Para os não-descendentes, as regras para se viver no Japão são as mesmas aplicadas por quase todos os outros países. É necessário tirar um visto que permita a pessoa ficar/morar no país. Os vistos mais comuns são:

  • Visto de Curta Duração (até 90 dias),
  • Visto de Estudante (2 anos, podendo ser renovado),
  • Visto de Trabalho (1 a 3 anos, podendo ser renovado várias vezes).
  • Visto de Cônjuge (para quem se casar com um cidadão japonês).

Para tirar o visto de trabalho, é necessário que o emprego no Japão já esteja garantido.

A empresa contratante que irá “patrocinar” o seu visto cuidará da emissão do Certificado de Elegibilidade, documento emitido pelo Departamento de Imigração do Japão que atesta que você está apto a migrar para o país. 

A qualificação é fundamental para conseguir um emprego no Japão. Uma das condições para conseguir o Certificado de Elegibilidade é que o trabalho se enquadre na lista de profissões qualificadas pré-determinadas pela imigração japonesa.

Outra condição fundamental é aprender a língua japonesa, isso facilita a comunicação e aumenta as oportunidades. Caso ainda não domine a língua japonesa, o domínio do inglês é fundamental.

O visto de estudante é a primeira opção para morar no Japão…

Este é um dos caminhos mais comuns. Ir primeiro ao Japão a estudos, através de um intercâmbio ou para fazer mestrado e doutorado. Ao final do curso, participar do processo seletivo de diversas empresas até conseguir um emprego.

Se você encontrar um trabalho enquanto ainda está com o visto de estudante, você poderá tirar o visto de trabalho sem nem sair do Japão. Apenas lembre-se que este trabalho precisa ser qualificado (que exige curso superior).

Saiba mais sobre a Lei de Imigração Japonesa…

Os descendentes de japoneses tem sim um privilégio quanto a isso. Mas o fato é que o processo para um brasileiro não-descendente migrar para o Japão é exatamente o mesmo que um americano, italiano, chinês ou indiano. A dificuldade para um brasileiro não é maior nem menor do que para qualquer outro estrangeiro.

Não há nenhum tipo de discriminação e nem privilégio para outras nacionalidades. Se você acessar a página com os requisitos para a emissão do Certificado de Elegibilidade, verá que o processo é igual para todos. Sendo assim, é totalmente possível morar e trabalhar no Japão sem ser descente, porém, você precisa se qualificar para tal visto.

Quando tudo estiver resolvido e o emprego garantido, o ingresso acontecerá de forma automática, através do visto de trabalhador emitido e comprovado, o que garante a estadia e segurança dos não-descendentes.

Como o Brasil se prepara para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020…

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não fala em meta de medalhas para os Jogos de Tóquio 2020, mas está claro que um objetivo é superar as 19 medalhas conquistadas na Rio 2016, que é o recorde histórico do país.

Para Tóquio 2020, foram incluídos skate, surfe e caratê, modalidades que não estavam no programa olímpico do Rio. E, deste trio de esportes, é possível que venham pelo menos cinco pódios para o Brasil, que é uma das maiores potências no Surf e Skate. Além de brigar por pelo menos duas medalhas no tatame.

Apesar dos atletas estarem tendo menos apoio financeiro do que no último ciclo, o número de medalhas pode aumentar. Não pela evolução do esporte nacional, mas pela mudança, benéfica para o Brasil, no programa de provas.

Os estudos do Comitê Olímpico do Brasil (COB) demonstram que a cada quatro chances de medalha, o país conquista uma. Então, se a delegação quer superar as 19 medalhas conquistadas nos Jogos do Rio, precisa chegar com quase 80 possibilidades de pódio.

Lista com os favoritos ao Ouro Olímpico de Tóquio em 2020…

Darlan Romani – Arremesso de peso

Alison Santos – Atletismo

Erica Sena – Atletismo

Beatriz Ferreira – Boxe

Hebert Conceição – Boxe

Isaquias Queiroz – Canoagem

Ana Sátila – Canoagem slalom

Nathalie Moellhausen – Esgrima

Arthur Nory – Ginástica Artística

Arthur Zanetti – Ginástica Artística

Flávia Saraiva – Ginástica Artística

Mayra Aguiar – Judô

Rafael Silva – Judô

Maria Suelen – Judô

Rafaela Silva – Judô

Ana Marcela Cunha – Maratona aquática

Bruno Fratus – Natação

Pamela Rosa – Skate

Rayssa Leal – Skate

Letícia Bufoni – Skate

Yndiara Asp – Skate

Pedro Barros – Skate

Luiz Francisco – Skate

Pedro Quintas – Skate

Kelvin Hoefler – Skate

Gabriel Medina – Surfe

Filipe Toledo – Surfe

Maicon Andrade – Taekwondo

Edival “Netinho” – Taekwondo

Milena Titoneli – Taekwondo

Hugo Calderano – Tênis de mesa

Martine Grael e Kahena Kunze – Vela

Ágatha e Duda – Vôlei de Praia

Ana Patrícia e Rebecca – Vôlei de Praia

Alison e Álvaro – Vôlei de Praia

Evandro e Bruno – Vôlei de Praia

Equipe mista – Judô

Equipe de Vôlei – Vôlei feminino

Equipe de Vôlei – Vôlei masculino

Equipe de Revezamento 4x100m – Atletismo masculino

O turista não precisa ir para o Japão para conhecer a cultura japonesa… 

No Brasil, cidades colonizadas pelos orientais mantêm até hoje as tradições nipônicas. A maior concentração de japoneses está no sul e sudeste, mas isso não quer dizer que os nikkeis – como são conhecidas as pessoas com origem japonesa – residam apenas nessas regiões. O número estimado de cidadãos brasileiros com ascendência japonesa é de 1,5 milhão, de acordo com o Consulado Geral do Japão em São Paulo. Eles também estão no Centro-Oeste e Norte no país. 

No Paraná, a cidade de Assaí possui a maior concentração de nipo-brasileiros do estado. Desde o final da década de 30, com a colonização dos japoneses, as tradições orientais são passadas de pai para filho. A população, miscigenada entre brasileiros e japoneses, realiza os eventos da cidade, como O Bon Odori e o Tanabata, perpetuando a cultura oriental existente no dia a dia da cidade. O sistema de produção de frutas e o espaço agrícola da cidade também são realizados com técnicas japonesas.

Em São Paulo estão cerca de 400 mil japoneses. O maior reduto da colônia nipônica fora do Japão é o Bairro Liberdade, onde as fachadas são escritas com ideogramas japoneses e a arquitetura é tradicionalmente oriental. O bairro é conhecido por receber turistas de todo o mundo, apaixonados pela cultura e tradição orientais. A Feira da Liberdade, na capital paulista, reúne aos finais de semana elementos típicos da cultura do Japão, com destaque especial para a gastronomia.

Para quem procura pelas tradições nipônicas mais ao sul do país, o destino é o município de Ivoti, no Rio Grande do Sul. Em 1996, os dirigentes da cidade destinaram terras para serem ocupadas por 26 famílias de imigrantes, formando a colônia japonesa produtora de uvas, kiwi, hortaliças e flores. A colônia cresceu e hoje é responsável por realizar festas culturais, como Feira da Colônia Japonesa, a gincana esportiva Undo Kai e o evento Enguei Kai. O turista que visita Ivoti tem a oportunidade de conhecer o Memorial da Colônia Japonesa, com relíquias e artefatos que contam a história e conquistas japonesas no estado.

No outro extremo do país, na Região Norte está a cidade com a terceira maior colônia japonesa do Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram a Tomé-Açu, no Pará, em 1926, quando um grupo de cientistas japoneses foram ao estado para localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia com práticas modernas de cultivo. Em 1929, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil comprou terras paraenses e 189 japoneses iniciaram uma nova jornada naquela região. A cidade foi presenteada com o trabalho dos imigrantes e ganhou o título de maior produtora brasileira de pimenta-do-reino.

NOTÍCIAS DE FOZ DO IGUAÇU

O número de Brasileiros não-descendentes aumenta no Japão…

Para os não-descendentes, as regras para se viver no Japão são as mesmas aplicadas por quase todos os outros países. É necessário tirar um visto que permita a pessoa ficar/morar no país. Os vistos mais comuns são:

  • Visto de Curta Duração (até 90 dias),
  • Visto de Estudante (2 anos, podendo ser renovado),
  • Visto de Trabalho (1 a 3 anos, podendo ser renovado várias vezes).
  • Visto de Cônjuge (para quem se casar com um cidadão japonês).

Para tirar o visto de trabalho, é necessário que o emprego no Japão já esteja garantido.

A empresa contratante que irá “patrocinar” o seu visto cuidará da emissão do Certificado de Elegibilidade, documento emitido pelo Departamento de Imigração do Japão que atesta que você está apto a migrar para o país. 

A qualificação é fundamental para conseguir um emprego no Japão. Uma das condições para conseguir o Certificado de Elegibilidade é que o trabalho se enquadre na lista de profissões qualificadas pré-determinadas pela imigração japonesa.

Outra condição fundamental é aprender a língua japonesa, isso facilita a comunicação e aumenta as oportunidades. Caso ainda não domine a língua japonesa, o domínio do inglês é fundamental.

O visto de estudante é a primeira opção para morar no Japão…

Este é um dos caminhos mais comuns. Ir primeiro ao Japão a estudos, através de um intercâmbio ou para fazer mestrado e doutorado. Ao final do curso, participar do processo seletivo de diversas empresas até conseguir um emprego.

Se você encontrar um trabalho enquanto ainda está com o visto de estudante, você poderá tirar o visto de trabalho sem nem sair do Japão. Apenas lembre-se que este trabalho precisa ser qualificado (que exige curso superior).

Saiba mais sobre a Lei de Imigração Japonesa…

Os descendentes de japoneses tem sim um privilégio quanto a isso. Mas o fato é que o processo para um brasileiro não-descendente migrar para o Japão é exatamente o mesmo que um americano, italiano, chinês ou indiano. A dificuldade para um brasileiro não é maior nem menor do que para qualquer outro estrangeiro.

Não há nenhum tipo de discriminação e nem privilégio para outras nacionalidades. Se você acessar a página com os requisitos para a emissão do Certificado de Elegibilidade, verá que o processo é igual para todos. Sendo assim, é totalmente possível morar e trabalhar no Japão sem ser descente, porém, você precisa se qualificar para tal visto.

Quando tudo estiver resolvido e o emprego garantido, o ingresso acontecerá de forma automática, através do visto de trabalhador emitido e comprovado, o que garante a estadia e segurança dos não-descendentes.

Como o Brasil se prepara para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020…

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não fala em meta de medalhas para os Jogos de Tóquio 2020, mas está claro que um objetivo é superar as 19 medalhas conquistadas na Rio 2016, que é o recorde histórico do país.

Para Tóquio 2020, foram incluídos skate, surfe e caratê, modalidades que não estavam no programa olímpico do Rio. E, deste trio de esportes, é possível que venham pelo menos cinco pódios para o Brasil, que é uma das maiores potências no Surf e Skate. Além de brigar por pelo menos duas medalhas no tatame.

Apesar dos atletas estarem tendo menos apoio financeiro do que no último ciclo, o número de medalhas pode aumentar. Não pela evolução do esporte nacional, mas pela mudança, benéfica para o Brasil, no programa de provas.

Os estudos do Comitê Olímpico do Brasil (COB) demonstram que a cada quatro chances de medalha, o país conquista uma. Então, se a delegação quer superar as 19 medalhas conquistadas nos Jogos do Rio, precisa chegar com quase 80 possibilidades de pódio.

Lista com os favoritos ao Ouro Olímpico de Tóquio em 2020…

Darlan Romani – Arremesso de peso

Alison Santos – Atletismo

Erica Sena – Atletismo

Beatriz Ferreira – Boxe

Hebert Conceição – Boxe

Isaquias Queiroz – Canoagem

Ana Sátila – Canoagem slalom

Nathalie Moellhausen – Esgrima

Arthur Nory – Ginástica Artística

Arthur Zanetti – Ginástica Artística

Flávia Saraiva – Ginástica Artística

Mayra Aguiar – Judô

Rafael Silva – Judô

Maria Suelen – Judô

Rafaela Silva – Judô

Ana Marcela Cunha – Maratona aquática

Bruno Fratus – Natação

Pamela Rosa – Skate

Rayssa Leal – Skate

Letícia Bufoni – Skate

Yndiara Asp – Skate

Pedro Barros – Skate

Luiz Francisco – Skate

Pedro Quintas – Skate

Kelvin Hoefler – Skate

Gabriel Medina – Surfe

Filipe Toledo – Surfe

Maicon Andrade – Taekwondo

Edival “Netinho” – Taekwondo

Milena Titoneli – Taekwondo

Hugo Calderano – Tênis de mesa

Martine Grael e Kahena Kunze – Vela

Ágatha e Duda – Vôlei de Praia

Ana Patrícia e Rebecca – Vôlei de Praia

Alison e Álvaro – Vôlei de Praia

Evandro e Bruno – Vôlei de Praia

Equipe mista – Judô

Equipe de Vôlei – Vôlei feminino

Equipe de Vôlei – Vôlei masculino

Equipe de Revezamento 4x100m – Atletismo masculino

O turista não precisa ir para o Japão para conhecer a cultura japonesa… 

No Brasil, cidades colonizadas pelos orientais mantêm até hoje as tradições nipônicas. A maior concentração de japoneses está no sul e sudeste, mas isso não quer dizer que os nikkeis – como são conhecidas as pessoas com origem japonesa – residam apenas nessas regiões. O número estimado de cidadãos brasileiros com ascendência japonesa é de 1,5 milhão, de acordo com o Consulado Geral do Japão em São Paulo. Eles também estão no Centro-Oeste e Norte no país. 

No Paraná, a cidade de Assaí possui a maior concentração de nipo-brasileiros do estado. Desde o final da década de 30, com a colonização dos japoneses, as tradições orientais são passadas de pai para filho. A população, miscigenada entre brasileiros e japoneses, realiza os eventos da cidade, como O Bon Odori e o Tanabata, perpetuando a cultura oriental existente no dia a dia da cidade. O sistema de produção de frutas e o espaço agrícola da cidade também são realizados com técnicas japonesas.

Em São Paulo estão cerca de 400 mil japoneses. O maior reduto da colônia nipônica fora do Japão é o Bairro Liberdade, onde as fachadas são escritas com ideogramas japoneses e a arquitetura é tradicionalmente oriental. O bairro é conhecido por receber turistas de todo o mundo, apaixonados pela cultura e tradição orientais. A Feira da Liberdade, na capital paulista, reúne aos finais de semana elementos típicos da cultura do Japão, com destaque especial para a gastronomia.

Para quem procura pelas tradições nipônicas mais ao sul do país, o destino é o município de Ivoti, no Rio Grande do Sul. Em 1996, os dirigentes da cidade destinaram terras para serem ocupadas por 26 famílias de imigrantes, formando a colônia japonesa produtora de uvas, kiwi, hortaliças e flores. A colônia cresceu e hoje é responsável por realizar festas culturais, como Feira da Colônia Japonesa, a gincana esportiva Undo Kai e o evento Enguei Kai. O turista que visita Ivoti tem a oportunidade de conhecer o Memorial da Colônia Japonesa, com relíquias e artefatos que contam a história e conquistas japonesas no estado.

No outro extremo do país, na Região Norte está a cidade com a terceira maior colônia japonesa do Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram a Tomé-Açu, no Pará, em 1926, quando um grupo de cientistas japoneses foram ao estado para localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia com práticas modernas de cultivo. Em 1929, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil comprou terras paraenses e 189 japoneses iniciaram uma nova jornada naquela região. A cidade foi presenteada com o trabalho dos imigrantes e ganhou o título de maior produtora brasileira de pimenta-do-reino.

NOTÍCIAS DE COLOMBO

O número de Brasileiros não-descendentes aumenta no Japão…

Para os não-descendentes, as regras para se viver no Japão são as mesmas aplicadas por quase todos os outros países. É necessário tirar um visto que permita a pessoa ficar/morar no país. Os vistos mais comuns são:

  • Visto de Curta Duração (até 90 dias),
  • Visto de Estudante (2 anos, podendo ser renovado),
  • Visto de Trabalho (1 a 3 anos, podendo ser renovado várias vezes).
  • Visto de Cônjuge (para quem se casar com um cidadão japonês).

Para tirar o visto de trabalho, é necessário que o emprego no Japão já esteja garantido.

A empresa contratante que irá “patrocinar” o seu visto cuidará da emissão do Certificado de Elegibilidade, documento emitido pelo Departamento de Imigração do Japão que atesta que você está apto a migrar para o país. 

A qualificação é fundamental para conseguir um emprego no Japão. Uma das condições para conseguir o Certificado de Elegibilidade é que o trabalho se enquadre na lista de profissões qualificadas pré-determinadas pela imigração japonesa.

Outra condição fundamental é aprender a língua japonesa, isso facilita a comunicação e aumenta as oportunidades. Caso ainda não domine a língua japonesa, o domínio do inglês é fundamental.

O visto de estudante é a primeira opção para morar no Japão…

Este é um dos caminhos mais comuns. Ir primeiro ao Japão a estudos, através de um intercâmbio ou para fazer mestrado e doutorado. Ao final do curso, participar do processo seletivo de diversas empresas até conseguir um emprego.

Se você encontrar um trabalho enquanto ainda está com o visto de estudante, você poderá tirar o visto de trabalho sem nem sair do Japão. Apenas lembre-se que este trabalho precisa ser qualificado (que exige curso superior).

Saiba mais sobre a Lei de Imigração Japonesa…

Os descendentes de japoneses tem sim um privilégio quanto a isso. Mas o fato é que o processo para um brasileiro não-descendente migrar para o Japão é exatamente o mesmo que um americano, italiano, chinês ou indiano. A dificuldade para um brasileiro não é maior nem menor do que para qualquer outro estrangeiro.

Não há nenhum tipo de discriminação e nem privilégio para outras nacionalidades. Se você acessar a página com os requisitos para a emissão do Certificado de Elegibilidade, verá que o processo é igual para todos. Sendo assim, é totalmente possível morar e trabalhar no Japão sem ser descente, porém, você precisa se qualificar para tal visto.

Quando tudo estiver resolvido e o emprego garantido, o ingresso acontecerá de forma automática, através do visto de trabalhador emitido e comprovado, o que garante a estadia e segurança dos não-descendentes.

Como o Brasil se prepara para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020…

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não fala em meta de medalhas para os Jogos de Tóquio 2020, mas está claro que um objetivo é superar as 19 medalhas conquistadas na Rio 2016, que é o recorde histórico do país.

Para Tóquio 2020, foram incluídos skate, surfe e caratê, modalidades que não estavam no programa olímpico do Rio. E, deste trio de esportes, é possível que venham pelo menos cinco pódios para o Brasil, que é uma das maiores potências no Surf e Skate. Além de brigar por pelo menos duas medalhas no tatame.

Apesar dos atletas estarem tendo menos apoio financeiro do que no último ciclo, o número de medalhas pode aumentar. Não pela evolução do esporte nacional, mas pela mudança, benéfica para o Brasil, no programa de provas.

Os estudos do Comitê Olímpico do Brasil (COB) demonstram que a cada quatro chances de medalha, o país conquista uma. Então, se a delegação quer superar as 19 medalhas conquistadas nos Jogos do Rio, precisa chegar com quase 80 possibilidades de pódio.

Lista com os favoritos ao Ouro Olímpico de Tóquio em 2020…

Darlan Romani – Arremesso de peso

Alison Santos – Atletismo

Erica Sena – Atletismo

Beatriz Ferreira – Boxe

Hebert Conceição – Boxe

Isaquias Queiroz – Canoagem

Ana Sátila – Canoagem slalom

Nathalie Moellhausen – Esgrima

Arthur Nory – Ginástica Artística

Arthur Zanetti – Ginástica Artística

Flávia Saraiva – Ginástica Artística

Mayra Aguiar – Judô

Rafael Silva – Judô

Maria Suelen – Judô

Rafaela Silva – Judô

Ana Marcela Cunha – Maratona aquática

Bruno Fratus – Natação

Pamela Rosa – Skate

Rayssa Leal – Skate

Letícia Bufoni – Skate

Yndiara Asp – Skate

Pedro Barros – Skate

Luiz Francisco – Skate

Pedro Quintas – Skate

Kelvin Hoefler – Skate

Gabriel Medina – Surfe

Filipe Toledo – Surfe

Maicon Andrade – Taekwondo

Edival “Netinho” – Taekwondo

Milena Titoneli – Taekwondo

Hugo Calderano – Tênis de mesa

Martine Grael e Kahena Kunze – Vela

Ágatha e Duda – Vôlei de Praia

Ana Patrícia e Rebecca – Vôlei de Praia

Alison e Álvaro – Vôlei de Praia

Evandro e Bruno – Vôlei de Praia

Equipe mista – Judô

Equipe de Vôlei – Vôlei feminino

Equipe de Vôlei – Vôlei masculino

Equipe de Revezamento 4x100m – Atletismo masculino

O turista não precisa ir para o Japão para conhecer a cultura japonesa… 

No Brasil, cidades colonizadas pelos orientais mantêm até hoje as tradições nipônicas. A maior concentração de japoneses está no sul e sudeste, mas isso não quer dizer que os nikkeis – como são conhecidas as pessoas com origem japonesa – residam apenas nessas regiões. O número estimado de cidadãos brasileiros com ascendência japonesa é de 1,5 milhão, de acordo com o Consulado Geral do Japão em São Paulo. Eles também estão no Centro-Oeste e Norte no país. 

No Paraná, a cidade de Assaí possui a maior concentração de nipo-brasileiros do estado. Desde o final da década de 30, com a colonização dos japoneses, as tradições orientais são passadas de pai para filho. A população, miscigenada entre brasileiros e japoneses, realiza os eventos da cidade, como O Bon Odori e o Tanabata, perpetuando a cultura oriental existente no dia a dia da cidade. O sistema de produção de frutas e o espaço agrícola da cidade também são realizados com técnicas japonesas.

Em São Paulo estão cerca de 400 mil japoneses. O maior reduto da colônia nipônica fora do Japão é o Bairro Liberdade, onde as fachadas são escritas com ideogramas japoneses e a arquitetura é tradicionalmente oriental. O bairro é conhecido por receber turistas de todo o mundo, apaixonados pela cultura e tradição orientais. A Feira da Liberdade, na capital paulista, reúne aos finais de semana elementos típicos da cultura do Japão, com destaque especial para a gastronomia.

Para quem procura pelas tradições nipônicas mais ao sul do país, o destino é o município de Ivoti, no Rio Grande do Sul. Em 1996, os dirigentes da cidade destinaram terras para serem ocupadas por 26 famílias de imigrantes, formando a colônia japonesa produtora de uvas, kiwi, hortaliças e flores. A colônia cresceu e hoje é responsável por realizar festas culturais, como Feira da Colônia Japonesa, a gincana esportiva Undo Kai e o evento Enguei Kai. O turista que visita Ivoti tem a oportunidade de conhecer o Memorial da Colônia Japonesa, com relíquias e artefatos que contam a história e conquistas japonesas no estado.

No outro extremo do país, na Região Norte está a cidade com a terceira maior colônia japonesa do Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram a Tomé-Açu, no Pará, em 1926, quando um grupo de cientistas japoneses foram ao estado para localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia com práticas modernas de cultivo. Em 1929, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil comprou terras paraenses e 189 japoneses iniciaram uma nova jornada naquela região. A cidade foi presenteada com o trabalho dos imigrantes e ganhou o título de maior produtora brasileira de pimenta-do-reino.

NOTÍCIAS DE GUARAPUAVA

O número de Brasileiros não-descendentes aumenta no Japão…

Para os não-descendentes, as regras para se viver no Japão são as mesmas aplicadas por quase todos os outros países. É necessário tirar um visto que permita a pessoa ficar/morar no país. Os vistos mais comuns são:

  • Visto de Curta Duração (até 90 dias),
  • Visto de Estudante (2 anos, podendo ser renovado),
  • Visto de Trabalho (1 a 3 anos, podendo ser renovado várias vezes).
  • Visto de Cônjuge (para quem se casar com um cidadão japonês).

Para tirar o visto de trabalho, é necessário que o emprego no Japão já esteja garantido.

A empresa contratante que irá “patrocinar” o seu visto cuidará da emissão do Certificado de Elegibilidade, documento emitido pelo Departamento de Imigração do Japão que atesta que você está apto a migrar para o país. 

A qualificação é fundamental para conseguir um emprego no Japão. Uma das condições para conseguir o Certificado de Elegibilidade é que o trabalho se enquadre na lista de profissões qualificadas pré-determinadas pela imigração japonesa.

Outra condição fundamental é aprender a língua japonesa, isso facilita a comunicação e aumenta as oportunidades. Caso ainda não domine a língua japonesa, o domínio do inglês é fundamental.

O visto de estudante é a primeira opção para morar no Japão…

Este é um dos caminhos mais comuns. Ir primeiro ao Japão a estudos, através de um intercâmbio ou para fazer mestrado e doutorado. Ao final do curso, participar do processo seletivo de diversas empresas até conseguir um emprego.

Se você encontrar um trabalho enquanto ainda está com o visto de estudante, você poderá tirar o visto de trabalho sem nem sair do Japão. Apenas lembre-se que este trabalho precisa ser qualificado (que exige curso superior).

Saiba mais sobre a Lei de Imigração Japonesa…

Os descendentes de japoneses tem sim um privilégio quanto a isso. Mas o fato é que o processo para um brasileiro não-descendente migrar para o Japão é exatamente o mesmo que um americano, italiano, chinês ou indiano. A dificuldade para um brasileiro não é maior nem menor do que para qualquer outro estrangeiro.

Não há nenhum tipo de discriminação e nem privilégio para outras nacionalidades. Se você acessar a página com os requisitos para a emissão do Certificado de Elegibilidade, verá que o processo é igual para todos. Sendo assim, é totalmente possível morar e trabalhar no Japão sem ser descente, porém, você precisa se qualificar para tal visto.

Quando tudo estiver resolvido e o emprego garantido, o ingresso acontecerá de forma automática, através do visto de trabalhador emitido e comprovado, o que garante a estadia e segurança dos não-descendentes.

Como o Brasil se prepara para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020…

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não fala em meta de medalhas para os Jogos de Tóquio 2020, mas está claro que um objetivo é superar as 19 medalhas conquistadas na Rio 2016, que é o recorde histórico do país.

Para Tóquio 2020, foram incluídos skate, surfe e caratê, modalidades que não estavam no programa olímpico do Rio. E, deste trio de esportes, é possível que venham pelo menos cinco pódios para o Brasil, que é uma das maiores potências no Surf e Skate. Além de brigar por pelo menos duas medalhas no tatame.

Apesar dos atletas estarem tendo menos apoio financeiro do que no último ciclo, o número de medalhas pode aumentar. Não pela evolução do esporte nacional, mas pela mudança, benéfica para o Brasil, no programa de provas.

Os estudos do Comitê Olímpico do Brasil (COB) demonstram que a cada quatro chances de medalha, o país conquista uma. Então, se a delegação quer superar as 19 medalhas conquistadas nos Jogos do Rio, precisa chegar com quase 80 possibilidades de pódio.

Lista com os favoritos ao Ouro Olímpico de Tóquio em 2020…

Darlan Romani – Arremesso de peso

Alison Santos – Atletismo

Erica Sena – Atletismo

Beatriz Ferreira – Boxe

Hebert Conceição – Boxe

Isaquias Queiroz – Canoagem

Ana Sátila – Canoagem slalom

Nathalie Moellhausen – Esgrima

Arthur Nory – Ginástica Artística

Arthur Zanetti – Ginástica Artística

Flávia Saraiva – Ginástica Artística

Mayra Aguiar – Judô

Rafael Silva – Judô

Maria Suelen – Judô

Rafaela Silva – Judô

Ana Marcela Cunha – Maratona aquática

Bruno Fratus – Natação

Pamela Rosa – Skate

Rayssa Leal – Skate

Letícia Bufoni – Skate

Yndiara Asp – Skate

Pedro Barros – Skate

Luiz Francisco – Skate

Pedro Quintas – Skate

Kelvin Hoefler – Skate

Gabriel Medina – Surfe

Filipe Toledo – Surfe

Maicon Andrade – Taekwondo

Edival “Netinho” – Taekwondo

Milena Titoneli – Taekwondo

Hugo Calderano – Tênis de mesa

Martine Grael e Kahena Kunze – Vela

Ágatha e Duda – Vôlei de Praia

Ana Patrícia e Rebecca – Vôlei de Praia

Alison e Álvaro – Vôlei de Praia

Evandro e Bruno – Vôlei de Praia

Equipe mista – Judô

Equipe de Vôlei – Vôlei feminino

Equipe de Vôlei – Vôlei masculino

Equipe de Revezamento 4x100m – Atletismo masculino

O turista não precisa ir para o Japão para conhecer a cultura japonesa… 

No Brasil, cidades colonizadas pelos orientais mantêm até hoje as tradições nipônicas. A maior concentração de japoneses está no sul e sudeste, mas isso não quer dizer que os nikkeis – como são conhecidas as pessoas com origem japonesa – residam apenas nessas regiões. O número estimado de cidadãos brasileiros com ascendência japonesa é de 1,5 milhão, de acordo com o Consulado Geral do Japão em São Paulo. Eles também estão no Centro-Oeste e Norte no país. 

No Paraná, a cidade de Assaí possui a maior concentração de nipo-brasileiros do estado. Desde o final da década de 30, com a colonização dos japoneses, as tradições orientais são passadas de pai para filho. A população, miscigenada entre brasileiros e japoneses, realiza os eventos da cidade, como O Bon Odori e o Tanabata, perpetuando a cultura oriental existente no dia a dia da cidade. O sistema de produção de frutas e o espaço agrícola da cidade também são realizados com técnicas japonesas.

Em São Paulo estão cerca de 400 mil japoneses. O maior reduto da colônia nipônica fora do Japão é o Bairro Liberdade, onde as fachadas são escritas com ideogramas japoneses e a arquitetura é tradicionalmente oriental. O bairro é conhecido por receber turistas de todo o mundo, apaixonados pela cultura e tradição orientais. A Feira da Liberdade, na capital paulista, reúne aos finais de semana elementos típicos da cultura do Japão, com destaque especial para a gastronomia.

Para quem procura pelas tradições nipônicas mais ao sul do país, o destino é o município de Ivoti, no Rio Grande do Sul. Em 1996, os dirigentes da cidade destinaram terras para serem ocupadas por 26 famílias de imigrantes, formando a colônia japonesa produtora de uvas, kiwi, hortaliças e flores. A colônia cresceu e hoje é responsável por realizar festas culturais, como Feira da Colônia Japonesa, a gincana esportiva Undo Kai e o evento Enguei Kai. O turista que visita Ivoti tem a oportunidade de conhecer o Memorial da Colônia Japonesa, com relíquias e artefatos que contam a história e conquistas japonesas no estado.

No outro extremo do país, na Região Norte está a cidade com a terceira maior colônia japonesa do Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram a Tomé-Açu, no Pará, em 1926, quando um grupo de cientistas japoneses foram ao estado para localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia com práticas modernas de cultivo. Em 1929, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil comprou terras paraenses e 189 japoneses iniciaram uma nova jornada naquela região. A cidade foi presenteada com o trabalho dos imigrantes e ganhou o título de maior produtora brasileira de pimenta-do-reino.

Amigurumi surgiu no Japão e se transformou num sucesso mundial

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